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Nipô Temaki: um oásis oriental na 401

Quem trafega na Rod. José Carlos Daux, a sempre polêmica e tão movimentada SC 401, que dá acesso às praias do Norte da Ilha de Santa Catarina pode até não notar, mas esconde-se numa pequena sala comercial logo após o novo prédio da RBS TV uma pequena grande casa de comida japonesa.

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Já havia visitado o Nipô em outra ocasião, por isso não me assustei quando na votação da enquete que fiz aqui neste blog recentemente sobre as casas de sushi que os nossos leitores preferiam vi que eles por vezes mantiveram a liderança da votação e tiveram um excelente destaque. Na primeira visita acabei não fazendo o review, não havia saído de casa com o espírito blogueiro aguçado, queria apenas comer e aniquilar meus instintos mais primitivos da fome. E isso é só mais uma prova de que a experiência em um restaurante depende não somente dos envolvidos na comida, mas do espírito de quem come.

Na semana passada voltei ao Nipô Temaki. Agora com meu espírito preparado para ter uma experiência gastronômica, pra escutar meu paladar, meu olfato, entender os sinais que a visão davam ao se entrelaçar com os demais sentidos a cada viagem do hashi do prato à boca.

E foi pela visão que tudo começava a fazer sentido, aquelas pessoas que votaram realmente estavam certas, o Nipô é excelente. Primeiro porque na casa não existe rodízio, festival, buffet livre ou como você prefere chamar o all you can eat. Isso por si só já diminui o barulho, o movimento de garçons, dá ao ambiente um clima gostoso. Sendo pequeno, aconchegante e agradável ainda mais. Se por fora não parece grandes coisas, é lá dentro que nem o barulho dos carros é ouvido e não interrompe a refeição.

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Comecei por este lindo par de nigirizushi Mexicano, que é um Nigiri de Salmão com uma lâmina de abacate e um toque de pimenta tailandesa. Simples, parece, mas intenso em sabor e em textura. Peixe fresco, agradável, saboroso.

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Aliás, brincar com sabores é algo bastante comum na casa, e surpreendente. Jamais teria pedido em um restaurante comum, mas como os demais integrantes da mesa se engraçaram ao ver no cardápio, também me surpreendi com o Uramaki de Amêndoas, que além de cream cheese continha mel. A neutralidade das amêndoas, o salgado e o doce combinaram muito, muito bem neste sushi.

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Também comi este Joe Salmão (tipo o famoso filadélfia com cebolinha). Delícia.

Comi o Ceviche Nipô, onde pode-se escolher entre salmão, atum ou peixe branco, com um molho especial da casa. Fui de peixe branco, claro, não sou doido.

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Hot Sushi? Sem problemas, também servem. Destaque para este prato também, tão sequinho e saboroso que nem parece que foi frito.

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Agora destaque mesmo merece a parte de sushis especiais do cardápio. Vejam a foto desse sushi de Massago (esse com recheio de salmão e filadélfia com ovas de capelin por fora), não dá vontade de comer a foto?

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Como a casa ficou conhecida por ser uma excelente temakeria, inclusive ostenta o cargo no seu nome (muito embora não resuma-se a isso em hipótese alguma) não pude deixar de sair sem comer um temaki. Troquei a sobremesa por ele e não me arrependi. Bem recheado, saboroso e ouso dizer que ele, ou dois dele, são suficientes para saciar as fomes mais rústicas.

O atendimento da casa é perfeito, tudo veio de forma tranquila, rápida e sem qualquer problema. Pessoal educado, gentil e que faz você se sentir em casa.

A conta fechou em aproximadamente R$125, sucos inclusos nessa conta onde comeram até forrar a tampa do bucho um casal faminto.

Recomendo a visita ao Nipô, forte candidato para a próxima edição do TOP 5 Sushi.

Nipô Temaki

  • Endereço: Rod. SC 401, 4230. Sl 02. Florianópolis, SC.
  • Telefone: (48) 3238-7385
  • Horário: segunda a sexta para almoço, e segunda à sábado para o jantar.
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: sim

Jun Temakeria: novo cardápio e ainda mais sabor

Ao terminar a minha última visita à Jun Temakeria, após pagar a conta, me dirigi ao balcão e falei aos sushiman: vocês são foda pra caralho!

