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Riosulense: a tradicional churrascaria do Continente tem novo endereço

Quem me acompanha pelas redes sociais sabe que um dos poucos restaurantes que visito com uma certa frequência é a Churrascaria Riosulense. Já falei dela aqui. Já tentei explicar várias vezes o meu amor por esta churrascaria em vão, palavras não conseguem traduzir este sentimento. Mais que a comida, a Riosulense é um lugar onde qualquer um pode se sentir à vontade. Tem, é claro, que buscar na história da cidade toda a trajetória dos proprietários que passaram por ali, os churrasqueiros, os garçons da velha guarda e da nova geração. É um lugar pra ser a segunda casa.

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Puderem perceber, ainda, quem segue o Comideria no Instagram, que noticiei nos últimos dias a troca de endereço da Churrascaria Riosulense.

Pra quem estava acostumado a encontrá-la na esquina da Evaldo Schaeffer com a Celso Bayma agora terá que se dirigir à Rua Castro Alves, 1102.

E no sábado, um dia após de abrir as portas novamente no bairro em que a consagrou, estive na Riosulense para um almoço querendo saber o que havia mudado.

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Me deparei com um espaço bem mais amplo, arejado, com o pé direito alto. Ao invés do tom rústico da antiga casa, agora um salão cheio de possibilidades de decoração. Isso porque pra não ficar mais que quatro dias fechada para a mudança, ainda estou adequando o visual do lugar.

No novo espaço para 300pax, as antigas mesas e cadeiras compartilham o ambiente com a nova mobília que, segundo o Seu Nilton, veterano e que carrega a estampa da Riosulense (além do Sagui, in memorian, e o Nei) serão padrão nos próximos dias. “A gente vai fazendo aos poucos pra não prejudicar o atendimento” me confessou o meu amigo que sempre me recepciona com um sorriso no rosto. Seus cabelos brancos como uma geada marcam a experiência de quem sabe as manhas e cada vontade dos seus clientes. Um incansável e atencioso maître que jamais algum restaurante francês viu.

Eu pedi uma costela, pra saber se algo na comida havia mudado.

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Antes de mais nada vieram os pãezinhos, como de costume. Parecem os mesmos.

Vieram “os frios”, como eles gritam pedindo à cozinha as saladas. Tudo igual.

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Batata frita, feijão, arroz branco e à la grega, até a melhor maionese do mundo estava igual, com a receita intacta.

E a costela? Vou admitir: eu pedi pro Nilton falar pra cozinha caprichar que “era pra foto”. Eu vou toda semana no restaurante mas nem sempre com a Canon pra aparecer aqui no blog. Também não mudou nada. A mesma maravilhosa, deliciosa e farta costela bovina de sempre. Nem mesmo mudou porque eu pedi caprichada, jamais veio sem ser no capricho mesmo.

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Então o que há de novo na Churrascaria Riosulense? Somente o endereço. Nada além disso. Tirando o ambiente maior e mais claro, a vista lindíssima para a Beiramar Continental e para a Ponte Hercílio Luz, tudo continua o mesmo. Os mesmos amigos, os mesmos sorrisos, a velha cordialidade de sempre.

Este blogueiro apenas deseja sucesso no novo endereço e que continuem sendo a melhor churrascaria de Florianópolis por mais algumas décadas.

Churrascaria Riosulense

  • Rua Castro Alves, 1102. Balneário do Estreito, Florianópolis.
  • (48) 3240-1014
  • Aceita cartões
  • Estacionamento
  • Wi-Fi

Risotteria Suprema: cara e cardápio novos

Já havia feito um review sobre a Risotteria Suprema onde lépido e fagueiro almocei num dia de semana. E antes que me tomem por repetitivo, preciso me explicar: 1) já não sobra muitos restaurantes cujo serviço seja bom o suficiente pra registrar aqui 2) a Risotteria Suprema está de cara e cardápio novos, e foi uma experiência nova e diferente, apesar de ser novamente exitosa.

