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Japa Lanches: o xis do Estreito está de volta

Estamos nos entregando. Estamos perdendo a batalha. Os xis de várzea, o xis moleque, aquele que joga com os dois pontas abertos no campinho de areia está se perdendo. Disse isso aqui quando o Cabeça Lanches, um point pra se comer a iguaria, se juntou com o Espetinho de Ouro e perdeu sua essência. Mais ou menos nesta época surgiu o Cabeça II, que ficava um pouco mais a frente, liderado pelo ex-chapeiro da matriz, o famoso Japa, um dos estandartes da incrível arte de juntar salada, carne e queijo dentro do pão.

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Por algum motivo a casa não deu certo, ficou apenas a junção do xis com porções astronômicas de camarão à milanesa e, sabemos, que quem faz de tudo não faz nada.

Mas há uma luz no fim deste túnel: O Japa Lanches.

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Estive recentemente na loja recém aberta pelo Japa, na Aracy Vaz Callado, e pude reviver o sonho de comer aquele xis que outrora alimentava minhas sextas-feiras. Emocionado cheguei até pedir batata-frita, coisa que só faço no Burgão, que é de onde vem outro chapeiro do Japa. Lá ele era garçom, agora ele divide a chapa com o mestre.

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A casa é pequena e aconchegante, fica onde um recém falecido café tentou trazer a gastronomia pra uma das mais tradicionais ruas do Estreito, e agora torcemos que nela o Japa emplaque o primeiro estabelecimento de sucesso.

japa-lanches-xisNa mesa, com meus fiéis companheiros Everton e Samantha, a única primeira-dama do Comideria em exercício (#oportunidade), pedimos três xis: xis bacon, xis egg e xis mignon. É no xis burger que esta comida se revela, se o hambúrguer é bom, o queijo é de boa qualidade e o pão macio e saboroso, então temos jogo. Ademais, é milho, ervilha, tomate, alface e batata-palha, não tem erro ao seguir este script básico.

japa-lanches-batata-fritaA maioense (e sempre ela decidindo a partida aos 47′ do segundo tempo com gol de mão e impedido) é caseira, não deixa a desejar e é bastante saborosa. Leve (a quem quero enganar? meu cardiologista? nutricionista?), temperada e à vontade. Nada de copinhos e palitinhos de plástico, é na bisnaga como deve ser.

japa-lanches-cardapioOs lanches são servidos nas opções “médio” e “grande”, e seus preços variam de R$12 (xis salada médio) até R$20 (o mignon grande).

Ademais, é achar uma vaguinha na Aracy pra estacionar e aproveitar a volta de um dos melhores xis do bairro, iguaria tão raramente saborosa e que agora está de volta!

Japa Lanches

  • Rua Aracy Vaz Callado, 1093. Estreito, Florianópolis.
  • (48) 3365-1081
  • Aceita cartões

Hamburgueria São José: novo bom burger na terra do cachorro-quente

Sempre digo aqui que São José é a capital nacional do cachorro-quente. Embora seja uma piada com a cidade da região metropolitana da Florianópolis que hoje resido, ela faz sentido: a cada esquina do município existe um carrinho com a iguaria. Isso não seria um problema se eu gostasse do hot dog abrasileirado, se eu suportasse a maçaroca de ingredientes e pudesse, todavia, comê-lo deliberadamente.

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Pouco tempo atrás ainda escrevi sobre a vinda de novas casas de hambúrguer que parece ser a nova “moda” aqui na região, e que isso era bom pro mercado. Dá opção de escolha pra quem busca um lanche um pouco mais saboroso que enlatados dentro de um pão com salsicha cozida. Foi assim a descoberta do Boi Burger, é assim agora com a abertura da Hamburgueria São José.

