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Santo Doce: a Torta de Maçã que encantou o Frank

Vez por outra sinto que estou roubando meus amigos. São eles que descobrem a maior parte das coisas boas que eu como neste estadão velho de Deus. De Sombrio à Garuva, de Florianópolis à Chapecó, são meus amigos espalhados em cada canto desta unidade federativa que vão à campo e me entregam de mão beijada as delícias que aqui eu publico. É claro que vez por outra encilho o meu pingo e saio campo-fora changueando algum boteco, tenteando um restaurante mais simples ou requintad0, mas sem o norte dos meus parceiros que incentivam a continuar fazendo este trabalho eu jamais teria passado do primeiro ano.

E lá se vão mais de quatro voltas completas no Sol fazendo isso. E mesmo depois de tanto tempo ainda consigo me surpreender com a comida e com as indicações.

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O Frank Maia, por exemplo, que é um dos maiores incentivadores deste humilde site e quem me atualiza das boas novas de Santo Antônio e Sambaqui, onde é Cônsul do Comideria, me disse outro dia que abrira nos fundões daquela querência um pequeno café que fazia a melhor torta de maçã que ele já comera.

Infelizmente não pude degustar com ele esta torta, pois foi meio de surpresa que depois de um almoço turístico com amigos no Pitangueiras dei de cara com o Santo Doce.

Um lugar pequeno, agradável, com o clima praiano que este canto de Floripa tem mas com o jeitinho de roça que um bom doce com café proporciona.

E eu não poderia ter escolhido outra coisa senão a torta de maçã. Até havia naquela estufa de vidro uma boa quantidade de doces dignos de uma boa sobremesa, mas não deu pra ignorar o fato de que a receita é antiga, trazida pra cá por um suíço e é aprimorada a cada dia que passa.

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O Santo Doce oferece o Combo Torta de Maçã. Ele é composto por uma generosa fatia deste doce, acompanhado de outra generosa bola de sorvete; mais um café espresso (pode ser com leite, se pedir), com direito a um shot de água com gás e um pequeno quadradinho de brownie de chocolate ao lado da xícara.

A Torta de Maçã é realmente aquilo que ele falava. Gerou-me uma expectativa tamanha que eu até fiquei com medo de não ser aquilo tudo. Mas é a opinião do Frank, o Frank tem gosto pra comida. O Frank é quem deveria estar aqui dizendo isso pra vocês. E eu poderia ter feito um review às cegas, era realmente o que ele havia falado, era infinitamente superior a qualquer palavra que ele pudesse ter escrito.

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A maçã não veio empapada como geralmente acontece nesta torta. Era macia mas conservava um pouco de sua crocância original; a torta era doce mas não era enjoativa, não cansava o paladar; tinha canela, tinha, mas não era carregada desta especiaria, era suave e saborosa; tinha amêndoas por cima, dá um toque especial. Tinha, sobretudo, um sabor inigualável. Não dá pra dizer que comi a melhor ou uma das melhores que experimentei, não há comparação. Seria covardia compará-la.

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É importante salientar que o Santo Doce não se resume a este prato. Foi este que experimentei e já voltava de um almoço, era impossível ser mais completo neste caso. Ainda quero experimentar os salgados que eles fazem, o Santo Doce é um café completo.

E se levei tantos parágrafos para tentar descrever uma simples porém deliciosa fatia de torta de maçã, é porque sim, recomendo uma visita, caro leitor. Seja pra trocar a sobremesa dos restaurantes da região por esta, seja pra ir direto lá num fim de tarde acompanhar o belíssimo espetáculo que é o pôr-do-Sol do Sambaqui. Ou seja pra estar com pressa e levar pra casa na marmita. Vá lá. Experimente esta torta.

Mas saiba que a indicação é do Frank. Porque são os amigos que fazem meu estômago mais feliz e este site mais atualizado.

Santo Doce

  • Rua Rafael da Rocha Pires, 2886. Sambaqui, Florianópolis.
  • (48) 9111-4569
  • Aceita cartões

Roteiro Gastronômico: Ribeirão da Ilha

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O Ribeirão da Ilha é pra mim o bairro mais charmoso de Florianópolis. Está localizado no Sul da Ilha de Santa Catarina mas ainda assim, por ser tão afastado e manter ali suas raízes, parece uma cidade a parte. Ir ao Ribeirão é como sair de Floripa e ir visitar uma cidade do interior que preserva ainda seu ar bucólico e provinciano, as suas raízes na gastronomia, música, artesanato e seus costumes em geral.

