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Café du Centre: um café pra passar o tempo no centro

Gosto de cafés.

Não só da bebida, resultado da infusão da ãgua quente com a torra e moagem do grão. Gosto dos locais que chamamos de cafés.

Alguns são artificiais demais, criam um ambiente temático e entopem de gente até transbordar, dão movimento e são palcos de encontro de amigos, casais, famílias…

Mas alguns têm alma de verdade. Alguns buscam a essência de um lugar, a razão de ser e existir, alguns são verdadeiramente cafés. Mais cafés que os outros cafés.

Um destes lugares é o Café du Centre de Florianópolis que passou de um ilustre desconhecido pra um anônimo preferido em apenas uma visita. Sei, devia ser prudente e ir lá mais uma vez garantir que, assim como nas vezes onde tudo vai mal, existem os dias extraordinários por exceção, mas quem se importa em correr o risco de passar um pouco de vergonha de vez em quando?

Se essa minha indicação foi uma furada pra você, que pena. Talvez não tenhas visto o Café du Centre com os mesmos olhos de encantamento que eu vi.

O lugar é agradável. O tempo passa lá dentro com uma demora nem um pouco constrangedora. Não é que o atendimento demore, veja bem, tudo funcionou perfeitamente quando eu fui. O café chegou, a comida veio, até a água matou a sede quando tinha que acontecer. Mas parece que ao adentrar àquela porta o seu relógio também senta pra uma xícara de um bom espresso.

Aliás, que espresso! Eu costumo resmungar quando vejo que um lugar só oferece o café expresso, não coloca nenhuma outra opção, mas quem se importa quando ele é muito bem feito? Quando vem na temperatura certa? Sem gosto de queimado? Perfeito?

O Café du Centre tem um caminhão de tipos de café pra te agradar. Do espresso puro e simples, um macchiato, latte, até os rocambolescos com doçuras e cremes. Du Centre também tem aquelas taças enormes e bonitas que vertem açúcar e guloseimas. E também tem umas comidinhas gostosas.

Comi uma Quiche Lorraaine. Pombas, eu queria sair do lugar comum, mas tô num lugar onde o francês é a língua nativa, tudo lembra Paris e chego a ver o Beiramar Shopping de uma das janelas como se visse a Torre Eiffel, vou pedir o quê? Salmão defumado com Cottage? Dá um tempo, perdoe-me a obviedade.

E tava delicioso. Não é um simples Quiche Lorraaine, é A QUICHE LORRAINE. Vamos respeitar os veteranos de 45.

Também experimentei este sanduíche feito com presunto de parma de brie. Tostadinho, presunto saboroso, bem recheado. Outro ótimo acompanhamento pra um café, mesmo que tenha sido tomado com um pouco de leite.

O Café du Centre já tem um lugar cativo nos meus preferidos. Embora seja uma franquia, tem personalidade. Tem vontade própria e fala por si. Vale a visita e vale perder-se no tempo lá dentro, com um café e uma boa conversa.

Café du Centre Floripa

  • Travessa Stodieck, 34. Centro, Florianópolis.
  • (48) 3364-1030
  • Aceita cartões

Café Cultura: muito café, muito bistrô, muito gostoso!

Este é um review feito em duas visitas.

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A primeira foi num domingo à tarde na loja da Lagoa da Conceição, quando estava começando a ficar soterrado no meio de caixas de mudança e precisando respirar novos ares acompanhado de um bom café. Saí com a câmera pra aproveitar corrigir uma injustiça: o único review que o Café Cultura havia ganhado aqui era da unidade do centro, que não existe mais, e que servia um almoço épico ao lado da Praça XV. Mas de café, café mesmo, ainda não havia falado. Falha minha, afinal o café deles é um dos meus preferidos na cidade, principalmente porque é um dos poucos que não monopoliza com a velha e entediante máquina de espresso.

Até por quê, vamos combinar né moçada? Pra saber tirar um bom espresso sem sentir aquele gosto de queimado na boca tem que ralar muito, não adianta por uma boina e achar que é barista. Essa praga inclusive persegue nas padarias, qualquer um liga aquele elefante branco vaporizador. Credo!

