Puerto Escondido: novo lugar para degustar um Tex-mex

Antes de mais nada, já começo dizendo que, por conta do creme azedo que experimentei ontem, também estou um pouco azedo: comida mexicana é o caralho. Florianópolis não tem comida mexicana porra nenhuma. OK? O que chega por aqui é o que se conhece internacionalmente por cozinha Tex-Mex que é o que a evolução da mistura do México com o estado norteamericano do Texas produziu. Continuemos.

Eu simplesmente não suporto os restaurantes “mexicanos” de Florianópolis. Não sei se é assim em todo lugar — e meus pêsames se é –, com aquela verdadeira balbúrdia que se torna um local escuro pra caramba, misturado com um grupo de cantores que se acham engraçados cantando mal uma barbaridade e enchendo o saco de quem está ali só pra experimentar a comida. A comida também nem é isso tudo, além de ser um tanto quanto cara (geralmente ficam na Beiramar e Lagoa da Conceição, então tem a famosa taxa-beira-da-praia, que é onde se paga mais caro pra cheirar o nosso esgoto não tratado) e ter um atendimento péssimo.

Mas até aí morreu o Neves e eu ainda não entrei no assunto. Vamos lá.

puerto-escondido-entrada

Conheci o Puerto Escondido. Bonzinho. Gostosinho. Bonitinho. Fofinho. Tá no caminho, digamos assim. Tem boa perspectiva de melhora. Até porque não fica numa região tudo-vira-balada-tuntz-tuntz e tem a pegada de bar (embora falte drinks que, mesmo no cardápio, como a Margarita, não são servidos). O mojito é meia boca, carregado de limão, pouco sabor de bebida alcoólica, e pouco generoso nas ervas. Tirando esses dois é uma dose de tequila ou cervejas. Precisa definir se realmente vai ser um bar gastronômico (aí eu nem reclamo que falta iluminação, que tem uma decoração carregada demais e excesso de propagandas na parede, tornando o lugar uma poluição visual que só) ou se vai mesmo ser só um restaurante, que é o que tudo indica, embora não pareça.

puerto-escondido-mojito

A comida é muito honesta. E por honesta esqueça o famoso complexo de vira-latas brasileiro que torna palavras como “honestidade” e “humildade” em pobreza. A comida é boa, quero dizer, e digo. Muito gostosa. Não é lá muito variada, é verdade, apesar de ter vários nomes no cardápio parece que cada prato só muda a ordem dos ingredientes. Uma hora é tortilla com carne e feijão, outra hora é tortilha com feijão e carne; depois sai feijão e entra guacamole mas continua o resto, enfim, parece tudo muito igual, mas é saborosa.

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Estávamos em quatro e pedimos Nachos. Gostei que o prato é bem servido e o valor bastante interessante. Módicas 25 dilmas por um pratão de recheio e alguns, vejamos… algo que eu identifico como doritos caseiro.

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Pedimos ainda, na mesa, Burrito de carne assada (tortilla de trigo recheada com carne assada, alface, cebola, tomate, guacamole, feijão refrito, queijo ralado, arroz e creme azedo). Muito, muito gostoso. Poucas vezes comi um “sanduba” popular tão bom quanto este. Os sabores são marcantes, não é excessivamente apimentado e enche bem o buchinho sem gastar muita prata. A direita na foto é uma Quesadilla mista (tortilla de trigo recheada com queijo, feijão refrito, arroz, carne de gardo/porco/frango e pico de gallo, preparada na chapa).

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Eu fui nas Chalupas, nem sabia o que era. Mas me apeteceu o fato de eu poder experimentar as três carnes oferecidas nos lanches. Gado, porco e frango numa orgia animal alimentícia de dar gosto e lamber os beiços. As chalupas são tortillas de milho assadas na chapa até ficarem crocantes e que são cobertas com manteiga, salsa mais ou menos apimentada, carne e cebola.

