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MARKT 705: um all in one na capital gaúcha

Era uma viagem de bate-e-volta, nenhum roteiro especial envolvendo restaurantes como já é de costume da redação deste blog. Tempo apertado, compromissos com hora marcada e agenda cheia. No máximo uma passada rápida no Food Park do Shopping Iguatemi onde os nossos amigos do Destemperados estavam servindo um delicioso Tortei (aliás, dá tempo, vai até dia 21/6!).

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Mas tão certo quanto precisamos comer é que nas horas mais inesperadas nos topamos com lugares interessantíssimos e que, mesmo na ausência da câmera que não foi na bagagem — desculpem-me pelas fotos de celular, teremos vontade de compartilhar por aqui.

Literalmente colado ao hotel em que estava hospedado, conheci o MARKT705. Não dá pra definí-lo como bistrô, café, empório gourmet, mercadinho ou padaria. Se é pra definí-lo, uso uma expressão que estou acostumado na T.I.: all in one. O MARKT 705 é tudo em um.

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Lá você pode entrar pra comer algum molho, tempero, massa ou qualquer coisa industrializada para fazer um jantar; pode apenas sentar com um amigo pra tomar um café; pode aproveitar o frio e tomar uma sopinha; se quiser uma cerveja especial/artesanal gelada pra levar ou pra consumir ali mesmo, tem; e pode até comer um baita hambúrguer.

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E foi o que comi: um burgão.

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Por R$23,90 chegou à minha mesa o MARKT, um hambúrguer de carne bovina com queijo gorgonzola, fatias crocantes de pêra e rúcula. Pode parecer uma combinação estranha mas já adianto: muito saborosa.

A carne veio no ponto, ponto positivo pro lugar! Se o Rio Grande do Sul é o lugar pra se comer uma boa carne, o cozinheiro do MARKT 705 sabe bem prepará-la. O pão veio levemente tostado e o restante do recheio combinou bem no conjunto da obra.

Ele é servido em uma tábua de madeira, é bonito (mais uma vez, perdoem as fotos do celular, a Motorola não sabe fazer câmera) e num bom tamanho pra uma fome normal.

Além disso, é acompanhado de batatas rústicas muito saborosas, temperadas e com um pouco de páprica picante que dá um toque bem interessante nelas. Maionese, é claro, pra dar aquela besuntada no lanche.

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Como estava dirigindo não pude experimentar, nem pela experiência, uma cerveja ou vinho da casa, mas conhecendo as marcas que oferecem posso concluir que a seleção é excelente!

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No meio da noite ainda bateu uma fominha e desci pra buscar mais algumas guloseimas #gordosofre.

Tenho poucas queixas quanto a atendimento em Porto Alegre, costumo ser muito bem recebido por lá e no MARKT não foi diferente. Garçons muito cordiais, atenciosos e pedidos sem qualquer tipo de erro.

Fica a dica pra quem estiver de passagem ou hospedado na região, a Coronel Bordini tem um baita lugar pra tudo em um!

MARKT 705

  • Coronel Bordini, 705. Auxiliadora, Porto Alegre.
  • (51) 3352-3173
  • Aceita cartões
  • Wifi

Restaurante Santo Antônio: a primeira churrascaria do Brasil

Já dizia a cozinheira Carla Pernambuco: toda viagem é gastronômica. Você pode até viajar às pressas pra resolver um assunto pontual em outra cidade, estado ou país, mas das poucas certezas que temos é que você vai se alimentar, você vai conhecer algum ingrediente local e você vai julgar o que está comendo de alguma forma.

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Talvez não haja tempo nem pra comer direito e você acabe indo à uma rede de Fast food que serve mais ou menos a mesma coisa em todo o mundo civilizado, mas um ou outro ingrediente ou modo de preparo daquela comida te darão indícios de como é a alimentação naquele lugar. Se deixar a imaginação rolar e quiser complementar com bons livros de história, entenderá a razão de ser daquela matéria prima, entenderá sua gente e um pouco de seus costumes e anseios.

