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Marisqueira Sintra: portuguesa e saborosa com vista pro mar

Por ser uma cidade turística os restaurantes de Florianópolis acabam sendo disputados no tapa. Por mais que a crescente de novas casas, principalmente as que florescem no verão e secam no inverno, seja contínua, as mesas ainda são disputada a tapas.

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Para o nativo que enche o saco da muvuca acaba sobrando os dias de semana e pra quem tem horários mais flexíveis sobra a graça de conseguir sentar no deck externo da Marisqueira Sintra, por exemplo, que ainda não havia experimentado pela falta de oportunidade citracitada. E eu queria almoçar com a melhor vista pro mar, evidentemente.

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Ontem estive lá pra conhecer a comida da chef e proprietária da Marisqueira Sintra, Andreia Arruda de Paula. Confesso que a via gastronômica de Santo Antônio/Sambaqui têm me deixado com os dois pés atrás no quesito qualidade e preço. Ou paga-se demais pela boa comida ou come-se mal, isso quando as duas coisas não estão relacionadas. A Marisqueira Sintra não é um restaurante barato, mas justa foi a contrapartida do preço pago ao que foi servido.

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Comecei a refeição com bolinhos de bacalhau. Até tive interesse em outras entradas, como as Sardinhas Fritas, algo raro de se ver por aqui, ou algum prato do mexilhões e ostras, mas quis ir devagar até porque almoçava sozinho. Pedi Pastéis de Bacalhau (e aqui bastante atenção, que a descrição do prato explica do que se trata): 4 bolinhos de batata com bacalhau desfiado e temperados. São bolinhos de bacalhau, aqueles comuns que encontra-se em restaurantes portugueses. O que varia são as receitas e temperos e estes que experimentei estavam muito saborosos.

marisqueira-sintra-polvo-lagareiro-cimaComo prato principal fui de Polvo. Poderia ter escolhido um Robalo, o próprio Bacalhau ou camarões, mas estava com saudade de comer polvo. Pedi sugestão ao simpático garçom que atendia no deck externo e ele me recomendou o Polvo à Lagareiro, que é o polvo assado lentamente no azeite, sobre uma cama de batatas ao murro, regado com azeite e alho laminado. Eu particularmente adoro o sabor do alho quando assado, ele deixa de ser intenso e torna-se meio adocicado mas sem perder sua propriedade e aroma que dão um toque muito interessante nos frutos do ar.

marisqueira-sintra-polvo-a-lagareiroVisto de cima o prato parecia fichinha pra um estômago acostumado a grandes orgias gastronômicas, mas de perfil dava pra ver que não seria fácil de encarar. Ele é muito bem servido e se você quiser arriscar e se aprofundar mais nas entradas pode até dividí-lo com alguém.

marisqueira-sintra-baba-cameloPara a sobremesa tinha duas opções: Pudim de leite e Baba de camelo. Que diabos! pensei comigo. A baba de camelo é uma delícia, ainda não havia experimentado. É um dos doces “conventuais” portugueses, daqueles feitos em conventos e mosteiros, tipo os pastéis de nata (de Belém). É feito com doce de leite e batido com claras em neve e cobertos com amendoim picado. O sabor lembra o doce de leite, claro, e caramelo. É doce sem ser enjoativo, é saboroso e leve, embora não queira arriscar quantas calorias eu teria engordado numa dieta de pontos. Poderia, sem dúvida alguma, tornar-me fiel à esta sobremesa.

O atendimento da casa foi perfeito. Não sei como ela se porta com grandes públicos mas o serviço é todo sincronizado, dá gosto de ver o pessoal trabalhando e servindo, com uma destreza de dar inveja na concorrência. Isso sem salientar a educação e gentileza dos garçons, que a todo momento monitoravam as mesas.