Comi sozinho porque sou um baita de um troglodita, mas teria dividido este prato que custa outras 25 pilas com mais uma pessoa. Bem servido. A tortilla passou um pouco do ponto, ficaram em alguns pedaços (cada uma das três é cortada em 4, como pizza) aquele gostinho rançoso de queimado, mas não atrapalhou a degustação da iguaria.

puerto-escondido-ambiente

Como disse o preço é bastante honesto, com 60 pilas tu tomas um drink, uma coca e come bem em duas pessoas. Tem opções de sobremesas (claro, tortillas doces fap fap fap).

Fica a recomendação de uma visita, principalmente se você quer fugir dos mariachis ruins de garganta.

Puerto Escondido – Kioske mexicano

  • Rua Bento Goia, 102. Coqueiros. Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3364-1586
  • Horário: de segunda a sábado das 19h às 22h30.
  • Aceita cartões: sim

35 ideias sobre “Puerto Escondido: novo lugar para degustar um Tex-mex”

  1. Sou obrigada a comentar aqui…pois fui conhecer o local semana passada!
    Realmente a comida é boa e barata! Dificil hoje em dia…mas veja tudo que aconteceu conosco nessa visita:

    – uma de nós foi ao restaurante pq viu na logomarca deles a palavra: saladas especiais. Essa pessoa não pode comer trigo e foi para comer as tais saladas – mas elas não existem no cardápio – não estao disponíveis.

    – pedimos guaraná diet, nao tinha. Pedimos sprite diet, não tinha

    – o garçom falava para dentro..e em uma hora comica…com um amigo de pé – ele chegou com o refri e entregou na mao dele..copo e lata- tem como acreditar??

    – o burrito veio sem NADA de pimenta… e nao tinha pimenta na mesa (tipo tabasco) e ela teve que pedir – nossa..ele trouxe – mas so para ela! OS outros ficaram a ver navios

    – burrito so tinha o medio, o grande nao tinha

    – a pessoa que nao come trigo, resolveu pedir o burrito e comer o recheio, qdo chega o burrito, enrolado em papel (super normal, é assim que se serve mesmo) ela pede ao garçom: vc poderia ver um pratinho e talheres: o garçom: nao temos!!! O que? Um restaurante nao tem talher nem prato?? Como assim?? Sou obrigada a comer com as maos?? So estou comendo essa p%#$%# de recheio pq vcs nao tem a tal da salada que tanto anunciam!!! Ai…reclamando e dizendo que teria de deixar o burrito intacto e ir embora – o garcom idisso que iria “catar” um talher – e voltou sem faca, sem prato e com um grafo de plastico…

    Tem como voltar a um lugar desse????

  2. Oi Daniel…

    Já tinha ouvido falar do restaurante… até me aguçou em ir com a tua descrição, mas o comentário acima já me tirou todo o ânimo… hahaha

    Fiquei intrigada com a mistura Tex-Mex…Eu só conheço os restaurantes “mexicanos” daqui mesmo, queria experimentar a verdadeira culinária mexicana… Terias como me indicar um verdadeiro restaurante mexicano que foste?

    Beijos

    1. Aline não sei da onde o Daniel tirou que o lugar é Tex-Mex é sim um lugar aonde servem pratos típicos mexicanos, observe o comentário do Geraldo logo abaixo.

      1. Oi Rafael.

        “A culinária Tex Mex, resultado da mistura cultural e gastronômica adquirida na fronteira México e Estados Unidos, hoje é uma das comidas mais pedidas internacionalmente. O nome brinca com a miscigenação colonial, na época da ocupação americana em territórios até então mexicanos. A comida Tex Mex se caracteriza pelo preparo e consumo de pratos mexicanos que foram adaptados aos hábitos americanos no estado do Texas.

        O fortalecimento do conceito Tex Mex está em alta em todo Brasil e no mundo, com a presença marcante de carne, feijões e pimentas. Nachos, crispy tacos, chili con carne e fajitas são invenções típicas dessa fusão cultural-geográfica. Aperitivos como tortilla chips con salsa picante e os diversos tipos de molhos são criações muito originais feitas em solo americano, mas com raízes mexicanas.”

