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Yakissoba da Ponte: Food truck de comida oriental no Kobrasol

Nos Estados Unidos Food Truck já é comum. Em São Paulo recentemente uma lei que libera e regulamenta foi aprovada. Por aqui ainda divide opiniões mas é ansiado por muitos entusiastas, eu incluso, um debate e, tão logo possível, uma carta branca pra que pequenos caminhões, utilitários e vans sirvam comida nas ruas, de forma itinerante e que viabilize bons e frutíferos projetos.

Enquanto o conceito puro de comida de rua através dos food trucks não é possível, algumas iniciativas já começam a despontar deixando este que vos escreve bastante animado e esperançoso pra que num futuro não muito longínquo seja normal estar no caminho de casa ou do trabalho e poder comer algo além do cachorro-quente, algo mais elaborado e nutritivo do que pipoca.

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Isso porque ontem inaugurou no Kobrasol, em São José, o Yakissoba da Ponte. Como o próprio nome enseja estava instalado no bairro Ponte do Imaruím, cidade de Palhoça, e agora mudou-se pra alegrar os cidadãos josefenses e florianopolitanos que não raro visitam as opções gastronômicas das imediações da Lédio João Martins.

Com um cardápio enxuto como todo bom food truck deve ser, o Yakissoba da Ponte oferece o carro-chefe e rolinhos primavera.

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São quatro tipos de Yakissoba: de carne, de frango, misto (o clássico carne + frango) e o vegetariano. Você pode escolher o tamanho médio e o grande, exceto o misto. Os valores variam de R$9 a R$15 dependendo do ingrediente e tamanho escolhido.

Já os Harumakis, ou rolinhos primavera, podem ser salgados (carne e legumes, frango e lefumes e queijo) ou doces (chocolate e romeu e julieta). Eles podem ser vendidos em unidades, que custa uma módica quantia de R$2,50 ou vir em porção de cinco unidades, custando apenas 10 pratas.

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Experimentei os dois pra não dizer que não falei das flores e gostei bastante do que provei. O meu Yakissoba misto veio bem servidor de todos os ingredientes, carnes inclusas nesta constatação, quentinho pois é feito na hora e estava bem saboroso. Único ponto negativo foi a quantidade de sal no molho, hipertenso de carteirinha acabei estranhando, mas imagino que seja algo a ser melhorado nos dias subsequentes à inauguração.

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Os rolinhos primavera estavam demais. Experimentei o de carne com legumes e o de queijo. Casquinha crocante, bem quentes (logo o recheio de queijo estava derretido e fazendo aquele efeito elástico que tanto adoramos e muito, muito saborosos.

Ao lado do trailer onde fica a cozinha, mesas e cadeiras confortáveis de madeira protegidas da chuva e do sereno por um grande toldo garantem a tranquilidade e o conforto necessários pra se comer aproveitando o movimento da Av. Presidente Kennedy.

Vale muito a visita!

Yakissoba da Ponte

  • Av. Presidente Kenney, 789. Em frente à Vox. Kobrasol, São José / SC.
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: sim

Chimichurri – las yerbas del diablo

OK, eu que inventei isso de las yerbas del diablo. Mas eu queria dar um tom dramático ao título do post e não achei definição melhor pra este conjunto de ervas muito utilizado na Argentina e no Uruguai tanto para temperar carnes ou pra servir como um molho de acompanhamento para churracos – ou parrillas, como se diz do assado nas bandas de allá.

Existem muitas histórias envolvendo o nome e a criação do chimichirry. A mais forte delas é que no século XIX um comerciante inglês chamado Jimmy Curry esteve na pequena cidade de Cañuelas, província de Buenos Aires, na Argentina, querendo importar carne para a Inglaterra. Enquanto negociavam, convidaram Jimmy para uma tradicional parrilla. Lá chegando, ele ficou encantado com o modo de preparo e o cheiro que a carne exalava, mas ao perguntar o tempero se espantou com a resposta: usavam apenas sal. Como forma de agradecimento e gentileza, no melhor estilo saxão, Don Curry então pediu alguns legumes, condimentos e especiarias para preparar-lhes um novo tempero. Nasceu, desta experiência, o chimichurri (jimmychurry).

Lenda ou não, o chimichurri sempre cai bem com qualquer carne. Os uruguaios temperam as carnes “doces” ou exóticas (como a carne de ovelha, porco etc.), os argentinos gostam de usá-lo no bife ancho (noix, entrecôte, prime rib, filé de costela, watheva!) ou nas chuletas, ou ainda regado com azeite e vinagre para molho que acompanha praticamente qualquer carne bovina.

Na receita há também outra polêmica, pois com o passar do tempo ela foi se modificando. Esses dias encontrei num supermercado um envelope de uma marca famosa mantendo um pouco da base e acrescentando especiarias como cravo da índia, algo que não existe originalmente, por exemplo. Mas acredita-se que a receita original seja essa:

  • 10 g de alho e cebola desidratados
  • 10 g de salsinha desidratada
  • 10 g de pimentão desidratado
  • 10 g de orégano desidratado
  • 10 g de louro
  • 10 g de cebolinha desidratada
  • 10 g de pimenta calabresa desidratada
  • Sal e pimenta do reino a gosto

O liquidificador pode ajudar a picar, mas na ponta da faca fica melhor. Dessa mistura se origina a base, que serve como tempero. Pra que ela vire molho, utilize 300ml de vinagre e vá acrescentando aos poucos 600ml de azeite de oliva extra-virgem.