Uma viagem em que como mal pra mim é uma viagem frustrante. Primeiro porque gosto de comer bem, segundo porque… não precisa ter um segundo motivo.

Ao berço do churrasco mais primitivo viajei no último fim de semana e conheci o Restaurante e Churrascaria Santo Antônio. Fica em Porto Alegre — e só fiquei sabendo ao ver as inscrições no avental de uma atendente — a primeira churrascaria do Brasil. Ali começara há quase 80 anos o comércio de carnes como vemos hoje. Mas ao contrário do que possa parecer não é uma churrascaria à rodízio. Se você é florianopolitano talvez fazer uma rápida referência à Riosulense dará forma ao modelo. Os pratos são servidos à la carte, você escolhe a carne que quer comer e depois alguns complementos, se for da sua vontade.

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O cardápio é completo e puxa de várias culturas do Rio Grande do Sul o jeito de comer carne. Primeiro porque há uma vasta seleção de filés. Filé à parmeggiana, filé com queijo, filé acebolado e até algo parecido com um à Oswaldo Aranha circulava no salão enquanto aguardava meu pedido. Portoalegrense tem o hábito de comer filés, é comum achar restaurantes especializados nesta iguaria pouco bagual e bastante prática e macia, um lugar comum que os habitantes da capital apreciam.

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E pedimos um pra conhecer e matar a fome. Foi o Filé à Santo Antônio, uma grande porção de filé mignon recheada com bastante queijo e presunto. Ele sim já tinha um acompanhamento: arroz, batatas fritas e legumes.

Já no estilo fronteiriço de fazer churrasco, temos os cortes assados na brasa, aqueles mais tradicionais que o xirú campeiro come desde que aprendeu a juntar boi, sal e fogo e embora bastante comum também de achar em Porto Alegre, é na região de campanha que ele têm sua origem.

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Comemos, como não poderia deixar de sê-lo, uma linda Costela, quase que um asado de tiras do estilo uruguaio, um pouco mais grossa e alta, que veio ao ponto, sem aqueles demorados cozimentos que uma costela inteira demanda. Aliás, fica a dica aos leitores, comer uma costela ao ponto pode ser uma excelente experiência dependendo do corte da carne e da qualidade do produto. Costela sem estar muito passada nem sempre será sinônimo de carne dura.

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A ela juntamos a famosa maionese, uma salada de batatas com molho de maionese que é herança dos alemães, outra vertente da cultura local colonizada.

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Até aí temos açorianos, espanhóis, alemães… faltam os italianos! aqueles que Quando si mangia la bela polenta, la bela polenta si mangia così! Ela feio frita, crocante por fora e macia por dentro, coberta com bastante queijo colonial, daquelas de chamar os nene pra lamber os beiços.

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Das galeterias da Serra gaúcha também tivemos uma entrada: coração de galinha na brasa. Ah, povo que adora aproveitar os miúdos das suas criações…

Comer na Santo Antônio foi uma experiência bastante divertida. Seja na comida, que mostrou todas as caras do processo de formação da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul pra Terra-Cambará nenhum botar defeito, seja no atendimento onde tínhamos garçons das mais diversas culturas com seus jeitos calmos, outros rudes, outros brigões… é uma atmosfera bastante agitada, com clima mesmo de churrascaria, onde poucos se entendem mas tudo funciona e vêm perfeito à mesa.

Visitar a Santo Antônio é remontar um quebra-cabeça cultural de Jaguarão à Vacaria, de Rio Grande à Uruguaiana, comendo bem e pagando o justo, onde a conta fechou em aproximadamente 53 reais por pessoa, num grupo de três.

Restaurante e Churrascaria Santo Antônio

  • Rua Dr. Timóteo, 465. Moinhos de Vento, Porto Alegre.
  • (51) 3222-3130
  • Aceita cartões
  • Estacionamento: sim, pago.