A conta fechou em R$103 e eu já estou com vontade de voltar lá pra conferir o restante do menu. Certamente, aquelas sardinhas fritas, por mais simples que sejam, passarão por aqui qualquer hora…

Marisqueira Sintra

  • R. Quinze de Novembro, 147 – Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis.
  • (48) 3234-4219
  • Aceita cartões

Careca Petiscos: zeramos São Miguel

“Você entra na marginal da BR-101 onde começa o Balneário de São Miguel, tropeça na primeira pedra após a Casa do Peixe e chegou no lugar”.

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Foi mais ou menos assim que conheci o Careca Petiscos, um pequeno restaurante/bar na beira da única praia quase balneável de Biguaçu após receber indicação de que ali serviria boa comida. Isso porque a pequena casa no estilo residencial que abriga o restaurante tem pouca identificação de que ali serve-se comida, há uma pequena inscrição no portão na lateral oposta um aviso de buffet de sorvetes, e é somente entrando no lugar que vemos algumas mesas, e já saindo da casa pelos fundos temos um deck de madeira e, claro, como não poderia deixar de sê-lo, a própria areia da praia.

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Tudo é muito rústico, desde as mesas, cadeiras até os pratos. É fácil ver uma cadeira “pichada” com corretivo (liquid paper), sabendo que aquilo já pertenceu algumas vez alguma escola, ou mesmo um prato com o logotipo da Pizzaria Vó Luzia, falecida líder no ramo no Kobrasol.

Comecei pedindo bebidas e petiscos. Pedi uma 1/2 dúzia de ostras gratinadas e a mesma quantidade ao vinagrete. Substituímos por mariscos ao sermos informados que não teríamos ostras in natura. Ponto positivo: não tem produto fresco, não vende. Gosto de restaurantes que vendem apenas o que acreditam ser bom.

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As ostras não estavam em sua melhor forma, muito magras e perdidas num mar de molho branco sem muito sabor. Apresentação bonita mas o tempero e os ingredientes deixaram um pouco a desejar (punição pra quem, como eu naquele dia, acha que ostra precisa de alguma cobertura. Ostra boa é ostra crua).

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Já os mariscos estavam saborosos, embora a cara deles não pareçam lá essas coisas na foto, mas o vinagrete da casa é delicioso, assim como os moluscos. Prova de que quem vê cara não vê coração.

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Depois veio o prato principal, que optamos por Camarão à Milanesa. Uma robusta porção do crustáceo mais desejado e supervalorizado por estas bandas, fritos na hora e com a farinha que foi empanado bastante temperada. Isso conta bastante: camarão é uma coisa que por si só não tem muito sabor característico, dependendo da espécie usada. É no feitio que você conhece o cozinheiro e eles estavam deliciosos. Ainda vieram molho de maionese e rosê pra acompanhar e dar aquela caprichada no gosto.

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Este camarão é comumente guarnecido de arroz branco, pirão de peixe e salada. Tudo bem saboroso, caseiro, com tempero simples e gostoso, mas destaque mesmo é para o pirão de peixe. Talvez o mais próximo ao tradicional comida em casa que eu tenha experimentado até agora, feito sem tomate ou coloral pra dar cor, com caldo de peixe puro e o tom esverdeado se dá pela quantidade industrial de cheiro-verde. Uma delícia, de ficar repetindo até acabar e pedir outro.

No mais, dois pontos negativos: 1) a demora em que foi servida a comida. O restaurante estava vazio e mesmo assim esperamos mais de 1h para comer e 2) o preço. Comida simples e lugar simples, mesmo que muito saborosos e aconchegantes, pedem preço simples. Nada que justificasse os R$150 pagos pelo almoço que serviu duas pessoas.

Se por um lado a conta foi salgada, pelo outro os 10% cobrados foram mais que justos: o garoto que nos atendeu, Fernando, é um mestre em simpatia e gentileza. Já vi caras formados e pós-graduados nessa difícil tarefa de servir pessoas famintas não terem 10% da gentileza deste rapaz. A grande Florianópolis precisa de caras assim.

No fim, fica a recomendação da visita, se você estiver disposto a pagar o preço um pouquinho mais salgado que o normal. A vista, com certeza, é deslumbrante e ajuda na conta.

