Arquivo da categoria: Review

Trattoria Campione: de volta, no Santa Mônica, com a mesma qualidade

Fala pessoal, tudo belezinha? Feliz 2017 pra vocês 🙂

Nessa segunda estava procurando um restaurante de comida italiana. A idéia era comer uma massa simples e saborosa, fugindo dos mais requintados e também dos rodízios. Algo bom, mas sem quantidades industriais nem gastando muito em plena segunda-feira.

Mas é verão e estamos em Florianópolis, não existe mais comida barata aqui faz tempo. Nem um mero xis custa menos de vinte mangos. Se passar a ponte (sim, Florianópolis não é só um pedacinho de terra perdido no mar) tem ainda a taxa beira-mar. Nós que somos daqui ou vivemos a algum tempo sabemos disso, não é mesmo?

Então topei com a Trattoria Campione. Eu já os conhecia de outros carnavais, quando ficavam lá em Jurerê Internacional e fiz até um review aqui. Me lembro do título: “Comida excelente em Jurerê sem o preço Internacional”. Mas voltando às vacas frias, ela voltou e está no Santa Mônica, pertinho do Centro Comercial Aldo Kuerten ou, pra todo bom manezinho, “prédio do Guga”.

E o preço não mudou (muito). O cardápio é praticamente o mesmo e dessa vez escolhi algo que pareceu bem interessante do ponto de vista custo x benefício. A casa tem, além de entradas, pratos e sobremesas individuais, um Menu Degustação Tradicional (tem o Gourmet, também, mas não vi grandes vantagens) por R$99 contendo o mesmo serviço à francesa.

De entrada você pode escolher uma salada Caprese ou o Couvert, composto por pedaços de massa de pizza assados e temperados acompanhados de uma pasta de pimentões, outra de berinjelas e algumas unidades de azeitonas. Uma delícia, tanto é que na hora do prato houve aquele leve arrependimento de ter comido tanto na entrada.

Na entrada, tomei um dos drinks da casa. Aperol Spritz. Não sou um grande bebedor, ainda mais de bebidas cujo amargor se evidenciam no caminho, mas curti bastante. Refrescante, alcóolica sem ser enjoativa, muito boa.

As opções de prato principal eram Spaghetti Carbonara, Risotto Maggiore, Melanzana parmegiana e gnocchi bolognesa. A idéia era uma massa no estilo macarrão, fomos na primeira opções. Certamente o chef pegou os ingredientes e disse “hoje esse gordinho vai ficar feliz”. Não deu outra. Prato além de bem servido (desconfio que o menu inteiro sirva mais que duas pessoas), o Spaghetti Carbonara é feito conforme manda o figurino. Massa al dente, molho incrível, sal na medida, um prato delicioso!

Enquanto esperava a sobremesa do Menu Degustação, que era uma Mini panna cotta de Caramelo (com direito a um simpático pé-de-moleque na cobertura), cheguei a hesitar um pouco. À mesa uma plaquinha informava as opções de sobremesas e incluía o Cannoli Siciliano. O meu mundo parou de girar por um instante, lembrei dos anos que procurei Cannolis pra comer em Floripa e nunca encontrei (até o João Lombardo ficou me avisar quando sua famosa e tradicional padaria voltasse a fazê-los), Lembrei inclusive da famosa cena de O Poderoso Chefão quando Peter Clemenza e seu capanga levaram Paulie, o genro traidor de Don Vito pra um matagal fazer justiça mas não sem antes passarem no restaurante preferido de Clemenza pra buscar uns Cannolis. Mas deixei pra uma próxima visita, Cannolis não fugirão de lá, pensei comigo. Na famosa frase de Clemenza Leave the gun, take the Cannoli eu deixei os cannoli e no caminho pra casa tive vontade de ter uma arma.

Mas enfim, a Panna cotta cumpriu bem seu papel, era uma deliciosa sobremesa pra finalizar com maestria um serviço que me impressionou bastante e me deixou satisfeito.