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De cara nova porque o incansável Jordan Franzen, chef do restaurante, fez uma revolução no lugar. Trocou mesas, cadeiras, fez estofados melhores, colocou uma nova iluminação deixando o ambiente mais aconchegante e fazendo você se sentir em casa. A luz direcionada à mesa dá uma boa sensação de iluminação (você consegue enxergar as pessoas com quem está dividindo a refeição) mas também tem a sensação de estar sozinho por ali, que ninguém te vê.

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Isso sem contar o o novo bar, que agora oferece drinks especiais, retro-iluminado e muito, muito “bossa”!

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A comida continua com a mesma qualidade e novos ítens entraram no cardápio noturno. O cardápio está dividindo entre Entradas, Saladas, Pratos para crianças, Pratos Especiais, Massas, Grelhados e Risottos, sendo este último, evidentemente, o carro-chefe da casa. A mesa em que estava era bastante democrática e cada um resolveu experimentar um pouco de cada, o que deixou muito feliz este humilde blogueiro que deu algumas garfadas em cada prato para uma maior experiência e mais eficiente crítica.

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Tudo começou com o couvert. Pães do Café Françoise (sempre eles, os melhores) e uma manteiga temperada pelo próprio chef. Receita própria, que mescla ervas e dulçores, fazendo com que você queira comer até a última migalha.

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Por imposição da dieta — comer salada duas vezes ao dia, pedi a Salada Norueguesa. As folhas da estação escoltadas por salmão defumado, amêndoas em lascas, tomate seco, croutons rústicos e raspas de limão siciliano fizeram com a salada deixasse de ser um peso da dieta pra ser um delícia. E lhes garanto que tamanha grandeza de preparo não se deve apenas ao salmão defumado, iguaria esta que nenhum vivente deveria se tornar finado sem experimentar.

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Eu até queria ter pedido um Prato Especial da Risotteria. Queria ter comido sozinho este prato para dois (não é dividido por dois, é multiplicado por dois), o Cordeiro de Montpellier, que são nada menos que carrés de cordeiro bardeados com presumo de Parma e guarnecidos por risotto dijón e aspargos, decorado com fios de redução de vinho do porto. Quem os experimentou deixou que eu petiscasse vez por outra. Delicioso.

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Também gostaria de ter me deleitado ao sabor deste Tortei Basco, o famoso tortei de abóbora cabotiá ao molho de carne seca e tomates italianos.

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Mas resisti bravamente e pedi um risotto. Não qualquer risotto, mas o novo prato deste cardápio, o Risotto Praia dos Açores. Como já comentei no post anterior, os risottos da Suprema têm nomes temáticos de cada lugar de Floripa, geralmente praias (até porque se ele criasse um risotto chamado São José, ele viria frio, cheio de buracos e teria sabor de cachorro-quente). O Praia dos Açores têm camarões, palmito, tomate, salsa, cebolinha e parmesão. Simples, porém bastante saboroso. Como também já disse anteriormente, o prato da Risotteria engana. Por baixo da ponta deste iceberg de puro sabor, há um calabouço de abundância de comida. Pode comer sem medo de ser feliz e voltar com fome.

Aliás, fome é a única sensação que você não vai sentir na Risotteria. Apesar da boa decoração (muito embora o Jordan tenha esquecido a minha #hashtag no prato, imperdoável), a comida é pra todo bom brasileiro verde, toda firula é acompanhada de fartura e não se sustenta só pela beleza. Se sustenta porque sustenta.

O jantar custou cerca de R$80, com bebidas leves.

Risotteria Suprema

  • Endereço: Rod. João Paulo, 130. João Paulo, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3234-0301
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: sim

 

Ponto G Brasa & Fogão: quem encontra uma vez, acha sempre

Encontrar o Ponto G é uma arte. Independe de cor, credo, status social, físico… Há quem defenda que para tal é preciso tempo de prática, insistência, paciência e um tanto de criatividade. O que é regra geral é que, quando encontrado, o prazer proporcionado de quem encontra é muito parecido com o prazer de quem recebe a busca.