E, se não toparmos por nenhuma outro restaurante escondido, zeramos São Miguel. É a primeira Via gastronômica que podemos dizer que já visitamos TODAS as casas.

Careca Petiscos

  • Brigadeiro Eduardo Gomes, 2254. Balneário de São Miguel, Biguaçu/SC.
  • (48) 8428-3410
  • Estacionamento
  • Aceita cartões

Sorveteria Italiana Monte Pelmo: vale a pena cada quilômetro

O Comideria já esteve na Sorveteria Italiana Monte Pelmo. Não é novidade o que escreverei agora. O outro escriba que bate ponto e que há quase 4 anos me acompanha neste pasquim de gastronomia definiu muito bem este antro da perdição gelada que fica há milhas da casa de quase todo mundo.

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Definir a Monte Pelmo como melhor sorveteria da cidade é correto, na minha humilde opinião. Mas também seria assertivo falar que ela é hors concours. Não existe, ou pelo menos eu ainda não conheço, nenhuma outra sorveteria neste pedaço de rincão que faça sorvete como eles. E aqui não falo da sua qualidade como adjetivo, mas do próprio estilo de se fazer o produto.

Primeiro que os gelados são à base de água. Principalmente os com sabor de alguma fruta (e há sempre preferência pelas frescas, do lugar) onde você nota a completa ausência excessiva de gorduras e leites. Quando você leva uma colherada de sorvete de melancia ou butiá à boca, é somente da fruta o gosto que seu palato identificará. E da fruta, eu quero dizer, a fruta mesmo, in natura, não a essência dela ou o que a indústria acha que seja.

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Tomar sorvete da Monte Pelmo é sorver pequenos pedaços de paraíso e degustar colheradas de prazer a cada instante.

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Ia tentar elencar alguns sabores da minha preferência mas me dei conta que nunca conseguirei provar todos. São mais de cinquenta e a cada nova visita, mesmo tendo a curiosidade quase científica de experimentar novos você se apega facilmente aos antigos, e fica quase com pena de abandoná-los. No meu caso, acontece com o de Butiá, Melancia, Limão com manjericão, pistache…

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O atendimento da sorveteria também é bacana. Ele é quem garante que, mesmo o número de pessoas na fila seja grande, ela flua com certa destreza. Isso porque são eles que te servem o sorvete. Além de agilizar o processo garante que a qualidade do produto se mantenha, uma vez que há química nos sorvetes para mantê-lo em seu formato e textura. Por isso, um atendente vem até o início do buffet, munido com uma bandeja de isopor ou uma casquinha, o que você preferir, e vai montando de acordo com a sua vontade.

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Por fim, você pode escolher cobertura com chantilly e/ou chocolate quente (aquele que vira uma casquinha muito saborosa) e é pesado para pagamento. Simples e rápido!

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É preciso salientar que a Monte Pelmo fica quase no extremo norte da Ilha de Santa Catarina, a milhas e milhas de distância de qualquer ponto da cidade ou região metropolitana. Muita gente é fã do seu produto, e a forma artesanal que é feito, faz com que expansões sejam impossíveis, não há filiais ou quiosques espalhados por aí, então você vai ter que aguardar um pouco na fila pra poder prová-lo, talvez não terá uma mesa sobrando para tal e se tiver poderá ter que fazê-lo no Sol ou no calor.

Mas se conseguir driblar estes detalhes lhes garanto que não se arrependerá. Aqui no blog recebemos diariamente dezenas de comentários sobre os restaurantes que fazemos review em forma de feedback; até dos que não visitamos vez por outra recebemos alguma crítica. A Monte Pelmo entra na lista das unanimidades catarinenses, uma das gourmandises que poderia entrar para o bronze da posteridade e que mesmo com seu sotaque italiano não comum por aqui, já tem mais de Floripa que muito manezinho que fala chiado.

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O preço da Monte Pelmo subiu um pouco desde a última visita. O quilo do sorvete que custava trinta mangos agora sai por R$39. Dois anos pra cá, tenho certeza que nem a inflação total eles corrigiram, proporcionalmente foi muito pouco, tornando-se ainda um preço bastante módico para o tamanho da experiência que é.

