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KitchenLog – Coxinha com Catupiry

Poucos quitutes de boteco são tão simples e saborosos quanto a coxinha. Por ser fritura, já ganha pontos na escala das delícias. Quando a massa é crocante e o recheio vem cremoso temos um plus de botar no chinelo muitos pratos bem elaborados.

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Recentemente tornou-se um adjetivo, que vez por outra é empregado pejorativamente, e que não fazem jus à sua integridade gastronômica. Afinal, chamar alguém de coxinha deveria ser algo bom, porque coxinha é gostosa.

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Afinal, até a Nigella em sua última visita ao Brasil ostentou-a como um troféu.

E recentemente fizemos um vídeo ensinando a fazer coxinha. Diferentemente das coxinhas normais esta não vai batata na massa, apenas farinha, água e leite. E o seu recheio não tem apenas o frango como também recebe o requeijão cremoso, o famoso catupiry, para dar um toque a mais de sabor e suculência.

httpv://www.youtube.com/watch?v=T-21zMYI6-k

Sem mais delongas eis o nosso KitchenLog – Coxinha com Catupiry. Espero que gostem, curtam e assinem nosso canal pra receber os próximos vídeos.

BB King Blues & Bauru: conhecendo comida de verdade

Na última vez que saí de casa pra comer, também com intuito de gerar material pro blog, prometi dar uma basta nessa palhaçada que tá virada a gastronomia nessa cidade. Sentei em três restaurantes diferentes até achar algo que prestasse, não tivesse um nome afrescalhado e não custasse o equivalente a uma experiência no metrício.

A gota d’água foi quando abri um cardápio e olhei um risoto por 85 reais. Levantei-me com parcimônia e saí sem sequer agradecer quem atendeu. Deu, né, chefinhos? Tá ficando ridículo pra cara de vocês. A comida tá cara mas arroz continua custando menos de 10 reais um saco com 5kg. Se a trufa tá cara vá pro diabo que te carregue com ingrediente da pátria que não te pariu.

Por isso demorei em postar novamente, foi mais de mês em branco por conta disso. Aproveitando o pleito que se avizinha, faço uma promessa de campanha: só divulgo agora comida de verdade. Pode ter ingrediente afrescalhado, mas vai ter que forrar o buchinho e não esvaziar a guaiaca.

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Até que ontem encontrei comida de verdade. Até certo ponto ogra, confesso, comida pra leão, mas honesta e muito boa. Conheci na Trindade o BB King Blues & Bauru. Bauru é tipo xis, instituição gaúcha. E o bar que homenageia grandes ídolos da música em seus pratos tem na gastronomia portoalegrense suas raízes.

O cardápio é enxuto como todo com menu deve ser, fácil de escolher e entender. Tem bauru no prato (filé mignon ou frango grelhado com molhos e outros ingredientes) mais batata, arroz e salada de acompanhamentos. Tem também o baurú no pão, o mais famoso. Alguns aperitivos pra quem quer só sentar, ouvir boa música, tomar uma cerveja e petiscar um ovo de codorna ou uma tábua de frios, embora o cheiro que emana da cozinha convida sempre pra um bom filé.

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Aliás, os gaúchos desgarrados, boa parte da população da Ilha, podem não só rememorar sua comida como também a casa oferece cerveja Polar e Fruki, outras duas instituições gaúchas, assim como o Gengibirra está pra Curitiba e a Pureza pra Santa Catarina. #fikdik

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Além disso uma geladeira forrada com vários rótulos de cervejas especiais, pra quem vai nessa vibe.

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Meus amigos velhos de guerra foram de baurú no prato. Foram no My Lucille com ovo frito. Pão de trigo, filé mignon grelhado, queijo, presunto, alface e tomate. Refeição balanceada que os nutricionistas insistem em não incentivar, afinal tem salada, proteína, carboidrato e uma meia pataca de gordura.

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Eu fui nos “baurus no prato”. Esses têm a opção inteira, que serve quatro pessoas, 1/2 porção para duas e a individual que corresponde a 1/4 do tamanho original. Este quarto de prato já é suficiente pra alimentar um leão faminto em época de estio, pois além da carne preparada com os ingredientes correspondente a cada opção, vêm à mesa uma porção de arroz, batatas fritas e uma saladinha verde pra começar.

Já não é novidade para os mais assíduos deste espaço que ando numa fase de comer salada, então prostrei-me à mesa e dei-me à pastar na salada.

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Arroz e batata também perfeitos.

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Mas foi na carne que o bicho pegou. Eu escolhi o John Mayal, que era filé mignon à milanesa, queijo, presunto, molho de tomate e molho verde. Era quase uma parmeggiana feita de forma exemplar e muito respeitosa. Saboroso e muito buchisticamente correto.

Paguei 30 pila no meu, com água, porque respeitar a dieta é preciso. Que a minha nutricionista não leia. Que os chefinhos leiam todos e parem de frescura.