A conta fechou em R$139. E recomendo mais uma vez a visita!

Café das Meninas: um excelente prato feito no Estreito

Há alguns meses parei de trabalhar apenas em home office. Mantive em casa meu escritório pra ter a opção de me focar, imergir no trabalho alguns dias do mês, mas precisava de novo da experiência de ter colegas de trabalho, um escritório fora, me arrumar e sair do ambiente em que durmo. Depois de 8 anos neste modelo tão cobiçado mas muito supervalorizado, estou novamente num ambiente corporativo.

cafe-das-meninas-externa

Uma das prerrogativas de se trabalhar no modo tradicional é almoçar fora de casa quase sempre. E com isso o velho dilema de enjoar dos buffets, das comidas que não se parecem com a sua, de escolher um lugar e preencher um cartão fidelidade onde comprando 10 almoços ganha mais um. Mais do mesmo quase sempre.

Ontem estava caminhando pela Fúlvio Aducci e relembrei do Café das Meninas. Eu nunca havia entendido muito bem do que se tratava, embora o nome seja meio óbvio. Funcionava o dia todo?  Servia o quê? Só o conhecia de passagem e geralmente estava fechado nos horários em que o via. A Michele, proprietária da casa e quem atende no caixa, tentou me explicar, mas eu só entendi mesmo como funciona agora: abre das 11h ás 14h30, somente pra almoço ou um café espresso. Simples assim.

Simples também é o cardápio: todos os dias uma opção diferente em forma de prato feito, menu executivo, ou como vocês costumam chamar um prato servido pronto. Na terça passada eles serviram Virado a Paulista, por exemplo, além de grelhados que estão sempre disponíveis (bovino e frango).

cafe-das-meninas-prato-saladas

Dia destes quando almocei com meu sócio Gilberto, também conhecido nas adjascências como Homem Planilha, o prato do dia era Bife Acebolado. E este foi o pedido. Bife Acebolado, acompanhado de batatas fritas, arroz (escolhi o integral mas dá pra pedir o arroz branco) e farofa.

cafe-das-meninas-prato-bife

Bife macio, sabe? Grelhadinho de respeito, com a cebola no ponto certo. Como disse, simples, mas uma comida muito saborosa. O fato de a carne ser feita na hora e servida juntamente com o arroz e os demais componentes do prato fazem toda a diferença.

cafe-das-meninas-buffet-saladas

Mas não é só isso. Os R$18 que você paga no almoço ainda lhe dão direito a um buffet de saladas e a uma panela de barro ostentando um feijão muito gostoso.

cafe-das-meninas-feijao

O interessante é que você pode ir servir uma salada, exatamente do jeito que eu gosto de comer salada, antes do carboidrato e da proteína, enquanto seu prato é feito na hora. No dia as opções eram estas da foto. E tinha macarronese! Macarronese é tipo aquele abraço de mãe em forma de comida, sabe?

cafe-das-meninas-ambiente

O ambiente é muito simpático. Acolhedor. Aconchegante. Não tem aquele cheiro de comida sufocante como nos demais restaurantes de almoço da região nem tampouco te expulsa assim que você termina. Dá pra tomar um espresso se você tiver com tempo e vontade.

O atendimento é igualmente excelente. Quem nos atendeu o fazia de forma alegre, esforçada, toda a experiência foi perfeita. Pode não parecer nenhum prodígio pela simplicidade da comida, mas engana-se quem acha que um prato feito de qualidade envolve pouco esforço e esmero no preparo. Vai rodar os restaurantes por aí pra tu ver!

Mais que recomendo.