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Dia destes fui na Feirinha da Freguesia, que acontece todo segundo domingo de cada mês na praça do Centro Histórico de São José, e além de várias atrações como artesanato, feira de antiguidades e apresentações artísticas, há algumas bancas de comida ou food trucks. O próprio Yakisoba da Ponte, outro gigante na comida de rua, participa do evento. Lá conheci um hambúrguer de costela que era feito numa churrasqueira de latão, montado com cebola, alface, queijo colonial e o pão tinha pequenas lascas de parmesão. Foi um almoço saboroso, nutritivo e preguiço de domingo.

Isso foi apenas uma amostra do que a casa fixa deles oferece no bairro Campinas. A Hamburgueria São José conta com 7 lanches no seu cardápio. Atende os mais diversos gostos: carne, frango, bacon, linguiça… nos de carne dá pra escolher entre fraldinha ou costela, por exemplo.

O preço varia entre R$15 e R$19 e serve bem uma pessoa. Cada lanche é acompanhado de uma porção de batatas fritas e molho de maionese caseira temperada, aquela verde, indispensável quando o assunto é carne e queijo dentro do pão.

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Eu fui de Costela, de novo, em time que está ganhando não se mexe. Pedi o mesmo pão com o tal queijo parmesão por cima. Pão macio, folhas de alface frescas e crocantes, cebola roxa dando a acidez que todo bom hambúrguer pede e o molho coroando a refeição. Além de maionese, barbecue, mostarda e ketchup industrializados, mas de boas marcas.

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Meu querido sócio Everton Veber foi de Linguiça Blumenau. Aliás, aqui abro um parêntese: burger continua sendo sua jurisdição. É a especialidade deste nobre rapaz, maior conhecedor deste prato não há. Porém como ele está na sua série sobre Buenos Aires e cabe a este humilde blogueiro acompanhá-lo nas descobertas, abriu a mim cancha pra deliberar sobre o assunto. Espero que ele dê seu aval nos comentários depois. Blá-blá-blá ele comeu o Hamburguer de Linguiça. Mistura de carne com linguiça blumenau, também experimentei e estava bem saboroso. Não há um sabor muito forte da linguiça, até porque ela dominaria todo o gosto do lanche. E, claro, precisa dar volume ao bife.

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Todos os bifes de hambúrgueres vieram ao ponto para bem passado, se você gosta de carne ao ponto não custa pedir ao churrasqueiro. Ah, não falei? Pois é, os hambúrgueres são assados na brasa, por isso a confecção dos mesmos pode levar alguns minutos a mais do que um feito na chapa. O tempo é irrisório e compensa no sabor que é muito melhor.

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O atendimento é perfeito. A Samanta, uma simpática atendente não só nos trouxe todos os pedidos de forma muito simpática e certeira como não deixava que esperássemos muito por eles. Até alguns joguinhos de passatempo ocupavam nossas famintas cabeças enquanto aguardávamos ou comíamos. Rara no mercado, Samanta chega a parecer proprietária da lanchonete, tamanho o seu afinco em defender o produto que vende e o serviço que presta. Atendimento nota 10.

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Por fim resta recomendar mais este hambúrguer delicioso aqui na cidade e torcer pra que cada vez mais coisas novas como esta apareçam para nooooossa alegriaaaaa.

Hamburgueria São José

  • R. Altamiro di Bernardi, 26. Campinas. São José, SC.
  • (48) 8495-9694
  • Aceita cartões
  • Estacionamento

Boi Burger: o democrático sanduíche com carne da churrasqueira

Se é com muita dificuldade que exercemos a democracia nas urnas, agradar esquerda, centro e direita, também não é fácil agradar o público da comida. Mas se não podemos ser unânimes em quase nada, podemos promover espaços que facilitem isso. Localizado dentro de uma quadra de futebol suíço em São José está o Boi Burger, que recebe tanto quem está ali pra praticar esportes, tomar uma cerveja com a turma da pelada, quanto ao forasteiro que é cativado a sentar-se e apreciar a boa gastronomia do lugar. Assistindo ao futebol ao vivo pela TV, presenciando uma partida amadora ou mesmo congraçando com a simpática família de proprietários, tanto faz quem ganhou ou perdeu, no futebol ou na política, a vitória é sempre do estômago.

