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Baggiorno Felice: coma uma pizza e faça o bem

Eu tô aqui pra falar de pizzas? Sim.

Tô aqui pra falar de comida boa? Sempre.

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Porém este não é um review. A Baggio já tem o seu review aqui. Mas hoje o recado é um pouco diferente. Ontem estive na Baggio Pizzaria e Focacceria a convite da casa que tinha intenção de divulgar duas coisas. A primeira era convidar influenciadores digitais pra conhecer seu cardápio, suas deliciosas pizzas e focaccias. A segunda, e não menos importante, é o Baggiorno Felice. No dia 10 de Julho é comemorado o Dia da Pizza e a Baggio, em toda a sua rede de filiais, promove uma ação onde a renda gerada na venda de pizzas de Mussarela e Calabresa são revertidas integralmente para instituições filantrópicas.

Aqui na Grande Florianópolis a parceria é com o Instituto Bem Viver. Você tem alguns minutos? Veja este vídeo pra conhecer um pouco melhor:

Tá na correria mas ainda assim ficou curioso sobre o projeto? Eu explico de forma resumida:

Criado em 2007, Ednéia e Tatiana criaram o instituto pra suprir necessidades de pessoas carentes que têm câncer. A idéia é tirar essas pessoas da rotina muito pesada que é a de quem sofre com essa doença. Oficinas de nutrição, aulas de zumba e artesanato são só exemplos de atividades que o Instituto faz pra entreter e recuperar a auto-estima destas pessoas. Às quintas acontece o MEM, que é o grupo das Mulheres em Movimento. Uma vez por mês tem a tarde da beleza. Incrível, não? Além disso eles ajudam a suprir também outras necessidades de 160 famílias.

E como sobrevive o Instituto?

De doações. Única e exclusivamente de doações.

E como você pode ajudar?

Ligando no (48) 3035-5124 ou indo até lá na Sete de Setembro, 52, no Kobrasol em São José.

Agora, o melhor: você pode comer uma deliciosa pizza na Baggio e ajudar o instituto.

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Tá vendo essa belezinha da foto? É a pizza de Calabresa. Todas as pizzas de calabresa e mussarela vendidas pela Baggio no dia 10 de Julho (dia da pizza) entrarão para o Baggiorno Felice e terão sua renda revertida para o Instituto Bem Viver.

Coisa linda poder comer uma das melhores pizzas da região e ainda por cima ajudar quem precisa, não é mesmo? Vai lá!

Baggio Pizzaria e Focacceria

  • Av. Salvador di Bernardi, 476. Campinas, São José/SC
  • (48) 3244-8484
  • Aceita cartões
  • Estacionamento

Baggio Pizzaria e Focacceria: novos sabores em São José

Existem vários tipos de restaurantes. Um deles é o “clássico”. Clássicos você pode até não gostar, mas precisa conhecer entre uma visita e outra a uma cidade. Por exemplo, quando seu amigo forasteiro vem pra Floripa você quer que ele conheça o BOX 32 do Mercado Público, o Vadinho no Pântano do Sul, o Ostradamus no Ribeirão e tantos outros restaurantes que levam a marca da cidade mundo afora.

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Em Curitiba um dos clássicos é o Baggio Pizzaria e Focacceria. Desde 99 o Baggio oferece suas pizzas na capital dos paranaenses, começou na charmosa Água Verde e difundiu-se em filiais nos bairros vizinhos. Santa Catarina também já conhece a pizzaria e focacceria, Brusque, Blumenau, Joinville e Balneário Camboriú já têm sua filial. Agora é a vez de São José, representando toda a região da Grande Florianópolis, ter a sua unidade.

Fiz uma visita ao restaurante no último sábado e confesso que me preocupei, com tanta filial será que dariam conta de manter a mesma qualidade oferecida na sua matriz?

A resposta foi um sim bem grande.