Sushi by Cleber: uma boa lembrança de Porto Alegre

Vocês já conhecem o Prato de Boa Lembrança? Se depender da minha vontade, vocês ouvirão falar muito dele por aqui. Isso porque decidi colecioná-lo. Será difícil, pelo que sei apenas dois restaurantes em Santa Catarina fazem parte desta associação criada em 1994 pelo italiano Dânio Braga, com a intenção de reunir restaurantes que servem comida de excelente qualidade e incentivá-los a darem uma espécie de souvenir para que o cliente leve pra casa. É uma peça de louça pintada com algum tema que lembre o restaurante, a ser utilizado como uma obra de arte na decoração do seu lar. Hoje são cerca de 90 restaurantes participantes espalhados pelo Brasil.

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Prato da Boa Lembrança do Sushi By Cleber. A visita foi feita em janeiro de 2014, antes do lançamento do prato deste ano.

E por incrível que pareça o primeiro prato da coleção não foi adquirido aqui em Floripa, foi na capital dos gaúchos. Porto Alegre conta com um número maior de membros e foi no Sushi by Cleber, um simpático, aconchegante e saboroso restaurante de comida japonesa que essa vontade começou.

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O Sushi By Cleber não fica numa avenida principal ou de grande movimento, tem a característica dos bons restaurantes: tão escondido que passe despercebido pelos transeuntos. Mas que de tão bom transforma uma pacata e quase deserta rua na Zona Norte da capital dos gaúchos num grande estacionamento no horário de abertura da casa. Pra conseguir um lugar lá é preciso ser paciente e aguardar alguns poucos minutos. A cortesia desde que seu nome é colocado na lista é evidente, continua na mesa com os garçons e todos os envolvidos no atendimento que é de primeiríssima qualidade.

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O Prato da Boa Lembrança servido no Sushi By Cleber chama-se “Quem não arrisca não petisca” e custa R$79. Ele é um combinado variado e composto por 6 camarões Ebiguru, 5 fatias de sashimi de atum selado, 5 fatias de sashimi de salmão, dois nigirizushi Shake maçaricado, tartar de salmão e ceviche com calda ananako.

Só este combinado já fez muito sushi que conheço ir pro vinagre, pois além de muito criativo em seus ingredientes é saboroso, causa um verdadeiro êxtase no paladar. E, claro, ainda ganha-se este lindo mimo pra levar pra casa no final da refeição.

Mas este foi só o primeiro pedido da noite. Mesmo achando que começando tão bem o jantar e com a possibilidade de o restante dos pratos ficarem aquém das expectativas causadas pela “entrada”, continuava com vontade de desbravar o cardápio da casa.

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Na sequência pedi o Massagô (um gunkanmaki com ovas de capelin) e o Shakemeji (nigirizushi de salmão maçaricado com shimeji). A foto está um pouco escura por conta da luz ambiente (é, eu sei, vou comprar uma câmera de gente grande!), mas dá pra entender o sabor que estas pequenas e ricas duplas de sushi proporcionaram.

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Depois experimentamos um prato dos uramakis: o Shakeji. A noite foi praticamente baseada em salmão e cogumelos, e esse uramaki no estilo filadélfia com shimeji e gergelim torrado fechou com maestria a parte dos sushis.

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Ainda com espaço pra experimentar algum prato quente, mas nem tanto que permitisse um prato mais robusto pra ficar um espaço pra sobremesa, escolhi o Gyooza. Um pastelzinho cozido e depois chapeado recheado com carne bovina e nirá, uma das variações mais deliciosas desta iguaria, que de tão simples chega a ser comovente com o sabor que oferece.

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Fechou o jantar a deliciosa e lindíssima sobremesa Katauai: tempurá de sorvete com mel de engenho. A foto fala por si só e o pâncreas dá um pulo dentro do vivente.

A conta fechou em aproximadamente R$250 para duas pessoas.

Algo que notei em todos os pratos: arte. Não se faz comida por fazer, pra alimentar apenas o corpo dos que lá se sentam para uma refeição. Além do paladar e do olfato, a visão é agradada e todo momento com a montagem e apresentação dos pratos. Tudo é minuciosamente preparado para que chegue até a mesa dando um show de gastronomia.

