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Sushinami: a esperança é um prato que se come cru

Ah, este pequeno bolinho de arroz envolto de ômega 3 no estilo americano de enxergar os nipônicos, embora saibamos que isso possa ser historicamente um grande erro… Ah, iguaria tão deliciosa e tão compatível com quase todas as dietas para redução de peso… Ah, salgado shoyu que tempera este controverso quitute e nos eleva a pressão arterial… Que jamais nos cansemos de procurar novos lugares para degustá-lo, ainda que esta batalha diária seja muitas vezes frustrante e nos deixem mais longe do primeiro milhão. Que jamais desistamos frente à camarões mal cozidos, peixes velhos e atendimento vergonhoso. Que nunca esmoreçamos face a qualquer imprevisto, visto que a perseverança é um prato que se come cru.

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Só me arrisco de poeta neste post que ora começa porque sei que a risada tende a ser boa. E o review é positivo, por supuesto. Embora este seja um grande spoiler do modelo tradicional de reviews, onde a conclusão vem só lá no final, numa obrigação religiosa de ler todo o meu emaranhado de baboseiras que este postulante a crítico de gastronomia, que da Michelin a única semelhança é a forma de pneu de uma 1313 8 marchas, te poupará saber que a poesia quase orgástica acima sem qualquer redondilha na métrica inexistente já é um convite para conhecer o Sushinami.

Falando sério agora, visitei dia destes o Sushinami. Não antes sem receber pelo menos uma dúzia de recomendações dos leitores aqui do blog para conhecer esta “nova” casa. Das indicações que me recordo, a Juliana, a Sandra e a Gabriela disseram, com outras palavras mas com a mesma idéia, que a cara era excelente. Eu que não sou besta de perder, fui. E me dei bem.

No Sushinami não há rodízio, o serviço é todo à lá carte. Se por um lado alguns acham que isso encarece o serviço, posso lhes garantir que aumentam as chances de a experiência ser bem sucedida. Não há porções reduzidas, produções em massa, pré-preparos exagerados que diminuem o frescor dos alimentos, enfim… A lá carte já foi sinônimo de caro, o que neste caso não é uma verdade. No fim das contas o valor para sair de lá mais que saciado é até menor que um rodízio. Creia. Um dos pontos da casa: preços honestos. Não há vista pro mar, não há rua badalada, não tem nada de especial e irrelevante que encareça a visita.

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Comecei os trabalhos com Missoshiro. Esta singela e saborosa sopa a base de pasta de missô e com pedaços de tofú (não é qualquer tofú, é um queijo de soja mais elaborado, segundo o garçom) dá aquela rejuntada no estômado para o que virá a seguir e pra esquentar o corpo num contraponto com a chuva e o frio sulista nessa época do ano.

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A Aline não quis sopa mas pediu um Yakissoba de carne. Muito saboroso, bem proporcional nos ingredientes e molho como poucos na cidade, e bem servido. Já não seria perdida a viagem se fôssemos só para comê-lo.

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Em seguida recebemos o Dragon Rainbowl, um dos uramakis especiais do cardápio. São 8 peças de de uramaki filadélfia envoltos por salmão, atum, peixe branco e camarão. Sushis saborosos e muito bem elaborados, com as coberturas dos uramakis fazendo uma espécie de “meio-a-meio” entre os peixes citados.

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Juntamente com eles vieram os nigiris de peixe branco, com finas fatias de limão dando um toque bastante interessante, como já é comum nas casas orientais, e também os Dyo (FINALMENTE ALGUÉM ESCREVEU CERTO NO CARDÁPIO!!!! GLÓRIA ALELUIA!!) Salmão Spice. Devia estar inspirado nesta noite, quase todos os pedidos envolveram pimenta.

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Por falar em pimenta, também comi os uramakis Salmão Spice. São uramakis que além do tradicional filadélfia e cebolinha, ganham também a pimenta japonesa.

