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Pão-por-Deus: o melhor buffet de sopas está de volta!

Das expressões culturais e artísticas que os colonizadores açorianos nos deixaram, o Pão por Deus é uma das que pouco a pouco vão sumindo do conhecimento popular do ilhéu. Aqui na cidade costumava-se fazer quadrinhas com pequenos poemas, rimados ou não, com os mais diversos intuitos: um recado, uma declaração de amor e até mesmo um desaforo era motivo de se fazer um Pão-por-Deus.

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No centro histórico de São José conheci há alguns anos o Restaurante Pão-por-Deus. Ficou famoso na região que já serviu de passagem para a corte real do Brasil nos idos do século XIX e assim como o antigo Café da Corte, está numa casa centenária no centro Histórico de São José. Nos anos passados alguns percalços na vida dos proprietários fizeram com que a casa não abrisse por um tempo até que em 2013 ela fechou as portas. Tamanha foi a minha felicidade ao saber da sua reabertura que fui ontem mesmo, no seu primeiro dia de funcionamento, reconhecer o lugar.

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O Pão-por-Deus tem o melhor buffet de sopas da cidade. Não há outro que chegue aos pés de todo o conjunto que este lugar ofereça. A refeição começa bem antes da comida, na decoração do restaurante. Como o nome enseja, é um resgate histórico da cultura dos açorianos que desembarcaram na região. Desde as quadrinhas de Pão-por-Deus na parede, até os desenhos das panelas de barro onde você se serve, tudo respira a atavismo e aconchego. Fui um dos primeiros a chegar e o último a sair, tamanho é o abraço do lugar que te faz sentir muito à vontade.

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O buffet funciona assim: você paga um valor fixo (R$28,50) e pode desfrutar de forma ilimitada de todas os 13 diferentes tipos de sopas. Mas já deixo uma dica: se você quiser experimentar mais sabores, pegue um pouquinho só de cada, as sopas são fortes, acabando com o mito de que sopa não enche o bucho.

Sopa de Capeletti
Sopa de Capeletti
Vaca Atolada
Vaca Atolada

É possível que uma vez ou outra mude-se algum dos sabores, mas basicamente os mesmos 13 ficarão até o fim do inverno. São eles: Capeletti, Caldo Verde, Canja, Cenoura com gengibre, Ervilhas, Delícia de ovos, Tomate com palmito, Minestra, Creme de alho, Chilli Apimentado e Legumes. Ainda têm dois pratos que tem bastante caldo mas que não são sopas por definição, mas que também são uma excelente pedida neste inverno: o Carreteiro e a Vaca atolada.

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Escolhida a sua sopa, no buffet ao lado vários tipos de pães, alguns temperados, e tijelas de salsinha picada, queijo parmesão ralado e ovo picado pra você incrementar a sua sopa.

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O Pão-por-Deus funcionará de segunda à sexta-feira (fecha aos finais de semana), das 19h às 23h30 e a partir da semana que vem também servirá almoço.

Fica a sugestão da visita, ótima comida, por um preço honesto, num lugar muito bonito e encantador. Uma excelente pedida neste inverno.

Restaurante Pão-por-Deus

  • Rua Xavier Câmara, 125. Centro. São José/SC.
  • (48) 3247-1101
  • Aceita cartões: no dia da visita ainda não haviam instalad o aparato para aceitá-los, mas durante as próximas semanas implantarão o sistema de cartões.

Sushitec: do céu ao inferno em 4 meses

Em setembro do ano passado estive no Sushitec. Era um restaurante que tinha um conceito novo: comida japonesa e tecnologia. Comida japonesa era baseada em sushis, sashimis, temakis e alguns pratos diferentes como o polvo frito crocante, que experimentei na ocasião e era uma delícia. Tecnologia porque os pedidos são todos feitos por tablet. Não estava no clima de fazer review e era uma pré-abertura, ou seja, a casa não estava aberta para o público. Não, não fui convidado pra ir lá comer. A notícia da sua iminente inauguração chegou até mim e eu resolvi bater na porta. Explicaram e deixaram entrar.