Avaí ou Figueirense, Esquerda ou Direita, pouco importa...
Avaí ou Figueirense, Esquerda ou Direita, pouco importa…

Era véspera das eleições e meu estômago clamava por comida enquanto a cabeça ainda não havia decidido em quem votar. A promessa era de comida boa então demos o voto de confiança, afinal assim como a tão ansiada Nova Política, nova gastronomia não faz mal pra ninguém. Ainda mais quando é boa.

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Uma coisa me chamou muito a atenção logo aos 10 minutos do primeiro tempo: a gentileza e a preocupação com a estada dos comensais na hamburgueria. Mal havíamos fechado a boca após fazermos os pedidos, chega na nossa mesa uma pequena porção de batatas fritas sob o pretexto de que o lanche poderia demorar um pouco, então pra dar uma aliviada na fome aquilo era uma cortesia da casa. Achei simpático, gentil, carinhoso e mudou totalmente o rumo da visita no Boi Burger.

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De ruim foi que me entreguei à batata como se não houvessem eleições amanhã e os pedidos acabaram saindo rapidamente (nos preparamos pra 45 minutos ou 1 hora que é o padrão de atraso virando comum por aqui). Logo tive um embate ideológico entre estas maravilhosas Coxinhas de Frango empanadas com o molho barbecua, feita ali mesmo, Made in Forquilhinhas.

O barbecue deles não tem aquele gosto industrializado, tampouco tem pretensões de ser muito picante. É pro gosto do manezinho, saboroso, levemente picante e adocicado. Ornou bem com o frango e ornaria bem logo mais com os hambúrgueres.

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E antes de falar nos sanduíches gostaria de fazer um registro: assim como é difícil achar quem venda refrigerantes em garrafas de 2 litros (a mesquinharia é travestida de elitização da bebida em algumas casas), missão impossível é ver uma Coca-Cola assim, na temperatura potável para uma noite quente, formando seus primeiros cristais de gelo neste iceberg de textura pra uma boa sede. Quase, muito pouco, não boto os quase 6 meses longe desta inesgotável fonte de açúcar a perder.

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E como essa pequena hipocrisia mandou lembranças, ainda encarei um hamburguer. Eu pedi o Boi Picanha. Mais pelo pão amanteigado do que necessariamente pela picanha, embora o lanche todo estivesse delicioso e a carne servida com fartura, sem pão-durice. A carne, bem generosa e com bastante sabor de churrasco, é assada numa churrasqueira bastante moderna e escolhida a dedo para a função. O lanche veio no prato, acompanhado de mais uma porção de batatas fritas, ketchup industrializado mas de excelente qualidade, mostarda temperada, maionese caseira e novamente ele, o barbecue. Tem talheres pra quem não bota a mão na massa mas sair de uma hamburgueria com a mão seca é utopia dos chatos.

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Registre-se ainda o sanduíche comido pela Samantha e mordido por mim, o Big Boi Duplo. Um cheeseburger muito saboro só que com duas carnes. Nem o concorrente multinacional quadriplicando o hamburguer ele conseguirá chegar aos pés disso.

Fecho este post com uma tristeza: ainda nem almocei, já são duas horas da tarde enquanto escrevo este texto e não poderei ir comer um agora. Se eu elegi um bom presidente eu não sei, mas a vitória da coligação entre o meu estômago e meu cérebro escolhendo um bom hamburguer é certa.

A conta fechou em cerca de 25 reais por pessoa.