Tá, mas tô tergiversando, vamos aos fatos: tarde, domingo, volta na Lagoa, café. Café Cultura.

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Hario? Hario! Aquele breguete branco de porcelana, em espiral, filtro especial pra Hario e um House Blend pra chamar de seu. Dos deuses, parece que ali você sente todas as propriedades e sabores do café. Não só as notas, dá pra chamar de acordes, parece uma música bem tocada quando um café é bem passado. Pra quê tirá-lo na pressão se café é calmaria?

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Pra acompanhar uma torta alemã da casa. Bah, que coisa linda de meu deus!

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Minha torta favorita, meu café predileto, e boa companhia! Boa companhia, inclusive, que tomava esse capuccino italiano, bem feitinho e dosado, sem aquela doçura do brasileiro que usa café de pretexto.

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E o capuccino foi pra acompanhar esse belíssimo panini, que é uma das especialidades gastronômicas da casa. Ele é vegetariano com abobrinha, tomate, alface, queijo… tão gostoso que nem sente-se falta de carne (olha quem fala!).

Ainda vou falar de café mas anota aí: especialidades gastronômicas da casa. Anotou?

Então, este café durou até a noite, entre idas e vindas do filtro do Hario e outros capuccinos, até fechar com estas duas belezinhas.

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Café Latte.

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A segunda etapa surgiu da lacuna entre esta visita, já rascunhada aqui no blog, da minha mudança pra Florianópolis (oi vizinhos!) e de um convite recebido pela Amplocom, das queridas Viviane e Roberta. Era pra ir até a loja da SC-401, que eu ainda não conhecia, experimentar as delícias que o Café Cultura oferece habitualmente. Só que, como acontece todo inverno, o cardápio passa não ter apenas uma, mas várias sopas e cremes, além de outras coisas boas que vou mostrar agora. Lembra que anotou as especialidades gastronômicas? Pois é, elas vão além dos paninis, sanduíches, salgados, doces, tortas… tantas comidas boas que têm por lá e já são conhecidas.

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De cara já vieram estas bruschettas muito saborosas e bem crocantes. Experimentei as de tomate, a famosa pomodori, e a de queijo brie com damascos. Quentinhas, pãozinho crocante, recheio saboroso… daquelas experiências onde a gente já poderia ficar na entrada. Mas é lógico que não. Porque tinha ainda muitas sopas bem saborosas pra comer.

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Essa foi a de mandioquinha com maracujá. Uma mistura que eu jamais teria feito em casa, que eu sequer havia pensado que ficasse boa. O sabor e a textura da mandioquinha com a acidez sutil do maracujá.

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Aipim com camarão também é uma delícia. Um creme robusto mas também delicado de mandioca, camarões grelhados e bem temperados por cima.

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Tem também a tradicional moranga com gengibre. Aquela abóbora bonita e saborosa, a kabotya, que alguns chamam de abóbora japonesa. O gengibre dá o toque oriental e ácido pra levantar ainda mais o sabor dela. Essa, aliás, minha preferida da noite e da vida. Comeria ela todo dia!

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Ainda coube espaço pra esse risoto de champignon, cogumelos muito bem puxados no azeite e um arroz italiano digno de um bom bistrô!

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Acha que faltou espaço? Espere só até ver esta Paçoca latte, um novo  “café” que pode-se ser saboreado como sobremesa. O nome já diz tudo: café com leite e paçoca. Outra delícia que ainda não conhecia.

Por fim, resta dizer que sinto-me agora pleno sabendo que já tenho um review bem completo do Café Cultura por aqui. Difícil a semana em que nenhuma das lojas passe meu cartão. Seja pra um rápido café com algum amigo, seja pra passar algumas horas papeando e filosofando as inquietudes da vida, o Café Cultura é um lugar dos que me sinto em casa, independente da loja que eu vá.

Café Cultura

Rua Manoel Severino de Oliveira, 669, loja 3

(48) 3334-0483

SC 401, Km4 – Espaço Primavera Garden

(48) 3307-9350

Café no Sítio Pedras Rollantes

Deus do céu, como é boa essa vida de food hunter!