        Fonte: http://takos.com.br/setembro/desvendando-a-culinaria-tex-mex/

        Mexicanos não comem TUDO, TODOS OS DIAS, com uma tortilha de trigo/milho. Assim como brasileiro não come feijoada todo santo dia.

        1. Sobre o Mojito:

          “Mojito é um coquetel à base de rum branco originário de Cuba.
          Esse cocktail com mais de 100 anos não está tão bem documentado quanto o Daiquiri ou o Cuba Libre. Sabe-se que floresceu na noite de Havana usando ingredientes nativos do Caribe. Os ingredientes são, além do Rum, o açucar (os especialistas recomendam o xarope de açucar, não o granulado), hortelã, limão e club soda.”

          Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mojito

        2. Sim eu sei de tudo isso, então por isso mesmo que o Puerto Escondido não é Tex-Mex.
          Se você já comeu pratos tipicos mexicanos vc vera isso.

      2. Sobre o Burrito:

        “O burrito é um célebre prato tradicional da culinária do México consistindo de uma tortilla de farinha geralmente recheada com carne (bovina, suína ou frango). A carne é o único recheio e o burrito é enrolado finamente. Em outros países, como nos Estados Unidos, os recheios incluem outros ingredientes como arroz, feijão, alface, tomates, salsa, guacamole, queijo e creme, desviando-se assim do tradicional.”

        Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Burrito

  3. Becher, penso que não estais azedo, estais é muito ácido nesse post!!! Assim, enquanto eu estava lendo imaginei alguém meio raivoso escrevendo… Eu moro ali pertinho e ainda não conheço o lugar, mas acho que nem vou… bom mesmo é parar ali pelo junn, né? Escuta, eu fui, há um tempo atrás, num lugar chamado México Lindo, ali na Rafael Bandeira, não sei se ainda existe, mas ali serviam comida mexicana de verdade! Com pimentas vindas direto do México! E não sumas!!! Fraternal abraço!

  4. Conheço o lugar e o frequento ao menos uma vez por mês, já há alguns meses. Creio que algumas coisas devem ser levadas em conta, principalmente a proposta do estabelecimento.
    Qualquer um quer um que gaste pelo menos 5 minutos de conversa com o proprietário, mudará sua opinião sobre o lugar e a comida servida.
    Kiko, o proprietário, na verdade é um surfista e shaper de pranchas, que por suas muitas viagens ao México, se apaixonou pela comida mexicana. Tomo aqui a liberdade para corrigir mie amigo Daniel, a quem tenho como referência em experiências gastronômicas, mas esta lanchonete não é de cozinha TexMex, e sim de comida tipicamente mexicana, preparada de forma artesanal, e comida com as mãos, sim, sem uso de qualquer talher. Se você quer um atendimento de restaurante, talheres e pratos TexMex, vá ao Guacamole, na Av. Beiramar, que também tem uma ótima comida, mas com uma proposta totalmente diferente. TexMex na verdade, é a comida pseudo-mexicana, servida em restaurantes do Texas, americanizadas para o paladar e costumes de lá.
    Justamente por não gostar de TexMex, o Kiko começou a fazer aqui, as comidas tradicionais do México, e logo agradando a amigos, surgiu a idéia da lanchonete, que só abre a noite, pois ele ainda é shaper durante o dia.
    Já comi em diversos tipos de restaurante de cozinha mexicana, de refinados a carrinhos de rua. Sem dúvida o Puerto Escondido é a proposta mais bacana e original de todas. Um surfista que trouxe a comida mexicana ao Brasil, da maneira mais fiel possível. Com simplicidade e humildade. Pra quem não entendeu o que é este lugar, vá ao Cactus, em um shopping. Lá o atendimento é padrão, e a comida tenta se parecer com a mexicana. Mas não terá histórias de viagens, não jantará fartamente por 30 reais, nem curtirá o clima praiano de Floripa. E se quer usar talheres, vá ao Guacamole, mas entre as 18 e 20hs, quando ainda não tem mariachis, ou terá que pagar couber e ainda ter dor de cabeça.
    Minha recomendação, vá ao Puerto escondido, sem presa, com mente aberta para fazer amigos, escutar histórias, e comer com as mãos, algo diferente do padrãozinho do seu dia-a-dia.