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Como não estou podendo comer frituras, a Michele experimentou e aprovou o Temaki Hot Ebi, que é um temaki tradicionalmente feito com alga e arroz, com recheio de camarões empanados e fritos com molho teriyaki e cebolinha. Diz ela que estava uma delícia, eu confio.

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O Hot Sushi Filadélfia também estava lindo uma barbaridade, pelos mesmos motivos eu não comi, mas o Guilherme o fez por mim e também largou o seu jóinha.

O atendimento também se mostrou bastante eficiente, com todos os pedidos vindo de forma tranquila e sem problemas. Gentileza e hospitalidade, num ambiente pequeno mas muito aconchegante, que tornarão certamente o Sushinami um porto-seguro de olhos puxados para se voltar mais vezes.

Sushinami

  • Rod. Antônio Amaro Vieira, 2122. Itacorubi, Florianópolis.
  • (48) 3233-6784
  • Segunda à sábado, das 19 às 23h.
  • Estacionamento, aceita cartões.

 

 

Sushi by Cleber: uma boa lembrança de Porto Alegre

Vocês já conhecem o Prato de Boa Lembrança? Se depender da minha vontade, vocês ouvirão falar muito dele por aqui. Isso porque decidi colecioná-lo. Será difícil, pelo que sei apenas dois restaurantes em Santa Catarina fazem parte desta associação criada em 1994 pelo italiano Dânio Braga, com a intenção de reunir restaurantes que servem comida de excelente qualidade e incentivá-los a darem uma espécie de souvenir para que o cliente leve pra casa. É uma peça de louça pintada com algum tema que lembre o restaurante, a ser utilizado como uma obra de arte na decoração do seu lar. Hoje são cerca de 90 restaurantes participantes espalhados pelo Brasil.

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Prato da Boa Lembrança do Sushi By Cleber. A visita foi feita em janeiro de 2014, antes do lançamento do prato deste ano.

E por incrível que pareça o primeiro prato da coleção não foi adquirido aqui em Floripa, foi na capital dos gaúchos. Porto Alegre conta com um número maior de membros e foi no Sushi by Cleber, um simpático, aconchegante e saboroso restaurante de comida japonesa que essa vontade começou.

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O Sushi By Cleber não fica numa avenida principal ou de grande movimento, tem a característica dos bons restaurantes: tão escondido que passe despercebido pelos transeuntos. Mas que de tão bom transforma uma pacata e quase deserta rua na Zona Norte da capital dos gaúchos num grande estacionamento no horário de abertura da casa. Pra conseguir um lugar lá é preciso ser paciente e aguardar alguns poucos minutos. A cortesia desde que seu nome é colocado na lista é evidente, continua na mesa com os garçons e todos os envolvidos no atendimento que é de primeiríssima qualidade.

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O Prato da Boa Lembrança servido no Sushi By Cleber chama-se “Quem não arrisca não petisca” e custa R$79. Ele é um combinado variado e composto por 6 camarões Ebiguru, 5 fatias de sashimi de atum selado, 5 fatias de sashimi de salmão, dois nigirizushi Shake maçaricado, tartar de salmão e ceviche com calda ananako.

Só este combinado já fez muito sushi que conheço ir pro vinagre, pois além de muito criativo em seus ingredientes é saboroso, causa um verdadeiro êxtase no paladar. E, claro, ainda ganha-se este lindo mimo pra levar pra casa no final da refeição.

Mas este foi só o primeiro pedido da noite. Mesmo achando que começando tão bem o jantar e com a possibilidade de o restante dos pratos ficarem aquém das expectativas causadas pela “entrada”, continuava com vontade de desbravar o cardápio da casa.

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Na sequência pedi o Massagô (um gunkanmaki com ovas de capelin) e o Shakemeji (nigirizushi de salmão maçaricado com shimeji). A foto está um pouco escura por conta da luz ambiente (é, eu sei, vou comprar uma câmera de gente grande!), mas dá pra entender o sabor que estas pequenas e ricas duplas de sushi proporcionaram.

