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Boi Burger: o democrático sanduíche com carne da churrasqueira

Se é com muita dificuldade que exercemos a democracia nas urnas, agradar esquerda, centro e direita, também não é fácil agradar o público da comida. Mas se não podemos ser unânimes em quase nada, podemos promover espaços que facilitem isso. Localizado dentro de uma quadra de futebol suíço em São José está o Boi Burger, que recebe tanto quem está ali pra praticar esportes, tomar uma cerveja com a turma da pelada, quanto ao forasteiro que é cativado a sentar-se e apreciar a boa gastronomia do lugar. Assistindo ao futebol ao vivo pela TV, presenciando uma partida amadora ou mesmo congraçando com a simpática família de proprietários, tanto faz quem ganhou ou perdeu, no futebol ou na política, a vitória é sempre do estômago.

Avaí ou Figueirense, Esquerda ou Direita, pouco importa...
Avaí ou Figueirense, Esquerda ou Direita, pouco importa…

Era véspera das eleições e meu estômago clamava por comida enquanto a cabeça ainda não havia decidido em quem votar. A promessa era de comida boa então demos o voto de confiança, afinal assim como a tão ansiada Nova Política, nova gastronomia não faz mal pra ninguém. Ainda mais quando é boa.

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Uma coisa me chamou muito a atenção logo aos 10 minutos do primeiro tempo: a gentileza e a preocupação com a estada dos comensais na hamburgueria. Mal havíamos fechado a boca após fazermos os pedidos, chega na nossa mesa uma pequena porção de batatas fritas sob o pretexto de que o lanche poderia demorar um pouco, então pra dar uma aliviada na fome aquilo era uma cortesia da casa. Achei simpático, gentil, carinhoso e mudou totalmente o rumo da visita no Boi Burger.

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De ruim foi que me entreguei à batata como se não houvessem eleições amanhã e os pedidos acabaram saindo rapidamente (nos preparamos pra 45 minutos ou 1 hora que é o padrão de atraso virando comum por aqui). Logo tive um embate ideológico entre estas maravilhosas Coxinhas de Frango empanadas com o molho barbecua, feita ali mesmo, Made in Forquilhinhas.

O barbecue deles não tem aquele gosto industrializado, tampouco tem pretensões de ser muito picante. É pro gosto do manezinho, saboroso, levemente picante e adocicado. Ornou bem com o frango e ornaria bem logo mais com os hambúrgueres.

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E antes de falar nos sanduíches gostaria de fazer um registro: assim como é difícil achar quem venda refrigerantes em garrafas de 2 litros (a mesquinharia é travestida de elitização da bebida em algumas casas), missão impossível é ver uma Coca-Cola assim, na temperatura potável para uma noite quente, formando seus primeiros cristais de gelo neste iceberg de textura pra uma boa sede. Quase, muito pouco, não boto os quase 6 meses longe desta inesgotável fonte de açúcar a perder.

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E como essa pequena hipocrisia mandou lembranças, ainda encarei um hamburguer. Eu pedi o Boi Picanha. Mais pelo pão amanteigado do que necessariamente pela picanha, embora o lanche todo estivesse delicioso e a carne servida com fartura, sem pão-durice. A carne, bem generosa e com bastante sabor de churrasco, é assada numa churrasqueira bastante moderna e escolhida a dedo para a função. O lanche veio no prato, acompanhado de mais uma porção de batatas fritas, ketchup industrializado mas de excelente qualidade, mostarda temperada, maionese caseira e novamente ele, o barbecue. Tem talheres pra quem não bota a mão na massa mas sair de uma hamburgueria com a mão seca é utopia dos chatos.

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Registre-se ainda o sanduíche comido pela Samantha e mordido por mim, o Big Boi Duplo. Um cheeseburger muito saboro só que com duas carnes. Nem o concorrente multinacional quadriplicando o hamburguer ele conseguirá chegar aos pés disso.

Fecho este post com uma tristeza: ainda nem almocei, já são duas horas da tarde enquanto escrevo este texto e não poderei ir comer um agora. Se eu elegi um bom presidente eu não sei, mas a vitória da coligação entre o meu estômago e meu cérebro escolhendo um bom hamburguer é certa.