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A gente não ganha nada, só gasta — ou melhor, investe — mas em compensação as experiências gastronômicas que a gente vive…

A visita ao Café no Sítio Pedras Rollantes rendeu inclusive muito mais que simples comida. Entre verdes e deslumbrantes pastagens e um rio que costeia toda a propriedade, o sítio é lugar que todos deviam conhecer.

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Antes de chegarmos às vistas de fato um passeio por toda a fazenda, sem o barulho dos carros e os ruídos da cidade grande, serve pra recarregar as baterias de uma vida corrida e descontrolada. Os animais dóceis criados soltos, o galinheiro e a colheita de ovos, os pomares de Clemenules (uma espécie de tangerina que é o forte da produção da fazenda) e as águas geladas do Rio Águas Frias são cenário pra um passeio incrível no fim de semana. E é somente aos sábados e domingos que eles abrem para atendimento.

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Na quinta e na sexta Tarcísio e Lú, um casal muito hospitaleiro, acolhedor e inteligente, começam a preparar as delícias que serão servidas nos dias seguintes. E após o passeio no sítio são servidas por etapas.

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Primeiro vem o chá de clemenules, a prata da casa. Queijos e pães tostados com geléias e patês abrem os trabalhos.

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Depois o café, coado e servido na própria mesa, com água quente do fogão à lenha que pode ser visto logo na entrada deixando o ambiente interno do café com aquele cheiro característico. É transcendental.

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Depois variados pães, geléias, pastas, doces…

Por fim a sobremesa mas não sem antes uma reabastecida de café na tarde que já se finda e requer uma bebida ainda mais quente pra fazer contraponto ao frio que começa a aumentar com o pôr-do-Sol.

A comida de lá pode até abastecer o corpo mas a saciedade da alma só a experiência completa. Passeio, café e um bate papo com o casal de proprietários que você sai querendo tomar por amigos de infância.

A experiência completa ainda pode ser vista neste vídeo do Becher a Bordo:

Café no Sítio Pedras Rollantes

Águas Frias, Alfredo Wanger / SC.

(48) 9189-9982

 

Empadas Jerke: um clássico de Joinville

Todo mundo me fala das Empadas Jerke. Todo mundo posta fotos das Empadas Jerke. Todo mundo adora as Empadas Jerke. Por quê eu ainda não conhecia? Precisava ir até Joinville para comê-las.

Até poderia ir em alguma lanchonete do Centro que revenda, poderia comprá-la nos supermercados Angeloni onde ela se encontra disponível numa caixinha de congelados pra assar em casa, mas nunca é a mesma coisa. Se você quer comer alguma coisa, vá no lugar. Sempre. Assim como delivery nunca é igual comer no próprio restaurante, você não tem o forno deles, o clima deles, coisa e tal.

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Então na segunda-feira de carnaval estava entediado, com vontade de comer a tal empada, peguei o carro e fui até Joinville pra isso. Uns me chamam de doido por isso mas o espírito foodie é assim mesmo. Uns viajam pra ver 22 caras correndo atrás de uma bola, outros pra vomitar numa montanha russa no Beto Carrero, eu viajo pra conhecer comidas e restaurantes.

Afinal se a Empadas Jerke existe desde 1922 e desde 1931 é um estabelecimento comercial na João Colin, que custava eu dirigir duas horinhas pra comê-las?

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E lá estava eu, somente eu e minha namorada Fernanda, na Empadas Jerke numa segunda-feira de carnaval. Joinville estava toda fechada, nenhum shopping abriu, nenhuma atração na cidade, somente uma meia dúzia de coisas e as empadas.

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O lugar era bastante diferente do que eu imaginava. Aliás, tudo era muito diferente do que eu imaginava. Até as empadas eram, afinal são feitas com massa folheada ao contrário de uma empada convencional que usa a famosa massa podre (que não é podre). A casa é tipo um bar, com um balcão onde alguns velhos tomavam sua cerveja ou cachacinha, comiam um rollmops e conversavam com o balconista. Ao lado, uma grande estufa com vários salgados e uma infinita quantidade das empadas. E nas mesas éramos só nós comendo as tais empadas.