BB King Blues & Bauru

  • Rua Lauro Linhares, 1065. Trindade. Florianópolis.
  • (48) 3209-0100
  • Aceita cartões
  • Estacionamento

Gato Mamado: um bar simpático e com atendimento VIP

Gosto de comida de boteco. Não é daquelas comidas que você sai somente para degustá-la, as vezes ela nem é suficiente pra matar a fome,  ela geralmente acompanha uma bebida, uma boa conversa ou alguns ressábios. Como diz um índio xucro da Forquilinha, é “pra salgar a palavra”.

O Chiquinho é um cara bom de prosa. Me chamou no chat do Facebook perguntando onde era a janta. Não refugo bolada, principalmente se o convite envolve boa conversa e comida, e uma hora depois largávamos nossas empresas pra conhecer o Gato Mamado, já avalizado pelo Guilherme e pela Michele.

Gato Mamado Snooker Bar
Gato Mamado Snooker Bar

O recém aberto snooker bar ainda estava vazio quando chegamos, escolhemos uma mesa e o ouvimos um bom rock enquanto aguardávamos nossas bebidas.

Chope Schornstein Weiss e Michele com sua Margarita.
Chope Schornstein Weiss e Michele com sua Margarita.

Abri uma exceção e pedi um chope. Sou homem de pouca bebida, mas unzinho pra relaxar não faz mal. Aliás dois. Weiss. Chope de trigo da Schorstein, cervejaria catarinense que bate de frente com todas as outras marcas conhecidas de cervejas especiais que o bar oferece. E não são poucas.

Mesas de sinuca, diversão garantida
Mesas de sinuca, diversão garantida

Numa das quatro mesas oficiais de sinuca provamos que precisamos  de mais sustância pra sermos considerados botequeiros de primeira categoria. Mas de comida entendemos, e pedimos alguns quitutes.

Carne de onça. Quer uma dica? experimente!
Carne de onça. Quer uma dica? experimente!

Abrimos com essa carne de onça. Iguaria que eu inclusive ainda não havia experimentado. Conheci ontem. Bah! carne bovina crua picada na faca curtida na cebola, alho, pimenta, sal e bastante azeite de oliva. Tudo isso em cima de uma fatia de torrada levemente crocante. Tem um sabor incrível, delicioso e acompanha muito bem uma cerveja.

Linguiça Blumenau Flambada
Linguiça Blumenau Flambada

A gente já estava na segunda partida de Bola 8 quando chegou o outro prato. A linguiça Blumenau tem o mesmo efeito do bacon, pra mim. Nada que vá essa linguiça pode ficar ruim. Não deu outra. A Linguiça Blumenau flambada acompanhava fatias de pão de trigo e molho de mostarda, igualmente delicioas.

O Gato Mamado é daqueles lugares pra voltar sempre. Não tem garçons, quem te atende é o dono da bodega, que é quem confecciona os pratos e serve a bebida. É de inigualável simpatia e hospitalidade. Além disso o preço é honesto.

A conta com as bebidas, comidas e a sinuca ficou em torno de R$35.

Ah, e se alguém quiser me ensinar a jogar sinuca direito, tô aceitando.

Gato Mamado Snooker Bar

  • Endereço: Rua Des. Arno Hoeschel, 81. Centro. Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3225-0933
  • Horário: das 19h até a hora que sair o último vivente.
  • Aceita cartões: sim

Como transformar o seu restaurante/bar/café num wifi zone

Como eu já falei anteriormente é inadmissível em pleno século XXI você não ter wifi disponível e livre no seu estabelecimento. Então aqui vou fazer uma breve explanação do que você vai investir pra transformar o seu restaurante, bar, café, botequim ou lanchonete prontos para o século vigente.

Wifi Zone
Wifi Zone

Eu começo listando as vantagens de se ter wifi num restaurante. O que eu acho que não precisa explicar, mas sinceramente eu também não achava que fosse necessário explicar como fazer, então…

Vantagens

  • O cliente vai preferir o seu restaurante ao da concorrência porque você oferece a ele Internet, então ele tem mais um motivo pra consumir no seu bar.
  • Ele poderá dar checkin nas redes sociais como Facebook, Twitter e Foursquare, convidar os amigos, divulgar o seu estabelecimento e você não vai pagar nada a mais por isso (60% do consumo de usuários de Internet é influenciado pelas redes sociais).
  • Podendo usar a Internet, o tempo de espera para servir um prato ou uma bebida fica menos cansativo e o cliente não se aborrece caso o restaurante esteja movimentado.
  • Além disso, ele passará mais tempo consumindo mais porque há o incentivo do entretenimento (que você mais das vezes não oferece).