Boi Burger

  • Rua Vidal Vicente de Andrade, 235. Forquilhinhas, São José/SC (anexo à quadra de futebol Suíço São José, rua do CTG Os Praianos)
  • (48) 8500 0366
  • Aceita cartões: até o momento da visita, não, aguarda instalação das máquinas.
  • Estacionamento: sim

Dauri Lanches: resistindo ao tempo e exportando chapeiros

Já tentei, mas não consigo ir no Dauri sem o sentimento nostálgico da primeira lanchonete onde lambuzei os beiços com maionese caseira. É impossível não lembrar da cena do meu paladar se abrindo pra esta iguaria maravilhosa que é um bom xis arte, xis moleque, de várzea. Como no Fantástico Mundo de Bob, diversas cenas, só que reais, me vêm a cabeça, como a da porção de “miudinhos”, como meu pai chamava, um sem-número de corações de galinha grelhados na chapa e dispostos sob um pequeno monte de farinha de mandioca, fatias de limão taití e folhas de alface, tudo isso comportado numa pequena travessa duralex, com cor característica da marca nos anos 90.

Em formato de drive-in, o que aqui chamamos de “drive”, era possível comer no carro ou nas mesas de madeira com bancos inteiriços para cerca de 4 pessoas, uma espécie de versão rústica dos restaurantes sessentistas americanos de fast-food, coberto com uma lona característica destes antros de perdição gastronômica. O estacionamento do supermercado Comper recebia desde famílias querendo uma refeição nada saudável, grupos indo ou vindo de alguma “night” (balada era um termo ainda não cunhado na época) e torcedores do Figueirense em passagem ao Estádio Orlando Scarpelli, o grande e majestoso vizinho, que em dias de jogo esgotava suas garrafas servindo “maracujazinho a 1 real”.

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O Dauri infelizmente faleceu por estes tempos. Antes, porém, teve que se mudar para a Praça Renato Ramos da Silva, atrás do saudoso Colégio Aderbal Ramos da Silva, onde este que vos escreve concluiu o primeiro e se formou no segundo grau. A praça que já viu este humilde blogueiro jogar seu futebol moleque nas aulas de Educação Física do professor Geraldo agora comporta um playground pra gente de todas as idades, está bem iluminada, tem um posto da Polícia Militar e no seu coração o entupidor de artérias conhecido como Dauri Lanches.

Perdeu-se um pouco do charme que antanho, embora o lugar esteja mais bonito. Perdeu a graça de estacionar o carro no amplo estacionamento do supermercado e pedir o lanche no carro, com aquelas bandejas metálicas adaptadas para os vidros do veículo. Perdeu-se grandes chapeiros que viraram lendas e até hoje mostram todo o seu potencial, como o Eduardo que hoje tem negócio próprio no Bar do Casinho, ali nas redondezas, ou o próprio Cabeça, do Cabeça Lanches que hoje já comprou até o Burgão, em São José. Foram-se garçons para algum lugar do mundo onde o Sol brilha mais fraco, mas não perdeu o orgulho nem a dignidade: ainda é um grande xis. Não é o mesmo de sempre, admito, talvez este texto lhe cause grande expectativa. Mas é digno e recusa-se cair no ostracismo das velhas lanchonetes da cidade.

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Na noite do último domingo comi um Xis Galinha com Calabresa. Pedi Xis Galinha com Bacon, o lanche que aprendi a comer com minha mãe neste mesmo lugar, mas o bacon estava em falta. OK, a dignidade se foi por um instante, mas o Dauri tem a licença poética comigo. A foto mostra um Xis Alcatra, igualmente saboroso.

Uma boa novidade é que agora além da maionese tradicional temos a versão verde. Ou seja, se maionese caseira é bom, imagina poder escolher entre maionese caseira e maionese caseira com cheiro verde. Traz uma porção de alface pra comer com maionese aí, tio!

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O restaurante em um espaço pequeno por dentro, mas no seu entorno a praça se faz um palco com mesinhas de plástico, típicas de xis, podendo saborear o seu lanche ao ar livre nas calorosas noites de verão do Balneário do Estreito.

Um pequeno pedaço de paz e tranquilidade na “pracinha do Balneário”, onde os velhos dali já elegeram para o seu diário dominó, em meio a um bairro em constante evolução, cuja erupção de prédios e gigantescas construções nada ofuscam a nostálgica sensação de comer no grande, resistente e atemporal Dauri Lanches.

