De restaurantes, internet wifi e constrangimentos

Você é proprietário de algum restaurante que não oferece Internet wifi para seus clientes? Ou talvez limita esse uso de forma exagerada? Então vossa mercê (já que ainda não saiu do século XIX) tem algo de importante a ler por aqui.

É muito triste pra não dizer ridículo o que ando vendo em alguns estabelecimentos comerciais que visito em relação a sua conectividade com a Internet. Se ainda vemos sites em flash, mal feitos e com uma arquitetura de informação desenvolvida com pedra lascada, o próprio ambiente ainda não está pronto pra receber quem já tem sua vida digital um tanto quanto desenvolvida e precisa de conectividade quase que lifetime.

Esta foi a última refeição mais conhecida da história sem wifi livre
Esta foi a última refeição mais conhecida da história sem wifi livre

Um sem número de empresas ainda não têm um roteador wifi com senha visível ou aberta (sem senha) para os seus clientes conectarem enquanto aguardam o seu pedido ou decidem tomar 3 saideiras a mais. Você está dando um tiro no pé se considera que “oferecer Internet é um custo desnecessário” ou “supérfluo para o meu negócio”.

Mas até aí tudo bem, o máximo que posso fazer é lamentar e, dependendo das circunstâncias, não deixar o que o mão-de-vaca do dono veja mais a cor do meu suado dinheirinho (se ele economiza 100 pila de Internet, imagina os ingredientes que está usando!).

Agora nunca imaginei que pudesse presenciar a seguinte cena:

Ontem fomos ao Boteco Zé Mané, no bairro de Coqueiros, em Florianópolis, tomar uma cerveja e comer uns petiscos. Meu 3G estava funcionando, mas a mesma sorte não teve o meu amigo José Vitor que, ao listar no seu smartphone as redes wifi, viu uma com o nome do bar e pediu a senha à garçonete. Ela pediu pra aguardar, foi até a gerência e voltou com a senha. Mas ao invés de passar ao cliente, pediu o gadget dele pra que ELA colocasse a senha.

UPGRADE: A sócia-proprietária do Boteco Zé Mané, Leila Pinheiro, explicou o que provavelmente aconteceu naquele dia. Diferentemente da prática que alguns restaurantes estão tornando corriqueira, ela explica nos comentários deste post (link direto) que “uma das sócias por ingenuidade acabou por cadastrar uma senha pessoal no acesso a internet e para que não deixássemos nossos clientes sem o serviço a melhor solução encontrada no momento foi a liberação da senha mediante a digitação pela sócia Angela diretamente no aparelho dos clientes”. Caso esclarecido e, em tempo, muito obrigado, Leila!

O mesmo havia acontecido há uma semana atrás no Lagoa Restaurante, também em Florianópolis. Estávamos aguardando o pedido ficar pronto e queríamos dar checkin no Foursquare, então a Cátia pediu a senha pro garçom e a mesma proposta indecente foi feita.

O que me assusta muito porque se talvez não enquadra um caso de invasão de privacidade, já que precisa do consentimento do cliente, é no mínimo constrangedor. E daí tiramos duas conclusões: 1) ou o dono do lugar colocou uma senha pessoal e não sabe trocar ou 2) o restaurante está desconfiando previamente de alguma má fé do cliente. Seja qual o for o caso, burrice ou constrangimento, é uma atitude muito, muito ridícula, mesquinha e me faltam adjetivos publicáveis pra esta situação.

Perde o restaurante, perde o bar, perde o café e perde o boteco do Seu Zé Mané. Porque além de não usar a Internet, o cliente não dá um checkin no Foursquare (rede social com mais de 10 milhões de usuários), um checkin ou comentário no Facebook (750 milhões de pessoas morrendo de vontade de conhecer o seu estabelecimento) ou talvez um Tweet convidando os potenciais 100 milhões de membros do Twitter pra ir junto.

Vai regular wifi? Vai perder o cliente. Eu não vou mais.

40 ideias sobre “De restaurantes, internet wifi e constrangimentos”

  1. O acesso ao wi-fi deixa tudo mais divertido. Com o acesso, tu pode chamar os outros amigos pra ir até onde você esta (o que representa lucro pro bar) , promover de forma benéfica (ou maléfica) o nome do bar (ou restaurante, seja lá o que for).