Não conheço outro advérbio de intensidade tão contundente quanto “pra caralho!” Nenhum que faça jus ao que eu comi nesta fatídica noite.

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Embora tenha dado à quinta-feira a honra de ser O Dia do Sushi na minha vida, numa precisão que irritaria Dr. Sheldon Lee Cooper, não saí de casa com intenção de comê-lo. Estava com vontade de comer peixe empanado com algum molho de acompanhamento, poderia ter comido isso a noite toda. Mas a cabeça que já não anda boa teimava em trair minhas próprias dicas aqui e só consegui lembrar um Sakana que havia comido certa feita no Jun, e fui pra lá.

Foi o primeiro pedido, é claro.

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Peixe frito na medida certa, sem passar do ponto. Cozido o suficiente mas sem ficar seco e duro. Bem temperado e com molho agridoce pra dar o retoque final, o gran finale.

Mas ir ao Jun e não aproveitar seus sushis, ainda mais agora que lançaram o menu “Gourmet”, palavra esta que, todos sabem, tenho tentado evitar mas que, controversa exceção, o Jun soube muito bem implementá-la sem se tornar mais uma obra da Vergonha Alheia Empreendimentos Gastronômicos.

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Pedi o Salmão Tataki, não tem como ir lá sem comer isso. É um bife de chorizo dos pescados, salmão maçaricado por fora e cru por dentro, com molho tataki e gergelim torrado. De comer bendizendo o chef.

Depois pedi uns sushis do cardápio gourmet, como o Uramaki Camarão Blue Cheese (Uramaki sem alga, de camarão com cream cheese, gorgonzola e flocos de arroz). Quem faz esse tipo de combinação ser deliciosa? Só chefs fodas pra caralho.

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No mesmo barco veio outro pedido, o Shima Roll (sashimi roll de ostra ao vapor, cream cheese, envolto em lâmina de salmão e molho de ostra). Quem consegue fazer você gostar de uma mistura de ostra cozida ao vapor sem meio litro de limão pra cortar aquele ranço irritante de fundo, combinar com salmão, cream cheese e o escambau? Só chefs fodas pra caralho.

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Também comi o Chimimaki Salmão (uramaki sem alga, de salmão, molho chimichurri e um toque de queijo cremoso). Quem, em são consciência, decide acordar um dia e fazer um sushi com o molho que os platinos usam nas parrillas? Só chefs fodas pra caralho.

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Fiquei empolgado com o sabor do chimichurri e pedi mais comida, o Temaki do Chef, também novo no cardápio. Atum flambado com chimichurri, arroz, nori, cream cheese e alho poró crocante como cobertura. Já sabem né? Fodas pra caralho.

Inovar na cozinha não é pecado. Mas inovar com segurança, sem aquele ego galopante que muitos chefs costumam apresentar, como se tivessem cozinhando a panacéia. Imaginar que um queijo extremamente forte substituiria majestosamente o cream cheese ou que um molho de churrasco cairia bem com um peixe de águas geladas, é coisa de quem é foda pra caralho.

Abre parênteses. O atendimento do Jun sempre foi muito bom, mas a cada visita à casa eu noto uma maturidade fenomenal na equipe. Os caras são geniais sempre, são educados sem ter aquele papo robotizado, estão a todo momento limpando as mesas e te livrando dos guardanapos infernais, informando as novidades do cardápio. O entrosamento deles com a cozinha é de tirar o chapéu. Se você é proprietário de restaurante em Florianópolis — e olha que eu conheço restaurante nessa cidade — mande-os jantar no Jun, por sua conta. Fecha parênteses.

A conta fechou em R$144 que foram pagos com a maior alegria do mundo.

Então na próxima ida a um sushi você pode comer o mais do mesmo. Ou então pode ir num restaurante foda pra caralho.