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A Fernanda, fã desde sempre da iguaria, havia me recomendado a Empada especial (camarão, palmito e azeitona). Eu experimentei a dela porque queria me aventurar em outras escolhas: a de palmito, a super (camarão branco e palmito) e a de camarão.

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Errei, claro, paguei o preço de quem não escuta. A dela estava melhor e fui obrigado a levar umas pra casa pra comer mais tarde (não sei se ficou claro, mas o post que fiz anterior a este, da churrascaria, era a refeição que precedia esta, não dava pra aloprar muito nas empadas).

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As demais achei meio secas e sem gosto, mas a especial dá um banho. Só fica aquele gosto residual de manteiga que a massa folheada tem (e que particularmente eu não sou muito fã), mas é gostosa se você conseguir lidar com isso.

Então fica a dica: se for na Jerke, peça a especial e não teime com sua namorada. Ou comigo, já que está lendo este post.

Você pode gostar ou nem tanto, mas conhecer os clássicos e respeitá-los, ainda mais a prole do Sr. Guilherme e Carlota Jerke que desde o século 20 fazem isso, é primordial.

Empadas Jerke

  • Rua Dr. João Colin, 393. Centro, Joinville/SC.
  • (47) 3422-3739
  • Aceita cartões
  • Estacionamento

 

 

Brewmille: um feliz café em São José

Antes de começar este post deixa eu pegar um pano úmido e tirar a poeira. Pronto! Quase sessenta dias sem escrever sobre comida fizeram com que meus posts aqui se tornassem velhos. Tudo me parece tão distante, tudo me é tão estranho. Os restaurantes que recém tinham aberto há quase dois meses já me soam como antigos, quando penso em visitá-los. O tempo é relativo, isto posto um pequeno período pode ser grande dependendo da intensidade que se é vivido, para bem e para mal. Mas tergiverso, como sempre, falando sobre o tempo, não é pra isso que estamos aqui, não é mesmo? Já dizia Amélie Poulain que “A ansiedade sobre a passagem do tempo nos faz falar sobre o tempo”.

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Por falar na Amélie Poulain conheci um café digno de reverências e aplausos no bairro Areias, em São José. Ah, sim, um dos motivos da minha ausência no blog é que me mudei, estou ainda mais longe da região central de Florianópolis, mas pelo visto a vida tem me agraciado também com coisas boas, como o Brewmille aqui perto. Tocava a trilha de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain quando entrei no lugar e até o final o som daqueles acordeons fizeram o fundo musical perfeito pra experiência que lá vivi. É um dos meus filmes favoritos.

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O simpático Brewmille tem um ambiente muito acolhedor. De fora parece apenas mais uma das lojas padrão da Rua São Pedro, a “principal” do bairro. Por dentro, um ambiente aconchegante, com as paredes escritas em giz e móveis muito bonitos, parecendo até manufaturados.

A Brewmille começou como um distribuidor de sobremesas para restaurantes e agora recebe os clientes para provar seus deliciosos doces, sanduíches e cafés.

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Um dos produtos que me chamou atenção na divulgação deles nas redes sociais foi o Petit Gateau de laranja. Macio, saboroso, adocicado na medida e com um recheio delicioso por dentro. Quentinho, acompanha uma bola de sorvete, uma calda de chocolate belga e uma incrível praliné de pistache.

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Esta bela sobremesa (e minha visita foi em tom de sobremesa, por isso não provei os salgados) foi acompanhada de um café passado. Tenho ficado muito feliz com as cafeterias que estão incorporando o café passado nos seus cardápios, no caso da Brewmille até como exclusividade. Foi-se o tempo que café passado era sinal de café ralo e fraco e café espresso a fina flor do barismo. Tomei o House Blend, o sabor principal da casa, o começo de tudo. Passado à mesa numa prensa francesa (French Press). A prensa fica na mesa e você vai se servindo a quantidade que quiser tomar.

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Um ponto interessante da casa é que é mais uma das que servem água sem custo. Isso mesmo, água não é cobrada. Assim que chega você já é recebido com uma garrafa com água filtrada gelada, sem precisar pagar por ela.

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Ainda experimentei o Cheesecake Brownie, uma cheesecake com o recheio tradicional mas com a massa feita com brownie de chocolate. Por cima, uma deliciosa calda de amoras.