  2. Ou aquela coisa, ficaria bem mais bonito dizer que a internet é só para uso interno. Pronto!

    Meu aparelho eu não entrego para estranhos 🙂

  3. Há um pequeno detalhe nisso: o restaurante NÃO PERDE. Por que? Porque a maioria das pessoas não se preocupa em usar wi-fi dentro do restaurante. Apelar para o argumento “o Forsquare tem 10 milhões de usuários”, Falácia. Os 10 milhões de usuários não estão dentro do grupo próximo a um raio de, digamos, 10 km do bar/restaurante. São 10 milhões NO MUNDO TODO e duvido que alguém na Finlândia vá se interessar pelo Bar do Zé.

    Eu tenho um smartphone e até acharia legal usar wi-fi dentro dele, mas não uso Forsquare e nem tenho ataque de pelanca pelo estabelecimento não querer me dar a senha do wi-fi. Aliás , cá pra nós, ir num restaurante pra ficar na Internet? Isso eu faço em casa.

    Isso parece mimimi e a apelação do uso do wi-fi soa como a velha questão do celular pai-de-santo, onde o cara dá um toque no celular dos outros para que estes liguem de volta e ele não gaste seus 3 reais de crédito do seu querido pré-pago. Se vc não tem dinheiro pro 3G ou ele caiu, o problema não é do dono do restaurante. Pq sempre há os espertos que ficarão na porta do restaurante para usar wi-fi de graça, sem consumir NADA. (tolo é aquele que acha que isso não acontece)

    Até parece que não oferecer wi-fi levará estes bares à falência. Não vai e ninguém gostará de um acréscimo na conta por usar a internet dentro do estabelecimento. Brasileiro quer vantagem em tudo.

    1. André,

      adoraria sinceramente responder todos os pontos do seu comentário, mas já parto do pressuposto que você não conhece o conceito de estatística, não sabe o que é uma hipérbole e você mesmo não se interessa pelo wifi. E receio não poder fazer a analogia do “burro carregado de açúcar” porque é capaz de você não entender ditado popular e sarcasmo. Então é uma discussão perdida.

    2. Concordo com o André. Acho que não é responsabilidade do restayrante prover internet aos clientes, se vc pode pagar por um smartphone, com certeza pode pagar pela própria intenet.
      Entendo também o motivo de não querer divulgar a senha pelo fato de sempre haver aquele que se aproveitará da situação.
      Se vc não quer ninguém mexendo nos seus settings, simplesmente não autorize, mas se for tão impressindível assim, coloque na página da senha, e passe funcionário. Digitar uma senha leva apenas alguns segundos, isso pode ser feito com vc segurando o celular!
      E quem não quer ter sua privacidade invadida, não fica divulgando todos os seus passo na intenet!

      1. Ana, ninguém aqui tá dizendo que é RESPONSABILIDADE do restaurante prover internet. E eu não gosto da relação “se eu posso pagar pelo smartphone eu posso pagar pela Internet”. Eu, Daniel, posso pagar pelo smartphone e mais precisamente tenho TRÊS conexões de Internet no meu nome, isso não muda nada. O fato é que tanto eu posso pagar pelo smartphone, pela Internet e por um lugar que me respeite como cliente e ofereça um serviço completo, ou melhor, uma EXPERIÊNCIA completa.

        Esse lance de “alguém que se aproveita da conexão” também é meio ultrapassado, cabe ao restaurante dimensionar o sinal pra quele não extravase os seus limites territoriais e pronto, coisa simples. Ninguém vai sentar na porta com um notebook chupando a conexão.

        E sobre a invasão de privacidade… vou esperar passar o efeito do fenergam com cachaça pra ver se você consegue fazer uma analogia melhorzinha.