PS1: é, eu sei. Falei muitos palavrões. Mas foi necessário.
PS2: é, eu sei. Já fiz um review sobre eles, imagino que seja o primeiro caso de repetir um review, mas não estou tentando aproveitar pauta pra tapar buraco, senti necessidade do fundo da alma.
PS3: comprei um, chega essa semana. Roubei tua piadoca, Melo.

Jun Temakeria

  • Endereço: R. Engenheiro Max de Souza, 1302. Coqueiros, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3207-4933
  • Horário: de segunda à sábado, das 18h à 0h.
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: sim
  • Wifi: sim

 

Matsuri, um sushizinho do Campeche com amigos queridos

Dia destes a Priscila do Saboreando Floripa me perguntou nos comentários do post que fiz sobre a premiação da Revista Veja Comer & Beber aqui de Santa Catarina se eu tinha achado justa a lista de restaurantes eleitos. Bons observadores que somos, chegamos a conclusão que gosto é uma coisa muito subjetiva e que cada voto é merecedor de credibilidade. Não há como estabelecer critérios exatos e elegermos os melhores restaurantes sob um ponto de vista técnico. Ainda mais se levarmos em consideração o gosto pessoal e instransferível de cada um, seus anseios e suas necessidades. Você pode juntar uma coleção de especialistas no assunto e ainda assim o assunto trará divergências e longas horas de elucubrações vazias.

matsuri-entrada

Existe, sobretudo, um fator emocional muito importante quando escolhemos um lugar pra comer. É o que acontece com o comfort food, as vezes o prato nem é tão gostoso assim, senso comum, mas nos traz à memória momentos de extrema felicidade ou conforto pra alma que mesmo assim o comemos, e consideramos estar ingerindo a panacéia. E de certa forma estamos.

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Um desses lugares é o Matsuri, uma casa de sushi ali do Campeche. É um restaurante normal, simples, com atendimento também normal e comida boa. Não é excepcional, não traz nada de novo ante a concorrência acirrada dos sushi bar de Florianópolis. É saboroso, a matéria prima bem selecionada, tudo funcionou perfeitamente, mas ele será sempre lembrado pela noite em que reencontrei dois amigos queridos, e não se o peixe estava totalmente fresco ou se o garçom demorou pra trazer uma Coca.

Mas se resenhar é preciso, então lá vai…

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O Matsuri é bom. Trabalha com o sistema à lá carte e nas terças, quintas e sábados oferece o festival de sushi a preços atrativos. R$40 reais as mulheres e R$50 os homens. Inclui neste rodízio o sushi, sashimi (25 peças por pessoa), nigiri, hotsushi e temaki. Foi esse que eu pedi, afinal a diferença entre comer o rodízio e o à lá carte, na parte de sushis e derivados, era só a quantidade mesmo.

O atendimento é bom, funciona. O Guilherme, garçom que nos atendeu, muito educado e gentil, trouxe tudo o que lhe foi solicitado sem qualquer problema. Além disso nos explicou o cardápio, nos ajudou a escolher e entender qual o melhor pedido para aquela noite e nos deixou bem a vontade.

matsuri-sushis

Os sushis são bem feitos, desde os hossomakis tradicionais de salmão e pepino, passando pelo filadélfia deles que é bem gostoso chegando no que foi o meu preferido da noite, o uramaki skin (pele de salmão frita, tarê e nirá).

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Pedimos também sashimis e nigiris, todos eles bem preparados. O salmão bem cortado, postas grossas (alguns ainda confundem carpaccio com sashimi), o peixe estava fresco e tudo ia conforme mandava o figurino.

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Dos temakis eu escolhi também o sabor filadélfia, pedaços de salmão picados com cream cheese fazem o recheio do cone de alga com arroz.

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O hot roll filadélfia é igualmente gostoso. Bem crocante e vem ainda quente pra mesa, fresco e saboroso.

Ambiente climatizado e aconchegante, necessário para aguentar o verão catarinense que insiste em castigar os mais adiposos.

No fim a conta deu R$63 reais por pessoa, contabilizando as bebidas e os dez purça do garçom. Recomendo a visita!

