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Costelaria da Serra: uma boa costela em Rancho Queimado

As temperaturas começam a cair no Estado, o outono que logo mostrou suas garras com vento-Sul é prenúncio de que o inverno deve ser brabo. Quando isso acontece não tem pra onde correr senão encará-lo de frente e aproveitar as coisas boas que as estações de frio trazem pra nós. Subir a Serra catarinense é uma experiência bastante proveitosa. Além de lindas paisagens, verdes exuberantes, coxilhas de perder de vista e um friozinho aconchegante, a comida serrana é espetacular. Desde a culinária tropeira até as trutas que estão em voga agradam quem procura os lugares altos encontrar tranquilidade e boas experiências.

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Logo no pé da serra, ainda no início da subida, temos Rancho Queimado. E assim que entramos nesta simpática cidade de clima agradável e povo ordeiro e hospitaleiro, temos a Costelaria da Serra. Já havia flertado com este restaurante uma ou duas vezes, mas por força do destino e do horário acabei não parando.

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A Costelaria é tocada pelo casal Ayrton e Astrid, duas pessoas pra lá de simpáticas e muito acolhedoras, que já na entrada da casa proporcionam uma ótima refeição recebendo os clientes com um sorriso e uma cachacinha de butiá. A Costelaria, como o nome diz, oferece vários pratos à base de costela. Tem a opção de oferecer o tradicional espeto corrido, e ali além do carro-chefe passa nas mesas carnes como contra-filé, picanha, linguicinha, até ovelha pode ser degustada.

Mas é a costela a grande vedete, foi por ela que subimos a serra no último domingo.

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No buffet pratos de comida muito caseira, mas não aquela comida normal de todo o dia. Tem sim aquela salada variada básica, uma maionese como todo bom alemão faz, mas sobra espaço nas cubas para as criações da casa como a lasanha de costela, a polenta assada com carne, uma massa caseira na manteiga de tirar o fôlego de tanto comê-la e, a que mais achei interessante, e ao mesmo tempo simples, o Bolinho de Costela.

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Daria pra passar o almoço inteiro comendo esse bolinho, mesmo sem nenhum acompanhamento, só bolinho e pimenta. Um quitute que, repito, simples, mas muito bem temperado, muito saboroso.

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A costela assada que passa nas mesas também é muito boa. Ela é macia, chega desmanchando e ouso dizer que poderíamos comê-la de colher.

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O carreteiro, que recebe uma atenção toda especial, também não fica pra trás. Tem um tempero diferente dos carreteiros que já provei, mas bem molhadinho e saboroso, é uma ótima guarnição para as carnes.

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Farofa, feijão, arroz branco e polenta frita, também tem o tradicional pra agradar todo mundo.

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É uma refeição completa que termina com doces e não poderia ser diferente. Pudins, gelatinas, sagú, cremes e mousses, uma mesa repleta de sobremesas pra fechar a refeição da melhor forma possível.

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O almoço custou com buffet + rodízio de carnes irrisórios R$29. Caso você não queira as carnes do espeto, o preço cai mais ainda: R$24. Não devo falar alto pro Ayrton não mexer no preço, mas para os padrões de hoje esta comida é entregue “de graça”.

 

A Costelaria da Serra passa longe das culinárias rocambolescas e enfeitadas, mas não devemos associar comida simples com comida sem graça. Os pratos são preparados de maneira muito afetuosa, são perfeitos todos, lembra um fim-de-semana na casa da vó. Comfort-food, como os americanos teimam em chamar. Os poucos mais de 60km de Florianópolis à Rancho Queimado valem toda a pena quando se dá a primeira mordida no bolinho de costela. É pra tirar uma selfie com o buffet e guardar como recordação de viagem.

Recomendo a visita!

Costelaria da Serra

  • Praça Leonardo Sell, 15. Centro, Rancho Queimado/SC.
  • (48) 9972-4721
  • Aceita cartões
  • Estacionamento

Kitchenlog – Arroz Carreteiro

Contar a história do Arroz Carreteiro é remontar um quebra-cabeça de um bom pedaço da culinária não só do Rio Grande do Sul, mas de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Este imenso corredor que foi aberto pelos tropeiros que levavam gado e outras feitorias para o comércio em Sorocaba cheirava a guisado de charque, que era o jeito mais eficiente de se conservar a carne naquela época, e tinha o ronco do mate e do Carreteiro fervendo numa panela como trilha sonora destas tropeadas.