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Depois experimentamos um prato dos uramakis: o Shakeji. A noite foi praticamente baseada em salmão e cogumelos, e esse uramaki no estilo filadélfia com shimeji e gergelim torrado fechou com maestria a parte dos sushis.

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Ainda com espaço pra experimentar algum prato quente, mas nem tanto que permitisse um prato mais robusto pra ficar um espaço pra sobremesa, escolhi o Gyooza. Um pastelzinho cozido e depois chapeado recheado com carne bovina e nirá, uma das variações mais deliciosas desta iguaria, que de tão simples chega a ser comovente com o sabor que oferece.

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Fechou o jantar a deliciosa e lindíssima sobremesa Katauai: tempurá de sorvete com mel de engenho. A foto fala por si só e o pâncreas dá um pulo dentro do vivente.

A conta fechou em aproximadamente R$250 para duas pessoas.

Algo que notei em todos os pratos: arte. Não se faz comida por fazer, pra alimentar apenas o corpo dos que lá se sentam para uma refeição. Além do paladar e do olfato, a visão é agradada e todo momento com a montagem e apresentação dos pratos. Tudo é minuciosamente preparado para que chegue até a mesa dando um show de gastronomia.

Ao contrário do que achava, os demais pratos são de igual grandiosidade com o primeiro que oferece o Prato da Boa Lembrança. Apesar de eu fazer estrepolias começando com combinados, indo para os principais e terminando com uma entrada, estava tudo perfeito e, mais: correspondendo totalmente as expectativas. Agora sei porque consideram o Cleber um dos melhores chefs de comida japonesa de Porto Alegre.

Sushi By Cleber

  • Endereço: Rua Des. Esperidião de Lima Medeiros, 317. Três Figueiras, Porto Alegre.
  • Telefone: (51) 3328-8330
  • Aceita cartões: sim
  • Wifi: sim

Toro Yam: comida japonesa e atendimento em ritmo de tango

Estive anteontem visitando o Toro Yam, uma casa relativamente nova baseada na culinária japonesa instalada no centro de Florianópolis. O Toro é mais um desses lugares que juntam gastronomia e balada, tendo um piso superior onde a casa prepara-se para a diversão de quem ali resolve passar algumas horas, comendo ou não um sushizinho.

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Fui pela comida — sempre pela comida, pra conhecer a casa e degustar aquele velho peixinho cru envolto numa camada de arroz. Gostei bastante do que comi. Os sushis são bem preparados, tanto na modalidade buffet livre quanto nos pratos à lá carte. Encontra-se desde os tradicionais filadélfia até nigirizushis feito com vieiras, por exemplo, ou com surubim defumado. Enche os olhos já no cardápio.

Além de saborosos os pratos são bem servidos. Sushis grandes, pra quem gosta um prato cheio, e bem gostosos. A ordem da minha refeição deveria ter sido essa:

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Comecei por uma entrada quente: Yakitori (Robatas de frango, cogumelos e legumes ao molho satay, R$12). Espetinhos de frango grelhado com cogumelos paris e, basicamente, aspargos. Mas muito saboroso. Esse molho satay, tradicionalmente preparado com coentro, gengibre, molho shoyu, alho, limão e chilli, deu toda a graça ao prato.

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Era pra depois da entrada ter comido um par de Dyo Massagô (bolinhos de arroz envoltos em uma fatia de peixe branco cobertos com ovas de capelin, R$7). Mas não tinha ovas de capelin. Troquei então por nigirizushis Hotategai (nigiris de vieira maçaricada com flor de sal e raspas de limão siciliano, R$12). Confesso que poucas vezes comi um nigiri tão saboroso, com a flor de sal e as raspas de limão combinando muito bem com as vieiras.

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Em seguida então deveria ter vindo o combinado de sushis (calma, já explico), o Torô Kikuna (4 uramakis, 4 nigiris e 3 dyo, totalizando 11 peças, R$26). Não sei porque mas acabei recebendo 14, um um niguiri e 2 uramakis mais. Obrigado, desde já, samae-san!