Desde a chegada à casa até a hora de ir embora, o atendimento foi espetacular. Não houve sequer uma consideração a fazer quanto a gentileza dos garçons, o entrosamento da equipe de atendimento com a cozinha ou com o bar, nenhuma resposta ficou pela metade, tudo explicado, resolvido e atendido da maneira mais excelente possível. É ou não é algo raro de se ver por aqui?

E por falar na casa, que lugar bonito! As mesas não fogem do clichê de cantina italiana, toalhas bem coloridas em verde e vermelho, iluminação baixa, lugares aconchegantes…

A comida também é muito boa. Dá gosto de morder a pizza da Baggio e não ser aquela pizza alta, molenga, cheia de queijo de qualidade duvidosa e que só é grande e mais nada. Não que a pizza da Baggio seja pequena. A “pizza média”, por exemplo, alimenta duas pessoas muito bem.

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O cardápio da Baggio é dividido entre pizzas (tradicionais e especiais), focaccias (algo ainda novo por aqui), lasanhas, umas opções de saladas e sobremesas. Além, é claro, de bebidas e uma carta de vinhos bem completa.

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A pizza que experimentamos foi meia Calabresa com cebola e meia Siciliana. A cebola roxa, os tomates picados, manjericão, tudo bem fresco e encantou antes no olfato que no paladar. É notável que os ingredientes são de boa qualidade, que apesar de provavelmente ter um pré-prepado, tudo é feito no dia. Massa fina, crocante, saborosa. A pizza é excelente!

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Mas o meu prato principal foi a Focaccia. É difícil comer qualquer focaccia e não ter em mente aquela massa recheada com muito queijo stracchino do Zena Caffé, do Bertolazzi, mas essa não ficou pra trás. Poderia ter um pouco mais de queijo, poderia sim. Mas mesmo assim muito saborosa a mussarella de búfala e o presunto de parma também de ótima procedência.

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Havia pedido um chope Heineken quando vi na mesa um folder sobre a cerveja da casa, feita numa cervejaria artesanal de Curitiba, cuja receita é da própria Baggio. Eles têm a Pale Ale e a Weiss. Escolhi a cerveja de trigo. Ela é “leve, equilibrada e extremamente saborosa“. Uso aspas porque endosso o que diz no rótulo. É ótima mesmo.

Parabéns, Baggio! Poucas pizzarias na minha cidade eu gostaria de voltar mais vezes pra experimentar novos sabores. A de vocês já está na minha lista de preferidas. Vida longa!

A experiência custou cerca de R$35 por pessoa (estávamos em quatro), sem calcular os 10% que são opcionais mas que sem dúvida alguma pagamos com prazer pelo excelente atendimento recebido.

Baggio Pizzaria e Focacceria

  • Av. Salvador di Bernardi, 476. Campinas, São José/SC
  • (48) 3244-8484
  • Aceita cartões

Trattoria Campione: comida excelente em Jurerê sem o preço Internacional

Que bom que existe a Trattoria Campione. Lugares assim me fazem voltar abrir um sorriso de lado a lado na boca do estômago. E mesmo que o trocadilho do blogueiro seja péssimo, serve pra enfatizar o quão ele fica faceiro em achar lugares assim.

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Primeiro porque a casa é bonita. Não poderia ser diferente, fica em Jurerê Internacional. Lá até os mendigos são capa de revista de fofoca, não tem Fusca 62 rodando pelo bairro e até o lixo que raramente se encontra no chão é sacola da Louis Vuitton. Sempre que chego no bairro tomo banho, faço a barba e se for uma ocasião especial até passo Listerine.

Segundo porque o atendimento é bom. Os caras falam pra fora, não andam com um tacape debaixo da bandeja e tudo o que é pedido chega, o que é solicitado não gera necessidade extra de uma oração forte a qualquer orixá pra acontecer.

E por fim porque a comida é da melhor qualidade. E por mais que pareça que precise ter a carteira forrada como qualquer morador deste condomínio semi-fechado (ou semi-aberto, depende do seu otimismo) não precisa. Na Tratoria Campione come-se bem e paga-se o justo, a despeito de alguns lugares mais destacados de lá.