Fica o convite! Não perca tempo porque a Monte Pelmo abre somente na temporada de calor e no verão, aos sábados, domingos e feriados, das 11h às 21h. Se você bobear, vai ter que esperar mais um ano pra conhecer o que há de melhor em sorvetes em Florianópolis. Partiu?

Sorveteria Italiana Monte Pelmo

  • Endereço: Rua Brisamar, 360. Ingleses, Florianópolis.
  • Aceita cartões: sim

Cantinho da Ostra: pra petiscar sem muita frescura

Em meio a tantos restaurantes renomados que fazem parte da via gastronômica do sol poente, com seus cardápios repletos de pratos saborosos, existe um quiosque que passa quase despercebido (e foi assim comigo durante muito tempo) das vistas de quem roda por ali em busca de um lugar diferente pra comer: O Cantinho da Ostra.

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Daria pra fazer um review rocambolesco enaltecendo a sua simplicidade que por si só encanta e nos faz ter vontade de voltar pra mais uma e outra comideria, mas o lugar é simples e o review será direto e reto: vale a pena conhecer.

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O cardápio é rasteiro, tem não mais que 16 ítens ao todo que agrupados por semelhança diferindo apenas nos seus recheios e composições não enchemos duas mãos para contar qual a variedade da casa. Tem ostras, o carro-chefe, criadas ali mesmo no mar de Santo Antônio de Lisboa e selecionadas num pequeno rancho de pescadores ao lado do restaurante; tem peixe frito em postas, que varia conforme a estação e frescor; tem mexilhões, aqui comumente chamados de mariscos; bolinho de siri e pastéis diversos.

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Lugar comum da nossa gastronomia ilhoa, pedi um pastel de camarão e algo que ainda não havia provado em outro lugar: pastel de ostra. Já havia comido até nigirizushi com este molusco mas pastel foi a primeira vez. Sabor marcante, forte, bem acompanhado de uma pimenta e gotinhas de limão.

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Depois vieram as ostras, e como eu as prefiro: naturais. Sem bafo e sem gratinar, embora o Cantinho da Ostra ofereça estas opções, somente assim, cruas, ainda vivas, dando o seu último suspiro ao receber gotas do carrasco limão e descansar na paz eterna do meu paladar. Pimenta, “si se puede”, fica bom também, mas pode roubar o sabor marcante que a natureza lhe conferiu.

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Em seguida camarões ao alho e óleo. Estavam pequenos mas muito saborosos. Prefiro estes que aqueles grandalhões molengas. Crocante, pra lambuzar os dedos e comer admirando a bela vista da baía norte.

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Fechei com uma Lula à Milanesa. Essa igualmente saborosa, só um pouco borrachuda porque foi frita demais. As vezes até culpa de alguns chatos que não gostam de comer coisas no ponto “correto” e pedem ostensivamente pra ficar mais e o restaurante acaba fazendo como padrão (vai saber!), da próxima vez pedirei pra “fritar menos”. Fica a dica pra você também.

Isso tudo e mais uns refrigerantes e água custaram R$82 e os 10%, opcionais, foram pagos porque o atendimento mereceu. Foram pagos com cheque, a casa não aceita cartões, somente dinheiro ou este humilde papelete do século passado.

Que tal ir conhecê-los?

  • Cantinho da Ostra
  • Endereço: Pç XV de Novembro, 240. Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3235-2296
  • Aceita cartões: não
  • Estacionamento: sim

Toca do Paru: comendo um peixe com as bruxas de Franklin Cascaes

Franklin Cascaes é dos meus. Nunca chamou a cidade de Florianópolis. Florianópolis quer dizer Cidade de Floriano, o Peixoto, o marechal de ferro, que degolou uns duzentos da oposição em Anhatomirim. Três eram parentes de Cascaes e, para nós, homenagear este canalha é um erro histórico gravíssimo. Pra ele era Nossa Senhora do Desterro e Ilha de Santa Catarina de Alexandria. A bem da verdade ele nasceu em São José. O bairro de Itaguaçu na época pertencia à São Jozé da Terra Firme, como boa parte da porção continentina da cidade nos idos de 1910.