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O tempo passou e resolvi ir lá na incessante busca para conhecer as melhores casas de sushi da cidade. Mal sabia que estava por cometer um dos maiores erros gastronômicos desde a abertura deste blog que está às vésperas de completar seus 3 anos de idade.

O atendimento foi perfeito, os pedidos por tablet funcionaram satisfatoriamente (um ou outro erro pontual), gentileza na recepção e tudo o mais. Mas a comida é muito ruim.

A despeito das iguarias que experimentei naquele fatídico setembro primaveril recebi uma comida péssima, intragável, fortemente desconfortável como o verão que nos assola este ano.

Vou economizar palavras e no final eu concluo, e nas próximas linhas colocarei algumas fotos que os farão pensar.

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Isto é um ceviche. Ou o que eles acham que é um ceviche. Gosto ruim, ora doce ora amargo, com um molho estranho e pastoso.

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Isto é um “Espetinho de Legumes com Shitake”, ou o que eles imaginam que isso seja. Numa versão minha eu diria que é “Um espetinho de couve-flor e brócolis com duas farpas de shitake perdidas no meio, sem sal e tempero”.

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O sushi não estava tão mal apresentado mas era ruim. O arroz avinagrado, digno de quem acabou de sair de um cursinho de sushi.

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Isto é um espetinho (robata) de frango, ou o que eles acham que é um espetinho. Tempero forte, parece industrializado e mal apresentado. Parece que bateu de frente a 160km/h numa rodovia federal com uma carreta Mercedes Benz 1313 carregada com vergalhão GG 50 da Gerdau.

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Isto é um yakissoba, ou o que eles acham que é um yakisoba. Esse caldo deve ter sobrado na Wok em que foi preparado e veio parar no meu bowl, só pode. Era uma sopa com macarrão e legumes grosseiramente picados dentro, com raros pedaços de frango ou carne.

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Tentei dar uma chance à cozinha em ficar mais um pouco e, finalmente, matar a fome, pedindo um Shimeji na Chapa. E isto, segundo eles, é o Shimeji na Chapa. Estava muito além do ponto, levemente queimado, terrivelmente seco, com sal em exagero, intragável. Além de feio, muito feio.

Eu tenho duas sugestões:

1) aos leitores: não percam seu tempo nem seu dinheiro.

2) ao restaurante: por favor, fechem. Comecem de novo. Voltem àquele setembro em que comi maravilhosamente bem e não façam com que as pessoas percam R$130 (casal) à toa.\

ATUALIZAÇÃO (30/01/2014): há uma placa afixada na parede atrás do caixa onde avisa que o cliente que pedir comida e não consumir deverá pagar uma taxa por peça desperdiçada. Não me foi cobrada nenhuma taxa por ter deixado aquela comida horrível na mesa, mas registre-se que esta é uma taxa ilegal e você pode se recusar a pagá-la, caso passe por esta situação.

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  • Endereço: Rua Fúlvio Aducci, 1229. Estreito, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3206-7882
  • Estacionamento: sim
  • Aceita cartões: sim

Ponto G Brasa & Fogão: quem encontra uma vez, acha sempre

Encontrar o Ponto G é uma arte. Independe de cor, credo, status social, físico… Há quem defenda que para tal é preciso tempo de prática, insistência, paciência e um tanto de criatividade. O que é regra geral é que, quando encontrado, o prazer proporcionado de quem encontra é muito parecido com o prazer de quem recebe a busca.

Eu já encontrei uma vez e agora, pra dar uma variada, encontrei em outro endereço.

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Logicamente não estou falando dos feitos alemão Ernst Gräfenberg. Trocadilhos a parte, me refiro ao novo restaurante do Chef Vitor Gomes, o Ponto G Brasa & Fogão. Após uma baita de uma experiência gastronômica no seu belíssimo Ponto G nos altos de Santo Antônio de Lisboa, fui até a beira da praia conhecer o novo espaço e menu que já ganharam, em menos de 3 meses, premiações nas publicações do ramo.

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O espaço lembra bastante o outro Ponto G, reúne o requinte de móveis de excelente qualidade e decoração muito bem planejada com a simplicidade das características da Florianópolis que Vitor conheceu. A tradicional bicicleta pendurada na parede e as gaiolas vazias em outra mostram que a Itinga, localidade de Tijucas onde o chef morou, o acompanha onde quer que esteja. Identidade é a palavra de ordem.