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Ah, outro ponto importante: todos os pratos bem servidos. A começar pela salada que por si só já é um sinônimo de passar fome, lá não é. É tanto verde dentro do prato que a sensação que você tem é que está comprando um terreno da Habitasul. A Instalata Caprese custou R$30 mas serviria muito bem a mesa toda com 4 pessoas.

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Também experimentei a Bruschetta Tradicional. Pão italiano tostado com alho, tomates frescos, mussarela de búfala, pesto de manjericão e lascas de parmesão. Detalhe: tudo muito fresco. Folhas, pães, temperos, molhos…

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Polentinha frita pra ir controlando a ansiedade e fome? Tem também. Muito boa.

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O cardápio principal é basicamente composto de ristos, pastas e algumas carnes e boa parte dele tem opção para 1 ou 2 pessoas. Tive vontade de experimentar o Parmeggiana de Mignon (filé mignon empanado, gratinado com mussarela e molho de tomate, acompanhado de spaghetti ao sugo). Mas também queria comer uma pasta com molho Alfredo. A casa prontamente realizou meu desejo e trocou o spaghetti ao sugo pelo meu preferido. Simples, sem gritaria, torturas, choro e ranger de dentes. Algo raríssimo hoje na ilha, uma simples conta de adição onde 1 + 1 sempre termina em guerra e pancadaria.

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Quase todos os pratos que servem duas pessoas vêm numa travessa bonita, pomposa. O nosso como se tratava de um filé parmeggiana que teria sua qualidade colocada à prova se desta forma fosse servido, veio já no prato, bem montado por sinal. Um filé robusto pra cada lado, uma generosa porção de massa pra cada um. Filé macio, saboroso, bem temperado, no ponto que eu gosto. Molho caseiro, bem feito, não empastado e não cozido demais, frescor dos ingredientes exalando por todo canto. Massa também muito saborosa, fazia tempo que não comia um bom Alfredo aqui no rincão. Prato de se aplaudir de pé e dar um beijo no cozinheiro.

Também tive a honra de comer no prato alheio (blogueiro de comida nunca se presta a Joey Tribbiani) e experimentar o Do Chef, um penne (foi substituído por fettuccine) com camarões, molho à base de manteiga, tomates cereja, creme de leite e rúcula. Prato leve, delicioso, bem generoso na quantidade também.

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A conta fechou em aproximadamente 120 reais por casal, considerando a força de comida listada neste post.

Então agora você já sabe, se estiver comprando um terreno em Jurerê à vista ou, caso seja mais extravagante, comprando um iPhone 6 em 10x, tem um lugar excelente pra se comer bem e pagando pouco. Capice?

Tratoria Campione

  • Av. das Raias, 400, Sl 11. Jurerê Internacional, Florianópolis.
  • 48 3207-4426
  • Aceita cartões.
  • Estacionamento.

Roteiro Gastronômico: Coqueiros

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Se a Lagoa da Conceição é o bairro mais democrático da Ilha de Santa Catarina, a região continental de Florianópolis tem o seu emérito representante: Coqueiros. Não há quem nunca tenha tomado uma cerveja ou mesmo um refrigerante olhando para a bela orla que o bairro mais nobre do lado de cá da ponte descortina ao visitante.

Se a vista é bonita, o turista se entristece ao saber que as suas praias não ofereceram balneabilidade. Mas a história desse lugar que sempre foi e continua sendo um dos roteiros mais procurados para quem quer comer, beber bem e se divertir compensa o fato de não poder entrar na água para um bom banho de mar.

Coqueiros é berço de ninguém menos que Franklin Cascaes, o folclorista florianopolitano que dedicou sua vida a forjar no mármore da história grande pedaço da nossa cultura cujo legado briga com a ânsia do esquecimento telúrico deste rincão.