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E como toda pequena cidade é na sua praça e Igreja matriz que tudo começa. Cem anos após a chegada dos 6 mil açorianos em Santa Catarina em 1650, foi trazida uma imagem de Nossa Senhora da Lapa. Sua capela foi construída pelos escravos com pedra, cal e óleo de baleia, ingrediente típico da argamassa na época, que era trazida das armações baleeiras também do Sul da Ilha.

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A arquitetura como um todo da região talvez seja a mais intacta do estado, e que mantém desde então sua formação original. As ruas muito estreitas, as casas coloridas e tipicamente da herança portuguesa e que resistem ao tempo até hoje são dignas de uma foto, cujo cartão postal não pode ficar de fora no portifólio dos turistas que buscam abrigo neste pequeno pedaço de paraíso.

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As suas águas são especiais: é uma das poucas praias de mar manso, virada para a baía entre continente e Ilha, que ainda permite o banho de mar. As condições de balneabilidade oferece ao banhista segurança na hora de se refrescar tanto na água quanto embaixo de suas centenárias árvores.

E apesar de ser ali que Santa Catarina praticamente começou a ser colonizada, o Ribeirão foi somente a terceira localidade da cidade a ganhar o status de “Vila”. Nesse título puxo o gancho do restaurante Vila Terceira, que além de um comprometimento com o resgate histórico do lugar se alinha também na gastronomia e apesar das modernas técnicas em se fazer boa comida mantém vivo um pouco da herança que os açorianos deixaram no prato do manezinho.

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Tudo começa com a cachaça produza ali mesmo no Sertão do Ribeirão, mostrando que aquela terra além de boa comida bonita arquitetura também fora palco durante muito tempo dos principais alambiques do Estado. A Anchova da Vó Guida é um excelente modo de harmonizar essa cachaça, seja numa dose única ou numa caipirinha que é pedido certo por ali, que acompanhada de uma farofa especial de camarões e molho de alcaparras transformam a simplicidade dos ingredientes ilhéus num banquete dos deuses que teria feito Sebastião Caboto transformar essa terra num domínio dos espanhóis.

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Destaque também para o Café de Ostra, um café espresso acompanhado por um doce de chocolate branco feito por uma doceira local em forma de ostra.

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O Vila Terceira tem também um polvo crocante muito delicioso que experimentei, mas pra falar de Polvo preciso citar o Santa Figueira. Com um deck maravilhoso na beira da praia do Ribeirão e com vista para toda a baía Sul, o Santa Figueira traz uma gastronomia inspirada nos mesmos ingredientes locais porém com fortes influências internacionais. É o caso do Polvo Thai, temperado à moda asiática e todo empanado, porém sequinho e crocante, além de muito macio por dentro.

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Lá também experimentei os Vol-au-vent, pequenas cestinhas de massa folhada de diversos sabores: Camarão ao Champagne, Siri ao Saquê e red curry e Funghi. Três de cada.

As Ostras são a grande vedete do lugar transformando o Ribeirão da Ilha no maior produtor brasileiro deste molusco bivalve, tão apreciado na gastronomia e com o sabor que deixa qualquer gringo na simplicidade de comê-la in natura.

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Grande especialista em Ostras, temos o Ostradamus. Jaime Barcelos é um ícone da gastronomia de Florianópolis, começou no Ribeirão fazendo cachorro-quente na noite e hoje com certeza comanda um dos melhores restaurantes que oferecem ostras na cidade. Com o exclusivo e inédito por aqui método de depuração de ostras, consegue trazer o produto mais puro e livre de qualquer risco de intoxicação ao consumidor. As ostras saem do cativeiro no mar da baía Sul e vão direto para o depurador, grosso modo um grande aquário localizado na entrada do restaurante para quem quiser conferir o processo, que faz durante 12 horas a filtragem deste molusco liberando e deixando para trás qualquer sujeira que tenha ficado durante sua vida.

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Destaque-se também o prato Arrombassi Istepô, batizado com uma expressão mais mané impossível, e que consiste numa travessa de arroz cozido com frutos do mar variados e um toque de pimenta produzida na própria casa. Outro destaque é sua vasta adega que fica no subsolo do restaurante, abaixo do nível do mar e da areia da praia.

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Do mesmo proprietário e localizado na frente da sua nave-mãe, o Café Tens Tempo traz uma diversidade para o Ribeirão: café saboroso e doces portugueses de altíssima qualidade. Funciona como um empório onde você pode adquirir alguns souvenirs do Ostradamus, com uma decoração muito robusta e linda, a perder a mirada enquanto se degusta um pastelzinho de Nata ou um pastel de Maçã, doces feitos por uma família portuguesa de São Paulo.

