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Kitchenlog – Arroz Carreteiro

Contar a história do Arroz Carreteiro é remontar um quebra-cabeça de um bom pedaço da culinária não só do Rio Grande do Sul, mas de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Este imenso corredor que foi aberto pelos tropeiros que levavam gado e outras feitorias para o comércio em Sorocaba cheirava a guisado de charque, que era o jeito mais eficiente de se conservar a carne naquela época, e tinha o ronco do mate e do Carreteiro fervendo numa panela como trilha sonora destas tropeadas.

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Decidimos fazer a receita deste prato o mais tradicional quanto possível. Não por simples purismo ou algum atavismo perdido nesta epopéia gauchesca, mas pra tentarmos resgatar o cerne do sabor que os carreteiros degustavam naquela época. Arroz, charque, cebola, alho, sal e pimenta. Linguiça foi de bônus mas não demorou também pra ser incorporada ao prato com a quilometragem das Carretas.

Cada um prepara do seu jeito, seja com sobras de churrasco, com carne fresca, com frescal que é, resumidamente, um “meio charque”. O nosso tem cheiro de galpão, de mangueira e da poeira dos imensos corredores pisados pelos tropeiros.

httpv://www.youtube.com/watch?v=Cgz4dLXox0M

O segundo episódio do Kitchenlog do Comideria é sobre ele: Arroz Carreteiro. Espero que gostem, curtam, compartilhem e assinem nosso canal porque 2015 está só começando!

General Lee: quando o Rock divide espaço com os ‘de bombacha’

Eu não sou gaúcho de nascença mas desde que tinha 9 anos, quando ouvi Teixeirinha pela primeira vez, no toca-fitas de um Fusca do meu padrinho, que a música regionalista não sai da vitrola.

Eu não sou gaúcho mas a costela sempre foi a minha carne favorita, seja num churrasco ou qualquer outro tipo de preparo campeiro. Como todo bom gaúcho.

Eu não sou gaúcho mas meu saudosismo foi sempre nutrido, visto que consumir música gaúcha, seja em CDs ou shows, é complicado “fora dos pagos”. Saudosismo que todo gaúcho sente quando desgarrado.

No último domingo o Guilherme convidou pra ir até o General Lee Redneck Bar, um bar de rock  que dá espaço a apresentações artísticas variadas vez por outra, e que numa democracia de dar inveja a qualquer libertário farrapo agrega em seu estabelecimento as mais variadas culturas. Neste dia tocaria o Trio Rédea Solta, trio de vozes e violões/baixo que vai do tango ao chamamé, retratando a música da América do Sul representada por serranos catarinenses, na sua herança gaúcha tropeira. Eu não sou gaúcho, mas fui lá.

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Eu não sou gaúcho, nem o Guilherme é, mas como chef que sabe fazer comida de verdade, sem frescuras e da melhor qualidade, sabe que a maioria entidade gastronômica da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, a Costela, ficaria excelente num sanduba. No cardápio este sanduíche paysano chama-se Abagualado.

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Eu não sou gaúcho mas curti demais as músicas autorais do Trio Rédea Solta enquanto experimentava uma jarra de cerveja Coruja. A Coruja é feita no sul de Santa Catarina, mas se tornou famosa em Porto Alegre. A mesma coisa com Pedro Raymundo, que não era gaúcho assim como eu, e não era gaúcho como o Trio, mas foi o primeiro artista a se apresentar pilchado numa TV, e ele nasceu em Imaruí. Se você não sabe quem foi Pedro Raymundo pergunta pra Mariana, que eu já vou embora.

Quem gostava de cantar sobre o Pedro (e o Pedro Para) era o José Mendes, um outro artista que já é outrora, cuja composição abriu a série de interpretações de outros artistas pelo Rédea Solta. Logo veio Quando o Verso Vem pras Casa, famosa do Gujo na voz do Marenco, e eles são sim são gaúchos, nascidos e criados. Uma das mais belas canções que o cancioneiro gaúcho já pode escrever, executada ali, a menos de dois metros deste que não é gaúcho.

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O Filé Mignon é carne que gaúcho gosta só panela. Se botou no espeto perde a cidadania guasca. Mas já que eu não sou gaúcho e sou amigo do chef, comi. Ela veio macia e gratinada com queijo, acolherada num paleteio de chimichurri e farofa temperada. Joguei um quinhão de Coruja pra São Sepé, esse sim gauchaço modelo.

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Os garçons eram gaúchos, os caras da portaria eram gaúchos, os proprietários são gaúchos. Todos eles, com seus sotaques, seus trejeitos e seus costumes. Gaúchos ou não, todos irmanados na comida e na música, culturas tão parecidas mas com bandeiras diferentes. Eu não sou gaúcho, mas naquela noite bem que poderia ser um baita dum gaudério com os bigodes engraxados de costela.