    3. André, não sei de onde você fala, mas eu trabalho com redes sociais e sim, veja que incrível: faz uma enorme diferença ao cara da Finlândia, quando pesquisa sobre Florianópolis e o que ela oferece, o que tem no Zé Mané. Assim como interessa aos caras da China, da Holanda, da Alemanha ou da Bélgica que vêm à cidade. Eu atendo diariamente pessoas que estão interessadas na cidade e pra elas, assim como pra qualquer outra pessoa que não esteja no mundo a passeio, internet livre, cafezinho, estacionamento, cartões de crédito são gentilezas e investimentos que farão com que o dono do estabelecimento GANHE pontos. O 4sq, o Twitter, o Facebook e tantas outras redes de compartilhamento são instantâneas e, se você tem o mínimo de informação sobre o que acontece à sua volta, sabe que elas são virais e pesam muito. Os argumentos que você usa neste ponto, portanto, ESTÃO ERRADOS.

      Mas então lendo o segundo parágrafo do seu comentário, ele diz:
      “Eu tenho um smartphone e até acharia legal usar wi-fi dentro dele, mas não uso Forsquare e nem tenho ataque de pelanca pelo estabelecimento não querer me dar a senha do wi-fi. Aliás , cá pra nós, ir num restaurante pra ficar na Internet? Isso eu faço em casa.”
      Ao ler isso, percebi que ele explica muito sobre a sua falta de informação acerca do mundo, das relações e da queda das barreiras do que se faz em casa ou não. Quando o muro de Berlim caiu, caíram junto uma série de balelas e uma delas foi a barreira on/off. Mas acho que isso é muito difícil pra alguém com seus argumentos entender algo. Você está errado, mais uma vez. 😀

      A partir do terceiro parágrafo, você só solta argumentos equivocados, burros, rasos, mesquinhos, pobres e ignorantes:
      “Pq sempre há os espertos que ficarão na porta do restaurante para usar wi-fi de graça, sem consumir NADA. (tolo é aquele que acha que isso não acontece)”
      Ignorante sim, porque usar esse argumento numa discussão de adultos, desprovido de reflexão alguma, só pode ser fruto de alguma deficiência cognitiva. Assim como você também termina o comentário falando sobre brasileiros, como se você não fosse um e não fosse responsável por essa cultura da perpetuação do discurso raso, da vantagem em tudo. Não é “o brasileiro”. Você é responsável por isso. Você está errado, mais uma vez.

      E Ana, por gentileza, leia sobre privacidade também antes de falar tamanha besteira.

      Perdão @Becher, eu não sou tão sutil e educada quanto você com pessoas que não sabem do que estão falando. Post oportuno pra caramba, querido. 🙂

      Bares, vocês estão fazendo algumas coisas erradas.
      Bendita internet, que permite com que se dialogue, reflita e proponha melhores práticas.

  4. Becher disse exatamente o que eu penso há anos sobre isso. Pelo amor de Deus, o mundo está conectado e já se acessa as redes sociais, quase tanto no celular quanto por desktops. Há muitos empresários que sequer tem esta noção, porém há muitos outros que são realmente mesquinhos.

    Para ambos os casos, o negócio é procurar uma casa que ofereça Wi-Fi livre para seus clientes.

  5. Mais do que concordo…!!!! Meu celular não entrego a estranhos…..
    Adoro dar check-in e comentar via twitter os lugares em que frequento e gosto!
    Eu mesmo qnd viajo dou uma checada do 4sqr pra ver os tips dos restaurantes e bares da região!
    Sem contar quantas vezes fui apresentada a um novo bar (o caso do Bar do Zé) por comentários de pessoas que sigo no twitter…!!
    Enganado está aquela pessoa que ainda vive no século XIX e tem smartphone e não usa a internet fora de casa (smartphone sem internet é um mero celeular) que o fato do estabelecimento não ter wifi não influência na clientela! Principalmente se ele tiver a ousadia de pedir o seu gadget para colocar a senha… aí é vergonhoso!!
    Tb fui no Boteco Zé Mané, gostei do atendimento dos garçons, a comida estava boa e o clima agradável, é uma verdadeira pena essa postura do dono! Pensarei 2x antes de ir novamente!! =/

  6. Eu concordo em gênero, grau e número com seu ponto de vista Becher, aliás já acho ridículo tanto roteador wifi no mundo e às vezes a gente ficar sem internet, em casa meu router não tem senha de acesso só criei a de administrador pra garantir que só eu o configure, mas faço questão que os vizinhos usem o acesso, embora meu ip tenha banda privilegiada não deixo ninguém na mão, pra quem acha que perco banda ao compartilhar com quem precisa.