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Ele não acreditava nas bruxas, “mas que hay, hay”, e por isso relatava fielmente o que lhe contavam em suas obras. Um de seus discípulos, o Peninha, conta que no Itaguaçu aconteceu o Baile das Bruxas. Era uma reunião de tudo que era coisa ruim e, encurtando a história, não convidaram o diabo por feder a enxofre e por ser antissocial. No meio da festa ele aparece e, por não ter sido convocado, transforma as bruxas, organizadoras, em pedras.

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Essas pedras são cenário deste post. Itaguaçu quer dizer Pedra Grande e neste pequeno rincão de paraíso encontramos a Toca do Paru, um restaurante já tradicional da cidade. Se você não conhece pelo apelido do proprietário, vai lembrar de alguém que já ouviu falar do restaurante mais estreito já visto por estas plagas. Isso porque o Restaurante Toca do Paru fica num rancho de pescadores que possui 30 metros de comprimento mas menos que dois metros de largura. Neste ambiente, apenas mesas para duas pessoas e na outra parede várias fotos de visitantes, ilustres e anônimos, além da decoração baseada nos costumes locais.

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Na área externa é que acontece a mágica. Nas mesinhas de plástico em cima da simpática Rua das Palmeiras, que beira a praia com o mesmo nome, a vista das pedras do Itaguaçu e o mar da baía-Sul de Florianópolis encanta quem ali almoça. O atendimento é gentil e rápido, funciona.

A culinária é toda mané. Desde os aperitivos (casquinha e torpedinho de Siri, camarões empanados, à milanesa, ao bafo, ostras e mariscos) até os pratos principais como a Moqueca de Garoupa e o Peixe Escalado na Brasa.

Fui para experimentar o Peixe assado na brasa ao molho de alcaparras (R$85), e o peixe do dia era o Paru.

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É um legítimo Paru, ou Peixe-frade (Pomacanthus paru, que você já deve ter visto em algum aquário marinho). Ele vem inteiro, recheado com uma deliciosíssima farofa de camarões e assado na brasa, com molho de alcaparras dando um toque especial. É um peixe indicado no cardápio para duas pessoas, mas se pedir um reforço nos acompanhamentos alimenta muito bem quatro indivíduos com fome normal.

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Falar em acompanhamentos, juntos com o Paru assado vem uma salada mista, pirão de caldo de peixe, um arroz branco bem temperado e um saboroso feijão preto. Tudo isso servido em panelas de barro, que mantém a temperatura dos alimentos e o seu frescor.

Ao invés de pedir um petisco qualquer de entrada, fiz que nem todo bom ilhéu: pedi uma cachaça. Dizem os incautos que “faz mal comer de barriga vazia”. Ofereci o gole do santo e saboreei a Caninha especial do Paru com Mel e Canela. Uma cachaça feita aqui mesmo na cidade, muito boa, e que com mel e canela fica saborosíssima. Recomendo experimentá-la.

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Agora o que me deixou realmente boquiaberto ontem, é que entre um gole e outro da cachaça, a Rebecca me contava, ainda sobre a lenda das bruxas e das pedras que contei no início do post, alguns fotógrafos já registraram imagens em que, dependendo do ângulo, essas pedras formariam o rosto de uma bruxa. Não achei registro disso por enquanto, complemento quando possível, e na ocasião brinquei com ela, no meu melhor estilo ateu de ser cético. Só depois de publicar uma foto da cachaça no Instagram é que notei que dentro da bebida forma-se a impressão de um rosto de uma mulher usando chapéu.

Seria uma bruxa? Franklin Cascaes tinha razão. Las hay!

Restaurante Toca do Paru

  • Endereço: Rua das Palmeiras, 136. Itaguaçu, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3249-0593
  • Horário: De quarta à sexta-feira, para o jantar. Sábado, domingo e feriado à partir das 12h.
  • Aceita cartões: Somente débito.