Eu já encontrei uma vez e agora, pra dar uma variada, encontrei em outro endereço.

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Logicamente não estou falando dos feitos alemão Ernst Gräfenberg. Trocadilhos a parte, me refiro ao novo restaurante do Chef Vitor Gomes, o Ponto G Brasa & Fogão. Após uma baita de uma experiência gastronômica no seu belíssimo Ponto G nos altos de Santo Antônio de Lisboa, fui até a beira da praia conhecer o novo espaço e menu que já ganharam, em menos de 3 meses, premiações nas publicações do ramo.

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O espaço lembra bastante o outro Ponto G, reúne o requinte de móveis de excelente qualidade e decoração muito bem planejada com a simplicidade das características da Florianópolis que Vitor conheceu. A tradicional bicicleta pendurada na parede e as gaiolas vazias em outra mostram que a Itinga, localidade de Tijucas onde o chef morou, o acompanha onde quer que esteja. Identidade é a palavra de ordem.

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Com base nessas raízes o cardápio é composto. Assim como a decoração da casa, é moderno e versátil sem esquecer de onde vem. Serve tanto frutos do mar — e contempla a maioria dos peixes, crustáceos e bivalves que são culturalmente nossos — quanto carnes, pra salvar Santo Antônio de Lisboa da monotonia dos ingredientes de sempre.

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Antes de mais nada, comecei pelo couvert. Seleções de pães La Padá, manteiga de ervas, patê de linguiça defumada, caviar de sardinha e uma pasta de salmão. O pão é de querer levar pra casa pra comer todos os dias.

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Macio, saboroso, diferentemente dos que comemos por aí. As pastas, apesar de serem deliciosas, harmonizam de forma esplendorosa com um simples couvert. É incrível.

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Como prato escolhi a Paleta de Cordeiro. Achei que comeria pouco, geralmente lugares mais requintados oferecem o que eu costumo chamar de “pratos sujos de comida”, onde encontra-se mais o ego do chef mandando um “beijo me liga” do que, de fato, comida. Ledo engano.

Uma paleta de cordeiro inteira, assada lentamente no forno com um sabor impecável, glaceada ao röti. Ela estava sensacionalmente macia, deu pouco serviço aos dentes. Serviu duas pessoas mas serviria, sem brincadeira nenhuma, três ou quatro, dependendo da fome e das entradas.

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A Paleta veio acompanhada de legumes como cenouras, brócolis e batatinhas assadas. Além disso, outros acompanhamentos: arroz branco, farofa, salada de folhas verdes com tomate, vinagrete brasileira, molho chimichurri e outra sorte de legumes assados (aspargos, pimentões, berinjelas, abobrinhas etc).

Pra quem é do vinho, uma carta contendo também rótulos catarinenses, parceria de sempre e costumeira da casa. Pra quem é da cerveja, boas opções para harmonização.

A conta fechou em cerca de R$140 sem bebidas alcóolicas.

Em breve voltarei lá para conferir também os frutos do mar. Independente do pedido, encontrar o Ponto G é sempre um prazer inenarrável.

Ponto G Brasa & Fogão

  • Endereço: R. Quinze de Novembro, 18. Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 8815-0608
  • Aceita cartões: sim

Meu Cantinho: o tradicional assado sempre melhor

Eu devia ter uns 6 ou 7 anos de idade quando fui ao Meu Cantinho pela primeira vez. Lembro-me vagamente de andar pelas ruas do Kobrasol, de mãos dadas com meus pais. Era um ritual sagrado aos domingos irmos almoçar naquela churrascaria. Naquela época as mesas eram forradas com papel liso, branco. Fazíamos o pedido, o churrasco era feito na hora, e logo vinha uma maionese e uma salada de palmito. Tudo à lá carte.