Gastei uns 40 reais. Digo, 40 pila. Gaúcho que é gaúcho tem moeda própria.

General Lee Rock Bar

  • Rua Cônego Bernardo, 101. Trindade. Florianópolis.
  • (48) 9173-2981
  • Aceita cartões
  • Wifi

20 de Setembro: onde comemorar o Dia do Gaúcho em Floripa

Amanhã, dia 20 de Setembro, a Revolução Farroupilha completa 178 anos. Há quase dois séculos um grupo de aproximadamente 400 farroupilhas ficaram de tocaia embaixo da Ponte do Azenha e abriram fogo contra os imperiais, vencendo então a primeira batalha da Guerra dos Farrapos e tomando a capital Porto Alegre. Os motivos eram diversos. Se perguntassem aos 400 farrapos quais eram seus anseios com este confronto, teríamos pelo menos 400 motivos diferentes a serem listados. Mas entre estes o desejo de liberdade doe um império tirano e opressor era o denominador comum.

Para grande parte dos gaúchos é uma data a ser comemorada com música, mate e boa comida. E sendo Florianópolis um grande reduto de gaúchos que escolheram Florianópolis para viver e trabalhar, alguns locais abrem espaço para as festividades do 20 de Setembro. Separei três boas dicas pra você curtir o Dia do Gaúcho em Florianópolis:

Xis Costela, mate e música gaúcha no Calota Lanches

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O pessoal do Calota, gaúcho uma barbaridade, vai lançar neste 20 de Setembro o seu Xis Costela. O protótipo do lanche novo que pode entrar para o cardápio da casa será apresentado aos gaúchos e catarinas nesta sexta-feira. Durante toda a semana testes com a carne e seus mais diversos tipos de preparo estão sendo feitos para que o produto final seja, como se diz por lá, “de engraxar os bigode!”.

Além do Xis Costela, música da pura cêpa campeira nos alto-falantes e chimarrão no capricho será servido. Você pode levar sua cuia, inclusive, que água quente não faltará. Quem for pilchado a preceito ganha 30% de desconto no lanche.

O Calota Lanches fica na Afonso Delambert Neto, 430, na Lagoa da Conceição.

Homenagem ao Rio Grande do Sul no Meat Shop

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O Meat Shop, na SC 401, também faz uma homenagem ao Rio Grande do Sul nesta data. No cardápio campeiro as grandes vedetes: Costelão, Picanha, Maminha, Vazio e Lingüiças. Acompanhamentos também no estilo sulista de fazer comida: Carreteiro de charque, arroz com linguiça, feijão mexido, mogango caramelado, aipim, maionese, farofa e saladas verdes. Ambrosia, Doce de Abóbora com coco, Pudim de leite condensado e Arroz de leite fecham a refeição com as sobremesas tradicionais do estado.

Na parte artística, Ana Negrello apresenta os clássicos gauchescos na voz e violão. O jantar mais o show custam R$75 por pessoa. É necessário reservar pelo telefone (48) 3234-9548.

Semana Farroupilha do Costão do Santinho Resort

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Para os mais abastados que puderem investir R$1.127 (por pessoa, claro), existe um pacote bastante completo para a passagem da Semana Farroupilha, como é tradicionalmente feito pelo empreendimento anualmente. O pacote inclui um show exclusivo com Vitor Ramil e outro com Gilberto Monteiro, além de bailes gauchescos com música tradicionalista. Na gastronomia, comidas típicas e o mais autêntico churrasco gaúcho além de degustação de vinhos riograndenses. No local ainda terá uma exposição de bandeiras gaúchas. Também está inclusa no pacote a programação normal do Costão como Futebol, Vôlei de Praia e Frescobol; Pólo Aquático; Arco e Flecha para adultos; Aulas de Fitness e Alongamento; Sandboard; Slackline e muitos outros esportes para todas idades; “Acqua Baby”; Teatro; Mar Vermelho; Corujinhas Tour; Pagé Maluco (jogo de pega-pega especial); além é claro de caminhadas ecológicas.

O pacote é para três noites e pode ser adquirido diretamente no site do Costão do Santinho.

E aí, gaúchada. Onde vamos?

Calota: o tradicional xis no estilo gaúcho em Floripa

Ah, o prazer das boas surpresas e das grandes descobertas…

Nós não estávamos procurando xis. Meus convivas e eu nos dirigíamos para a Casa do Pastel, na Lagoa, para comermos algo grande e gordo. Gordura, proteína, carboidratos, essas coisas. Na ida vimos uma placa que nos chamou a atenção e prometemos voltar lá pra uma visita. Chegando no destino, a primeira surpresa: o pastel estava fechado. A visita, que ia ficar pra outro dia aconteceu nesta fatídica terça-feira. E ela mudou nossas vidas, para melhor. Meia volta no carro e fomos descobrir o que realmente era o Calota.