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Com base nessas raízes o cardápio é composto. Assim como a decoração da casa, é moderno e versátil sem esquecer de onde vem. Serve tanto frutos do mar — e contempla a maioria dos peixes, crustáceos e bivalves que são culturalmente nossos — quanto carnes, pra salvar Santo Antônio de Lisboa da monotonia dos ingredientes de sempre.

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Antes de mais nada, comecei pelo couvert. Seleções de pães La Padá, manteiga de ervas, patê de linguiça defumada, caviar de sardinha e uma pasta de salmão. O pão é de querer levar pra casa pra comer todos os dias.

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Macio, saboroso, diferentemente dos que comemos por aí. As pastas, apesar de serem deliciosas, harmonizam de forma esplendorosa com um simples couvert. É incrível.

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Como prato escolhi a Paleta de Cordeiro. Achei que comeria pouco, geralmente lugares mais requintados oferecem o que eu costumo chamar de “pratos sujos de comida”, onde encontra-se mais o ego do chef mandando um “beijo me liga” do que, de fato, comida. Ledo engano.

Uma paleta de cordeiro inteira, assada lentamente no forno com um sabor impecável, glaceada ao röti. Ela estava sensacionalmente macia, deu pouco serviço aos dentes. Serviu duas pessoas mas serviria, sem brincadeira nenhuma, três ou quatro, dependendo da fome e das entradas.

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A Paleta veio acompanhada de legumes como cenouras, brócolis e batatinhas assadas. Além disso, outros acompanhamentos: arroz branco, farofa, salada de folhas verdes com tomate, vinagrete brasileira, molho chimichurri e outra sorte de legumes assados (aspargos, pimentões, berinjelas, abobrinhas etc).

Pra quem é do vinho, uma carta contendo também rótulos catarinenses, parceria de sempre e costumeira da casa. Pra quem é da cerveja, boas opções para harmonização.

A conta fechou em cerca de R$140 sem bebidas alcóolicas.

Em breve voltarei lá para conferir também os frutos do mar. Independente do pedido, encontrar o Ponto G é sempre um prazer inenarrável.

Ponto G Brasa & Fogão

  • Endereço: R. Quinze de Novembro, 18. Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 8815-0608
  • Aceita cartões: sim

Feira Ecológica da Redenção e receita de Cozido de Legumes

Nós comemos muita porcaria. Não, fique tranquilo, não farei aqui o discurso ecochato da sustentabilidade whiskas-sachê. Nós comemos muita porcaria porque a grande maioria dos alimentos que entra pela nossa boca passaram por processos de conservação seja para ganho de peso ou tamanho ou para controle de pestes. Ok, entendo que nós temos a tendência de nos preocuparmos sempre no risco de nos benefirciarmos de certas tecnologias e nunca nos riscos de não usá-la, mas é assustadora a diferença de qualidade de produtos que sofrem ou não com agentes químicos, principalmente os mais básicos.

Feira Ecológica da Redenção, em Porto Alegre
Feira Ecológica da Redenção, em Porto Alegre

Ontem estive na Feira Ecológica da Redenção, uma feira de produtos orgânicos que acontece todos os sábados pela manhã no Parque Farroupilha na capital gaúcha. Lá são comercializadas toda a sorte de produtos orgânicos, com presença maciça de verduras, legumes, frutas, hortaliças, pães, cogumelos, queijos, temperos e especiarias. Até cachaças e licores que não receberam nenhum tipo de pesticida ou fertilizante químico sintético você acha.

Feira Orgânica
Feira Orgânica

Se comer melhor não é atrativo o bastante, o passeio num lugar muito bonito e arborizado, a troca de informações com os comerciantes das barracas lá instaladas e o preço bastante honesto dos produtos fazem com que você tenha vontade de voltar. Dá pra ser feliz indo lá aos sábados programando as refeições da semana, ou pelo menos parte delas.