Saí de lá satisfeito, com o corpo alimentado e a alma leve. E o Matsuri será sempre lembrado pela noite em que vi o Patrick e a Natália crescidos, a Karla e o Fernando bem felizes e morando na casa dos sonhos, ali perto do restaurante. São esses detalhes que importam, são esses que elegem os vencedores da Veja Comer & Beber, pois é feita pelo público, quem paga a comida e a porcentagem do garçom, e tem o direito puro e legítimo de achar que a birosquinha da Dona Nena faz o melhor ovo frito com arroz de forno de Tangamandápio. Nada mais que isso interessa.

Matsuri Sushi Lounge

  • Endereço: Av. Pequeno Príncipe, 1615. Campeche, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3304-8779
  • Horário: de terça à domingo, das 19h às 23h30.
  • Aceita cartões: sim

Wa Sushi: comida japonesa em movimento

Abriu recentemente no Santa Mônica, em Florianópolis, uma nova casa de sushis. O post começa com uma notícia que talvez tenha ares de mesmice mas a proposta é diferente. O Wa Sushi, que já tem uma loja no bairro Trindade nos moldes tradicionais de sushibar, agora está ao lado do Shopping Iguatemi oferecendo o “Sushi em Movimento”.

Wa Sushi: ambiente limpo e bonito. Higiene também impressiona.
Wa Sushi: ambiente limpo e bonito. Higiene também impressiona.

“Se você teve uma idéia inovadora, certamente um japonês já pensou e colocou em prática”, disse meu amigo Rafael Slonik quando visitamos o Wa Sushi pela primeira vez. O Slonik estava certo, o que pra nós é uma grande novidade, já existe em tantos outros lugares e no Japão deixou de surpreender.

Rodízio por esteira
Rodízio por esteira

Falo do estilo de servir o sushi, o tal do “sushi em movimento”, onde duas esteiras em cima de um balcão vão circulando com os pratos que os chefs vão fazendo e passando ao lado das mesas (ou no próprio balcão, mais tradicional sushibar). Os pratos contém geralmente dois ou três sushis (ou niguiris, bolinhos de salmão, rolinhos primavera etc.) e são protegidos por uma tampa plástica.

httpv://www.youtube.com/watch?v=DBpb6OStCpY
O sushi deles é muito bom. Posso afirmar que já é a melhor comida japonesa da cidade, para o que se propõe a oferecer. Além de fazer bem o simples, se arriscam a fazer coisas que até então não tínhamos experimentado, como o nigiri de haddock (o que eu chamo de nigiri de bacon), o sushi que é feito com pasta de salmão e cebolinha mas envolto numa rodela de lula fresca, ou o que tem uma “capa” de nabo.

Sushi de Lula
Sushi de Lula

Outra delícia é o nigiri de ovo, uma espécie de omelete bem fina e enrolada em cima do tradicional bolinho de arroz.

Niguiri de omelete
Niguiri de omelete
Sashimis
Sashimis

Esse rodízio também conta com yakissobas, rolinhos primavera, ebi furai (camarão à dorê), missoshiro e temakis. E assim como os sashimis de salmão, atum, peixe branco, camarão, kani e polvo, não passam pela esteira, pois são alimentos que devem ser consumidos frescos ou como no caso das frituras, ainda quentes. Então você pede separadamente para garantir o sabor destes.

Niguiri de Haddock
Niguiri de Haddock

O ambiente deles é bom (só é muito cheio, desde que abriu a casa está lotada, chegue cedo ou reserve!), climatizado, limpo e bem decorado.

O atendimento não deixa a desejar, pelo contrário, é bem eficiente, prestativo. Funciona.

A casa também serve pratos à la carte caso você não queira ficar no rodízio da esteira.

O preço do rodízio por pessoa é de R$54.