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Decidimos fazer a receita deste prato o mais tradicional quanto possível. Não por simples purismo ou algum atavismo perdido nesta epopéia gauchesca, mas pra tentarmos resgatar o cerne do sabor que os carreteiros degustavam naquela época. Arroz, charque, cebola, alho, sal e pimenta. Linguiça foi de bônus mas não demorou também pra ser incorporada ao prato com a quilometragem das Carretas.

Cada um prepara do seu jeito, seja com sobras de churrasco, com carne fresca, com frescal que é, resumidamente, um “meio charque”. O nosso tem cheiro de galpão, de mangueira e da poeira dos imensos corredores pisados pelos tropeiros.

httpv://www.youtube.com/watch?v=Cgz4dLXox0M

O segundo episódio do Kitchenlog do Comideria é sobre ele: Arroz Carreteiro. Espero que gostem, curtam, compartilhem e assinem nosso canal porque 2015 está só começando!

Pão-por-Deus: o melhor buffet de sopas está de volta!

Das expressões culturais e artísticas que os colonizadores açorianos nos deixaram, o Pão por Deus é uma das que pouco a pouco vão sumindo do conhecimento popular do ilhéu. Aqui na cidade costumava-se fazer quadrinhas com pequenos poemas, rimados ou não, com os mais diversos intuitos: um recado, uma declaração de amor e até mesmo um desaforo era motivo de se fazer um Pão-por-Deus.

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No centro histórico de São José conheci há alguns anos o Restaurante Pão-por-Deus. Ficou famoso na região que já serviu de passagem para a corte real do Brasil nos idos do século XIX e assim como o antigo Café da Corte, está numa casa centenária no centro Histórico de São José. Nos anos passados alguns percalços na vida dos proprietários fizeram com que a casa não abrisse por um tempo até que em 2013 ela fechou as portas. Tamanha foi a minha felicidade ao saber da sua reabertura que fui ontem mesmo, no seu primeiro dia de funcionamento, reconhecer o lugar.

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O Pão-por-Deus tem o melhor buffet de sopas da cidade. Não há outro que chegue aos pés de todo o conjunto que este lugar ofereça. A refeição começa bem antes da comida, na decoração do restaurante. Como o nome enseja, é um resgate histórico da cultura dos açorianos que desembarcaram na região. Desde as quadrinhas de Pão-por-Deus na parede, até os desenhos das panelas de barro onde você se serve, tudo respira a atavismo e aconchego. Fui um dos primeiros a chegar e o último a sair, tamanho é o abraço do lugar que te faz sentir muito à vontade.

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O buffet funciona assim: você paga um valor fixo (R$28,50) e pode desfrutar de forma ilimitada de todas os 13 diferentes tipos de sopas. Mas já deixo uma dica: se você quiser experimentar mais sabores, pegue um pouquinho só de cada, as sopas são fortes, acabando com o mito de que sopa não enche o bucho.

Sopa de Capeletti
Sopa de Capeletti
Vaca Atolada
Vaca Atolada

É possível que uma vez ou outra mude-se algum dos sabores, mas basicamente os mesmos 13 ficarão até o fim do inverno. São eles: Capeletti, Caldo Verde, Canja, Cenoura com gengibre, Ervilhas, Delícia de ovos, Tomate com palmito, Minestra, Creme de alho, Chilli Apimentado e Legumes. Ainda têm dois pratos que tem bastante caldo mas que não são sopas por definição, mas que também são uma excelente pedida neste inverno: o Carreteiro e a Vaca atolada.

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Escolhida a sua sopa, no buffet ao lado vários tipos de pães, alguns temperados, e tijelas de salsinha picada, queijo parmesão ralado e ovo picado pra você incrementar a sua sopa.

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O Pão-por-Deus funcionará de segunda à sexta-feira (fecha aos finais de semana), das 19h às 23h30 e a partir da semana que vem também servirá almoço.

Fica a sugestão da visita, ótima comida, por um preço honesto, num lugar muito bonito e encantador. Uma excelente pedida neste inverno.

Restaurante Pão-por-Deus

  • Rua Xavier Câmara, 125. Centro. São José/SC.
  • (48) 3247-1101
  • Aceita cartões: no dia da visita ainda não haviam instalad o aparato para aceitá-los, mas durante as próximas semanas implantarão o sistema de cartões.