E finalizaria toda a comilança com um Uramaki Torô (atum, foie gras e raspas de limão siciliano, R$25).

Mas por quê eu falei que a sequência deveria ter sido essa? Respondo falando o que achei do atendimento.

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O atendimento é dramático. É mais dramático que Gardel cantando Roberto Goyeneche, é tão asmático quanto Ruben Juarez “con su blanco bandoneón“. E digo que foi um tango pra não dizer tragédia, embora desconfie que o serviço fosse melhor na Sbornia. Vi uns passos de Kopérnico no salão bonito e aconchegante do restaurante.

O garçom foi enfático ao pedir que eu separasse os pedidos da entrada e dos pratos. Ponto positivo, pensei. Ponto positivo não fosse os 40 minutos que levei pra começar a comer. E, advinha? Não começou pela entrada, veio primeiro o combinado de sushis, que seria só o terceiro prato. A robata veio só depois, junto com o segundo prato, e ele voltou ainda duas vezes pra perguntar se era isso mesmo que eu tinha pedido. Ou seja, o pedido não chegou à cozinha.

O segundo prato não tinha, como disse anteriormente, o massagô (ovas de capelin) estava em falta. So 20 minutos depois do pedido é que avisaram, então troquei pro nigiri de vieiras. Acabou sendo o último. O último era pra ser o uramaki de Foie Gras. Não veio, não sei onde foi parar. Na mesa não estava, mas estava na conta. Também estava na conta o de massagô.

Depois de ser tão mal atendido eu quis ver a conta. E foi sorte, porque ao invés de pouco mais de 70 reais, ela passou dos R$100 brincando. Dois ítens a mais, bebida errada etc.

Deu pra perceber uma completa desorganização. Não havia um gerente, alguém que claramente comandasse a orquestra. O garçom parecia sempre perdido, vindo confirmar várias vezes os pedidos, esquecia de anotar algumas coisas, trazia Guaraná ao invés de Pepsi (nem comento sobre SÓ servir Pepsi). Conversava mal e mal com a cozinha, que andava na cadência do Tango. Com 4 mesas no restaurante, levaram quase duras horas para fazer este que deveria ser um rápido serviço.

Dei graças a algum deus que não pedi o menu degustação com 11 pratos. Estaria comendo a sobremesa só agora.

No fim das contas, a comida foi gostosa, o ambiente era bonito e o atendimento/serviço decepcionaram. Voltaria lá? Talvez. Daqui um mês ou dois, quando vissem que o serviço está tangueando demais e fornecessem treinamento para o pessoal. Será que dá tempo?

Torô Yam

  • Endereço: Av. Mauro Ramos, 1835. Florianópolis.
  • Telefone: (48) 4009-3303
  • Horário: diariamente das 19h às 0h.
  • Aceita cartões: sim

Kikoni Japafood: comendo um japinha no Centro

Sempre que converso sobre restaurantes de sushi com amigos ou produzo algum review que fale sobre as casas de japafood aqui no blog, principalmente nos posts que compilei as minhas visitas e elenquei os preferidos, o Kikoni é muito bem recomendado. O mais interessante é que a casa já tem um grupo de fãs que sempre comenta por aqui, então neste review acho que cumpro de vez a minha promessa de visitá-la e comentar as impressões que tive do lugar.

Aliás, registre-se que não foi por falta de vontade que eu ainda não havia ido lá. É que sempre que tive a oportunidade de passar pelo centro ou mesmo me programar para comer um sushi no Kikoni, algo saiu dos trilhos ou então a casa estava cheia (bom sinal pra eles, ruim pra mim que sou meio claustrofóbico e evito restaurantes abarrotados). Mas nem todo dia é dia santo, diz o ditado, e numa terça-feira dessas onde o frio deu as caras do Outono, lá estive pra experimentar as suas iguarias.