Wa Sushi

  • R. Clodorico Moreira, 67 – Santa Mônica – Florianópolis
  • Telefone: (48) 3024-7521
  • Site: não tem
  • Estacionamento: sim
  • Wifi: não
  • Cartão de crédito e débito: sim

Sushi Maru: Barreiros agora tem comida japonesa

Moro num município satélite de uma região metropolitana que até pouco menos de cinco anos ainda era considerado uma cidade dormitório (pra quem vive nas capitais ou extremo interior, quando grande parte da população trabalha na capital e vai pra satélite dormir) de Florianópolis. Por mais que isso pareça assustador e São José tenha 210 mil habitantes (quase metade da capital), ficar apenas 6km dela e ter um PIB de aproximadamente 5 bilhões de reais, ainda não apagamos as primeiras velinhas do dia em que tivemos, de fato, banda larga acima de 2mb, por exemplo. Saneamento básico, pra nós, é apenas um filme de comédia escrito pelo Jorge Furtado.

E se ainda não nos comunicamos decentemente pela Internet e não podemos ir ao banheiro tranquilamente em dias de chuva, imagina termos opções mais variadas de alimentação que foge ao cachorro quente. Aliás, justiça seja feita, São José é a capital catarinense do cachorro-quente. Todo cidadão tem sua própria carrocinha. Fenômeno parecido com as iogurterias em outras cidades.

Tergiverso, claro, mas necessário pra deixar claro que mediante a estes fatos eu apoio toda e qualquer iniciativa que venha agregar ao setor gastronômico da minha cidade.

Salão. Limpo, organizado, aconchegante.
Salão. Limpo, organizado, aconchegante.

No último dia 8 de fevereiro inaugurou o que acredito ser o primeiro restaurante de sushi do Distrito de Barreiros. O Sushi Maru é uma pequena e aconchegante casa de sushis, sashimis, nigiris e temakis. Consta no cardápio alguns pratos quentes como Yakissoba e Harumaki, mas ainda em fase de implementação (leia-se estão a procura de mão de obra, algo escasso por estas plagas).

Sushi e sashimi
Sushi e sashimi

Servem pouca variedade de sushis, pra nós que estamos acostumados com as verdadeiras orgias gastronômicas pagãs de algumas casas maiores, mas ao contrário da maioria destas, faz muito bem feito o que se propõe. Os sushis são uma delícia, o sashimi bem cortado e o tamaki generosamente servido.

Eles trabalham com “combinados”. Particularmente eu prefiro a la carte, peso, rodízio watheva, mas enfim… se é o jeito de rentabilizar na vizinhança, que seja.

Tameki Filadélfia
Tameki Filadélfia

Um combinado com 12 peças de sushi + 5 nigiris/sashimis custa R$18,90. Um temaki R$7,90. O preço é razoável, honesto e bem acessível.

O restaurante ainda não tem tele-entrega mas faz embalagens “para viagem”, caso queira buscar. Oferece ohashi e shoyu de qualidade.

É um grande começo pra região, que já conta com algumas casas em outros bairros. Esse é inédito aqui, espero que cresça junto com o público.

PS: tirei uma foto da fachada do restaurante mas por ter ido lá despretenciosamente e sem câmera, o iPhone não ajudou.

Como fazer Sushi em casa

DISCLAIMER: este é um antigo post de um antigo blog meu que eu enterrei essa semana e estou repostando aqui pra não perder o tráfego nem o texto. É uma palhaçada antiga, uma brincadeira com a culinária japonesa. Antes que o salsedo se levante, reitero que é uma brincadeira e que respeito muito as culinárias regionais e as incentivo com muita convicção.

Sempre achei que Sushi era uma baba. Tem todo um mistério acerca dos sushi man que vemos por aí, mas eu creio de verdade que a maior dificuldade que eles têm é achar tanta criatividade para conseguir um hobby cafona ou um kimono da época do Karatê na faculdade, e uma faixa do rambo branca com uma bola vermelha na altura da testa. A indumentária japonesa é, sem dúvida nenhuma, ao menos pra mim, a maior problemática para se confeccionar o sushi.