Ao contrário do que achava, os demais pratos são de igual grandiosidade com o primeiro que oferece o Prato da Boa Lembrança. Apesar de eu fazer estrepolias começando com combinados, indo para os principais e terminando com uma entrada, estava tudo perfeito e, mais: correspondendo totalmente as expectativas. Agora sei porque consideram o Cleber um dos melhores chefs de comida japonesa de Porto Alegre.

Sushi By Cleber

  • Endereço: Rua Des. Esperidião de Lima Medeiros, 317. Três Figueiras, Porto Alegre.
  • Telefone: (51) 3328-8330
  • Aceita cartões: sim
  • Wifi: sim

Priscilla’s Bakery: os sabores de NYC no coração de Porto Alegre

Cada visita que faço à Porto Alegre é uma surpresa que tenho. Saio daqui com todo um roteiro preparado de restaurantes que vejo reviews positivos e recomendações pessoais mas quando chego lá tudo muda e acabo sempre me surpreendendo ainda mais. Com mais uma parceria incrível dos amigos Fane e Sara descobri, após uma visita guiada a sempre interessante Feira de Orgânicos da Redenção, o Priscilla’s Bakery. Não dá pra definí-la como padaria muito embora a tradução de Bakery queira nos dizer isso, mas é uma boulangerie, essa expressão embora seja apenas mais uma tradução para a palavra “padaria”, defina melhor o que os franceses queiram dizer com isso.

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A Priscilla’s Bakery começou em Nova Iorque na década de oitenta. Priscilla é americana e Ivânio, seu marido, brasileiro. Mas foi o filho do casal, Bernard, que trouxe pra Porto dos Casais o que há de melhor para os cafés e brunches americanos.

Quem passa pela frente nota uma casa charmosa, mas bem despretensiosa e não demonstra a que veio. Mas é entrando na minúscula porta de vidro após as aconchegantes mesas na calçada do bairro Rio Branco que tudo começa.

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Na entrada você pode comprar pães, muffins, brownies, quiches e demais salgados de fabricação própria do Priscilla’s, levar pra casa ou comer nas pacatas ruas daquele bairro.

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Se a sua vontade é parar para degustar um bom café e comer estas delícias ali mesmo, ou então aproveitar o brunch que é servido das 10h às 16h, faça isso. Lhes garanto que vão gostar.

Foi o que eu fiz com os demais amigos compondo a mesa recheada de boas conversas, risadas e boa comida.

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Eu pedi um Eggs Benedict, ainda não havia experimentado. Base de english muffins, com recheio de presunto royale e ovos pochê, cobertos com um maravilhoso molho hollandaise. Acompanha ainda uma salada verde muito bem servida. É um brunch bastante em conta, visto que custa módicos R$22. O prato também acompanha uma taça de “Mimosa”, que é uma bebida a base de espumante com suco de laranja, ou um latte (café com leite).

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A Aline experimentou o Omelete Francês de Queijo Gouda, Pernil de Presunto e Alho Poró. Estava uma delícia, no ponto certo, temperado a contento, nem muito crocante nem muito seco, molhadinho.

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No meio da comilança fiquei com inveja do Fane. Ele pediu um Belgian Waffle, servido com frutas, manteiga francesa e maple syrup. Poderia explicar o quão bom e bonito isso estava mas a foto fala por si.

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Se você chegar mais cedo o cardápio comporta uma série de opções de café da manhã como o Cesto de Muffins, torradas, tortas, cupcakes e salgados, além é claro do tradicional e mais portoalegrense impossível Farroupilha.

Uma viagem à Quinta Avenida sem sair do coração de Porto Alegre.

Priscilla’s Bakery

  • Endereço: Rua Vasco da Gama, 514. Rio Branco, Porto Alegre.
  • Telefone: (51) 3013-6131
  • Aceita cartões: sim

Daikoku: sushis, sashimis e outras delícias

Na minha incessante busca pelo sushi perfeito de Porto Alegre devo ter lido pelo menos uns 30 reviews de casas que oferecem esta iguaria na tão charmosa capital mais ao sul do país. Nem sempre dá pra visitar todos e os que visito, nem todos são aprovados pra entrarem numa lista de favoritos. Ainda mais em outra cidade onde você é visitante e depende de alguém pra te guiar.