Costelaria Ponta d’Agulha, uma boa costela pra receber amigos

Uma das maiores demonstrações de afeto que alguém pode fazer por outra pessoa é cozinhar pra ela. Aqui no Sul quando queremos mostrar que alguém é bem vindo, além de prepararmos uma refeição pra quem nos chega dando Oh de casa!, cevamos um chimarrão — com jujos n’água, por supuesto — e colocamos uma ripa no braseiro.

Mas a correria do dia-a-dia nem sempre facilita. Num mundo moderno e prático, levar quem desencilha no galpão num restaurante funciona tal e qual. Mas um bom restaurante, onde se tenha um churrasqueiro bagual e uma comida de cinchar o bucho.

Costelaria Ponta d'Agulha
Costelaria Ponta d’Agulha

Na segunda-feira estive com o Joel, a Dani e o Rapha na Costelaria Ponta d’Agulha. Já havia ido lá umas duas vezes, sabia da qualidade da carne e do atendimento. O estacionamento tá sempre cheio, talvez isso espante quem passe pela SC 401. Mas vale, se tiver fila de espera, aguardar  uns minutos pra saborear todas as iguarias que por lá são servidas. Não falta uma boa cerveja especial e uns aperitivos enquanto vaga uma mesa.

Gosto do atendimento da Costelaria. Não só os pedidos vêm rapidamente, você não precisa aguardar horas e horas por uma simples água, como todos os funcionários que trabalham ali são muito gentis. Dá gosto de ver equipes entrosadas e que estão com vontade de vestir a camisa do lugar como a deles.

Mas é na comida que a gente se esbalda.

Janela da Costela
Janela da Costela

O sistema é à lá carte. Você escolhe a carne que quer comer, pede um corte para o número de pessoas que irão degustá-las, eles preparam, pesam e servem na mesa. Nós pedimos a Costela Janela, que é a parte mais saborosa dessa carne, ela fica no centro da ponta de agulha, sem o pedaço fibroso e no lado oposto das ripas. Preparada com no mínimo 8 horas de fogo, chega quase desmanchando na boca e com um paladar inigualável. Coisas que só carnes com gordura e osso podem propiciar. É claro que se você não gostar de costela existem outros cortes como o bife ancho e a picanha, por exemplo. Mas eu recomendo fortemente experimentar a parte mais saborosa do boi.

Maionese, arroz de carreteiro, farofa e chimichurri
Maionese, arroz de carreteiro, farofa e chimichurri

Os acompanhamentos também são pedidos separadamente. Nesta visita nós pedimos a salada de batatas com maionese, uma das melhores que já provei até hoje, uma farofa e ao invés do arroz branco, o arroz de carreteiro. Aliás mesmo que você já esteja comendo carne, recomendo muito esse arroz de carreteiro. Bem suave, carnes desmanchando e ovo picado, salsinha e queijo por cima, como manda o figurino.

Para “regar” a carne, fica a sugestão do molho de chimichurri. Esse que eu chamo de um molho feito com las yerbas del diablo, acompanha bem qualquer corte bovino e atribui um gosto dos deuses na comida.

Cervejas especiais
Cervejas especiais

Outro detalhe que me chamou bastante atenção na Costelaria Ponta d’Agulha é a carta de cervejas. Além do tradicional vinho, é possível harmonizar as carnes com boas cervejas. Você pode, claro, tomar as mais comerciais, mas ter rótulos de cervejas especiais conta muitos pontos pra esse nicho que tem sido cada vez mais explorado Brasil afora.

O preço é honesto. O kg dessa costela, por exemplo, é por volta de 60 reais. Nós pedimos um pedaço pra 4 pessoas, beirando os 2kg, mais os acompanhamentos, cervejas e águas e pagamos em torno de R$55 por pessoa, pra comer bem e em boa quantidade.

Se está procurando uma boa carne, e se ainda quer mostrar para os forasteiros como se come carne de verdade, recomendo a visita!

