Maria Farinha Grill: nem só de peixe vive a orla de Coqueiros

OK, sabemos que há muito tempo, mesmo antes dos mais famosos de frutos do mar existe ali uma pizzaria bem conhecida, um buffet de comida chinesa e coisa e tal. A Via Gastronômica de Coqueiros é talvez a mais eclética e heterogênea das vias da cidade, organizadas ou só nominais, como é o caso da Lagoa. Mas comer uma boa carne sempre foi um pré-requisito dos bairros de periferia, junto às marginais de rodovias ou então em bairros tradicionais. E comer um bom grelhado na beira de uma linda praia é muito gostoso.

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Dia destes visitei o Maria Farinha Grill, querendo num almoço de domingo comer um bom pedaço de carne sem o corre-corre dos rodízios de churrascarias e as longas esperas por uma mesa. Cheguei por volta das 13h no restaurante localizado no bairro Itaguaçu, ali onde escrevi sobre as pedras e as bruxas. Lá mesmo.

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O restaurante é muito simpático. Não só pela excelente vista que tem da praia, mesmo no primeiro andar que divide-se no salão interno e outra com mesinhas na rua e come-se ao ar livre. Bem aconchegante, te abraça com aquele clima de beira de praia e bom atendimento. Este, inclusive, um excelente ponto, uma vez que tudo foi perfeito do início ao fim, serviço impecável.

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De entrada experimentei a Poção Encantada (R$3), uma canequinha dessas de barro com um delicioso caldinho de feijão. Bom pra dar aquela forrada e esperar os 25 minutos para a confecção do prato (ponto positivo, avisam no cardápio quanto cada ítem costuma, em dias normais, demorar).

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Ignorei o fato de que no cardápio estava como “Bife de Chouriço” (R$32), postulando que chouriço é um preparo da charcutaria portuguesa, parecido como uma linguiça, e pedi o bife da parte macia do contra-filé, corte alto e mal passado no seu interior, e muito apreciado na Agentina, o “Bife de Chorizo”.

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Ele não veio exatamente como nas casas argentinas, onde come-se praticamente cru no meio, mas perfeitamente entendível que é uma adaptação ao gosto brasileiro, principalmente no que tange o ponto da carne. Estava delicioso. A carne foi guarnecida de pão marroquino e legumes variados cozidos no vapor.

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Para acompanhar pedi Molho Chimichurri (R$4), que é “unha e carne” com bife de chorizo. O chimichurri é o que chamo carinhosamente de “las yerbas del diablo”, e já escrevi aqui sobre ele.

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Também pedi uma Maionese de Batatas (R$9), pois a veia gaúcho/catarina não me deixou passar argentiníssimo em toda a refeição. Muito bem preparada, com molho caseiro, como deve ser, e batatas no ponto certo.

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A Michele foi de Galeto Primo Canto (R$22), prato típico da serra gaúcha. Guarnecido de polenta frita, maionese e salada de radiche com bacon, como manda o figurino (porco diuna!). Muito bem servido e saboroso, assegurou a nobre colega de comiderias.

Não comi sobremesa porque sou pobre.

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Fiquei com vontade de voltar lá pra destrinchar melhor o cardápio, experimentar os aperitivos e pratos que são temáticos e homenageiam todo o folclore local, bruxólico de dar inveja ao Peninha e ao Franlin Cascaes. E com certeza voltarei, aprovadíssimo!

Maria Farinha Grill

  • Endereço: Rua Euclides da Cunha, 93. Itaguaçu, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3879-0043
  • Aceita cartões: sim

 

6 ideias sobre “Maria Farinha Grill: nem só de peixe vive a orla de Coqueiros”

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