Há tempos passava na Cristóvão Colombo e via o recém aberto Daikoku Sushi. E dia destes resolvi entrar, mesmo sem um review já publicado por um dos meus colegas. Precisava experimentar o novo. E me dei bem.  Uma pequena casa, bem decorada, aconchegante e muito simpática. Mobília muito bonita e quem chega não quer sair.

Daikoku Sushi
Daikoku Sushi

Uma TV colocada atrás do balcão passa um show de boa música enquanto chega o cardápio. O sistema é à lá carte, como sempre em Porto Alegre, e muito bem composto. Pra facilitar os pedidos eles têm também o sistema de combos, que são com vários tamanhos pra atender todos os tipos de fome, com os sushis e sashimis mais básicos.

Combo com sushi, sashimi e nigirizushi
Combo com sushi, sashimi e nigirizushi

Comecei o jantar com um desses. Pedi o Combo 4, composto por 4 hossomakis de salmão, 4 uramakis filadélfia, 2 nigirizushi de salmão e 2 de kani, 2 nigiris de atum e 4 fatias de sashimi de salmão.

O peixe estava bem fresco, aliás essa é uma característica interessante de Porto Alegre. Raros os lugares onde não encontrei peixe fresco, o Daikoku não foi diferente. Bem fresco e bem cortado o salmão, pra quem acha que sashimi é só lasquear um peixe de qualquer jeito.

Hot filadélfia
Hot filadélfia

Também muito saborosos hot filadélfia, bem fritinho e pouco gorduroso. Temperado com uma cebolinha bem picada que dá sempre um toque todo especial ao hot sushi.

Harumaki / Rolinho primavera
Harumaki / Rolinho primavera

Na mesma linha seguem os harumaki, ou rolinhos primavera. São acompanhados com este molho a base de maionese que é uma delícia também.

Gunkan Maki Shake Negui com Shimeji
Gunkan Maki Shake Negui com Shimeji

Mas o que mais me chamou a atenção foi este gunkan maki. Um shake negui de cogumelos shimeji muito, mas muito saboroso. Sério, se tiverem a oportunidade comam este sushi. Ele com certeza está no meu roll de sushis favoritos, tamanha é a sua “gostosura”. Bolinho de arroz enrolado numa fatia de salmão e coberto com cebolinha e shimeji. Dispensa o shoyu, já que o shimeji já vem grelhado no molho de soja, temperado o suficiente pro sushi ficar no ponto certo.

Tempura de Sorvete com calda de frutas vermelhas
Tempura de Sorvete com calda de frutas vermelhas

Encerramos o jantar com uma sobremesa muito boa também: tempura de sorvete. Nunca havia imaginado comer sorvete frito. Grosso modo é uma bola de sorvete de creme envolta na farinha de tempura, frita e com uma calda de frutas vermelhas por cima.  Alias, a sobremesa é grande, suficiente pra duas pessoas. Nós pedimos uma pra cada um e tivemos que subir a Cristóvão em primeira marcha.

Pra quem não gosta de sushi o cardápio oferece ainda alguns pratos quentes da culinária oriental como o yakissoba, teppan yaki e arroz chop suey.

O atendimento é bom, fomos atendidos com muita gentileza e os pratos foram explicados sempre muito bem detalhadamente. Recebemos bem rápido a comida, toda ela feita na hora, sempre de forma bastante simpática.

O jantar custou cerca de R$60 por pessoa, bebidas e sobremesa inclusas.

Se você tá na Zona Norte de Porto Alegre e quer comer um sushi, dá um pulo lá!