Calota Lanches
Calota Lanches

O Calota é um xis no melhor estilo gaúcho: lanche grande, prensado, bem recheado, sabores variados e ovo frito no meio. E não poderia ser diferente, o simpático casal proprietário do lugar, ele chapeiro e ela no atendimento, trazem a verdadeira essência do xis para a capital dos catarinenses.

O Calota 32 é do tamanho deste cardápio. Acredite.
O Calota 32 é do tamanho deste cardápio. Acredite.

O xis tem dois tamanhos: o calota 17 e o calota 32. O de 17 é pra quem tem bastante fome, já o de 32 é pra quem quer morrer a comer. A bem da verdade a segunda opção serve até 4 pessoas e pesa aproximadamente 2,5kg. Isso mesmo, você não leu errado: dois quilos e meio de lanche.

E se você acha que o xis é só tamanho está — licença para o trocadilho — redondamente enganado. A qualidade do sanduíche começa pela textura do pão, macio e leve para não roubar a cena. Ninguém merece aqueles pães massudos, pesados e que te entopem. No recheio todos os ingredientes bem cortados e saborosos, a carne (ou não, há opção para vegetarianos) bem selecionada e preparada.

Polenta com queijo
Polenta com queijo

Abrimos os trabalhos com outra figurinha carimbada na culinária gaudéria: a polenta frita. Caseira e bem temperada, leva ainda uma generosa quantidade de queijo ralado para abrilhantar ainda mais este excelente aperitivo.

Xis Picanha
Xis Picanha

Eu pedi um Xis Picanha. E fui a loucura quando a Paula, uma das proprietárias, perguntou: com ou sem a gordura? “Jura que dá pra comer com a gordura?”, pensei. Não é sempre que temos um gaúcho de verdade fazendo comida, e que não tira a capa de gordura da picanha porque entende a sua real função no prato: dar sabor.

O xis é delicioso, sem comparação. Terá lugar garantido quando atualizar a lista dos 5 melhores xis de Floripa aqui no blog, e os já listados que se cuidem para não perder posição.

Picanha à vontade, recheio bem saboroso
Picanha à vontade, recheio bem saboroso

O lanche vem cortado ao meio e separado em duas embalagens para facilitar as coisas, visto que é muito grande. Você pode dividí-lo com outra pessoa, caso sejam pessoas normais e não ogros como eu. Ele é suficientemente grande e saboroso pra isso.

Se ainda não ficou explícito no texto o atendimento é igualmente espetacular. Desde o início ao final do serviço fomos muito bem atendidos, de forma bastante cordial e eficiente. Nada como você lidar com os donos do restaurante, quem realmente tem interesse em fornecer o melhor produto e serviço, da melhor maneira possível.

Se você é vegetariano também pode comer lá
Se você é vegetariano também pode comer lá

O preço é bastante honesto: um lanche do tamanho normal, bem caprichado, custa em torno de R$21. A porção de polenta também bem generosa e que atendeu três indivíduos famintos custou R$12.

Fica a dica, este lugar MERECE uma visita!

Calota Lanches

  • Endereço: Afonso Delambert Neto, 430. Lagoa da Conceição, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 4009-2423 (tele-entrega para toda Florianópolis)
  • Horário: Terça à quinta das 18 às 2h. Sexta e sábado das 18h às 5h e domingo das 18h às 2h.
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: sim

Mousse de Erva-mate

Na última segunda-feira, 26 de março, uma cidade pela qual nutro um carinho enorme fez aniversário. A Porto Alegre  do pôr-do-sol mais lindo do mundo, do Laçador, do Cais do Porto, da Redenção, do Gasômetro e do Parcão comemorou 240 de fundação nesta semana e queria, neste humilde espaço, prestar uma homenagem a esta terra que até morto eu hei de querer bem.

Parque Moinhos de Vento (Parcão), Inverno de 2008. Saudades
Parque Moinhos de Vento (Parcão), Inverno de 2008. Saudades

Em tempo, um forte quebra-costelas nessa brava e hospitaleira!

Como símbolo desta homenagem, elegi a erva-mate. E a receita não é original, googlando achei a receita de Mousse de Erva-mate (que se pudesse daria um nome bem mais taura), e aqui reproduzo, da maneira que ela é: gostosa porém rápida e rasteira.

Muitos são os benefícios da erva-mate. Por ser um doce logicamente não teremos muita aprovação dos nutricionistas e outros biochatos, mas você pode querer saber quais são os benefícios da erva-mate. Em outra oportunidade espero estender melhor o assunto e talvez experimentar mais receitas a partir de Ilex paraguaiensis, como é cientificamente conhecida.