Café das Meninas

  • Rua Fulvio Aducci, 756. Estreito. Florianópolis.
  • (48) 3207-8850
  • Aceita cartões

 

 

Camarão à Parmeggiana da Cantina Zabot: não sabe brincar, não desce pro play

Quando eu cursei Administração, era um aficionado por entender as lideranças. Aquelas pessoas iluminadas que quando chegam num ambiente são respeitadas, ouvidas, entendidas e com uma enorme capacidade de engajar os seus. Mas ao passo que eu tentava entendê-las nos livros no melhor estilo Quem mexeu no meu queijo? mais me afastava das respostas que eu me fazia. Estas pessoas estão na padaria da esquina, num escritório num quarto andar do Fantastic Office Mega Power ou em qualquer lugar que não tem um Virando a Própria Mesa na estante, me perdoe o Ricardo.

cantina-zabot-externa

De uns tempos pra cá comecei a observar o Amauri Zabot, que toca o restaurante que carrega o seu sobrenome, já referência na gastronomia da região. E se eu tenho um ritual de religiosamente chegar ao seu restaurante uma vez por semana, pedir o meu executivo milanesa, uma água com gás com gelo e começar saboreando a refeição pela salada que já é um grande diferencial dos demais, o Amauri também tem o seu. Diariamente ele chega na Cantina Zabot, entra pela porta de vidro, faz o sinal da cruz, cruza o salão e vai até a cozinha até largar um sonoro “bom dia, pessoal!” e depois, de mesa em mesa, cumprimenta aqueles que pagam a sua folha de pagamento, desejando as boas vindas e perguntando se está tudo bem, não importa se você está lá pela primeira vez ou já é um velho conhecido. Feito isso, ele pode ir resolver algum problema ou mesmo tomar a posição de hostess onde na icônica porta de vidro continua a receber quem chega. Não importa se faz chuva, fazSol, é dia útil ou dia santo, ele está lá. E a cordialide junto.

E não é só isso, Zabot é um líder. Ele entende que bronca se dá escondido e elogio se faz em público. Trata bem e com carinho seus funcionários, é correspondido e admirado. Por isso a cozinha sempre funciona, o atendimento é rápido e a comida está sempre ótima. Não me recordo de um dia sequer que eu tivesse comido mal lá dentro.

E foi assim que aconteceu no domingo quando com minha mãe estive pra degustar um camarão, seu carro-chefe que bota inveja na concorrência. Eu já estava na casa quando ele chegou e cumpriu seu ritual enquanto eu cumpria o meu, começando pela salada como mencionei uns dois parágrafos atrás. Ele se benzeu, cumprimentou a casa lotada e já com fila de espera, e se preparou pra mais um dia de trabalho, servindo e liderando um time que joga redondo e dificilmente perde.

Mas vamos falar de comida? Já puxei o saco demais dele.

cantina-zabot-camarao-parmeggiana

Já havia falado aqui sobre meu milanesa favorito, agora falo sobre o camarão. E a primeira dica pra se comer um camarão no Zabot é: vá com fome ou com mais gente. Mesmo as menores porções servem muito bem de 3 a 4 pessoas. A maioria dos pratos vêm nos tamanhos 500, 700 e 1200g. Os 500g de Camarão à Parmeggiana que custam R$110 e, aparentemente, o número assusta, serviram nós dois, sobraram pra janta e tenho a impressão que se congelarmos as sobras almoçaremos até dezembro. É muita comida, mesmo.

cantina-zabot-entradas

Isso porque além desse camarão ainda vêm os acompanhamentos tradicionais: salada mista, maionese, farofa, fritas, arroz e feijão. Todos os pratos são bem frescos, saborosos e exageradamente bem servidos. No Zabot é assim: não sabe brincar, não desce pro Play.

cantina-zabot-acompanhamentos

Faltou falar o quê? Do camarão? Já disse que é o melhor, não disse? Vamos descrevê-lo: crocante, mesmo na versão parmeggiana e com molho vermelho e queijo, o que em tese murcha o milanesa. Lá não. Vem crocante, saboroso e bem apresentado. Se puxar uma colherada e não rolar o efeito chicletinho no queijo derretido, não tá certo. Pode cobrar.

cantina-zabot-cardapio

O cardápio do Zabot é grande e não dá pra “experimentar um pouquinho de cada coisa”, tática velha de guerra de blogueiro de comida. Mesmo o prato menor, como falei, é um exagero de comida. Faz jus ao lema da casa “Quantidade com qualidade”. Mas você pode ir lá, experimentar o Parmeggiana e depois explorar as mais diversas delícias do cardápio. Vai por mim. E se algo vier errado, não tem erro: O Amauri vai passar na tua mesa e resolver.