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Se a sobremesa do seu restaurante preferido não agradar, uma visita ao Tens Tempo é mais que certa para encerrar a sua estadia por ali.

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Outra excelente opção de gastronomia local levada a sério, com uma vista de causar suspiros nos comensais e comida saborosa a preços honestos, é a Ostreria Umas e Ostras. O nome brinca com o carro-chefe do lugar e oferece um produto tão excelente quanto sua concorrência. Ostra gorda, saborosa e numa travessa com gelo para manter seu frescor à mesa se for pedida in natura.

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Destaque-se também os seus petiscos caseiros feitos por cozinheiras que entendem tudo de manezinho e de comida, como o pastel de camarão e o pastel de berbigão, outro bivalve conhecido na cidade e figurinha carimbada no resto do país com o nome de vôngole.

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Entre um restaurante e outro você pode conhecer também um pouco do artesanato local, seja nas esculturas em barro ou qualquer peça com renda de bilro, que é herança também açoriana na nossa cidade, nas pequenas casas que comercializam estes produtos. A que mais gostei fica em frente ao Umas e Ostras, e tem lindas peças para se admirar e levar pra casa um pouco da nossa cultura, e que graças a estas pessoas ainda se fazem viva em nossa memória, resistindo o passar do tempo.

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Visitar o Ribeirão da Ilha é indispensável para quem quer conhecer Florianópolis. É mergulhar não só na gastronomia de um povo que forjou sua têmpera em quase 500 anos de história de uma colonização tipicamente portuguesa, mas também se sentir em casa, bem acolhido e confortável numa cidade pequena que a cada verão triplica seu tamanho e ganha ares de metrópole e que apesar da linda paisagem já cheira os odores da constante evolução demográfica e tecnológica.

Café Colonial do Tirolês, comideria no vale do Itajaí

A pequena e pacata cidade de Itapema, até onde eu conheço, e as memórias mais recentes me puxam lá pra 2010, não é uma cidade forte gastronomicamente falando. É uma cidade muito calma nos dias normais do ano e que fervilha no verão com a chegada dos gaúchos, paranaenses e catarinenses vindos do alto vale e do oeste passarem as férias.

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E é nas margens da rodovia BR 101 que fica o meu lugar preferido pra acariar o estômago e afagar a alma neste pedaço de rincão do vale do rio Itajaí-açú. O Café Colonial do Tirolês é certamente um dos melhores lugares pra se apreciar um bom lanche na região e de beira-de-estrada só tem sua localização geográfica.

O Fritz, proprietário da casa bastante aconchegante e familiar, é quem recebe os visitantes que ali decidem tomar um café colonial todo paramentado com a indumentária germânica, tão cheio de si ostentando a vestimenta e o espírito do colonizador desta região catarinense.

Na minha última visita no Tirolês, juntamente com meus convivas a quem indiquei que viajássemos os 55km de Florianópolis até Itapema para um café-almoço, tentei listar todas as comidas que eram oferecidas, visto que as vezes acabo me esquecendo de um prato ou outro pra citar aqui. Mas é impossível fazer isso no Tirolês. É muita comida.

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A brincadeira começa na primeira recepção à mesa onde você recebe dois pratos com vários ramecãs de geléias, mel, melado, patês, nata e manteiga, juntamente com torradas de pão-de-forma feitas na hora, quentinhas, para abrir os trabalhos.

Com elas, vêm também uma jarra de café e outra de leite, e você ainda pode aceitar um suco de uva ou laranja, ou quem ainda ainda um chocolate gelado. Prefere chá? Também tem, vários sabores, tudo feito na hora.

Torradas experimentadas, e agora?

Agora, meu amigo, prepara o estômago que o negócio é forte.

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Um buffet espera por você com quatrocentos e cinquenta e dois mil tipos de comidas típicas alemãs ou abrasileiradas diferentes. Salsichão vermelho, branco e apimentado, ovos mexidos, chucrute, uns 12 tipos diferentes de pães, 8 tipos de queijos dos mais variados, fiambres de toda a sorte passando por salames, torresmo, morcilha, presuntos, mortadelas, lombo defumado, copa, etc.

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Acha que acabou? Não, não. Ainda tem dois tipos de tortas frias diferentes (cenoura e atum ou pepino e frango), legumes picados, caponata, pão de queijo, salgadinhos fritos, salgados empanados, molhos…

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Cansou dos salgados? Sem problemas, na parte de doces pelo menos mais uns 30 tipos diferentes, entre eles o strudel de banana, o apfelstrudel (strudel de maçã), 10 tipos de bolos secos ou com coberturas, outros 6 tipos de tortas com versões normais e light, sobremesas como pavês e pudins, além de bolachinhas para acompanhar o café.