Daikoku Sushi

  • Endereço: Av. Cristóvão Colombo, 3782. Higienópolis, Porto Alegre.
  • Telefone: (51) 3372-8070
  • Horário: de terça à domingo das 18h às 0h.
  • Estacionamento: sim (em frente, no Posto Ipiranga)
  • Aceita cartões: sim

Mercado Público de Porto Alegre e o Chalé da Praça XV

A cada visita que faço à Porto Alegre eu preciso dar uma passada no Mercado Público. Gosto de dar uma olhada nas verduras e legumes, mesmo que não os compre; gosto de sentir o cheiro do café do Mercado, mesmo que esteja abarrotado de gente e não dê pra levar um pouco de café moído na hora pra o espresso do fim de tarde; gosto de olhar as novidades da famosa Banca 43 e de levar um charque de traseiro já picado pro carreteiro do fim de semana, vindo lá de Bagé. E, claro, não dá pra voltar pra casa sem antes passar na Japesca e comer aquele temaki de haddock que poucos lugares o fazem.

Mercado Público: de verduras à café gourmet
Mercado Público: de verduras à café gourmet

O Mercado de Porto Alegre, sem sombra de dúvidas, é um excelente ponto turístico, seja pra comprar alguns produtos coloniais, especiarias, erva-mate pro chimarrão, lembranças da cidade ou até mesmo pra almoçar ou tomar um bom café.

Chalé da Praça XV
Chalé da Praça XV

Por falar em almoçar, na minha última visita ao Mercado escolhi um restaurante muito simpático. O Chalé da Praça XV foi inaugurado em 22 de novembro  de 1885, onde funcionava um quiosque para venda de sorvetes. Foi reformado várias vezes, inclusive na década de 70 sobreviveu a um incêndio e é tombado como Patrimônio Histórico Municipal da capital dos gaúchos. Ano passado ele foi reaberto e hoje funciona um restaurante para almoço e um lugar para happy hour bastante famoso do Centro Histórico de Porto Alegre.

Ambiente
Ambiente

O Chalé é muito aconchegante. Apesar do calor hostil que a cidade costuma proporcionar aos seus habitantes nesta época do ano, sua construção com um pé direito bem alto e vidraças laterais fizeram com que ficássemos à vontade para almoçar. O restaurante conta, ainda, com espaços externos e um lounge para a cervejinha no final do expediente.

O atendimento é bastante rápido e funcional. Poderia ser um pouco mais gentil, uma preocupação maior em anotar e explicar os pedidos, fui tratado com um pouco de rispidez mas nada que estragasse a refeição naquele momento.

Cardápio
Cardápio

Além dos pratos comuns do menu e das sugestões do Chef, o restaurante ainda oferece duas modalidades que me chamaram a atenção: um menu degustação composto por salada de cogumelos, risotto com salmão e alho poró e uma cheesecake servidos à francesa; e o prato típico do dia. Fui neste.

No dia da visita o prato típico era um encrecôte grelhado, acompanhado de arroz branco, palitos de polenta fritos, salada de rúcula com bacon e farofa.

Entrecot, salada de rúcula com bacon, polenta frita, arroz branco e farofa
Entrecot, salada de rúcula com bacon, polenta frita, arroz branco e farofa

Gostei bastante do prato que pedi, a carne estava no ponto, o arroz do jeito que eu gosto, bem sequinho e temperado, salada muito saborosa (com bacon tudo fica saboroso!) e a polenta bem crocante por fora e macia por dentro.

Achei o preço um pouco salgado. Este prato, bem servido mas nada extraordinário em se tratando de quantidade, custou com bebida algo em torno de R$36 incluindo um refrigerante. Talvez isso explique o fato de estar quase vazio no dia. Há opções mais em conta, começando em R$28.

Um ponto positivo do lugar: abre todos os dias, das onze horas da manhã até as onze e meia da noite. Ou seja, bateu a vontade de comer a comida deles ou tomar uma ceva com a galera, não tem fim de semana ou feriado, estará aberto.

Vale a visita pelo local ser bacana, um ponto de encontro de amigos e estar em frente ao Mercado Público.

Chalé da Praça XV

  • Endereço: Praça XV de Novembro, S/N. Porto Alegre
  • Telefone: (51) 3225-2667
  • Horário: de segunda à domingo, das 11h às 23h.
  • Aceita cartões: sim