Vinte e três anos depois, ainda sou cliente do Meu Cantinho. Não tenho ido com a mesma frequência religiosa de antanho, mas procuro visitá-los sempre que posso. Há quase três já tenho esse blog e, como dizem, santo de casa não faz milagre. Sendo eu da casa, ainda não tinha feito um post sobre eles, erro que começo a corrigir hoje quando este texto vai ao ar.

O Meu Cantinho mudou bastante. Hoje está mais profissional, conta com apoio técnico de nutricionistas e chefs de cozinha que procuram, dentro da rusticidade da comida típica gaúcha, torná-la mais saudável e livre dos problemas de higiene e manipulação de alimentos costumeiros de grandes churrascarias. A maionese não é mais 100% caseira, mas continua gostosa. Não existe mais o tradicional buffet de saladas, agora tudo isso é preparado na hora e servido na mesa, pra garantir não só o sabor da comida como a sua higiene.

Alguns garçons não mudaram, estão ali há 10, 15 anos. O seu Corrêa é do tempo que o Meu Cantinho tinha uma filial na Salvador di Bernardi e era o encarregado da costela, já foi minha inspiração em alguns textos aqui. O atendimento do restaurante também não mudou, você continua se sentindo em casa quando come por lá. Não só os garçons são perfeitos no que fazem, como o Fabrício Barni, funcionário e proprietário desde sempre, gasta alguns minutos com boa prosa e alguns causos passando de mesa em mesa. O Barni é um cara é incrível, vocês precisam conhecê-lo.

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Como já adiantei acima, os pratos são todos à lá carte. Há opções de massas e aves para os chatos que acompanham os carnívoros (sempre tem), mas o quente mesmo são os assados. Oferecem os cortes normais e uma linha especializada em Angus e Hereford, gado de procedência e qualidade garantidas.

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Na última visita fui na Picanha Fatiada. Quatro fatias de picanha bovina temperadas no sal grosso e grelhadas. Pode ser servida em porção para 1, 2 ou 3 pessoas. Essa que você vê na foto é para duas pessoas, bem servida. Ela é grelhada na hora, chega na mesa macia, suculenta e muito, mas MUITO saborosa.

Para acompanhar as carnes, você pode escolher duas guarnições. Escolhi a polenta frita e a maionese, claro. Maionese é quase que uma regra nos meus almoços com churrasco. Churrasco sem maionese é crime hediondo.

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Além das guarnições escolhidas você recebe um couvert que inclui pães, manteiga, molho de ervas (chimichurri), caponata e farofa. Aliás, a farofa do Meu Cantinho continua sendo a melhor das que já provei em churrascarias.

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Escolhidos os dois acompanhamentos que estão incluídos no prato, existem outras entradas e aperitivos (ou mesmo aditivos ao pedido) no cardápio. Um deles é o famoso coraçãozinho de galinha. Outra iguaria que você pode tentar fazer em casa, nunca é igual ao deles.

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Na ocasião o Barni me apresentou uma das novas saladas que estão entrando pro cardápio. Essa é a Salada Caesar, um pouco diferente da original que vai frango, essa recebe o bacon bem picado e frito. Com um molho muito saboroso, faz qualquer carnívoro se render às folhas verdes.

O Barni é um cara que nunca fica parado, tá sempre fazendo coisa nova. Mesmo com sua clientela já fiel ao estabelecimento, molda o cardápio como um artesão. Insere novidades, tira o que não foi bem aceito e assim vai confirmando o Meu Cantinho como uma das melhores churrascarias da cidade.

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Na última terça-feira de cada mês, por exemplo, promove a Noite da Paleta de Cordeiro. Hoje, terça-feira, teremos a penúltima edição deste ano. Depois mais uma e ela volta no ano que vem. A Paleta de Cordeiro inteira é servida na mesa (requer reserva), com os molhos tradicionais da casa e aquela farofa que citei acima, além de algumas saladas.