Cantina Zabot

  • Av. Leoberto Leal, 157. Barreiros, São José/SC
  • (48) 3240-0436
  • Aceita cartões
  • Estacionamento

Sushic: o primeiro Lamen de Floripa

Eu não me recordo muito bem quando essa história começou, mas tinha a ver com o Ricardo Takeuchi postando uma foto de um lámen e eu dizendo alguma coisa exagerada, como sempre, praticamente implorando que ele trouxesse isso pra nossa querida cidade. E não é que aquela cabeça de pescador, sushizeiro e empresário já estava de tramóia?

Na semana passada ele fez a primeira exibição do prato no Sushic e este humilde blogueiro teve a honra de ser o primeiro a mergulhar aquela colher japonesa de porcelana no bowl onde seria servida a iguaria. Mas, por se tratar de algo novo ainda por aqui, vamos contextualizar.

Lámen, ou rãmen é um alimento japonês de origem chinesa(lãmiàn), composto por filamentos longos de massa alimentícia mergulhados em caldo extraído de verduras, legumes, carcaça suína, bovina, de aves (frango) ou frutos do mar, temperados com shoyu, sal ou missô e decorados comumente com carne de porco, cebolinha e broto de bambu. Fonte

Talvez seja tão tradicional quanto o sushi no Japão, embora seja uma criação chinesa por origem, mas sabe-se lá porque não caiu nas graças do americano como o rolinho de arroz e peixe e pra cá também não veio com grande força. Em São Paulo, no bairro japonês da Liberdade, encontram-se algumas casas especializadas na iguaria.

Mas São Paulo é longe e Floripa poderia muito bem ter um lugar pra comer um bom lámen. E foi isso que o Takeuchi fez: a partir desta semana ele estará servindo dois tipos de Lámen, e experimentei com exclusividade ambos, os quais mostro agora:

Shoyu Tyashu

sushic-tyahu-lamen-shoyu

Comi este inteiro, completo do jeito que o chef preparou. Molho a base de shoyu, lombo de porco (tyashu) e moyashi (broto de feijão), milho, wakame (alga hidratada) e cebolinha. O caldo é simplesmente viciante embora o protagonista seja o macarrão que também estava especial. É umami desde a primeira colherada até aquela levada do bowl à boca pra sorver os últimos goles do caldo.

Missô Tyashu

sushic-tyashu-lamen-misso

Esse eu não comi inteiro, eu só experimentei. Quem comeu foi Ariany, acompanhante da noite nesta experimentação. Ele é composto por molho a base de missô, Tyashu (lombo de porco), moyashi (broto de feijão), ovo cozido, milho, wakame (alga hidratada) e cebolinha. Nesta foto você vai notar a ausência do porco e o acréscimo de legumes (Misso Yassai), Ariany é vegetariana e o chef preparou uma versão especial pra ela. Já fica a dica pra quem aderir esta dieta, também pode se lambuzar de lámen no Sushic.

Eu ainda não fiz uma prova aos Lámen da Liberdade, mas em um áudio enviado ontem pelo José Vitor e pela Luiza Almeida, um casal de amigos muito querido que tenho por perto e que também adora as goumandises orientais visitando sempre que podem a capital da América Latina, me garantiram que nada deve aos do bairro tradicional japonês. Que o chef Takeuchi além de mostrar habilidade na pesca do seu próprio peixe branco servido na casa também demonstra total perícia e alma japonesa em fazer a iguaria, não perdendo em nenhum quesito para os demais.