    1. Quero te agradecer Geraldo pelo seu comentário, faço de suas palavras as minhas.
      Sou frequentados a praticamente quando abriu o Puerto Escondido e frequento de 1 a 3 vezes na semana. Meus parabéns!

    2. Eu acho que não foi atendido pelo Kiko, então. Quem nos atendeu, e era a única pessoa presente no “salão”, mal conversava ou explicava as coisas. Não tava muito pra esse jeito amistoso que você comenta. Ele não foi grosso ou qualquer coisa do tipo. Mas não recebi isso que você falou, da coisa descontraída, dos papos, etc.

      Entendo que a proposta é comer com as mãos, mas é importante que se tenha garfos e facas como a Vanessa comenta acima. De qualquer forma respeito a vontade deles, assim como a nossa de reclamar dessa ausência básica de talheres também é válida.

      De qualquer forma eu gostei da casa. O primeiro parágrafo do texto parece truculento, e é um pouco, mas é uma crítica mais aos concorrentes do Puerto do que do próprio Puerto.

      Mas eu não entendi porque tanto comentário reaça “comigo” neste post (o teu parece o mais sensato), visto que eu elogiei a comida, elogiei o preço e fecho o post indicando o restaurante, convidando as pessoas para irem lá. Tem até um amigo meu, foodie como nós, que me convida no final pra ir lá conhecer junto com ele e eu falo que topo.

      O usuário médio de Internet no Brasil precisa aprender ler um texto até o final, não se ater a um parágrafo ou, pior, pelo título, e precisa URGENTEMENTE voltar ao banco primário para aprender interpretação de textos. E eu nem falo de recursos mais avançados como entender o que é uma hipérbole.

    3. Bom dia Geraldo.
      sou chef de cozinha, estudei por anos a cozinha mexicana e o que vejo ali não é comida tipicamente mexicana. Existe sim alguns pratos servidos no méxico, principalmente pós hispânico e que são os mais comerciais em todo o mundo, mas pelos temperos usados e formas de cocção. ninguém reclamou de comer com as mãos ou beber cerveja no bico, mas que aquilo não é tipico mexicano.
      Uma comida muito boa,depois do Mexico Lindo – aquilo sim cozinha típica – a melhor servida em Floripa, mas execuções erradas como a tortilha grelhada na chapa e não assada como diz o cardápio sempre queimadas e carnes secas. E pelo fato de servir nachos hoje já se considera Tex-Mex. lembrando que ele quem começou o texmex na época da guerra civil 🙂

  5. “comida mexicana é o caralho. Florianópolis não tem comida mexicana porra nenhuma”

    Entendo que a internet é um meio de comunicação mais descontraído, mas começar um post sério dessa maneira já é um pouco demais.

    1. Oi Rodrigo! Eu não acho que a Internet seja mais descontraída, os outros que são muito chatos 😛 depende de quem produz conteúdo e não do meio em si (!).

      Pareceu exagerado pra você só por conta dos palavrões, se eu não tivesse usado “caralho” e “porra”, linguagem que todo mundo usa em casa e numa mesa de bar, teria sido absolutamente normal. Ignore a hipérbole, se você ler mais posts meus verá que uso dessa figura de estilo com bastante frequência, faz parte de um contexto que analisado separadamente realmente não faz muito sentido. Um abraço, meu caro, e obrigado por continuar seguindo nossos posts!

  6. Dani,

    Vamos combinar com a Mi e o Gui de voltarmos lá?

    Tô com saudades de vocês e também vou ter o maior prazer em conhecer o Kiko, dono do restaurante citado. Se a proposta dela é a relatada pelo Geraldo, vale a pena conhecer. Agora saliento, ainda que a proposta dele seja a citada pelo Geraldo, não quer dizer que ele esteja acertando 100% nas restrições. Digo isso com experiência de quem tem que mudar algo mensalmente em minha casa para adaptar ao gosto local.

