Com quantas garfadas se faz um Comideria: entrevista para o Ver Mais na RIC

Fazer um blog de gastronomia, por mais incrível que pareça, não é fácil. Gasta-se muito tempo (e dinheiro) indo nos lugares para abastecê-lo semanalmente com conteúdo fresco como napalm pela manhã. Mas é prazeroso. Muito prazeroso. Primeiro porque estamos comendo. Comer dá prazer. Comer bem mais ainda. Vez por outra encontramos umas tranqueiras pelo caminho, mas comida ruim é que nem sexo, mesmo quando é ruim é bom. Enche o buchinho e o deixa feliz.

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E um dos grandes desafios quando se faz um review de um restaurante é produzir todo o conteúdo de forma original. Não aceitamos fotos institucionais, não deixamos um cartão no final da visita e dizemos “manda fotenha me add no feissy chef miguxo”. Então quando no meio do restaurante sacamos a câmera ou fazemos zilhões de perguntas e até simulamos problemas pra vermos como se sai o atendimento em momentos de crise (sim, isso é do mal, mas é preciso), bate aquela síndrome de alienígena. As pessoas olham como se morássemos na área 51.

Pra entender como, por que e pra quem é feito o Comideria, o programa Ver Mais sob o comando da Karem Fabiani procurou o Everton e eu para uma visita ao Ostradamus para uma noite de boa gastronomia e um bate-papo sobre o blog. A Emily Sany fez a matéria e o Jackson Botelho fez as imagens desta entrevista que muito nos alegra e nos enche de orgulho. Ei-la:

 

Chegamos no Ostradamus por volta das 20h da quinta-feira passada. Recepcionados pelo sr. Jaime Barcellos e sua excelente equipe, degustamos uma sequência de ostras e camarôes rosa de diversos tipos de preparo: empanados, ao molho de mel, gengibre e conhaque (flambado), com vinagrete, alho e óleo e até a criação do chef, “A Ostra do Mecânico”, composta com manga, maçã e queijo brie.

Ostras e camarões
Ostras e camarões

Fechamos a refeição com o prato “Arrombassi Istepô”, que vai lula, polvo, camarão, ostra e marisco salteados no azeite de oliva, alho, gengibre, acompanhado de pimentões, cebola, pimenta dedo de moça, maçã grelhada ao creme de aceto e arroz. Eu o definiria como uma paella à moda, mas não deixaria nunca de destacar este nome mais mané impossível, e que resume bem o que é este prato. Bem servido e saboroso, assim como as ostras e o espumante Abreu Garcia Rosé servido pelo sommelier Eduardo

"Arrombassi istepô"
“Arrombassi istepô”

Por uma noite a atenção dos comensais não foi roubara pelas nossas portáteis câmeras, e sim pela filmadora Sony do cinegrafista que capturava cada detalhe do nosso modus operandi.

Espero que vocês tenham gostado da matéria e conhecido um pouco mais da nossa rotina. Fica nosso muito obrigado para o pessoal da RIC e do Ostradamus pela excelente noite e matéria.

4 ideias sobre “Com quantas garfadas se faz um Comideria: entrevista para o Ver Mais na RIC”

  1. Parabéns, meninos.
    É de blogs sérios como este que a gente precisa.
    Também sei muito bem o quão difícil é separar tempo e dinheiro para provar e indicar lugares bons aos que nos lêem.
    Esforço sendo recompensado agora.
    beijos

  2. Becher, parabéns meu quirido!!!
    Eu adoro o blog, principalmente pq ele não tem jabá!!!!
    Dá pra sentir que as postagens são sinceras!!! Não perca isso nunca!!!
    Abraços de Robert Duvall!
    E como diria a minha professora da primeira série: “Continue assim!”
    Ramila

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