Se vai emplacar no gosto dos florianopolitanos, só o tempo irá dizer. Mas já tem o aval de quem gosta do prato, de quem comeu pela primeira vez e tem a iniciativa de sempre aperfeiçoar a receita. Só resta você ir lá, conferir e prestigiar o restaurante de um cara que investe nas novidades e tenta sempre fugir do lugar comum, trazendo pra nossa cidade coisas diferentes pra se comer. É o que a gente quer, não é mesmo? Vamos fazer nossa parte. Lotemos o Sushic pedindo Lámen!

Sushic Restaurante

  • Dr. Abel Capela, 337. Coqueiros, Florianópolis.
  • (48) 3028-4576

 

Maria Coxinha: São José tem a primeira coxinharia bar da cidade

Dia destes tive a honra, o prazer e a emoção de conhecer o Maria Coxinha. Se você ainda não conheceu, talvez esteja perdendo uma grande oportunidade.

IMG_0679

O Maria Coxinha, assim de pronto, não parece lá grandes coisas se visto de longe. Fazendo o contorno da praça da Câmara de Vereadores de São José você vai notar uma casa de várias que têm por ali no estilo açoriano de se construir, pintada num azul bonito. Pequena por fora e por dentro e com o fervo rolando nas mesas que ficam na calçada.

Mas é sentando numa mesa e tendo o primeiro contato com qualquer garçom que a coisa muda. Parecem todos sócios, defendem o cardápio como se fossem donos do próprio negócio (embora a nossa região não seja conhecida por donos que estão muito afim de trabalhar), fazem sugestões, são prestativos, animados como se estivessem ali se divertindo junto com quem está pra comer. Não fossem os uniformes com a identidade visual da casa seria impossível diferenciar quem estava comendo e bebendo de quem está trabalhando. E aqui já fica o primeiro elogio: o Maria Coxinha tem o melhor atendimento que já vi em São José.

IMG_0674

Feito esse importante registro, vamos à comida. O Maria Coxinha tem apenas isso pra vender: coxinha. E aí está a graça. Um cardápio de diversos jeitos de se fazer coxinha, seja na massa, seja no tamanho ou no recheio, tem coxinha pra todos os gostos.

Tem pra quem procure a tradicional, e é importante ir lá sem o espírito purista que eu sempre tive. Embora ainda defenda as instituições (coxinha é de frango, hamburguer tem carne, cachorro quente é só com salsicha…) você se perde no cardápio com tantos sabores diferentes e se entrega livrando-se de qualquer preconceito culinarístico institucional se lambuzando naquelas belezinhas fritas.

O cardápio é dividido pelos tipos Massa Tradicional, Massa de Abórora, Massas sem Glúten e sem Lactose, Veganas e Vegetarianas e Doces. E é aí que você nota que cada sabor está ali minuciosamente pensado pra atender todo mundo nas suas mais diferentes dietas.

IMG_0712

E eu fui experimentando as salgadas como se não houvesse amanhã. Cada coxinha custa R$5 e é um investimento que vale cada centavinho.

As que mais gostei foram a Tradicional, com recheio de frango com catupiry (aquelas de respeitar instituições), a Bacontente que é de bacon com cheddar (por favor, experimentem essa sem falta!), a vegana de Couve com Feijão, a sem glúten e sem lactose de feijão com carne seca, a de Lentilha com Alho Poró e Brócolis, a com massa de abóbora com recheio de linguiça Blumenau e, claro, repeti a de frango e a de bacon com cheddar porque a vida é curta demais pra não comer o que se gosta.

IMG_0722

Além de uma maionese especial da casa, as coxinhas também são acompanhadas de uma geléia de pimenta. Na mesa também tem as variadades da manezinha La Bruja, uma pimenta com sabores bastante interessantes e picâncias diferentes pra experimentar no seu salgado.

IMG_0722

Ah, eles também tem porções de mini coxinhas, com 6 unidades e até 2 sabores.