A conta fechou em cerca de 25 reais por pessoa.

Boi Burger

  • Rua Vidal Vicente de Andrade, 235. Forquilhinhas, São José/SC (anexo à quadra de futebol Suíço São José, rua do CTG Os Praianos)
  • (48) 8500 0366
  • Aceita cartões: até o momento da visita, não, aguarda instalação das máquinas.
  • Estacionamento: sim

Personal Hot Dog: novo conceito de cachorro-quente

No sábado, 19 de fevereiro, aproveitamos que o fim do horário brasileiro de verão nos daria uma hora a mais e fomos a Samantha, o Veber e eu até o Personal Hot Dog em São José.

Quando você faz o pedido você já começa a entender o nome da marca: no seu cadastro que é vinculado ao seu telefone, o sistema deles anota o teu nome e vincula o teu primeiro pedido. Se você simpatizou com a escolha do lanche e quiser repetí-la pedindo tanto via tele-entrega ou ir até a lanchonete novamente, basta dizer seu telefone e o nome, confirmando o último pedido. Isso é bem vantajoso para quem retira ou acrescenta ingredientes à sua comida, se livra de ter que pedir ou do atendente errar e te fazer comer aquela ervilha indesejável que você não gosta.

Atendimento e pedido personalizados

O cardápio consiste em sete hot-dogs salgados, três doces e batatas fritas. Cada lanche salgado tem uma temática, como o Gaúcho (linguiça calabresa ao invés de salsicha e molho barbecue/churrasco) e o Russo (com molho de strogonoff). Já experimentei quase todos, visto que sou cliente há algum tempo, e o que mais gostei foi o gaúcho (e juro que aqui não tem nenhum bairrismo velado, é gosto mesmo pela calabresa frita e o barbecue). Vamos à sabatina:

Ambiente – 10

Ambiente agradável, bonito e limpo.

É climatizado, as cadeiras e as mesas são confortáveis, tem telas de LCD com shows e clipes de música, chão e paredes limpos, não há um cheiro forte de comida, o balcão de atendimento é estilo rede americana de fast-food e mesmo assim conseguem manter organizado. Absolutamente nada a reclamar nas minhas visitas em relação ao environment do local.

Atendimento – 8

Os atendentes são educados, anotam corretamente os pedidos, tratam com respeito e seriedade, são corteses, atenciosos e explicam detalhadamente a diferença entre os lanches e te ajudam na escolha do pedido. Só não leva 10 porque é absurdamente difícil fazer um pedido pelo delivery, não existe uma central de atendimento para atender a demanda que é muito grande, o telefone vive ocupado e você precisa perder pelo menos uma meia hora do seu sábado onde você poderia estar curtindo com a família pra conseguir pedir a comida.

Qualidade da comida – 9

 

O recheio, as carnes, os embutidos, a batata, sempre impecáveis. Só falham as vezes no pão, ou ele tem aspecto de velho ou está muito esfarelado por conta de ter passado demais na hora de “prensar”, o que torna o gosto e a textura um pouco deficientes.

A apresentação e manutenção higiênica do lanche é muito bacana: ele vem numa caixa de papelão lacrado e só você e o chapeiro têm contato com a comida.

Preço – 10

Não é um cachorro quente barato, mas convenhamos, não é um cachorro quente convencional. Um lanche como o Gaúcho, por exemplo, custa algo em torno de R$8, de acordo com o tamanho e a qualidade, acho até bem barato.

Observações:

  • Não tem wifi, ponto negativo.
  • Aceita cartões de débito e crédito.
  • Tem estacionamento próprio para cerca de 8 carros, e estacionamento no perímetro.

Nota média: 9,25.

Dados da lanchonete

  • Endereço: Rua Emerson Ferrari, 28 – Kobrasol – São José/SC
  • Telefone contato e delivery: (48) 3259-0095
  • Funcionamento: de terça à domingo
  • Site: personalhotdog.com.br

Recomendo a visita!