    No escritório faço a mesma coisa, e não acredito na justificativa de falta de segurança, meus servidores tem seu próprio sistema de segurança e senhas criptografadas, quem acha que senha de wifi é a mesma coisa que senha da rede, ou que é o que garante sua segurança é porque não sabe nada de segurança.

    E André a discussão não é sobre se é válido ter ou não ter Wifi em bares e restaurantes, se você não se importa com isso nem devia ter entrado na discussão, aliás nem sei porque comprou um aparelho com wifi se só usa em casa 😉 a questão é se um estabelecimento se propõe disponibilizar wifi aos clientes que se interessam por ele, deveriam faze-lo bem feito: ou deixando aberto o acesso ou fornecendo a senha aos seus clientes.

    E se vai perder cliente? vai sim, pode não perder milhões de clientes, e pode não perder a curto prazo, mas perderá para os estabelecimento que já fazem uso do acesso free como uma cortesia da casa, e está deixando de usar um marketing espontâneo e gratuito de quem é bem atendido, quer compartilhar um texto ou uma foto do lugar ou do prato que vai consumir com os amigos, e qualquer um que deixa de ver essas vantagens é tão quadrado quanto os establecimentos em questão e merecem o atendimento que recebem.

    Parabéns Becher, quem sabe o próximo post possamos montar um exemplo de como se faz correto, sou parceiro para contribuir.

  7. O mais absurdo eh pedir o gadget para digitar a senha.

    Concordo com a Fabi, era mais bonito nao fornecer a senha e dizer que eh de uso interno.

    Quanto a ter ou nao ter wifi, nao me incomoda muito, pois tambem sou antiquada e acho meio bobo vc entrar no restaurante para ficar olhando emails, tuitando – soh perdoo check-in no foursquere pq eh algo rapido.

    Na minha opiniao, ter wifi eh um bonus, mas a falta dele nao tira pontos.

    beijo, TCHE!

    1. Oi Luiza,

      aí é só uma questão de utilidade, o que não invalida a idéia. Há 15 anos atrás era vergonhoso falar no telefone, as pessoas botavam a mão na frente pra não parecerem retardadas em público. Acessar a Internet vai pelo mesmo caminho, principalmente quando você tem uma vida digital meio atribulada.

  8. Sem duvida alguma, perdeu mesmo, por que depois
    do que no post e pelos comentarios no tweeter, eis
    um lugar que esta fora da minha lista.

  9. Pensando ainda que Floripa é uma cidade com muitos turistas, oferecer o acesso à internet em bares e restaurantes é um ato simpático e que dá retorno, sim.

  10. “se ele economiza 100 pila de Internet, imagina os ingredientes que está usando!”

    Penso sempre isso quando um restaurante não oferece a possibilidade de se pagar no cartão (algo bem comum aqui onde eu moro) “porque perde uma porcentagem”. Oferecer um bom serviço aos clientes tem seu preço: bons funcionários, bom ambiente, bons ingredientes, estacionamento, tudo isso tem seu custo. Geralmente quando um restaurante tem uma dessas características, tem quase todas, porque se preocupa em servir bem.

  11. Também acho ridículo a atitude em não liberar a senha para os clientes. Certamente eles tem receio de que vizinhos ou alguém por perto fique utilizando a internet gratuitamente. Porém, imagino que deve ter outras formas de driblar isso. Como, por exemplo, mudar a senha diariamente. Ou então tentem limitar a banda pro wifi, caso exista essa possibilidade.

    Agora, quanto ao fato de isso espantar freguesia, em MINHA opinião, acho que talvez não ocorra. Mas na verdade isso depende MUITO do local, do tipo de freguês, etc.

    É errado, é. Uns ligam pra isso, outros não. Mas espero que os estabelecimentos mudem esse tipo de pensamento.

    Mas me diz, esse boteco é bom? Tem boas comida e bons drink?

  12. Acho que nos dias de hoje realmente é um diferencial apenas. Eu nao assino nenhum plano de internet porque acho uma palhaçada ficar pagando internet se uso pouco na rua por um preço que considero ainda muito alto para a pessima qualidade de serviço que oferecem. Mas as vezes rapidamente acesso a internet para ser os resultados dos jogos por exemplo, coisa de menos de um min. Achei bacana que fui em um restaurante em coqueiros e tinha livre a internet!