Se você está visitando Florianópolis e quer conhecer as praias do continente, comece pela do Itaguaçu, além de estar recheada de opções gastronômicas, estará olhando para o mesmíssimo cenário que Franklin quando contou a história das Bruxas do Desterro.

Conta a lenda que em uma noite de Lua cheia as bruxas, que eram malvadas uma barbaridade e durante a noite roubavam as canoas dos pescadores da região, resolveram dar uma festa. Foram convidados toda a sorte de seres do mar e da terra, boitatás, sacís, lobisomem etc. Mas deixaram de fora o diabo, pois além de ser feio cheirava a enxofre. O capeta por sua vez saiu fazendo uma ronda pela região quando ouviu as gargalhadas “bruxólicas” e descobriu a festa. Como punição por não ter sido convidado, transtormou cada uma das bruxas em pedras, que até hoje vivem no bruxólico e bucólico Itaguaçu.

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Já até perguntei pro Paru se ele acredita que na frente do seu famoso restaurante, que é considerado o segundo restaurante mais estreito do mundo, medindo 30 metros de comprimento mas apenas 2m de largura, vivem as tais bruxas. Ele diz que não duvida, mas também não é garantido. Sabe-se ali naquelas redondezas que “las hay”, como diz o ditado.

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Come-se ali na Toca do Paru um dos melhores pescados que ele mesmo assa na beira da praia, com brasa. Conhecer Coqueiros e não passar pelo Paru é motivo pra você também virar uma pedra, sem querer eu te mandar algum feitiço.

Mas há também outro lugar encantador que é o Bom Abrigo. Ele fica mais afastado, é uma pequena orla que compõe o litoral de Coqueiros. A calçada, os bancos e as árvores dão uma sombra refrescante no verão.

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Conhecer o Bom Abrigo é um excelente motivo para levar sua família no Galeto da Mamma. No estilo das galeterias de gramado, oferece o melhor do galeto ao primo canto, massas e outras guloseimas que só as Serra gaúcha no estilo italiano consegue prover. Além disso, uma excelente e honesta carta de vinhos compõe o maravilhoso serviço do lugar.

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E se o programa é um passeio ao ar livre, Coqueiros também tem uma excelente opção. É neste bairro, logo na saída da ponte Pedro Ivo Campos que liga o Continente à Ilha que fica o maior parque aberto da cidade: O Parque de Coqueiros. Ali tem espaço para as mais diversas atividades: corrida, caminhada, ciclismo, campo de futebol, quadra polivalente, quiosques para um jogo de xadrez, bancos largos e confortáveis para um chimarrão ou uma pipoca dos carrinhos que ficam ao redor, ou mesmo um espaço amplo e gramado para levar seu animal de estimação para brincar e socializar com os demais.

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Nesses arredores está instalado um dos melhores restaurantes de sushi de Floripa: A Jun Temakeria. Sushis feitos com muito esmero por uma equipe já renomada na cidade, usando ingredientes de altíssima qualidade e inovando em vários quesitos. Ali experimentei, por exemplo, o sashimi de Anchova Negra defumada, uma delícia que só indo lá comer para comprovar.

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Tem também o xis do Sancler, já elencado aqui como um dos cinco melhores da cidade. Vir ao Sul do país e não comer um xis, o que temos de melhor na comida de rua, é uma heresia que nem mesmo as bruxas perdoam.

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Se a fome for de um hamburguer mais elaborado, pouco mais pra frente tem o Gourmet Burger Market. Lá experimentei um delicioso hamburguer de cordeiro com ingredientes mais elaborados do que o da receita original dos americanos. Uma delícia que mata a fome agrada ao bolso de qualquer um.

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Há também na orla principal de Coqueiros diversos bares e botecos, alguns funcionam até como casa noturna, onde você pode sim comer bem mas com um foco mais nas bebidas e na diversão. É o caso do Boteco Zé Mané que visitamos recentemente e fizemos um review sobre, oferecendo várias comidinhas. Destaque para o saboroso caldinho de feijão deles.