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Gostei do Kikoni. Sendo bem sincero, gostei muito das coisas que comi por lá. Pra facilitar a degustação e pra experimentar o máximo de variedades possível e comentar aqui no blog acabei indo no rodízio, como sempre faço nas casas de comida japonesa. Achei o sistema bem completo, a comida bem gostosa e o preço fazia jus ao que foi oferecido (mas sempre tenho a nítida sensação de que os donos se fodem comigo, apesar de sabermos que no rodízio há sempre a compensação aritmética dos que comem pouco). Por certo entra na lista dos meus favoritos.

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Começou me ganhando pelo ambiente. Apesar de pequeno, é bem organizado e iluminado e não participa do câncer dos restaurantes que têm luz baixa. Sob pena de parecer repetitivo, já que sempre bato nesta tecla, luz baixa é bom em motel, inferninho etc. Restaurante que te dá sono é FODA.

O atendimento é bom. Fui numa terça-feira, a casa estava quase cheia e mesmo assim tudo fluiu normalmente. Os pedidos vieram sem qualquer problema e sempre que precisava tinha um garçom por perto para ajudar.

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Gostei bastante da comida, também. Pratos saborosos, com uma boa apresentação e tudo parecendo fresco, feito na hora. Comecei por um batayaki de shimeji. Temperado na medida certa e bem quentinho, preparado na hora.

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Em seguida fui para os sashimis. Primeiro um tataki de atum e de salmão. O Tataki nada mais é que o sashimi maçaricado e temperado. Comparo ele sempre ao bife de chorizo das casas japonesas, grelhado por fora e cru no miolo. Não foi um dos melhores que eu já comi, mas cumpriu bem os eu papel.

Os sashimis comuns não ficaram pra trás e também estavam gostosos, principalmente o de salmão e atum.

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Dando sequência às degustações fomos à vedete do rodízio, o sushi. O filadélfia normal, que apesar de sem-vergonha, como alguns dizem, eu gosto (me processe!), alguns Dyo (que talvez você conheçam por Djow ou Joe graças alguns proprietários analfabetos e ignorantes) e um destaque especial para o Ebiten, que é um sushi de camarão empanado em massa especial, cream cheese e molho especial à base de shoyu. Se você for lá não deixe de experimentá-lo.

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O Ebifurai também estava delicioso, um camarão empanado na massa especial do Kikoni, bem crocante.

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Senti falta da crocância da alga nos temakis. Esse é um bem tradicional de salmão em cubinhos com queijo cremoso e cebolinha. Estava saboroso mas faltou a textura pra dar o “tchan” do temaki.

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Mas me surpreendi de verdade com o hamburguer de salmão. Poderia ter chegado lá e comido isso a noite toda, pago o rodízio só pra comer uns 4 ou 5 desses, num dia de bastante fome. O hamburguer assemelha-se muito com um tartar de salmão, só que grelhado. Acompanha uma saladinha e molho especial à base de shoyu.

O rodízio custa R$62 para os homens e R$54 para as mulheres.

Voltaria, sem dúvida, para uma segunda experiência.

Kikoni Japafood

  • Endereço: Rua Dom Jaime Câmara, 272
  • Telefone: (48) 3364-9990
  • Horário: De segunda à sexta-feira, das 11h às 14h30 e das 18h às 23h. Sábados e feriados das 18h às 23h30.
  • Aceita cartões: sim

Matsuri, um sushizinho do Campeche com amigos queridos

Dia destes a Priscila do Saboreando Floripa me perguntou nos comentários do post que fiz sobre a premiação da Revista Veja Comer & Beber aqui de Santa Catarina se eu tinha achado justa a lista de restaurantes eleitos. Bons observadores que somos, chegamos a conclusão que gosto é uma coisa muito subjetiva e que cada voto é merecedor de credibilidade. Não há como estabelecer critérios exatos e elegermos os melhores restaurantes sob um ponto de vista técnico. Ainda mais se levarmos em consideração o gosto pessoal e instransferível de cada um, seus anseios e suas necessidades. Você pode juntar uma coleção de especialistas no assunto e ainda assim o assunto trará divergências e longas horas de elucubrações vazias.