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Todas as comidas muito bem preparadas pela cozinha da própria casa que a todo momento confere se está tudo fresco e se o buffet está completo, não deixando faltar nada caso você queira repetir, o que pode ser feito quantas vezes julgar necessário e sentir vontade.

O atendimento também é de primeira. Fomos atendidos pelo garçom Aldo, um cara muito gente boa que a todo momento checava se queríamos algo diferente, se poderia nos ofereceber uma bebida ou trazer mais café, e quando precisava limpava nossa mesa com os restos mortais dessa comideria toda.

É um daqueles lugares pra você chegar com completa parcimônia e ir degustando um pouquinho de casa coisa, sentindo cada sabor, sem ansiedade porque você NÃO VAI conseguir experimentar TUDO de qualquer forma, mas tentando conhecer cada pedacinho do que a família do Fritz tem pra oferecer.

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Na saída, ainda pode dar uma passada no mini-empório junto ao caixa onde pode levar pra casa algumas bebidas, pães, cucas, bolos, geléias e outras iguarias.

O preço é mais que justo: R$38 por pessoa com o buffet livre e bebidas como o café e leite, sucos, chás e chocolate gelado inclusos. Nem mais, nem menos, nem 10%, o que teria sido bastante justo.

Se você está de passagem no litoral norte da 101 ou mesmo está por perto e quer um passeio diferente naquele domingão ao invés de ficar em casa vendo o Faustão, vá conhecer o Tirolês, sie hallo! e seja feliz, de barriguinha cheia.

Café Colonial do Tirolês

  • Endereço: Rodovia Governador Mário Covas – BR-101, KM 143. Ilhota. Itapema, SC.
  • Telefone: (47) 3368-2556
  • Horário: de quarta à segunda, ads 9h às 21h.
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: sim

Media Luna Café: Boutique de doces argentinos em Porto Alegre

Quando estacionei o carro na simpática Dr. Timóteo, rua do bairro Moinhos de Vento em Porto Alegre, não tinha outra expectativa senão tomar um rápido café da manhã no Media Luna. Mas as mesinhas na calçada de uma rua arborizada e cercada por bonitas construções que lembram bastante um bistrô francês, ainda que eu nunca tivesse visitado o velho mundo,  essa convidativa entrada é quase como um ímã pra que fique ali o tempo suficiente de ter uma excelente experiência gastronômica.

Media Luna Café
Media Luna Café

E por falar nos franceses é deles o hábito de fazer o desjejum com croissant, que certamente você já deve ter experimentado. Croissant quer dizer crescente em francês fazendo uma analogia à fase da Lua, o que conhecemos por Meia Lua. E Media Luna nada mais é do que o jeito que os nossos vizinhos argentinos chamam esta iguaria que tem sua origem floreada através de algumas lendas envolvendo o continente africano e o século XVII, até sua primeira receita publicada no Larousse em 1938. Aliás, não é preciso dizer que a casa é administrada por argentinos, o que garante a procedência da qualidade em fazer não só estes saborosos pãezinhos como também os doces, tortas, alfajores e demais quitutes que te remetem à Buenos Aires.

Ambiente do Media Luna
Ambiente do Media Luna

A casa é muito bem decorada e aconchegante. Desde os quadros na parede com a temática de um tango até as mesas confortabilíssimas pra se degustar um bom café. O balcão de doces e salgados é uma TV em FullHD: você fica com os olhos vidrados e esquece do mundo lá fora. É salivante.

Quadros sobre Tango e tomadas para gadgets
Quadros sobre Tango e tomadas para gadgets

Um detalhe interessante são as tomadas posicionadas nas paredes laterais do café, como você na foto acima. Você pode carregar seu telefone ou computador portátil enquanto faz sua refeição e bate um papo, ou simplesmente utilizar a Internet e aproveitar o tempo que está lá dentro.

Media Luna Llena e Espresso Doppio
Media Luna Llena e Espresso Doppio

Eu não tive tanta dificuldade de escolher o pedido porque já havia escolhido que queria um salgado, e iria experimentar a Media Luna, o nome que ostenta o lugar. E escolhi o sanduíche Media Luna Salada Llena, que é um croissant recheado com quatro queijos (cream cheese, mussarela, parmesão e ricota). Não consigo escrever outra coisa senão um “vá lá e experimente também”. É, com certeza, um dos melhores salgados que já comi na vida. Com ele tomei um Espresso Doppio, um também delicioso café espresso duplo.