Dos “industrializados”, ganhei uma vez um pacote de 500g – o que rende MUITO – da marca Del Rey, adquirido num armazém de beira-de-estrada de Arapey, departamento de Salto, no Uruguai. Também encontrei à granel em lojas de produtos naturais.

Deliciem-se 🙂

Créditos da imagem: Flickr ScaredKat. Fonte da receita: AquiArgentina.

Salada de Macarrão

Pedi no Twitter ajuda de alguns seguidores amigos a decidirem o que eu iria fazer para o jantar. Estava com vontade de preparar algo mas cansado das mesmices de sempre. A Lu Monte, uma querida amiga com muito bom gosto pra tudo que envolve lifestyle, indicou uma salada de macarrão. Fui até o Google, peguei umas idéias de receitas já que existem vários tipos com vários modos de preparo diferentes, e fiz esta belezinha que vocês podem ver a seguir.

O sabor é tão gostoso quando a imagem

Ingredientes

  • 1 pacote (500g) de macarrão parafuso (fusili)
  • 1 lata de atum ralado
  • 1 caixa de creme de leite (200g)
  • 1/2 limão
  • 1 tomate
  • 1 cebola
  • Azeitonas verdes picadas a gosto
  • Salsinha picada a gosto
  • Sal a gosto

Modo de preparo

Cozinhe o macarrão parafuso, al dent, nenhuma novidade até aqui.

Numa tijela você coloca a maionese, o atum ralado e o suco do limão. Coloque uma pitada de sal, misture bem e prove. Se tiver bom de sal, passamos para a próxima etapa.

Junte o macarrão nesse recipiente e então misture bem, devagarzito que é pra não esmagar o macarrão. Acrescente o creme de leite, tomate picado, cebola BEM picadinha e misture. Coloque as azeitonas e a salsinha na quantidade da sua preferência. Coloque na geladeira cerca de 20 minutos e voilá!

Personal Hot Dog: novo conceito de cachorro-quente

No sábado, 19 de fevereiro, aproveitamos que o fim do horário brasileiro de verão nos daria uma hora a mais e fomos a Samantha, o Veber e eu até o Personal Hot Dog em São José.

Quando você faz o pedido você já começa a entender o nome da marca: no seu cadastro que é vinculado ao seu telefone, o sistema deles anota o teu nome e vincula o teu primeiro pedido. Se você simpatizou com a escolha do lanche e quiser repetí-la pedindo tanto via tele-entrega ou ir até a lanchonete novamente, basta dizer seu telefone e o nome, confirmando o último pedido. Isso é bem vantajoso para quem retira ou acrescenta ingredientes à sua comida, se livra de ter que pedir ou do atendente errar e te fazer comer aquela ervilha indesejável que você não gosta.

Atendimento e pedido personalizados

O cardápio consiste em sete hot-dogs salgados, três doces e batatas fritas. Cada lanche salgado tem uma temática, como o Gaúcho (linguiça calabresa ao invés de salsicha e molho barbecue/churrasco) e o Russo (com molho de strogonoff). Já experimentei quase todos, visto que sou cliente há algum tempo, e o que mais gostei foi o gaúcho (e juro que aqui não tem nenhum bairrismo velado, é gosto mesmo pela calabresa frita e o barbecue). Vamos à sabatina:

Ambiente – 10

Ambiente agradável, bonito e limpo.

É climatizado, as cadeiras e as mesas são confortáveis, tem telas de LCD com shows e clipes de música, chão e paredes limpos, não há um cheiro forte de comida, o balcão de atendimento é estilo rede americana de fast-food e mesmo assim conseguem manter organizado. Absolutamente nada a reclamar nas minhas visitas em relação ao environment do local.

Atendimento – 8

Os atendentes são educados, anotam corretamente os pedidos, tratam com respeito e seriedade, são corteses, atenciosos e explicam detalhadamente a diferença entre os lanches e te ajudam na escolha do pedido. Só não leva 10 porque é absurdamente difícil fazer um pedido pelo delivery, não existe uma central de atendimento para atender a demanda que é muito grande, o telefone vive ocupado e você precisa perder pelo menos uma meia hora do seu sábado onde você poderia estar curtindo com a família pra conseguir pedir a comida.

Qualidade da comida – 9

 

O recheio, as carnes, os embutidos, a batata, sempre impecáveis. Só falham as vezes no pão, ou ele tem aspecto de velho ou está muito esfarelado por conta de ter passado demais na hora de “prensar”, o que torna o gosto e a textura um pouco deficientes.

A apresentação e manutenção higiênica do lanche é muito bacana: ele vem numa caixa de papelão lacrado e só você e o chapeiro têm contato com a comida.

Preço – 10

Não é um cachorro quente barato, mas convenhamos, não é um cachorro quente convencional. Um lanche como o Gaúcho, por exemplo, custa algo em torno de R$8, de acordo com o tamanho e a qualidade, acho até bem barato.

Observações:

  • Não tem wifi, ponto negativo.
  • Aceita cartões de débito e crédito.
  • Tem estacionamento próprio para cerca de 8 carros, e estacionamento no perímetro.

Nota média: 9,25.

Dados da lanchonete

  • Endereço: Rua Emerson Ferrari, 28 – Kobrasol – São José/SC
  • Telefone contato e delivery: (48) 3259-0095
  • Funcionamento: de terça à domingo
  • Site: personalhotdog.com.br

Recomendo a visita!