Costelaria Ponta d’Agulha

  • Endereço: SC 401, 7626 (km 8). Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3338-2850
  • Horário: Quarta à sexta, das 11h30 às 15h e das 16h30 às 22h30. Aos sábados e domingos das 11h30 às 16h.
  • Estacionamento: sim
  • Aceita cartões: sim

Casa da Itinga, comida simples e bem feita por Vitor Gomes

Estamos numa fase de refazer o simples. Vejo esse movimento começando a ganhar força aqui em Florianópolis após termos perdido um pouco das nossas raízes. Enquanto nas praias as maiores heresias vem sendo cometidas contra o coitado do camarão, nos arrabaldes do município estávamos exauridos de tanta comida gringa enfeitando as mesas e acrescentando pouco paladar. A globalização, por si só, não é a grande vilã. Ela é inevitável e agrega bastante às culinárias regionais, mas fazer o bonito sem deixar de perder o sabor, que é o que realmente importa dentro de um prato, é que são elas.

Casa da Itinga: aconchegante e saboroso
Casa da Itinga: aconchegante e saboroso

Ontem visitei o Café Casa da Itinga que tem assinatura do Chef Vitor Gomes. Assinatura e feitio, diga-se de passagem. Tive a oportunidade de experimentar os pratos do recém aberto café do Corporate Park, um centro empresarial localizado na SC 401, e bater um papo com um dos principais chefs de Florianópolis entre uma garfada e outra de um Arroz de Carreteiro.

Exatamente o que você leu: Arroz de Carreteiro. Essa é a proposta do Vitor Gomes com a Casa da Itinga, um cardápio com comida tradicionalmente simples mas com muito, muito sabor. Fazer o simples bem feito é exatamente a chave desse reavivamento da gastronomia aqui da cidade e a aposta do também proprietário do Ponto G Gastronomia.

Diariamente os pratos são estes, na sequência: abre segunda-feira com arroz de carreteiro, terça tem strogonoff de frango, mini feijoadinha na quarta, lasanha de legumes com ricota em plena quinta-feira e fecha na sexta um nhoque com carne de panela. A sobremesa, que pode completar o cardápio ou não, vai do gosto e vontade do cliente, também é diferente todos os dias.

Arroz de Carreteiro
Arroz de Carreteiro

Comi nesta segunda-feira o arroz de carreteiro. Posso garantir que foi um dos melhores que já comi. O ponto do arroz estava ótimo, a carne não ficou excessivamente salgada mas também não perdeu seu sabor forte característico e o tempero verde combinou bastante, como é prache na receita. Além é claro de um bom queijo ralado por cima.

Salada verde, tomates frescos e folhas de basílico
Salada verde, tomates frescos e folhas de basílico

A refeição foi aberta com uma salada verde com tomates frescos e folhas de manjericão. Também acompanha queijo e e, como não poderia deixar de ser, um azeite de oliva de boa qualidade pra dar mais sabor à entrada.

Mousse de chocolate para a sobremesa
Mousse de chocolate para a sobremesa

Fechou com chave de ouro uma mousse de chocolate, outro elemento simples do cardápio, mas muito bem preparada. A textura dessa mousse é exuberantemente incrível. Espero que a foto consiga passar o prazer que tive ao experimentá-la.

A sobremesa foi acompanhada de um cafezinho, cortesia da casa.
A sobremesa foi acompanhada de um cafezinho, cortesia da casa.

Segundo Vitor esse cardápio deve permanecer por cerca de dois meses quando é substituído por uma nova seleção de pratos, mantendo a mesma tendência e padrão.

O atendimento me chamou bastante a atenção. O estalecimento foi recém aberto, mais precisamente abriu as portas na última quinta-feira então alguns detalhes estão para ser implementados como as maquinetas de cartões de crédito e débito, a identidade visual do restaurante etc. Entretanto a cozinha e o atendimento já está afiado e fluindo muito bem. Todos os pedidos vieram corretamente, fomos muito bem recepcionados, todas as dúvidas sanadas com bastante gentileza e demonstravam sempre preocupação com o serviço.

Doces e salgados
Doces e salgados

Como um bom café, a casa conta também com uma boa variedade de doces e salgados para começar bem o dia ou para o lanche da tarde. E pode se achegar caso queira um simples café ou chope.

A gastronomia agrada o paladar e o estômago, a decoração agrada aos olhos
A gastronomia agrada o paladar e o estômago, a decoração agrada aos olhos

O preço é bastante honesto: o almoço custa R$21 com sobremesa ou R$17 sem ela. Contabilizando o refrigerante e uma água, o almoço saiu por pouco menos de trinta reais.