    Sobre segurança é relativo pois com a rede aberta tudo pode acontecer, e com estabelecimentos pequenos fica dificil impedir que o raio de alcance seja consideravel. Mas ainda assim é pouco provavel que alguem pare o carro na frente, ou mesmo abra um notebook, ou fique no celular em frente ao estabelecimento. Mesmo que o faça acho que isso ainda serve de propaganda para o estabelecimento porque o cara acha bacana e acaba indo para consumir porque la tem internet.

    Sobre redes sociais, pode parecer banal mas é sim uma ferramenta de marketing que custa muito pouco. Se de vez enquando entrar alguem que se conecte automaticamente na rede, e o facebook ja posta onde ele esta, e ha ferramentas para isso, pronto o cliente nem precisou mexer no celular para isso, e o dono ganhou publicidade a baixo custo. Varias vezes abri meu facebook com algum post de indicacao onde esta comendo e leio onde fica mesmo sem querer muito saber

    Porem concordo que ir para o restaurante para isso é realmente perda de tempo.

    De qq modo é uma melhoria de serviço que precisa ser feita. Alias muito mais prioritario que isso e ae sim acho que melhor para marketing e diferencial é o atendimento em si, aqui em floripa é pessimo, mas esta aos poucos melhorando, e isso espalha bem mais porque numa cidade com esse tipo de dificuldade as pessoas indicam mesmo com gosto. alem disso acho que faltam lugares diferentes com atrativos diferentes por aqui. a moda é apenas fazer lugares bem arrumados, mas é sempre massa ou frutos do mar. falta um bar arrumado, com bom atendimento mas diferente em alguma coisa, como um restaurante com piratas te atendendo te fazendo sentir no piratas do caribe, sei la.. isso tudo eu acho bem mais importante que a internet de fato que seria apenas um complemento e o ultimo

  13. Uma pergunta, para fornecer acesso a internet eles não deveriam pedir documentos da pessoa que requisitou de acordo com nossa lei? pois caso a pessoa que usou a internet do local cometa algum crime neste caso seria possível identificar.

    Procede?

  14. Então Daniel, de repente podemos fazer um meio termo? As considerações do André podem ser meio rudes mas não estão totalmente incorretas, bem com a Ascatia, que as redes sociais são algo realmente importante temos que lembrar que o que o Rodrigo Fante falou faz total sentido!

    Vou defender a parte de segurança… o quão inseguro é para um restaurante colocar wi-fi em seu estabelecimento? Se alguma pessoa na rua utilizar para cometer crimes, quem levará a culpa? Na verdade, está colocando em risco os próprios clientes, pois um pessoa de má índole e com alguns conhecimentos na área de segurança poderá de forma não muito complicada comprometer o acesso de todos os demais clientes.

    Para aqueles que pensam que isso não acontece, ou que é muito raro acontecer por aqui… basta lembrar que mais de 70% dos brasileiros que utilizam a internet já foram vítimas de crimes virtuais.

  15. Bom, eu concordo com o fato de ser interessante ter Wi-Fi disponivel ao cliente, mas acho exagerada a importancia dada a tal serviço no post em questao.

    O restaurante/bar tem que oferecer tres coisas: ambiente, serviço e produto. Os tres estando de acordo com a proposta nao tem nada mais que va tirar ponto ou fazer com que o restaurante nao seja digno de uma visita ou recomendaçao, muito menos o acesso ao Wi-Fi.

    Pessoalmente quando eu vou a bares/restaurantes o meu celular/laptop/ipad jamais ficam perto de mim, muito menos ligados. A experiencia que eu gosto de ter nesses lugares se torna minima quando tenho que usar, o serviço muda ja que o garçom vai evitar estar em cima da mesa por nao querer invadir a tal privacidade, a troca de informaçao com o mesmo tambem vai decair, o que eh uma pena. Nao tem nada mais agradavel que conversar sobre a comida que estou comendo, aspectos tecnicos ou curiosidades, ou entao discutir o vinho que estou tomando com o garçom/sommelier do lugar. Quando tenho que usar o laptop por exemplo em um almoço rapido, eu vou a um local mais neutro que um restaurante tao tematico ou tao focado ao lado da socializaçao entre os clientes e se for para janta, fico em casa e cozinho eu mesmo.