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Existe, sobretudo, um fator emocional muito importante quando escolhemos um lugar pra comer. É o que acontece com o comfort food, as vezes o prato nem é tão gostoso assim, senso comum, mas nos traz à memória momentos de extrema felicidade ou conforto pra alma que mesmo assim o comemos, e consideramos estar ingerindo a panacéia. E de certa forma estamos.

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Um desses lugares é o Matsuri, uma casa de sushi ali do Campeche. É um restaurante normal, simples, com atendimento também normal e comida boa. Não é excepcional, não traz nada de novo ante a concorrência acirrada dos sushi bar de Florianópolis. É saboroso, a matéria prima bem selecionada, tudo funcionou perfeitamente, mas ele será sempre lembrado pela noite em que reencontrei dois amigos queridos, e não se o peixe estava totalmente fresco ou se o garçom demorou pra trazer uma Coca.

Mas se resenhar é preciso, então lá vai…

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O Matsuri é bom. Trabalha com o sistema à lá carte e nas terças, quintas e sábados oferece o festival de sushi a preços atrativos. R$40 reais as mulheres e R$50 os homens. Inclui neste rodízio o sushi, sashimi (25 peças por pessoa), nigiri, hotsushi e temaki. Foi esse que eu pedi, afinal a diferença entre comer o rodízio e o à lá carte, na parte de sushis e derivados, era só a quantidade mesmo.

O atendimento é bom, funciona. O Guilherme, garçom que nos atendeu, muito educado e gentil, trouxe tudo o que lhe foi solicitado sem qualquer problema. Além disso nos explicou o cardápio, nos ajudou a escolher e entender qual o melhor pedido para aquela noite e nos deixou bem a vontade.

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Os sushis são bem feitos, desde os hossomakis tradicionais de salmão e pepino, passando pelo filadélfia deles que é bem gostoso chegando no que foi o meu preferido da noite, o uramaki skin (pele de salmão frita, tarê e nirá).

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Pedimos também sashimis e nigiris, todos eles bem preparados. O salmão bem cortado, postas grossas (alguns ainda confundem carpaccio com sashimi), o peixe estava fresco e tudo ia conforme mandava o figurino.

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Dos temakis eu escolhi também o sabor filadélfia, pedaços de salmão picados com cream cheese fazem o recheio do cone de alga com arroz.

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O hot roll filadélfia é igualmente gostoso. Bem crocante e vem ainda quente pra mesa, fresco e saboroso.

Ambiente climatizado e aconchegante, necessário para aguentar o verão catarinense que insiste em castigar os mais adiposos.

No fim a conta deu R$63 reais por pessoa, contabilizando as bebidas e os dez purça do garçom. Recomendo a visita!

Saí de lá satisfeito, com o corpo alimentado e a alma leve. E o Matsuri será sempre lembrado pela noite em que vi o Patrick e a Natália crescidos, a Karla e o Fernando bem felizes e morando na casa dos sonhos, ali perto do restaurante. São esses detalhes que importam, são esses que elegem os vencedores da Veja Comer & Beber, pois é feita pelo público, quem paga a comida e a porcentagem do garçom, e tem o direito puro e legítimo de achar que a birosquinha da Dona Nena faz o melhor ovo frito com arroz de forno de Tangamandápio. Nada mais que isso interessa.

Matsuri Sushi Lounge

  • Endereço: Av. Pequeno Príncipe, 1615. Campeche, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3304-8779
  • Horário: de terça à domingo, das 19h às 23h30.
  • Aceita cartões: sim

Daikoku: sushis, sashimis e outras delícias

Na minha incessante busca pelo sushi perfeito de Porto Alegre devo ter lido pelo menos uns 30 reviews de casas que oferecem esta iguaria na tão charmosa capital mais ao sul do país. Nem sempre dá pra visitar todos e os que visito, nem todos são aprovados pra entrarem numa lista de favoritos. Ainda mais em outra cidade onde você é visitante e depende de alguém pra te guiar.