Batatas menores e mais saborosas
Batatas menores e mais saborosas

Em relação ao preço, achei bastante honesto. Por meio quilo de batata baroa, por exemplo, paguei R$2,50. Um maço de couve, um nabo estilo japonês e cebolinha chinesa custaram pouco mais de 6 reais. Com mais dois pilas você leva um bouquet com 4 alhos porós. Com 50 reais nessa feirinha você volta com algumas sacolas cheias. Ou ecobags, sacolas ecológicas, vistas com frequência ali na Redenção.

Ervas de todos os tipos. Chás e temperos para todos os gostos.
Ervas de todos os tipos. Chás e temperos para todos os gostos.

Decidi fazer o almoço deste sábado com as coisas que comprei na feira ecológica. Gostaria de ter substituído todos os ingredientes do prato que escolhi por orgânicos, mas pra mim é impossível substituir carnes e embutidos, além de estarmos um pouco longe da colheita do milho, ingrediente importante do Cozido de Legumes da forma que é feito na minha terra e que tive que buscar no mercado convencional. De qualquer forma eu fiquei bastante satisfeito com a possibilidade de ter feito quase 90% do prato com produtos que não levaram agrotóxicos, conservantes de qualquer natureza e eliminado alguns intermediários na cadeia de consumo.

A Feira Ecológica fica no Parque Farroupilha, a famosa Redenção, na  Av. José Bonifácio, 675, no bairro Bom Fim em Porto Alegre.

Sem mais delongas, vamos à receita do Cozido?

Ingredientes

Ingredientes do Cozido de Legumes
Ingredientes do Cozido de Legumes
  • 1kg de peito bovino com osso*
  • 1 paio
  • 6 batatas baroa (ou qualquer uma de sua preferência)
  • 4 folhas de couve
  • 1/2 abóbora ou moranga**
  • 1/4 de repolho
  • 1 nabo
  • 1 espiga de milho
  • 1 tomate
  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho
  • 1 1/2 litro de caldo de carne
  • 1 colher das de sopa de curry
  • 1 colher das de sopa de colorífico (opcional, serve apenas para dar cor ao caldo)
  • 2 colheres das de sopa de óleo de girassol
  • 1/2 maço de salsinha
  • Sal e pimenta à gosto

* Eu recomendo o peito bovino por ser uma carne bastante saborosa e rica em gordura que vai fazer o engrossar e dar mais sabor ao caldo do cozido. Mas você pode usar qualquer carne de sua preferência se tiver ciência que o resultado não será o mesmo. E recomendo que seja com osso pois poderá utilizá-lo para fazer seu próprio caldo de carne, mais saboroso e também mais saudável.

** As quantidades de legumes mencionadas servem apenas para dar parâmetro ao que foi feito e apresentado nestas fotos. Você pode usar os legumes de sua preferência ou nas quantidades que melhor lhe aprouver.

Como fazer

Frite as carnes cortadas em pedaços grandes
Frite as carnes cortadas em pedaços grandes

Numa panela grande você dá uma rápida fritada nas carnes cortadas em cubos grandes com óleo de girassol. Tempere com sal e pimenta. Coloque também o paio para refogar. Depois entre com a cebola, o alho e o tomate bem picados e refogue. Quando estiverem bem douradas as carnes, cubra com o caldo de carne já quente e comece o cozimento em fogo médio para alto.

Agora começa o procedimento de cocção dos legumes. Como já é comum para a maioria, você começa sempre dos legumes mais duros e vai acrescentando os mais moles depois, para que tente ao máximo uma textura uniforme deles. Eu comecei com a cenoura, milho e o nabo cortados em pedaços médios. Depois entrei com a batata baroa, ou mandioquinha, e abóbora. Finalizei com o repolho e a couve (esta com as folhas inteiras).

Vá entrando com os legumes conforme a sua consistência
Vá entrando com os legumes conforme a sua consistência

Vá cobrindo com o caldo pois ele irá reduzindo com o passar do tempo, e coloque o curry e a o colorífico assim que terminar de colocar os primeiros legumes. Corrija sal, pimenta e curry se necessário no decorrer do processo.