    Eu falo por ser empregado do ramo da hospitalidade/serviço, ou melhor, de restaurante. Trabalho em Nova York por mais de 4 anos na area, garçom/bartender e tudo quanto eh posiçao da casa, e atualmente trabalhando em um dos restaurantes mais “trendy” do Meat Packing District em Manhattan. E se voce visitar o restaurante vai ter que postar mais uma vez sobre o tal wifi, porque nao tem cliente nenhum que va conseguir usar dentro do restaurante. Sendo assim, nem o uso de telefone celular eh bem visto apesar de nao ser proibido como em muitos outros restaurantes.

    E pra ti ter noçao, o restaurante usa somente os melhores ingredientes, organicos na sua maioria e sempre frescos. A internet aqui ainda eh mais barata. Uma coisa nao tem nada a ver com a outra e o argumento eh completamente invalido. O restaurante querer digitar a senha, por mais que possa parecer ridiculo, deveria ser visto com bons olhos, ao menos estao deixando voce usar a rede sem saber quem tu es e nem o que tu vai fazer com o tal acesso, quanto tempo leva para a garçonete por a senha? Aschas que ela vai roubar/olhar algo que nao deve? Se voce pode pensar o pior da funcionaria, por que o restaurante nao pode pensar o mesmo de ti? Ou somente porque tu estas pagando a conta tu es um ser humano acima de qualquer suspeita, me desculpa mas esse double standart me soa um tanto quanto preconceituoso ate. Ou entao o restaurante deveria te pedir: Nome, data de nascimento, endereço, telefone, RG e ate a filiaçao, como qualquer lan house tem que fazer para manter a segurança deles, o que no meu ponto de vista eh muito mais invasivo/constrangedor do que simplesmente digitar a senha em 10 segundos na tua frente.

    No fim, perder algo por isso, eu acho dificil. Fazendo o trabalho deles bem feito, nao tem o que se preocupar.

    Abraço,
    TR

  16. Esse argumento de não liberar com medo de uso de estranhos (leia-se não clientes) usar fora do estabelecimento é meio estranho não?

    Fico imaginando o cara parado NA RUA usando a internet do bar o qual descobriu a senha da wifi.

    É mais um exemplo que algumas empresas brasileiras não estão preparadas pras redes sociais e internet.

  17. Daniel, nem preciso dizer que concordo com teus argumentos.

    Se o estabelecimento tem medo de uso indevido é só usar uma tática muito simples: trocar a senha de tempos em tempos.

    Ou então que ocultem o raio do wifi, ou que digam que é só para uso interno. Com certeza isso seria muito melhor que o constrangimento ao qual vocês foram submetidos.

    E se fosse realmente alguém a fim de “chupinhar” a Internet dos caras, bastaria fornecer o gadget para a linda digitar a senha uma vez, e depois passar o resto da vida sentado na porta do bar baixando torrents de filmes edificantes.

  18. Becher

    Será que o roteador não é somente para fazer aqueles pedidos via palm e fechar a conta?

    Dai teoricamente esta rede não seria para ser compartilhada.

    Mas eu concordo. Não ter wi-fi aberto é o cúmulo do cúmulo!

  19. Eu sou daqueles que desconfia até da mãe (eu só uso o wi-fi da minha mãe porque fui eu quem configurou), então, raramente eu uso wi-fi de estabelecimentos em que visito e nunca uso, se ele for aberto (sem senha).

    No seu lugar eu também ficaria meio puto, não pela regulação da rede em si, pois eles poderiam ter dito que não era para clientes e tal, mas pelo cúmulo de pedir o celular pra digitar senha. Cara, poucas são as pessoas a quem eu entregaria meu celular assim na boa. Aliás, RARAS.

    Ah! E eu também olho no FourSquare por dicas de lugares quando vou visitar alguma cidade / bairro que não conheço muito. A “falácia” dos 10 milhões tá valendo. 😉

    Abraço

  20. Olá, pessoal!

    Vejo que o assunto por aqui está bem interessante e nada mais justo nossa participação!