Dauri Lanches

  • Endereço: Av. Santa Catarina, 1197 (Praça Renato Ramos da Silva). Balneário do Estreito, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3248-9993
  • Aceita cartões: sim

Madero, hamburguer saboroso em Balneário Camboriú

Gosto de hamburguer, mas falo pouco deles. Falo pouco porque os como pouco. Sou mais do sanduíche-arte, moleque, de várzea, que joga com os dois pontas e em campinho de areia, que se come com as mãos e deixa-se cair milho como numa ode à plantação da semente. Aliás, bobagem a minha aliar a imagem do hamburguer com sanduíche porque esse é o cheeseburger, se falarmos do hamburguer mesmo, esse foi inventado na Alemanha e não passa de um bife de carne moída.

Mas agora virou Gourmet, palavra francesa que quer dizer “tudo o que for acompanhado desta palavra é chique e bem elaborado, com ingredientes rebuscados e custa caro”. Tergiversando um pouco, ontem estive num cinema, desses VIP, com serviço de garçom e o escambau, e comi pipoca gourmet, que nada era além de uma pipoca normal com ajinomoto saborizado. VIP, Gourmet… é quase um bingo dos abobados gastronômos que não cansam de inventar moda.

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Dia destes fui no Madero. Meus amigos de Curitiba sempre dão checkin lá, fiquei com vontade e o máximo que poderia chegar na fatídica noite dominical era em Balneário Camboriú, única cidade catarinense a receber uma filial da franquia que vem crescendo bastante. O Madero é mais uma dessas casas que aliam burguer & grill, lanche e jantar no mesmo esquema, pra aproveitar o calor da churrasqueira. Simpática, a casa tem um ambiente tranquilo e agradável, podendo-se passar boas horas ali dentro sem ficar cansado. Permite uma boa conversa, papo entre amigos que querem um pouco mais do que matar a fome.

O Cardápio do Madero traz algumas opções de petiscos para a entrada, saladas, massas, grelhados com acompanhamentos (o L’Entrecôt e a costelinha barbecue são figurinhas carimbadas aqui também) e, claro, os cheeseburguers.

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Fui no cheeseburguer, era a proposta da noite. Mas não fui em qualquer sanduíche, fui no Cheeseburguer de Cordeiro Clássico (R$32,40). Tenho um certo receio de pedir qualquer coisa de cordeiro onde não fui extremamente recomendado, mais das vezes me decepciono. Isso não aconteceu no Madero. Assim como todo o lanche, o hamburguer de cordeiro estava delicioso. Ou melhor, os dois hamburgueres, é duplo. Temperado da melhor forma, sem excessos (muitos cozinheiros tentam maquiar o gosto característico da carne ovina), e no ponto ideal de se servir um hamburguer. Veio acompanhado de fritas e alguns suspiros a cada mordida no sanduíche.

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Não costumo colocar duas fotos do mesmo prato, mas essa se faz necessária pra que vocês acompanhem o que falo do ponto. Carne grelhada por fora e levemente passada por dentro, garantindo frescor e suculência à comida.

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Meu querido sócio Everton Veber, que é quem deveria ter elaborado este review, visto que é perito na arte do hamburguer, pediu um Cheesebacon Clássico R$30,60). Dois hamburguers, bacon à vontade, queijo e salada. Pra que mais que isso pra ser feliz, me diz?

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Não sei se as fotos fazem jus ao que vou dizer, mas gostei bastante da apresentação dos cheeseburgers, assim como os seus acompanhamentos. Uma outra coisa que em chamou atenção e que parece “boba” se não pensarmos com carinho é quando você pede pra retirar um ingrediente. Não corre-se o risco de você comer algo que não gosta — ou pior, que não pode comer — por um descuido da cozinha. Todo lanche que você pede pra retirar um ingrediente vem sinalizado com as plaquinhas. Ponto positivo, ganha em apresentação e ganha ponto também no atendimento, que foi 100% do início ao final do serviço.