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Em meio a tantos restaurantes de frutos do mar o bairro também oferece a mais tradicional pizzaria da região: Chico Toicinho. O nome vem numa homenagem abrasileirada ao filósofo inglês Francis Bacon. A pizza é de alta qualidade e você tem um ambiente muito agradável para saboreá-la.

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Quer comer uma carne? Também é possível. O Maria Farinha Grill está ali na ponta de Itaguaçu para oferecer excelentes cortes de carnes nobres. Dá até para se sentir em Buenos Aires experimentando o tradicional bife de Chorizo acompanhado de legumes cozido e boas brincadeiras com a mitologia desterrense no cardápio.

Coqueiros possui uma excelente via gastronômica, e aproveitá-la carece apenas de um pouco de paciência para percorrê-la e sem muita pressa escolher onde comer. A diversão será garantida!

Cantina Di Bernardi, la migliore pizza che ho mangiato

Se você me acampanha no Twitter ou aqui mesmo no blog sabe que eu pouco como pizza. Nada tenho contra ela, pelo contrário, só que como dizem lá em Biguaçú “a gente vai ficando velho, perdendo a força e ganhando em cismas”. E eu ando cismado com as pizzas que venho comendo. Uma massa ruim, bordada com um molho ácido demais e queijo vagabundo é o que mais se vê nestas cercanias. Não é a toa que pouco se vê falar aqui desta iguaria. Se eu não gostei, que sentido faz publicar um review sobre?

Mas já entro numa rage com a pizza e nem abro o novo ano com o devido carinho. Como passagem de réveillon? Comeram bem? Beberam bem? Se divertiram? Tudo nos conformes? Um feliz ano novo pra vocês, que em 2013 vocês continuem sendo felizes e, principalmente, bem alimentados!

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Pra não dizer que nunca falei das flores do manjericão abro esta nova temporada falando da pizza. Isso porque ontem estive com meus convivas na Cantina Di Bernardi, um restaurante típico italiano localizado no coração da cidade de Florianópolis, e que muito me agradou. Não só pela comida, o que em tese poderia ser suficiente, mas pelo conjunto da obra. Vamos lá: uma casa bonita, com decoração “das antigas” — odeio a palavra retrô, desculpem — e um atendimento de primeiríssima qualidade. Coisa boa você passar algumas horas degustando uma boa refeição sem ficar com a bunda quadrada, né? Ninguém fala disso, mas eu falo: amiguinhos proprietários de restaurantes, mesas e cadeiras fazem parte do serviço, obrigado por prezar pelo meu conforto!

Provoleta
Provoleta

Abrimos os trabalhos com uma entrada muito comum nos países do garrão da América Latina, a provoleta. Ele é o queijo-coalho dos uruguaios, só que bem mais gostoso. Um queijo provolone assado e bem temperado (bem temperado não é sinônimo de muito temperado, #fikdik) e com alho frito por cima. BAH! diriam os gaúchos.

Pizza à moda Vitor Gomes
Pizza à moda Vitor Gomes

Para a pizza, de 8 fatias, escolhemos dois sabores: à moda Vitor Gomes, uma pizza de queijo roquefort, rúcula, presunto parma e figos turcos idealizada pelo chef florianopilitano; e a Parma Especial, composta de mussarela de búfala, presunto parma, nozes caramelizadas e manjericão. Confesso que tive a sensação de comer uma pizza que nunca havia comido. Sou café-com-leite nesse assunto, talvez ainda existam outras melhores na cidade, mas duvido bastante que alguma se sobressaia de forma tão marcante quanto as que provei ontem.

Banana assada com sorvete de canela
Banana assada com sorvete de canela

De sobremesa segui a sugestão dos convivas: banana assada com sorvete de canela. Já havia experimentado algo parecido, uma banana assada em rodelas com sorvete de creme e canela por cima, mas essa deu um banho. Assada na própria casca (o que faz toda a diferença) com o sorvete já sabor canela. Experimentem, eu assino embaixo.