Comer no Meu Cantinho é um misto de sensações. Lembrar dos sabores do passado quando eu ainda mal conseguia mastigar as carnes e diferenciá-las pelo sabor, e continuar amando a casa que não parou no tempo, mas revive a cada visita como uma nova e deliciosa experiência carnívora.

Meu Cantinho Churrascaria

  • Endereço: Rua José Gonzaga Regina Lima, 400. Kobrasol, São José/SC.
  • Telefone: (48) 3259.5757
  • Horário: de segunda à sábado e feriados, das 11h às 23h30. Aos domingos abre das 11h às 16h.
  • Wifi: sim
  • Aceita cartões: sim

 

Madero, hamburguer saboroso em Balneário Camboriú

Gosto de hamburguer, mas falo pouco deles. Falo pouco porque os como pouco. Sou mais do sanduíche-arte, moleque, de várzea, que joga com os dois pontas e em campinho de areia, que se come com as mãos e deixa-se cair milho como numa ode à plantação da semente. Aliás, bobagem a minha aliar a imagem do hamburguer com sanduíche porque esse é o cheeseburger, se falarmos do hamburguer mesmo, esse foi inventado na Alemanha e não passa de um bife de carne moída.

Mas agora virou Gourmet, palavra francesa que quer dizer “tudo o que for acompanhado desta palavra é chique e bem elaborado, com ingredientes rebuscados e custa caro”. Tergiversando um pouco, ontem estive num cinema, desses VIP, com serviço de garçom e o escambau, e comi pipoca gourmet, que nada era além de uma pipoca normal com ajinomoto saborizado. VIP, Gourmet… é quase um bingo dos abobados gastronômos que não cansam de inventar moda.

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Dia destes fui no Madero. Meus amigos de Curitiba sempre dão checkin lá, fiquei com vontade e o máximo que poderia chegar na fatídica noite dominical era em Balneário Camboriú, única cidade catarinense a receber uma filial da franquia que vem crescendo bastante. O Madero é mais uma dessas casas que aliam burguer & grill, lanche e jantar no mesmo esquema, pra aproveitar o calor da churrasqueira. Simpática, a casa tem um ambiente tranquilo e agradável, podendo-se passar boas horas ali dentro sem ficar cansado. Permite uma boa conversa, papo entre amigos que querem um pouco mais do que matar a fome.

O Cardápio do Madero traz algumas opções de petiscos para a entrada, saladas, massas, grelhados com acompanhamentos (o L’Entrecôt e a costelinha barbecue são figurinhas carimbadas aqui também) e, claro, os cheeseburguers.

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Fui no cheeseburguer, era a proposta da noite. Mas não fui em qualquer sanduíche, fui no Cheeseburguer de Cordeiro Clássico (R$32,40). Tenho um certo receio de pedir qualquer coisa de cordeiro onde não fui extremamente recomendado, mais das vezes me decepciono. Isso não aconteceu no Madero. Assim como todo o lanche, o hamburguer de cordeiro estava delicioso. Ou melhor, os dois hamburgueres, é duplo. Temperado da melhor forma, sem excessos (muitos cozinheiros tentam maquiar o gosto característico da carne ovina), e no ponto ideal de se servir um hamburguer. Veio acompanhado de fritas e alguns suspiros a cada mordida no sanduíche.

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Não costumo colocar duas fotos do mesmo prato, mas essa se faz necessária pra que vocês acompanhem o que falo do ponto. Carne grelhada por fora e levemente passada por dentro, garantindo frescor e suculência à comida.

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Meu querido sócio Everton Veber, que é quem deveria ter elaborado este review, visto que é perito na arte do hamburguer, pediu um Cheesebacon Clássico R$30,60). Dois hamburguers, bacon à vontade, queijo e salada. Pra que mais que isso pra ser feliz, me diz?