IMG_0700

Também foi uma noite de bebedeiras. Além das cervejas tradicionais eles têm na carta de bebidas opções especiais além de uma parceria bacana com a Lohn, uma cerveja que eu, humildemente na minha opinião de não conhecedor de cervejas, vejo como “a nova Eisenbahn” catarinense.

É bacana também experimentar a cachaça de banana da casa. Peça a opção frozen, raspadinha ou simplesmente congelada, como quiser chamar.

Na noite em que fui, embora não estivesse no cardápio, ainda tinha um frozen alcoólico e quentão. Se você quiser chegar por lá nestes dias frios, o quentão é uma ótima pedida pra aquecer, servido numa canequinha de barro pra dar todo o clima!

IMG_0751

O Giba, um dos amigos que compunha a mesa, sócio do Salada Boa, fechou a sequência de bebidas e comidas harmonizando: pediu a coxinha de brigadeiro e bebeu uma Baden Baden Stout. Eu não provei porque o grau etílico já estava avançado e como diz minha comadre, o “buchinho cheio e feliz”, mas confio no gosto do Giba e era isso. Provem também!

Fica o convite pra você ser feliz lá no Maria Coxinha. Se depender da comida, do atendimento e da bebida, não faltarão argumentos pra isso!

Maria Coxinha Coxinharia Bar

  • Praça Pedro Arnoldo de Souza, 102. Centro Histórico, São José/SC.
  • (48) 9959-4809
  • Aceita cartões
  • Estacionamento

 

 

Café no Sítio Pedras Rollantes

Deus do céu, como é boa essa vida de food hunter!

cafe-no-sitio-pedras-rollantes-area-externa

A gente não ganha nada, só gasta — ou melhor, investe — mas em compensação as experiências gastronômicas que a gente vive…

A visita ao Café no Sítio Pedras Rollantes rendeu inclusive muito mais que simples comida. Entre verdes e deslumbrantes pastagens e um rio que costeia toda a propriedade, o sítio é lugar que todos deviam conhecer.

cafe-no-sitio-pedras-rollantes-pomares-clemenules

Antes de chegarmos às vistas de fato um passeio por toda a fazenda, sem o barulho dos carros e os ruídos da cidade grande, serve pra recarregar as baterias de uma vida corrida e descontrolada. Os animais dóceis criados soltos, o galinheiro e a colheita de ovos, os pomares de Clemenules (uma espécie de tangerina que é o forte da produção da fazenda) e as águas geladas do Rio Águas Frias são cenário pra um passeio incrível no fim de semana. E é somente aos sábados e domingos que eles abrem para atendimento.

cafe-no-sitio-pedras-rollantes-tarcisio-e-lu

Na quinta e na sexta Tarcísio e Lú, um casal muito hospitaleiro, acolhedor e inteligente, começam a preparar as delícias que serão servidas nos dias seguintes. E após o passeio no sítio são servidas por etapas.

cafe-no-sitio-pedras-rollantes-cha-clemenules

Primeiro vem o chá de clemenules, a prata da casa. Queijos e pães tostados com geléias e patês abrem os trabalhos.

cafe-no-sitio-pedras-rollantes-fogao-lenha

Depois o café, coado e servido na própria mesa, com água quente do fogão à lenha que pode ser visto logo na entrada deixando o ambiente interno do café com aquele cheiro característico. É transcendental.

cafe-no-sitio-pedras-rollantes-paes

Depois variados pães, geléias, pastas, doces…

Por fim a sobremesa mas não sem antes uma reabastecida de café na tarde que já se finda e requer uma bebida ainda mais quente pra fazer contraponto ao frio que começa a aumentar com o pôr-do-Sol.

A comida de lá pode até abastecer o corpo mas a saciedade da alma só a experiência completa. Passeio, café e um bate papo com o casal de proprietários que você sai querendo tomar por amigos de infância.

A experiência completa ainda pode ser vista neste vídeo do Becher a Bordo:

Café no Sítio Pedras Rollantes

Águas Frias, Alfredo Wanger / SC.

(48) 9189-9982