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Dizer que a casa é tradicional e o forno não ser a lenha não dá, né? Além disso a cozinha é separada do restante do restaurante por uma vidraça e você pode acompanhar o trabalho do pizzaiolo.

Uma outra característica que achei interessante é o azeite. Além da versão extra-virgem do azeite de oliva, a Cantina Di Bernardi oferece um azeite aromatizado com alho e alecrim, que agrega um sabor e aroma que fazem toda a diferença na hora de comer.

A casa ainda oferece um amplo cardápio de entradas, saladas, massas, filés, frutos do mar e pratos especiais como a paleta de cordeiro que deve ser encomendada com antecedência, e já ouvi falar muito bem.

O atendimento é muito bom, sempre rápido e atencioso. Recebemos os pedidos corretos, sem qualquer problema e com bastante gentileza.

Fica a dica: se você quer abrir 2013 com uma pizza de verdade, a Cantina Di Bernardi é uma boa pedida.

Cantina Di Bernardi

  • Endereço: Jardim Olívio Amorim, 10. Centro. Florianópolis.
  • Horário: diariamente das 18h à 1h.
  • Telefone: (48) 3223-2321
  • Aceita cartões: sim
  • Wifi: sim

Receita: Pizza de linguiça Blumenau na frigideira

Você já deve ter ouvido falar na linguiça Blumenau. Trata-se de uma linguiça feita de pura carne de pernil e paleta suína, levemente defumada, que mantém a receita trazida dos colonizadores alemães da cidade mais germânica do Brasil: Blumenau.

A marca mais conhecida e que fabrica o melhor produto é a IPOM. A tradicional linguiça Blumenau então tem a famosa etiqueta nas cores verde e amarelo e é exposta nos mercados aqui do Sul na já conhecida casinha com telhado de madeira, juntamente com outros embutidos produzidos pela supracitada empresa.

Ingredientes da Pizza de Frigideira
Ingredientes da Pizza de Frigideira

Estava com vontade de algo prático mas não queria perder em sabor, então misturei algumas coisas que estavam sobrando na geladeira e resultou nesta pizza de frigideira.

Ingredientes para 6 pizzas

  • Uma “roda” de linguiça suína pura e defumada
  • Molho de tomate (usei molho pronto)
  • Massa pronta para pizza de frigideira (pct com 10 un.)
  • Manjericão e orégano frescos
  • 400g de peito de peru picado
  • 400g de queijo mussarela em lascas
  • Azeitonas picadas
  • 1 cebola
  • Azeite

Como fazer

O processo é rápido: deixe todos os ingredientes à mão
O processo é rápido: deixe todos os ingredientes à mão

A linguiça Blumenau tem uma característica: é difícil você tirar a pele. Então é mais fácil você tirar o miolo após cortá-la. Eu tive a paciência de tirar a primeira camada da pele pra preservar a casca que vem abaixo, que dá um sabor mais picante e forte ao prato.

Então pique a cebola e a linguiça e refogue com um pouco de azeite e reserve.

Numa frigideira grande e antiaderente, coloque umas gotas de azeite e passe um papel toalha pra tirar o espalhar bem e tirar o excesso. Não deixe óleo pra não fritar a massa, apenas pra não ter risco de grudar. Aqueça a frigideira em fogo baixo, o menor possível.

Coloque uma folha de massa, jogue o molho de tomate, o queijo, o orégano e deixe 1 minuto e meio até o queijo começar a derreter. Jogue o manjericão, o peito de peru, a linguiça e as azeitonas.

Deixe mais dois ou três minutos, use uma espátula para sentir quando a massa começa a ficar durinha e crocante.

Este processo nunca leva mais de 5 minutos, considerando uma boa frigideira e um fogão em perfeito estado de funcionamento. Então seja rápido e deixe todos os ingredientes à mão.

Pizza de Linguiça Defumada feita na frigideira
Pizza de Linguiça Defumada feita na frigideira

Rápido, fácil e saboroso!