Primeiro porque quando se faz um sushi com peixe, o dito cujo é cru. Se for criar um site de cultura japonesa e fazer uma sessão de receitas, na hora de explicar como preparar o peixe eu imagino que seria algo do tipo:

Bom, agora você pega um pedaço de peixe e… pronto!

Segundo porque os outros ingredientes do sushi também não demandam muita experiência. E então como fazer sushi? É o papel celofani mais caro do mercado — uma alga lisa de um lado e áspera de outro que pode ser usada perfeitamente na falta do Colomy porém nunca o inverso; grãos de arroz menores que os convencionais — um liquidificador faz com que o seu pacote de <A sua marca de arroz poderia estar aqui> vire arroz japonês em dois toques; e um vinagre especial feito do tal arroz que cheira igual vinagre de dois pilas, tem gosto de vinagre de dois pilas e coloração igual ao vinagre de dois pilas, mas que por ter ideogramas no rótulo cobram 8. Já que falei em custos, outros dois ítens também são dispensáveis. A faca, pois uma específica para a preparação da iguaria custa aproximadamente 40 reais (a mais em conta). E a esteirinha usada para enrolar a alga no recheio que deve custar 20 mangos a original, mas totalmente compatível com outra a esteirinha, aquelas usadas para jogos americanos, que sai pela pequena bagatela de R$2,99 no bazar de qualquer supermercado. Ontem mesmo resolvi fazer sushi de Kani Kama— uma espécie de massa de peixe branco compactada e vendida em forma de rolinhos. Como o queijo cremoso estava caro, fiz com aqueles projetos de queijo mais parecidos com requeijão saborizado. Deu no mesmo, claro, menos para o bolso que economizou mais 6 reais só no tal creme.

Sinta a perfeição das peças
Sinta a perfeição das peças

É claro que eu usei o arroz especial pra isso. Afinal, vocês acham o que? que o liquidificador estava quebrado e não pude triturar um Tio João eu sou um amador? Também usei as algas específicas, até porque o colomy estava em falta no mercado o sabor é inconfundível. Mas pequei na faca. Usei uma faca de cozinha normal, dessas de pão, imitação da Tramontina comprada no 1,99. Não achei justo comprar uma faca samurai daquelas pra comer comida crua. Se aproveitasse no churrasco, ainda…

Concluindo, por módicos TRINTA reais, fazemos um Sushi em casa DESTA forma:

Ingredientes:

  • 1 xícara de arroz para sushi (grão curto)
  • 2 xícara de água
  • 2 colheres de sopa de vinagre de arroz
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 pacote de Kani Kama
  • Queijo cremoso sabor Queijo Gruyère

Modo de fazer o arroz:

Lave bem o arroz, até que a água fique totalmente transparente. Acrescente as duas xícaras de água ao arroz e deixe descansar por 25 minutos. Cozinhe o arroz em fogo baixo por 25 minutos, cuidando para não queimar. Despeje o arroz em uma tigela grande. Misture o vinagre de arroz, o açúcar e o sal e despeje sobre o arroz, misturando delicadamente. Esfrie o arroz, preferencialmente abanando, para que o processo sejá rápido.

 

Montando o sushi
Montando o sushi

Modo de fazer o Sushi de Kani Kama com Queijo Gruyère, à lá Becher:

Pegue a esteirinha do jogo americano e estenda-a na mesa. Coloque uma folha de alga por cima dela e despeje uma quantidade suficiente de arroz, cobrindo pouco mais que a metade da alga e cuidando para que, na extremidade em que começar a preencher com o cereal cozido, deixar um espaço de 2cm aproximadamente. Espalhe para não ficar muito “alta” a camada nem desproporcional.

Coloque o Kani e o queijo gruyère da forma que está disposta na foto acima. Agora levante a esteirinha e vá enrolando sendo que, na primeira “enrolada”, você deve fazer pressão para que o arroz se acomode na alga de forma homogênea. Quando terminar de enrolar, umideça a extremidade da alga para dar a liga e “colar” uma ponta na outra. Corte o rolinho em duas partes iguais e, depois, em três pequenas rodelas cada uma das partes.

Coma com molho shoyu pra dar um gostinho!