Você vai precisar de…

  • Roteador Wifi (aproximadamente 200 reais. Dependendo do tamanho do restaurante precisará de mais de um.)
  • Uma conexão com a Internet de alta velocidade (120 reais mensais por 35MB da GVT, por exemplo)
  • Técnico para a instalação do equipamento (recomendo um Personal Nerd, como o Guto Guimarães)

É interessante considerar

  • O não uso de senhas. Facilita a vida do cliente e evita que seus garçons tenham que orientá-lo passando o código. É melhor você mensurar a potência do seu roteador pra que o sinal dele não extrapole a área do seu estabelecimento do que colocar senha.
  • Caso seja inevitável a senha, coloque placas de Wifi Zone com ela. Vai facilitar bastante.
  • Em hipótese alguma peça o smartphone/tablet/notebook do seu cliente para inserir a senha. É feio, deselegante, constrangedor.
Caso você tenha uma rede interna e precise protegê-la não deixando na mesma rede a Internet dos seus clientes, não há problema. Existem soluções pra isso. Alguns roteadores, por exemplo, vêm com a possibilidade de configurar duas redes separadas, onde uma só dá acesso a Internet e não enxerga os computadores do restaurante.
Agora você não tem mais desculpas pra não instalar Wifi no seu restaurante. E lembre-se: muita gente não bota os pés nele porque não tem Internet.

Como configurar um roteador Wifi

Vídeo: Como configurar um roteador ADSL + Wireless D-Link 2640B
Vídeo: Como configurar um roteador Wireless D-Link Dir 300/600/615
Vídeo: Como configurar um roteador Wireless D-Link DI-524
Vídeo: Como configurar um roteador TPLink
Vídeo: Como instalar um roteador Netgear

De restaurantes, internet wifi e constrangimentos

Você é proprietário de algum restaurante que não oferece Internet wifi para seus clientes? Ou talvez limita esse uso de forma exagerada? Então vossa mercê (já que ainda não saiu do século XIX) tem algo de importante a ler por aqui.

É muito triste pra não dizer ridículo o que ando vendo em alguns estabelecimentos comerciais que visito em relação a sua conectividade com a Internet. Se ainda vemos sites em flash, mal feitos e com uma arquitetura de informação desenvolvida com pedra lascada, o próprio ambiente ainda não está pronto pra receber quem já tem sua vida digital um tanto quanto desenvolvida e precisa de conectividade quase que lifetime.

Esta foi a última refeição mais conhecida da história sem wifi livre
Esta foi a última refeição mais conhecida da história sem wifi livre

Um sem número de empresas ainda não têm um roteador wifi com senha visível ou aberta (sem senha) para os seus clientes conectarem enquanto aguardam o seu pedido ou decidem tomar 3 saideiras a mais. Você está dando um tiro no pé se considera que “oferecer Internet é um custo desnecessário” ou “supérfluo para o meu negócio”.

Mas até aí tudo bem, o máximo que posso fazer é lamentar e, dependendo das circunstâncias, não deixar o que o mão-de-vaca do dono veja mais a cor do meu suado dinheirinho (se ele economiza 100 pila de Internet, imagina os ingredientes que está usando!).

Agora nunca imaginei que pudesse presenciar a seguinte cena:

Ontem fomos ao Boteco Zé Mané, no bairro de Coqueiros, em Florianópolis, tomar uma cerveja e comer uns petiscos. Meu 3G estava funcionando, mas a mesma sorte não teve o meu amigo José Vitor que, ao listar no seu smartphone as redes wifi, viu uma com o nome do bar e pediu a senha à garçonete. Ela pediu pra aguardar, foi até a gerência e voltou com a senha. Mas ao invés de passar ao cliente, pediu o gadget dele pra que ELA colocasse a senha.

UPGRADE: A sócia-proprietária do Boteco Zé Mané, Leila Pinheiro, explicou o que provavelmente aconteceu naquele dia. Diferentemente da prática que alguns restaurantes estão tornando corriqueira, ela explica nos comentários deste post (link direto) que “uma das sócias por ingenuidade acabou por cadastrar uma senha pessoal no acesso a internet e para que não deixássemos nossos clientes sem o serviço a melhor solução encontrada no momento foi a liberação da senha mediante a digitação pela sócia Angela diretamente no aparelho dos clientes”. Caso esclarecido e, em tempo, muito obrigado, Leila!

O mesmo havia acontecido há uma semana atrás no Lagoa Restaurante, também em Florianópolis. Estávamos aguardando o pedido ficar pronto e queríamos dar checkin no Foursquare, então a Cátia pediu a senha pro garçom e a mesma proposta indecente foi feita.

O que me assusta muito porque se talvez não enquadra um caso de invasão de privacidade, já que precisa do consentimento do cliente, é no mínimo constrangedor. E daí tiramos duas conclusões: 1) ou o dono do lugar colocou uma senha pessoal e não sabe trocar ou 2) o restaurante está desconfiando previamente de alguma má fé do cliente. Seja qual o for o caso, burrice ou constrangimento, é uma atitude muito, muito ridícula, mesquinha e me faltam adjetivos publicáveis pra esta situação.

Perde o restaurante, perde o bar, perde o café e perde o boteco do Seu Zé Mané. Porque além de não usar a Internet, o cliente não dá um checkin no Foursquare (rede social com mais de 10 milhões de usuários), um checkin ou comentário no Facebook (750 milhões de pessoas morrendo de vontade de conhecer o seu estabelecimento) ou talvez um Tweet convidando os potenciais 100 milhões de membros do Twitter pra ir junto.

Vai regular wifi? Vai perder o cliente. Eu não vou mais.