    Daniel, você acertou ao apontar uma das conclusões pelo fato ocorrido aqui no Boteco: uma das sócias por ingenuidade acabou por cadastrar uma senha pessoal no acesso a internet e para que não deixássemos nossos clientes sem o serviço a melhor solução encontrada no momento foi a liberação da senha mediante a digitação pela sócia Angela diretamente no aparelho dos clientes (ela não lembra de nenhum caso em que o cliente tenha ficado constrangido, mas pode ter ocorrido a liberação por uma atendente designada a repassar a senha em momento de ausência dela e por uma forma de abordagem diferente da que estava sendo utilizada, tenha lhe causado constrangimento).

    Em nenhum momento estamos medindo esforços para agradar e satisfazer o cliente em nosso Boteco. Queremos que o cliente sinta-se em casa. O Boteco tem que ser uma extensão da casa, por isso temos nossos jogos de dominó, baralho, jogo da velha, general… brincadeiras para que o cliente além de vir saborear nossos deliciosos prato e bebidas, jogar conversa fora com os amigos, divirta-se neste espaço!

    Quando estávamos criando a idéia do Boteco pensamos em várias opções de diversões, algumas já conseguimos colocar em prática, outras vamos tentar surpreender nossos clientes em cada visita (a casa tem apenas dois meses, muito chão pela frente). Mas tínhamos algumas convicções, por exemplo: para os amantes do futebol temos cinco TV’s ligadas independentes (sendo que cada uma pode passar um jogo diferente), temos um telão (ainda instalado precariamente) para atender os amantes dos clipes e as sugestões de alguns cliente que já conseguimos atender – passar filmes antigos, desenhos animados de décadas passadas. A internet também é uma destas opções de diversão, com o twitter, facebook, foursquare, instagram e outros muitos aplicativos que estamos vivenciando, apensar de ser um grande sonho conseguirmos instalar um Atari 2600 em alguma TV, disponibilizar o War, Jogo da Vida, Banco Imobiliário…curtir estas nostalgias!

    Mas voltando, não estamos contentes com nossa instalação e conexão de internet, hoje conseguimos finalmente trocar a senha, ela está disponível a todos os clientes e esperamos poder oferecer acesso sem qualquer constrangimento e que VOCÊS sejam realmente nossa melhor propaganda, a mais verdadeira, a mais importante! Sendo para o vizinho ou, para milhões de seguidores que as incríveis redes sociais proporcionam.

    As criticas, sugestões, reclamações e informações serão sempre bem vindas, pois saberemos todos os dias o que podemos melhorar. Ficamos felizes que vocês tenham gostado de nossos pratos e bebidas.

    Pedimos desculpas pelo constrangimento e gostaríamos de fazer um convite para que retornem ao Boteco para que possamos sempre ter as opiniões de vocês nos fazendo crescer como empresa. Estendo o convite aos que participaram desta conversa para vir ao Boteco e poder participar quem sabe de outra conversa sobre o que acharam do lugar, principalmente de nossa gastronomia que está sendo elaborada com muita paixão.

    Deixo nosso contato para quem queira nos ajudar a melhorar nossos serviços: leila@botecozemane.com.br e fone: (48) 32048652

    Obrigada a todos!

    Leila Pinheiro
    Sócia Proprietária

    1. Oi Leila, tudo bem?
      Em primeiro lugar, que bacana você ter vindo ao blog pra contribuir e digamos, fechar com chave de ouro esse debate. 🙂
      Eu sou a mesma Cátia ali de cima, que se sentiu constrangida pela mesma situação em outro estabelecimento. Essa discussão que o Becher levantou não foi causada pelo seu bar, foi a recorrência da prática que consideramos constrangedora que suscitou a reflexão.
      Há algum tempo a Bê e a Lau tem falado de seu bar, elogiado as bebidas, as comidas, o ambiente, etc e estávamos todos muito curiosos a respeito. Eu já tinha um compromisso no sábado, por isso não estava no bar com meus amigos. Certamente esse post do Becher tinha influenciado de forma negativa na balança e estava dividida entre a vontade de ir provocada pela @betaniaeing e o incômodo provocado por esse post, mas com sua resposta bacana, aberta, esclarecedora e muito elegante, voltei a ter vontade de ir ao seu bar.
      Certamente você mostrou muito bom senso e atenção ao seu público ao vir comentar e explicar o que ocorria. Parabéns pela postura de aceitar as críticas e também mostrar o quanto vocês estão preocupados em oferecer um ambiente bacanérrimo às pessoas.
      Ah, e se precisar de ajuda com a configuração de seu roteador e da sua rede, pode pedir ajuda ao @trektrek e ao @becher, que os moços manjam muito. Pode explorar que eles ajudarão com prazer, tenho certeza. 😉

      Um beijo e mais uma vez, parabéns pela sua postura.