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Não sei se as fotos fazem jus ao que vou dizer, mas gostei bastante da apresentação dos cheeseburgers, assim como os seus acompanhamentos. Uma outra coisa que em chamou atenção e que parece “boba” se não pensarmos com carinho é quando você pede pra retirar um ingrediente. Não corre-se o risco de você comer algo que não gosta — ou pior, que não pode comer — por um descuido da cozinha. Todo lanche que você pede pra retirar um ingrediente vem sinalizado com as plaquinhas. Ponto positivo, ganha em apresentação e ganha ponto também no atendimento, que foi 100% do início ao final do serviço.

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Fechamos a refeição com uma sobremesa gorda, pra não sair da linha do prato. Brigadeiro de colher servido na panelinha R$14,90). Simples porém gostoso. E dá vontade de levar a panelinha de souvenir (#fikdik Madero).

Se você estiver por Balneário Camboriú, recomendo a visita!

Madero Burger e Grill

  • Endereço: Av. Atlântica, 3180. Balneário Camboriú, SC.
  • Telefone: (47) 3367-8009
  • Horário: De segunda à sexta, das 11h45 às 14h30 e das 19h às 23h30. Sábado das 11h45 às 0h30 e domingo das 11h45 às 23h30.
  • Aceita cartões: sim

Capim Santo: brasileiríssimo, aconchegante e muito saboroso

Desde guri sou aficcionado por aviões. Dispenso a aviação militar, mas meu Jumbo Jet, brinquedo que ganhei aos ainda incompletos dez anos de idade fizeram ser um apaixonado pela aviação civil. De lá pra cá li e assisti muitas coisas sobre aeronaves, joguei simuladores de vôo mas por um motivo ou outro a vida quis que eu entrasse pela vez primeira em um desses pássaros de lata poucos meses antes de completar a terceira década de vida.

Na sexta-feira pela primeira vez ouvi o som de uma turbina Rolls-Royce do meu lado, senti a vibração da asas sendo sustentadas pelo ar, o orgásmico barulho de um trem de pouso descendo e todo o charme que só um Boeing 737 pode proporcionar. Foi a primeira vez também que desembarquei em São Paulo pra fazer turismo a trazia na mala uma tropilha de ânsias, entre elas experimentar a gastronomia de alguns restaurantes que só conhecia de nome e de fama.

Restaurante Capim Santo
Restaurante Capim Santo

Um deles é o Capim Santo, da Chef Morena Leite. Localizado nos Jardins, recria o ambiente da sua matriz em Trancoso, no sul da Bahia, com pitangueiras, jabuticabeiras, coqueiros e uma linda figueira em sua área externa, onde escolhi sentar-me com a Rebecca e olhar o cardápio. A noite que havia começado com uma viagem tranquila de avião nos brindou com uma linda Lua cheia, e com as bênçãos do seu quarto mais lindo, recebemos um delicioso couvert.

Couvert: pão de capim-santo (capim-limão), pãezinhos de mandioquinha, manteiga, requeijão e creme de espinafre
Couvert: pão de capim-santo (capim-limão), pãezinhos de mandioquinha, manteiga, requeijão e creme de espinafre

O couvert (R$16,90) foi composto por um pão de capim santo, pequenos pães de mandioquinha, manteiga, requeijão e um creme de espinafre. Como que querendo fazer um carinho no nosso paladar, sabores suaves e muito confortantes, poderíamos ter ficado ali mesmo, comendo isso a noite toda. Os pães macios, os acompanhamentos bem saborosos e o creme que traduz a mais pura essência de comfort food.

Degustação de aperitivos
Degustação de aperitivos

Mas evoluir era preciso e eu queria experimentar o maior número de coisas possível. Por isso ao invés de escolher uma entrada só, pedi a Degustação de Petiscos (R$41), servida para duas pessoas, com duas unidades de cada uma das entradas servidas no menu clássico do Capim Santo. Ele era composto de Croquete de palmito pupunha com molho de limão cravo, Bolinho de aipim recheado com queijo Canastra da Serra, Bombom de camarão com chutney de manga, Pastelzinho de carne seca com abóbora e Charutinho de pato com molho de pitanga. Dizer que estavam uma delícia cada uma destas iguarias é desnecessário, a foto fala por si só, mas estavam. Uma excelente forma de experimentar cada uma das entradas e, quem sabe, repetir a que mais gostou.