    Abs

  7. Oi, povo! Fiquei intrigada com o restaurante, realmente o que me afasta dos “mexicanos” são os Mariachis enchendo meus ouvidos e dificultando a conversa à mesa. Quero muito conhecer, mas resta saber se o marido vai topar “comer com as mãos”.

    Beijo!!

  8. Bem, como proprietário do Puerto Escondido Kioske Mexicano, venho aqui esclarecer alguns pontos que geraram críticas. O Puerto Escondido surgiu com a proposta de servir alguns antojitos típicos mexicanos, e como tal, são comidos com a mão e não com o uso de talheres. A pimenta foi excluída dos pratos pois mais de 90% dos clientes a abominam, então optamos por servi-la separadamente a quem pede.
    Em relação as saladas, realmente não as servimos pois as tulipas de tortilha de milho não são mais trazidas por nosso fornecedor que importa todas as tortilhas diretamente do México. Em nosso novo cardápio elas já não constam mais.
    Certamente eu não estava no dia em que serviram drinks “sem gosto” pois quando eu os faço tenho certeza da qualidade dos mesmo! Atualmente servimos Mojitos, Margaritas, Tequila Sun Rise, e alguns dricks exclusivos da casa como Cocobongo e La Revolucion. Quando da abertura do Kioske, meu público alvo eram meus amigos surfistas viajantes e nossa proposta sempre foi o despojamento, sem a menor pretensão de tornar-mo-nos um restaurante sofisticado, por isso nossas cervejas long neck são servidas para serem bebidas “no bico”, sem copos de vidro, que só são oferecidos nos drincks, e a proposta é nunca trabalhar com talheres ou pratos pois também foge do nosso conceito.
    Bem, abrimos em 02/05/2012, passamos por 3 reformas e estamos nos adequando ao crescimento contínuo, procurando melhorar os serviços, que a exceção do cozinheiro que tem mais de 15 anos de experiência, é feito por surfistas como eu, que tem na cordialidade a melhor qualidade ao servir. Estamos em evolução e adquirindo o conhecimento necessário pra melhor servir e aguardamos a todos que queiram conhecer nossa proposta de oferecer a melhor comida mexicana tradicional, ao estilo caseiro.
    Muito obrigado pela oportunidade e aproveito também pra agradecer a todos aqueles que nos elogiaram. Espero vê-los novamente!

    1. Olha, farei umas observações sem conhecer seu estabelecimento, apenas com base no que as pessoas comentaram e no que você comentou.

      Mas você dar o MÍNIMO de conforto e praticidade ao seu cliente não te faz SOFISTICADO. Você não disponibilizar TALHERES (veja bem, o homem deve utilizar talheres há quantos anos?) para uma pessoa que está ali de passagem e que quer conhecer seu estabelecimento sem conhecer seu “”””””””CONCEITO”””””””” não te ajuda em NADA. Como visto, só piora.
      Anti-conceito devem ser as casas de sushi que deixam as pessoas utilizarem talheres, né?

      ÓBVIO que todo estabelecimento tem um público alvo, mas você onerou TODO o processo com o simples fato de restringir o estabelecimento à pessoas que conheçam seu conceito.

      Só o que já foi citado MAIS o fator “bebida no bico” me faz nem ter vontade de conhecer o restaurante. Mas enfim, pra vocês não deve importar muito, não sou seu target-surfista e vocês não precisam girar dinheiro…

      Espero que possam rever isso. Sucesso!

  9. Não tive como ler esse post e não comentar minha experiência com este restaurante. Com certeza, uma experiência nada agradável. Os pratos demoraram uma eternidade para vir,quando chegaram estavam incompletos. O meu pedido chegou,literalmente, 1 hora depois que os dos meus amigos, e foram todos feitos ao garçom ao mesmo tempo. Achei a comida bem normal,nada a destacar. O atendente estava visivelmente constrangido com a demora e tentou ser amistoso. Foi minha primeira e certamente a ultima neste local.