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Fechamos a refeição com uma sobremesa gorda, pra não sair da linha do prato. Brigadeiro de colher servido na panelinha R$14,90). Simples porém gostoso. E dá vontade de levar a panelinha de souvenir (#fikdik Madero).

Se você estiver por Balneário Camboriú, recomendo a visita!

Madero Burger e Grill

  • Endereço: Av. Atlântica, 3180. Balneário Camboriú, SC.
  • Telefone: (47) 3367-8009
  • Horário: De segunda à sexta, das 11h45 às 14h30 e das 19h às 23h30. Sábado das 11h45 às 0h30 e domingo das 11h45 às 23h30.
  • Aceita cartões: sim

Cine Burger, um lanche com as bênçãos do Padrinho

E aí, como foi o Natal de vocês? Tudo tranquilinho? Que bom.

Então, no último domingo enquanto a cidade fervia de gente chegando e saindo para a festa cristã mais aguardada do ano, eu tentava me esquivar do stress que é morar na Ilha de Santa Catarina no verão, e com feriadão ainda por cima. Nem queria visitar o supermercado, lotado de nativos e turistas comprando ingredientes para a ceia, nem queria ir nos picos mais badalados pra evitar longas filas de gente ávida por comida.

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Decidi fazer uma visita ao pacato bairro Santa Mônica, vizinho aqui da Trindade, para conhecer o Cine Burger. Há algum tempo atrás, quando abriu, oferecia o delivery como única alternativa. Continua oferecendo, na verdade, mas agora no charmoso Centro Executivo Aldo Kuerten tem uma lojfa física com mesas ao ar livre pra você degustar o melhor do hamburguer florianopolitano.

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A lanchonete tem a temática do cinema, e cada hamburguer é batizado com o nome de um filme conhecido, onde eles de alguma forma se cruzam seja pelo estilo ou ingredientes do lanche. O Fuga das Galinhas, por exemplo, tem a carne de frango com uma sobrecoxa (desossada, claro) sendo o sabor principal do lanche. Sob o Sol da Toscana traz o estilo italiano e o molho é nada menos que o tradicional pesto.

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Escolhi O Poderoso Chefão pelo filme, acredite. Não fiquei matutando nos ingredientes de cada lanche, preferi confiar em Don Vito Corleone antes que ele me tirasse pra Bonasera ou me fizesse uma proposta irrecusável.

O sanduíche é composto por um hambúrguer de contra-filé pesando aproximadamente 120g, coberto com uma fatia de queijo mussarela derretido, presunto crú, rúcula e molho de maionese especial da casa, tudo isso dentro de um delicioso e crocante pão. A carne é excepcionalmente temperada e o sabor do lanche é incrível. Nem seco nem molhado em excesso, bem dosado e todos os ingredientes são bem selecionados. Nota 10.

Para acompanhar esta delícia eu escolhi as Onion Rings. Anéis de cebola empanados e fritos, bem sequinhos e crocantes, e muito saborosos, tal qual o lanche.

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Não queria perder a oportunidade e experimentei também as Chilli Wings. Coxinhas da asa de frango fritas, com uma casquinha crocante que só experimentando pra saber quão boa é. Lembre-se que ela é levemente apimentada, tem um sabor marcante e um início picante. Vale a pena experimentar.

O atendimento da casa é bom. Todos os pedidos vieram sempre corretamente, a mesa era limpa com frequência e me senti bastante à vontade.

O preço? Honesto. O lanche custou R$19, as Onion Rings módicos R$5 e as 6 Chilli Wings pela bagatela de R$9,90.

Vale a visita!

Cine Burger

  • Endereço: Av. Madre Benvenuta, 1168. Santa Mônica, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3028-6331
  • Horário: de terça a domingo, das 18h às 0h.
  • Aceita cartões: sim