Balcão de doces: salivem!
Balcão de doces: salivem!

O atendimento segue a linha da perfeição da comida. Desde a entrega do cardápio até um bate-papo no final quando um dos proprietários, Abel Bluemankrantz, quando ele explicava sobre as redes sociais em que o Media Luna estava inserido e falava das promoções que rolavam por lá, sempre fomo muito bem tratados, como verdadeiros convidados, com muita gentileza e cortesia. A Media Luna é feita na hora, ou melhor, feita no dia, mas é recheada e transformada em sanduíche na hora. Mas não levou mais que 10 minutos pra tomarmos o nosso café da manhã.

A media luna recheada custou R$9,50 e o café espresso duplo R$3,50.

A casa conta ainda com mil folhas, tortas, alfajoros feitos diariamente e por eles mesmos, as media lunas sem recheio, caso prefira, pascualinas e uma gama de doces de dar inveja a qualquer patisserie. É possível receber isso em casa através do sistema de delivery.

Se você está em Porto Alegre e quer ter uma experiência gastronômica diferente, não deixe de visitá-los!

Media Luna Café

  • Endereço: Rua Dr. Timóteo, 890. Moinhos de Vento, Porto Alegre.
  • Telefone: (51) 3264-0942
  • Horário: de segunda à sábado das 8h às 20h. Aos domingos, das 15h30 às 20h.
  • Aceita cartões: sim
  • Wifi: sim

La Padá: buffet de café da manhã

Este estabelecimento encerrou suas atividades.

Poucas semanas depois de abrir as portas em Florianópolis o Veber esteve no La Padá Café, aqui em Floripa, e registrou no Comideria suas primeiras impressões. Ainda era novidade, não tínhamos um café deste porte e com essa proposta, de um Café que envolvesse almoço, brunch, happy hour e pratos no jantar. Uma espécie de padaria bistrô. O hamburguer, que hoje é servido todas as noites por lá e é uma delícia, precisamos de um review do mesmo, inclusive, também não ornava o cardápio ainda.

Café
Café

Ao que me parece muita coisa de lá pra cá mudou. Não só no cardápio que foi incrementado não só com os hamburgueres mas também com um buffet de café da manhã, que é o que vou descrever a seguir, mas também no atendimento da casa. As últimas três vezes que lá estive, seja pra uma xícara de espresso ou pra fazer um desjejum, fui bem atendido. Há uma certa demora crônica na entrega dos pedidos, mas precisa ser levado em consideração que não existe uma máquina da Nestlé pra tirar um capuccino em dois minutos e entregar pro cliente, todos os cafés são feitos por baristas, da maneira tradicional. São feitos na hora.

Outro ponto interessante é o ambiente. É muito aconchegante o lugar. Abaixo compartilho um vídeo feito por um programa de TV local entrevistando o arquiteto Henrique Pimont, quem fez o projeto arquitetônico do La Padá explicando quais os conceitos, materiais e o processo de desenvolvimento do lugar.

httpv://www.youtube.com/watch?v=OEAGVdLXHTY

O Buffet de café da manhã é mais prático. Eles possuem uma mesa com doces, salgados, bolos, pães, queijos e embutidos, todos feitos com bastante cuidado e muito bem apresentado, de comer rezando. São quitutes saborosíssimos, pães especiais e doces que fazem salivar só com a foto.

Buffet de café da manhã
Buffet de café da manhã

Já o outro balcão em paralelo serve café, leite, sucos naturais e chás.

Pães e frios sempre fresquinhos
Pães e frios sempre fresquinhos

O buffet é livre e você pode servir-se da maneira que melhor lhe aprouver e na quantidade que achar necessário. Quase não há necessidade de lidar com o atendimento, que volta e meia aparece na mesa pra recolher os pratos usados e limpá-la. De resto, é você quem comanda os seus próprios pedidos, dando agilidade que faltava pra quem não gosta de esperar alguns minutos pra comer ou tomar um café.

Doces deliciosos como este quindin de colher e tartelete de chocolate
Doces deliciosos como este quindin de colher e tartelete de chocolate

O preço é interessante: por R$15,90 você tem acesso ao buffet livre. Parece caro — e já me disseram isso– para um café da manhã, mas levando-se em consideração que um simples café e um pão de queijo em uma padaria da cidade não vai te custar menos que 7 reais, o preço acaba se justificando e sendo muito, muito barato.

Vale a visita, sem sombra de dúvidas.

La Padá

  • Endereço: Av. Rio Branco, 597. Centro, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3322-009
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: sim
  • Wifi: sim
  • Site