Se você quiser uma trilha sonora pra ler a receita, eis aqui:

httpv://www.youtube.com/watch?v=jX_q30LYJUk
 

Ingredientes

  • 3 colheres de erva-mate moída grossa
  • 400ml de água
  • 1 caixa de leite condensado
  • 1 caixa de creme de leite
  • 1 envelope de gelatinha de limão

Como fazer

Erva-mate fervendo
Erva-mate fervendo

Numa panela ferva a água com a erva-mate, como um chá. Coe num outro recipiente para retirar as folhas e os galhos normalmente encontrados na erva-mate comum (a erva-mate pura-folha não têm os galhos, mas é mais amarga, use se estiver certo do que está fazendo). Aliás, se você não está habituado ao sabor do chimarrão, recomendo você primeiro levantar a fervura da água e só depois colocar a erva-mate, pra ficar menos amargo.

Coando as folhas e galhos da erva-mate
Coando as folhas e galhos da erva-mate

Com a água ainda quente, misture bem a gelatina de limão neste chá.

Num liquidificador, junte o leite condensado, o creme de leite e a mistura de chá com gelatina e bata por alguns minutos, até ficar bem homogêneo.

Mousse de erva-mate
Mousse de erva-mate

Leve à geladeira e deixe por algumas horas até obter a textura cremosa de mousse.

Personal Hot Dog: novo conceito de cachorro-quente

No sábado, 19 de fevereiro, aproveitamos que o fim do horário brasileiro de verão nos daria uma hora a mais e fomos a Samantha, o Veber e eu até o Personal Hot Dog em São José.

Quando você faz o pedido você já começa a entender o nome da marca: no seu cadastro que é vinculado ao seu telefone, o sistema deles anota o teu nome e vincula o teu primeiro pedido. Se você simpatizou com a escolha do lanche e quiser repetí-la pedindo tanto via tele-entrega ou ir até a lanchonete novamente, basta dizer seu telefone e o nome, confirmando o último pedido. Isso é bem vantajoso para quem retira ou acrescenta ingredientes à sua comida, se livra de ter que pedir ou do atendente errar e te fazer comer aquela ervilha indesejável que você não gosta.

Atendimento e pedido personalizados

O cardápio consiste em sete hot-dogs salgados, três doces e batatas fritas. Cada lanche salgado tem uma temática, como o Gaúcho (linguiça calabresa ao invés de salsicha e molho barbecue/churrasco) e o Russo (com molho de strogonoff). Já experimentei quase todos, visto que sou cliente há algum tempo, e o que mais gostei foi o gaúcho (e juro que aqui não tem nenhum bairrismo velado, é gosto mesmo pela calabresa frita e o barbecue). Vamos à sabatina:

Ambiente – 10

Ambiente agradável, bonito e limpo.

É climatizado, as cadeiras e as mesas são confortáveis, tem telas de LCD com shows e clipes de música, chão e paredes limpos, não há um cheiro forte de comida, o balcão de atendimento é estilo rede americana de fast-food e mesmo assim conseguem manter organizado. Absolutamente nada a reclamar nas minhas visitas em relação ao environment do local.

Atendimento – 8

Os atendentes são educados, anotam corretamente os pedidos, tratam com respeito e seriedade, são corteses, atenciosos e explicam detalhadamente a diferença entre os lanches e te ajudam na escolha do pedido. Só não leva 10 porque é absurdamente difícil fazer um pedido pelo delivery, não existe uma central de atendimento para atender a demanda que é muito grande, o telefone vive ocupado e você precisa perder pelo menos uma meia hora do seu sábado onde você poderia estar curtindo com a família pra conseguir pedir a comida.

Qualidade da comida – 9

 

O recheio, as carnes, os embutidos, a batata, sempre impecáveis. Só falham as vezes no pão, ou ele tem aspecto de velho ou está muito esfarelado por conta de ter passado demais na hora de “prensar”, o que torna o gosto e a textura um pouco deficientes.

A apresentação e manutenção higiênica do lanche é muito bacana: ele vem numa caixa de papelão lacrado e só você e o chapeiro têm contato com a comida.

Preço – 10

Não é um cachorro quente barato, mas convenhamos, não é um cachorro quente convencional. Um lanche como o Gaúcho, por exemplo, custa algo em torno de R$8, de acordo com o tamanho e a qualidade, acho até bem barato.

Observações:

  • Não tem wifi, ponto negativo.
  • Aceita cartões de débito e crédito.
  • Tem estacionamento próprio para cerca de 8 carros, e estacionamento no perímetro.

Nota média: 9,25.

Dados da lanchonete

  • Endereço: Rua Emerson Ferrari, 28 – Kobrasol – São José/SC
  • Telefone contato e delivery: (48) 3259-0095
  • Funcionamento: de terça à domingo
  • Site: personalhotdog.com.br

Recomendo a visita!