Fiquei bastante impressionado com o lugar, me senti muito a vontade e recomendo uma visita!

Café Casa da Itinga

  • Endereço: Rod. SC 401, KM 8. Corporate Park, Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis.
  • Horário: de segunda à sexta-feira, das 9h às 19h.
  • Estacionamento: sim

Almuerzo executivo no Media Luna

O dia 20 de setembro é uma data especial para os gaúchos. Isso porque no ano de 1835 na Ponte do Azenha (hoje o cruzamento da Av. Ipiranga com a Av. Azenha, em Porto Alegre) um grupo de farrapos emboscaram e venceram os imperiais, na batalha que marcou o início da Revolução Farroupilha, na tomada da capital.

Este post é dedicado à memória daqueles que lutaram pelo seu ideal libertário e que por 9 anos constituíram uma república livre do império que ora os oprimia, com bandeira, hino e constituição próprias.

Media Luna Boutique de Doces Argentinos
Media Luna Boutique de Doces Argentinos

Também em homenagem a esta data o Media Luna Boutique de Doces Argentinos, lugar que já fizemos review experimentando o carro-chefe da casa, teve como um dos pratos da semana o Arroz de Carreteiro. O Media Luna colocou recentemente no seu menu uma espécie de almoço executivo com couvert, salada e prato principal, o que eles chamam tematicamente de Almuerzo, incorporando, como todos os elementos da casa, o espírito de Buenos Aires. E ao som de lindos tangos e decoração sempre peculiar argentina é que estivemos experimentando este almoço ali na Dr. Timóteo, rua simpática do bairro Moinhos de Vento.

Couvert: Palitos de Queso com duo de molhos tártaro e mostarda
Couvert: Palitos de Queso com duo de molhos tártaro e mostarda

O almoço começou com os Palitos de Queso e um duo de molhos, um tártaro e outro de mostarda, muito bem preparados. Confesso que poderia ter almoçado só aqueles palitos, estavam muito saborosos e macios.

Salada Gaúcha
Salada Gaúcha

Na sequência recebemos uma salada gaúcha, que nada mais é que um mix de folhas com pedaços de tomate, ovos cozidos, cebolas e fatias de pepino. Um azeite e um vinagre balsâmico de excelente qualidade para deixá-la apetitosa.

E o Arroz de Carreteiro? Bah! Não há outra interjeição que exprima um legítimo arroz de carreteiro empratado e bem apresentado. Uma iguaria tão comum mas cheia de segredos para deixá-la mais saborosa, ainda mais quando apresentada desta forma. Repito: bah! Um rico dum prato!

Arroz de Carreteiro: delícia!
Arroz de Carreteiro: delícia!

O Carreteiro, como deve ser, coberto com salsinha e ovo picado bem no estilão da campanha, onde se encontram os remanescentes das carretas, índios da guampa torta que sustentam essa forma rude e tão bonita de transporte.

Pappardelle ao Pesto
Pappardelle ao Pesto

Este é um Pappardele ao Pesto, que experimentei e também aprovei.

Este trio composto por couvert, salada e prato custaram nada mais que R$19,70. Um preço bastante em conta, levando em consideração a qualidade, sabor e quantidade da comida.

Bomba de chocolate
Bomba de chocolate

E já que lá estávamos não poderíamos deixar passar a oportunidade de aproveitar um dos doces já característicos do lugar. Engatei a sobremesa com uma bomba de chocolate recheada com ganache também de chocolate.

Mil folhas de doce de leite
Mil folhas de doce de leite

Outra sobremesa muito interessante é este mil folhas do mais puro e argentiníssimo dulce de leche. A bomba estava uma delícia, mas esse mil folhas me deixou cair os butiá dos borso, como se diz aqui.

No fim das contas o almoço custou, com sobremesa e cafezinho na saída, pouco menos de 40 pilas por pessoa.

Se você quiser aproveitar o carreteiro que citei aqui, tem até sexta-feira para fazê-lo. Isso porque o Media Luna tem um cardápio com 5 pratos diferentes a cada semana.

Media Luna Boutique de Doces Argentinos

  • Endereço: Rua Dr. Timóteo, 890. Moinhos de Vento, Porto Alegre.
  • Telefone: (51) 3264-0942
  • Horário: de segunda à sábado das 8h às 20h. Aos domingos, das 15h30 às 20h.
  • Aceita cartões: sim
  • Wifi: sim