Hora do sacrifício: cozido de legumes com pirão
Hora do sacrifício: cozido de legumes com pirão

Cozido pronto, eu faço da seguinte forma: retiro as carnes e os legumes com uma escumadeira e sirvo em uma tijela. No caldo restante da panela eu vou adicionando farinha de mandioca moída fina, aquelas tipo sertaneja, e fazendo um pirão, adicionando também um pouco de salsinha picada. A consistência do pirão também vai conforme o seu gosto, não gosto dele muito duro, então uso mais caldo do que farinha. Bom apetite!

 

Yakibifum – yakissoba com macarrão de arroz

Bifum é basicamente uma espécie de macarrão feito com arroz. Uma massa fina, leve e de fácil cozimento, originária da China. É o que muitos entusiastas da cozinha advjetivam como uma massa versátil por não possuir um sabor muito específico deixando para o preparo e o tempero a definição do seu paladar. O macarrão de arroz, além da oriental, bem usado na culinária vegetariana e celíaca (ele não contém glúten, claro).

Yakibifum - Yakissoba com macarrão de arroz
Yakibifum - Yakissoba com macarrão de arroz

Por ser uma massa que permite uma série de combinações, resolvi fazer um Yakibifum. O nome já é autoexplicativo. A receita é quase igual, só muda a massa usada. E na verdade é mais prático já que o bifum cozinha rapidamente.

Então você pode seguir a receita do Yakissoba em 6 passos da Bianca, postada há alguns meses atrás aqui no blog.

A mudança está no quarto e quinto passo, quando ela lida com a massa. O bifum não tem necessidade de cozimento com o fogo ligado. Você vai ferver a água, desligar a panela e colocar o macarrão de arroz nela. Em dois ou três minutos ele estará hidratado, cozido e pronto para misturar com o restante dos ingredientes.

Simples, né?

 

Torta de Legumes de Liquidificador

Quem gosta de assar uma boa costela não pode ser muito contra receitas demoradas. Mas eu tenho uma certa preferência por receitas rápidas quando na cozinha. Posso passar horas na frente de um fogo defumando ausências e presenças, matutando ressábios e vendo um cerne de alguma madeira queimando. Mas na cozinha eu sou meio impaciente, eu confesso.

Torta de Legumes de Liquidificador

As tortas de liquidificador são assim. Rápidas, rasteiras, simples, ingredientes que geralmente temos em casa etc. E a base da torta é meio que universal, você pode pegar ingredientes frescos, produzí-los ou mesmo aproveitar sobras. É tipo arroz de forno. A que vamos citar aqui e que eu fiz hoje é de legumes e queijo.

Ingredientes

Massa

  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 3 ovos
  • 1/2 xícara de óleo (soja)
  • 250g de queijo parmesão ralado
  • 1 colher das de sopa de fermento
  • 1 xícara de Leite

Recheio

  • 1 cebola picada
  • 1 tomate picado
  • 1 lata de milho verde
  • 2 cenouras raladas
  • 250g de vagens picadas
  • Azeitonas picadas a gosto
  • 300g de queijo mussarela
Legumes e a cor bonita na torta

Modo de preparo

  • Deixe o forno aquecendo em fogo médio.
  • Junte todos os legumes picados, adicione a azeitona, um pouco de azeite de oliva e tempere com sal. Dê uma mexida pra pegar bem o tempero. Reserve.
  • Ponha no liquidificador todos os ingredientes citados na massa, MENOS o leite. Comece a bater no liquidificador e vá adicionando o leite aos poucos até adquirir uma textura pastosa, de massa (duh!).
  • Pegue uma forma de bolo/torta pequena/média, unte com óleo e despeje 2/3 da massa. Coloque o recheio já misturado e ajeite com uma colher. Coloque o resto da massa cobrindo o recheio, ajeite novamente pra ficar coberto.
  • Ponha para assar. Tempo médio: 30 minutos.
Dê-lhe fogo!

Deixe esfriar e agora é só servir!

Vai um pedacinho aí?

Com a mesma base mas alterando o recheio, já vi se fazerem tortas como esta com restos de frango, carne moída e salsicha. A de salsicha, inclusive, é a de minha preferência. Esta de legumes eu fiz pra parecer que eu sou civilizado e me cuido um pouco. 😉