Tudo o que comi e bebi estava perfeito. Pretendo voltar ainda pra experimentar os sanduíches, cujo pão também é feito por eles. Agora sim, podemos dizer que a região tem um café de verdade.

Espero que esteja tocando a trilha de Amélie Poulain quando vocês visitarem também. Pra você se lembrar de algo que considero muito importante no filme, a predileção de Amélie pelas coisas simples da vida. Um café quentinho, bem feito, um doce gostoso e um atendimento espetacular de todas as pessoas que trabalham lá, numa gentileza de dar inveja e inspirar, é algo simples mas que pode salvar alguém das ansiedades do tempo e da vida.

A conta fechou em menos de R$50 por dois cafés e duas sobremesas.

Obrigado, Brewmille. Vida longa. Nos vemos qualquer dia destes de novo.

Brewmille

  • Rua São Pedro, 694. Areias, São José/SC.
  • (48) 3375-4275
  • Estacionamento
  • WiFi
  • Aceita cartões

 

MARKT 705: um all in one na capital gaúcha

Era uma viagem de bate-e-volta, nenhum roteiro especial envolvendo restaurantes como já é de costume da redação deste blog. Tempo apertado, compromissos com hora marcada e agenda cheia. No máximo uma passada rápida no Food Park do Shopping Iguatemi onde os nossos amigos do Destemperados estavam servindo um delicioso Tortei (aliás, dá tempo, vai até dia 21/6!).

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Mas tão certo quanto precisamos comer é que nas horas mais inesperadas nos topamos com lugares interessantíssimos e que, mesmo na ausência da câmera que não foi na bagagem — desculpem-me pelas fotos de celular, teremos vontade de compartilhar por aqui.

Literalmente colado ao hotel em que estava hospedado, conheci o MARKT705. Não dá pra definí-lo como bistrô, café, empório gourmet, mercadinho ou padaria. Se é pra definí-lo, uso uma expressão que estou acostumado na T.I.: all in one. O MARKT 705 é tudo em um.

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Lá você pode entrar pra comer algum molho, tempero, massa ou qualquer coisa industrializada para fazer um jantar; pode apenas sentar com um amigo pra tomar um café; pode aproveitar o frio e tomar uma sopinha; se quiser uma cerveja especial/artesanal gelada pra levar ou pra consumir ali mesmo, tem; e pode até comer um baita hambúrguer.

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E foi o que comi: um burgão.

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Por R$23,90 chegou à minha mesa o MARKT, um hambúrguer de carne bovina com queijo gorgonzola, fatias crocantes de pêra e rúcula. Pode parecer uma combinação estranha mas já adianto: muito saborosa.

A carne veio no ponto, ponto positivo pro lugar! Se o Rio Grande do Sul é o lugar pra se comer uma boa carne, o cozinheiro do MARKT 705 sabe bem prepará-la. O pão veio levemente tostado e o restante do recheio combinou bem no conjunto da obra.

Ele é servido em uma tábua de madeira, é bonito (mais uma vez, perdoem as fotos do celular, a Motorola não sabe fazer câmera) e num bom tamanho pra uma fome normal.

Além disso, é acompanhado de batatas rústicas muito saborosas, temperadas e com um pouco de páprica picante que dá um toque bem interessante nelas. Maionese, é claro, pra dar aquela besuntada no lanche.

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Como estava dirigindo não pude experimentar, nem pela experiência, uma cerveja ou vinho da casa, mas conhecendo as marcas que oferecem posso concluir que a seleção é excelente!

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No meio da noite ainda bateu uma fominha e desci pra buscar mais algumas guloseimas #gordosofre.

Tenho poucas queixas quanto a atendimento em Porto Alegre, costumo ser muito bem recebido por lá e no MARKT não foi diferente. Garçons muito cordiais, atenciosos e pedidos sem qualquer tipo de erro.

Fica a dica pra quem estiver de passagem ou hospedado na região, a Coronel Bordini tem um baita lugar pra tudo em um!

MARKT 705

  • Coronel Bordini, 705. Auxiliadora, Porto Alegre.
  • (51) 3352-3173
  • Aceita cartões
  • Wifi