Há tempos passava na Cristóvão Colombo e via o recém aberto Daikoku Sushi. E dia destes resolvi entrar, mesmo sem um review já publicado por um dos meus colegas. Precisava experimentar o novo. E me dei bem.  Uma pequena casa, bem decorada, aconchegante e muito simpática. Mobília muito bonita e quem chega não quer sair.

Daikoku Sushi
Daikoku Sushi

Uma TV colocada atrás do balcão passa um show de boa música enquanto chega o cardápio. O sistema é à lá carte, como sempre em Porto Alegre, e muito bem composto. Pra facilitar os pedidos eles têm também o sistema de combos, que são com vários tamanhos pra atender todos os tipos de fome, com os sushis e sashimis mais básicos.

Combo com sushi, sashimi e nigirizushi
Combo com sushi, sashimi e nigirizushi

Comecei o jantar com um desses. Pedi o Combo 4, composto por 4 hossomakis de salmão, 4 uramakis filadélfia, 2 nigirizushi de salmão e 2 de kani, 2 nigiris de atum e 4 fatias de sashimi de salmão.

O peixe estava bem fresco, aliás essa é uma característica interessante de Porto Alegre. Raros os lugares onde não encontrei peixe fresco, o Daikoku não foi diferente. Bem fresco e bem cortado o salmão, pra quem acha que sashimi é só lasquear um peixe de qualquer jeito.

Hot filadélfia
Hot filadélfia

Também muito saborosos hot filadélfia, bem fritinho e pouco gorduroso. Temperado com uma cebolinha bem picada que dá sempre um toque todo especial ao hot sushi.

Harumaki / Rolinho primavera
Harumaki / Rolinho primavera

Na mesma linha seguem os harumaki, ou rolinhos primavera. São acompanhados com este molho a base de maionese que é uma delícia também.

Gunkan Maki Shake Negui com Shimeji
Gunkan Maki Shake Negui com Shimeji

Mas o que mais me chamou a atenção foi este gunkan maki. Um shake negui de cogumelos shimeji muito, mas muito saboroso. Sério, se tiverem a oportunidade comam este sushi. Ele com certeza está no meu roll de sushis favoritos, tamanha é a sua “gostosura”. Bolinho de arroz enrolado numa fatia de salmão e coberto com cebolinha e shimeji. Dispensa o shoyu, já que o shimeji já vem grelhado no molho de soja, temperado o suficiente pro sushi ficar no ponto certo.

Tempura de Sorvete com calda de frutas vermelhas
Tempura de Sorvete com calda de frutas vermelhas

Encerramos o jantar com uma sobremesa muito boa também: tempura de sorvete. Nunca havia imaginado comer sorvete frito. Grosso modo é uma bola de sorvete de creme envolta na farinha de tempura, frita e com uma calda de frutas vermelhas por cima.  Alias, a sobremesa é grande, suficiente pra duas pessoas. Nós pedimos uma pra cada um e tivemos que subir a Cristóvão em primeira marcha.

Pra quem não gosta de sushi o cardápio oferece ainda alguns pratos quentes da culinária oriental como o yakissoba, teppan yaki e arroz chop suey.

O atendimento é bom, fomos atendidos com muita gentileza e os pratos foram explicados sempre muito bem detalhadamente. Recebemos bem rápido a comida, toda ela feita na hora, sempre de forma bastante simpática.

O jantar custou cerca de R$60 por pessoa, bebidas e sobremesa inclusas.

Se você tá na Zona Norte de Porto Alegre e quer comer um sushi, dá um pulo lá!

Daikoku Sushi

  • Endereço: Av. Cristóvão Colombo, 3782. Higienópolis, Porto Alegre.
  • Telefone: (51) 3372-8070
  • Horário: de terça à domingo das 18h às 0h.
  • Estacionamento: sim (em frente, no Posto Ipiranga)
  • Aceita cartões: sim