Ambiente lindo e aconchegante
Ambiente lindo e aconchegante

Com um apelo muito forte à comida e aos ingredientes brasileiros, o Capim Santo é tupiniquim até no som ambiente. De fundo, audível e agradável, clássicos da nossa música faziam companhia à toda a cena que harmoniza o lugar. Os pratos, também, brasileiríssimos que só.

Medalhão com queijo coalho ao molho de melado de cana acompanhado de talharim de palmito pupunha
Medalhão com queijo coalho ao molho de melado de cana acompanhado de talharim de palmito pupunha

Eu fui no Medalhão com queijo coalho servido com molho de melado de cana acompanhado de talharim de palmito pupunha (R$58). A carne veio no ponto certo, muito saborosa e bem temperada. O molho de melado de cana deu um toque doce ao prato e junto com o queijo quase cantam o Hino Nacional Brasileiro com a mão direita no peito. Esperava um pouco mais do palmito pupunha, talvez uma flor-de-sal ou algo que desse um toque mais acentuado, mas como bom coadjuvante fez o seu papel.

Mignon de Cordeiro com shitake acompanhado de rosti de aipim recheado com catupiry
Mignon de Cordeiro com shitake acompanhado de rosti de aipim recheado com catupiry

A Rebecca foi de Mignon de Cordeiro com shitake acompanhado de rosti de aipim recheado com catupiry (R$63). Tive a oportunidade de experimentar o prato, saboroso, carne no ponto e tudo o mais.

Quintologia Capim Santo: sorvete, macaron, petit gateau, licor de cachaça e brigadeiro de colher
Quintologia Capim Santo: sorvete, macaron, petit gateau, licor de cachaça e brigadeiro de colher

Também não quis arriscar e pedir uma sobremesa específica. Fomos na Quintologia Capim Santo – uma experiência completa (R$23).  Nada como experimentar todas as especialidades da casa com o ingrediente que ostenta o nome do restaurante, até porque não sei quando poderei voltar pra uma segunda experiência. A quintologia traz uma mini-porção de brigadeiro de colher, macaron, petit gateau, sorvete e licor, tudo de capim-santo, ou capim-limão.

Além de muito bem apresentada, a sobremesa foi totalmente aprovada. Cada um dos doces é delicioasmente preparado e servido.

Biblioteca na entrada do restaurante, para tornar a espera mais agradável
Biblioteca na entrada do restaurante, para tornar a espera mais agradável

O atendimento foi perfeito do início ao fim. Aliás, uma coisa que experimentei em todos os lugares que entrei pra comer em São Paulo, da Gyosa na Liberdade até o mais fino restaurante: o atendimento tende a ser muito superior ao que eu conheço. O do Capim Santo é incrível. Nenhum erro, sempre um garçom por perto pra fazermos um pedido, um maitre para nos tirar dúvidas e dar sugestões dos pratos e sommerlier à disposição pra qualquer consulta sobre as bebidas.

Para uma segunda visita, que ainda vivo ei de fazer um dia, quero muito experimentar o tão comentado buffet de almoço. Dizer que a visita ao Capim Santo é recomendada torna redundante este post. Conheçam!

Restaurante Capim Santo

  • Endereço: Alameda Ministro Rocha Azevedo, 471. Jardins, São Paulo.
  • Telefone: (11) 3068-8486
  • Horário: Terças, quartas, quintas e sextas das 12h às 15h e das 19h30 a 0h. Sábados das 12h30 às 17h e das 20h à 0h. Domingos abre das 12h30 às 17h.
  • Wifi: sim
  • Estacionamento: sim (manobristas)