    2. Olá Leila,

      primeiramente muito obrigado pela sua rápida resposta e pela atenção dispensada ao blog e aos leitores dele.

      Na verdade eu não me senti constrangido, eu não aceitei que colocassem a senha no meu aparelho. Primeiro porque o 3G estava funcionando a contento e além dos e-mails eu só queria dar um checkin e acrescentar alguns dados de vocês na venue do Foursquare, pra isso estava servindo. E segundo que em hipótese alguma deixaria alguém fazer isso. É, ao meu ver, uma falta de respeito muito grande.

      Fica a recomendação: conversem com um profissional de TI caso tenham problemas com o wifi, separem a rede de Internet usada pelo cliente da que vocês usam e, em possíveis casos como este, esclareçam isso na hora pro cliente o que está acontecendo.

      Digo isso porque todas as vezes em que subestimei a inteligência e idoneidade deles eu experimentei situações muito desagradáveis. Lido com tecnologia e de 10 anos pra cá o que os clientes leigos já aprenderam sobre o assunto é tão assustador até pra mim, então explicar de forma transparente não só o faz entender (mesmo que com alguma frustração por não usufruir do serviço naquele momento) como cria um elo de confiança entre as duas partes. Assim como você está fazendo conosco agora.

      Ratifico o meu agrecimento pelo comentário e esclarecimento, e parabenizo em nome do blog e com certeza de alguns dos leitores que comentaram pela atitude em responder, explicar.

      Tenha certeza que voltarei lá.

      Abraço,

    3. Leila.

      Quando eu for a Florianópolis, com certeza farei questão de conhecer teu bar, pois acima de tudo você deu uma lição de como um dono de um bar deve se portar ao receber críticas (que sirva de exemplo aos botecos traíras de São Paulo, que em vez de explicar atiçam advogados em cima dos clientes insatisfeitos).

  21. Ponto positivo a Leila…! Parabéns…
    Gostei da postura de vir aqui no blog e participar da discussão…
    Eu estava lá no sábado, posso dizer que no geral gostei bastante do Boteco! No dia não fiquei sabendo que tinha esse jogos, como ficamos lá fora, acabei não percebendo.
    Mas voltarei mais vezes, é sempre bom dar crédito a estabelecimentos que tratam bem os clientes! Parabéns!

  22. Grande, Leila!
    Fico feliz que tudo tenha sido esclarecido, até porque eu sempre super indiquei o Boteco Zé Mané, por toda qualidade de serviço que é prestado e por ser uma frequentadora assídua e satisfeita!
    E fica o meu convite, para que possamos todos juntos, desfrutar de tantos pratos deliciosos, cerveja gelada, ambiente agradável e no meu ver, um dos melhores botecos de Floripa!

    =)

  23. Eu tenho uma lanchonete humilde e estou providenciando um espaço para colocar no mínimo 10 mesas com 4 cadeiras para poder liberar wi fi para clientes e não estou preocupada se vai ter alguém querendo tirar vantagem ,porém se por ventura eu ver algum espertinho com um celular ou netbuque na porta do meu estabelecimento querendo navegar sem consumir eu terei o imenso prazer em arrumar um geito em acomoda-lo porque ele hoje pode não ter condições de gastar porém hamanhã ele terá .meu marido e contra porém eu sou a favor e já tomei minha desizão vou liberar wi fi logo que terminar à obra.observo:mais uns 10 dias e está liberado. Comecei vendendo sacolé , vejo a dificuldade de muitos para alguns pagar r$ 19,90 ,não e fácil.Liberar wi fi vai chamar atenção sim e satisfazer muita gente detalhe eu já colaboro com wi fi para algumas pessoas ,porque não expandir ?Um abraço Simone .

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