  10. O comentário do Everton disse tudo.
    A pessoa vai ao restaurante para provar a culinária de tal lugar porque gosta de determinada comida mas não necessariamente ela precisa entrar no “”””conceito””””””” do restaurante para poder comer ali.
    Oferecer talher não retira conceito nenhum logicamente. Não se come comida mexicana com garfo e faca tudo bem não se come, mas e se a pessoa quiser comer tem que ir embora?

    O proprietário Rodrigo Pelágio fez bem em responder às críticas e também foi educado mas há uma coisa que devo lhe ensinar, e que é o básico de qualquer business….. o cliente está sempre certo meu amigo.
    O seu negócio existe por causa dele. Então se ele quer talheres dê talheres, se ele quer beber cerveja no copo sirva no copo, ou melhor, pergunte como ele prefere tomá-la antes de simplesmente trazer. Se ele reclama você agradece a crítica, faz dela algo construtivo, e em vez de perder clientes, corrige alguns possíveis erros e no final você vê que reverte as coisas e acaba gerando fidelização.
    Se ele pedir para jantar em um sofá roxo com rosa você não precisa acatar esse pedido, mas…..talheres??….. Serio mesmo?

  11. Li todos os comentários e venho aqui dar minha opinião, que independe das outras e se dá com base nas vezes que fui no Puerto.

    Para quem é da Ilha, ou até quem mora aqui faz anos, sabe a dificuldade de se encontrar um “pico” ilhéu, com clientes ilhéus, com o jeito ilhéu (mesmo que se trate de um restaurante mexicano).

    Fui lá por ouvir falar, e pelas redes sociais que me fizeram visitar o lugar. Todas as vezes fui muito bem atendido e comi e bebi muito bem sem gastar uma grana absurda, como é comum nos restaurantes mexicanos. Sei que o papo principal que rolou aqui foi “comida tradicional ou não”, e isso admito que não posso opinar como chef, conhecedor, ou afins porque realmente não sou perito em nada. Só sei que, como leigo, gostei tanto que voltei muitas vezes.

    É uma vibe diferente estar num lugar, em Floripa, que foi feito para amigos próximos, e foi crescendo de forma que se tornou um bar aberto para todos. Sem querer xingar ninguém, mas ir ao Guacamole hoje em dia é certeza de a) fila; b) adeus para o salário; c) gritaria. No Puerto Escondido, seja voltando do surf, seja pra levar a namorada, para levar a família, sinto a energia que é o propósito inicial do bar como citou o dono, acima.

    Como diria o Daza: “Um oceano, um mirante, um sorriso / Que essa ilha não pode perder.” E por lugares como o Puerto Escondido, a Ilha não perde, só ganha.

    Parabéns ao Puerto Escondido, e vou permanecer fazendo o que estou fazendo: comemorar aniversário, comemorar formatura, comemorar namoro, celebrar a vida nesse pico.

    Valeu!

    1. Lui,
      acho que você foi o que melhor descreveu o ambiente do Puerto Escondido.

      Estive no Puerto Escondido com uns amigos há uns dias e gostei muito.
      Fui sem preconceito e sem expectativas, pois não conhecia o local.
      Com certeza eu voltarei.

      Abraços a todos.

  12. Comida muito boa e preço justo. Fui com a minha namorada e saímos os dois satisfeitíssimos com tudo.
    A verdade é que em Floripa não se dá valor ao que é feito por nós mesmos. Li todos os comentários e as reclamações foram as mais variadas. Problemas pontuais no atendimento sempre ocorrerão, não há qualquer restaurante que não erre. O importante é aprender com os erros e não repeti-los.
    Questionar o conceito do bar e a necessidade de talheres para comer já passa dos limites. Qualquer chefe que viesse de fora e cagasse e andasse pra ilha seria ovacionado, como de costume. Não vejo necessidade de talheres pra nenhum dos pratos do cardápio, todos simples de comer como um pastel, um cachorro-quente. A não ser que o pessoal da realeza florianopolitana estagiários da Glória Kalil não possam comer nada com as mãos.

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