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Costelão do Gaúcho 24 horas: toda cidade precisa ter um

O que pode querer da vida um homem cuja cidade oferece um restaurante que serve costela assada na brasa, por um gaúcho, 24 horas por dia?

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Com essa indagação começo este post em que falo da minha última visita à capital do Paraná. Uma visita rápida, a verdade seja dita, mal consegui visitar todos os restaurantes que gostaria. Mas com certeza os 800 quilômetros rodados teriam valido a pena simplesmente por conhecer esta casa que agora relato.

Não é fácil estacionar. O restaurante vive lotado, fato. Principalmente nas horas comuns de funcionamento, almoço e jantar. Já havia tentado atracar por lá no sábado, quando cheguei em Curitiba, mas foi só no caminho de volta no domingo que conseguimos parar, após duas ou três voltas no quarteirão, para finalmente conhecê-lo.

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O restaurante não tem luxo. Uma casa de esquina com uma churrasqueira enorme dividida entre as costelas prontas, as que estão quase prontas para o próximo turno e as que só serão servidas na noite e madrugada. Algumas mesas individuais, a maioria delas são coletivas e democraticamente todos dividem o espaço. A fumaça e o cheiro de churrasco toma conta não só do lugar mas como de toda a redondeza. Se a história de que podemos identificar um gaúcho apenas pela fumaça do seu churrasco é verdadeira, neste caso podemos achar o Hauer, bairro curitibano, somente pelo faro.

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A comida é boa. A costela fica assando por horas e horas até que esteja no seu melhor momento. Na mesa são servidos pratos como arroz branco, galinhada, salada de maionese, salada mista de conservas e batata chips. Em seguida o garçom já te traz uma travessa com linguiça, galeto, carne suína e, claro, a Costela bovina.

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O Costelão, como disse, é simples. Assim como simples é o seu preço. Módicos, irrisórios, ignoráveis 27 reais para comer tudo isso, à vontade, podendo repetir quando quiser.

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Mas além disso tudo é preciso ressaltar, se ainda não ficou claro: você pode chegar a qualquer momento do dia. Pode chegar tanto no almoço e no jantar, pode chegar pro café da tarde, pode sair da balada e ir comer um belíssimo assado de matambre. Pode escolher almoçar no café, pode fazer o desjejum ainda na madrugada, pode, enfim, comer costela a qualquer hora. Isso não tem preço. Não há nada que pague essa sensação de liberdade de gostar da melhor carne que uma Rês vacum pode fornecer ao humano.

Por um mundo onde conste no cálculo do IDH de uma cidade a existência ou não de um Costelão do Gaúcho 24 horas. Vamos fazer uma petição!

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ATUALIZAÇÃO: Na quinta-feira, dia 4 de dezembro de 2014, um leitor do Comideria esteva em viagem e fez uma parada Curitiba para comer no restaurante. Chegando lá, deu com a cara na porta. Não havia sequer um aviso do motivo. Fato é que a casa anuncia que não fecha nunca, no próprio site consta que “funciona de segunda à segunda, 24h”. Feito o registro, certifique-se de que ela estará aberta nos horários menos comuns antes da visita.

Todas as fotos deste post são de autoria do nobre co-fundador deste blog, Everton Veber.

Costelão do Gaúcho 24 Horas

  • R. Júlio César Ribeiro de Sousa, 627. Hauer. Curitiba – PR
  • (41) 3377.2704
  • Aceita cartões: sim

Receita de Galinhada do Alex Atala e parabéns pra dona Tetê!

Hoje é aniversário de alguém muito especial. Uma mulher que ao longo dos seus cinquenta anos completos hoje merece todo o meu respeito e admiração não só por ser minha mãe e ter me dado a oportunidade de existir, mas porque agracia a minha existência com uma amizade magnífica que começamos enquanto eu ainda estava no seu ventre. Dona Tetê, essa mulher batalhadora e sempre sorridente a quem devo minha vida, é com certeza a mãe que todos queiam ter.

Feliz aniversário, dona Tetê!
Feliz aniversário, dona Tetê!

A você, mãe, eu dedico este post. Aos seus cinquenta anos de lutas e sucessos, este blog te aplaude de pé!

Cansados da mesmice dos churrascos, carreteiros e cozidos, gastronomia que não pode faltar nos aniversários da nossa família, resolvemos que o aniversário de cinquenta anos, que foi comemorado ontem com um almoço que reuniria a família, seria uma galinhada.

Eu nunca tinha feito uma galinhada, aliás nunca cozinhei a tal da galinha caipira, e usei como base a receita de Alex Atala, proprietário e Chef do eleito este ano quarto melhor restaurante do mundo, o D.O.M. A mesma receita, segundo ele, que usou na tão polêmica Galinhada da recente Virada Cultural de São Paulo. E esta é a galinhada do Alex Atala!

Galinhada
Galinhada

A diferença da receita do Alex Atala para a minha é que ele recomenda a preparação da galinha caipira 48h antes de que ela de fato vá para a panela. Isso porque as primeiras 24 horas o frango fica numa salmoura e nas outras 24 ele vá para uma marinada. Eu só tive metade do tempo para a preparação então na marinada incluí o sal, fino (diferentemente do sal grosso utilizado por ele). E a receita transcrevo abaixo.

Ingredientes

Ingredientes
Ingredientes
  • 1 galinha caipira cortada em pedaços
  • 100g de manjericão
  • 100g de salsinha
  • 6 folhas de louro
  • 10 folhas de hortelã
  • 6 dentes de alho picados
  • 2 cebolas grandes cortadas em cubos
  • 5 tomates picados
  • 1 pimenta de cheiro picada
  • 200ml de óleo de canola
  • 50g de colorau
  • Pimenta-do-reino moída a gosto
  • Sal a gosto

Como fazer

Marinada

Antes de mais nada temos que temperar bem esta galinha para que ela tenha bastante sabor. Por tratar-se de uma carne mais forte e dura, precisamos de uma preparação de véspera. Então com 24 horas de antecedência, numa bacia ou bowl coloque a galinha cortada em pedaços. Coloque o sal a gosto (recomendável 2 colheres de sopa), pimenta-do-reino moída na hora, os tomates, cebolas, pimenta de cheiro, os dentes de alho e as ervas. Cubra com água, coloque  um pano ou filme plástico e leve à geladeira.

Fazendo a galinhada

No dia seguinte então você vai esquentar bem a panela, colocar o óleo de canola e dar uma leve fritada para que fiquem dourados os pedaços de galinha já separados da marinada. Cuide pra que os temperos saiam bem do frango e não queimem na hora de fritar. Reserve.

Dourando a galinha caipira
Dourando a galinha caipira

Coe os temperos da marinada e reserve o caldo. Na mesma panela em que fritou a galinha, refogue em fogo baixo os ingredientes. Feito isso, acrescente as galinhas e em seguida o caldo.

Refogando o tempero
Refogando o tempero

Quando começar a levantar fervura você acrescenta o colorau (ou colorífico se for o caso), ele vai conferir à galinhada uma cor muito bacana.

Essa galinha vai cozinhar por cerca de 2 horas, ou um pouco mais, depende da qualidade da galinha que você comprou.

Cozinhando a galinhada
Cozinhando a galinhada

A galinhada geralmente acompanha arroz branco que pode ser feito separadamente com alguns temperos ou quem sabe misturado com pedacinhos de pequi ou mesmo ser cozido dentro da panela do caldo quando a galinha já estiver macia.

Feliz aniversário, mãe!