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KitchenLog – Coxinha com Catupiry

Poucos quitutes de boteco são tão simples e saborosos quanto a coxinha. Por ser fritura, já ganha pontos na escala das delícias. Quando a massa é crocante e o recheio vem cremoso temos um plus de botar no chinelo muitos pratos bem elaborados.

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Recentemente tornou-se um adjetivo, que vez por outra é empregado pejorativamente, e que não fazem jus à sua integridade gastronômica. Afinal, chamar alguém de coxinha deveria ser algo bom, porque coxinha é gostosa.

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Afinal, até a Nigella em sua última visita ao Brasil ostentou-a como um troféu.

E recentemente fizemos um vídeo ensinando a fazer coxinha. Diferentemente das coxinhas normais esta não vai batata na massa, apenas farinha, água e leite. E o seu recheio não tem apenas o frango como também recebe o requeijão cremoso, o famoso catupiry, para dar um toque a mais de sabor e suculência.

httpv://www.youtube.com/watch?v=T-21zMYI6-k

Sem mais delongas eis o nosso KitchenLog – Coxinha com Catupiry. Espero que gostem, curtam e assinem nosso canal pra receber os próximos vídeos.

Tainha, instituição mané: Tainha em Crosta da Própria Ova de Alysson Muller

O Tartar de Tainha já foi um exemplo disso, mas esta próxima receita que apresentamos hoje comprova que a Tainha é tão versátil, democrática e saborosa que serve até a alta gastronomia. E por falar em gastronomia mané não podemos deixar de lembrar do Alysson Muller, chef do Rosso Restro, restaurante especializado na cozinha regional com um certo tom de sofisticação e que já é roteiro turístico ali nas redondezas de Santo Antônio de Lisboa.

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Créditos da foto: Luiz Scheidt, Hooly Creative Studio

 

Alysson Muller que além de cozinheiro é colunista de Gastronomia do Diário Catarinense e também apresenta o programa Toque de Sabor que vai ao ar às quartas-feiras na TVCom (Canal 36 da NET e Viamax), programa que este blogueiro que vos fala acompanha religiosamente. Lá já aprendi a fazer bacon com o Chef Guilherme Schwinn e um delicioso Zucotto de Panetone da querida chef Luciane Daux.

A segunda temporada recém começou e já no segundo episódio veja só quem foi a protagonista? Isso mesmo, a Tainha.

httpv://www.youtube.com/watch?v=Nzm9FCWC0p0

A receita que o Alysson nos enviou é o Filé de Tainha em Crosta da Própria Ova, um clássico do Rosso Restro e que ele compartilha não só conosco como também no seu programa, onde você pode acompanhar a receita no vídeo acima.

Ingredientes

  • 1 Filé de Tainha fresca
  • Ovas da mesma tainha
  • Manteiga
  • Sal e pimenta à gosto

Como fazer

Pegue filé de tainha gritando de frescas e tempere com sal e pimenta e reserve. Pegue a ova da mesma tainha e retire sua polpa da membrana. Misture com a polpa um pouco de manteiga clarificada, sal e pimenta e misture tudo até ficar homogêneo. Agora coloque uma fina camada por cima do filé.

Leve ao forno a 200 graus e asse até dar uma leve dourada. É só servir com aquela caipirinha de limão de peixe.

O toque ta dado e a ova tem que vir de dentro da tainha e não do freezer do peixeiro o mó quiridu

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Créditos da foto: Luiz Scheidt, Hooly Creative Studio

Como o Alysson sempre diz: o toque tá dado?

Tainha: instituição mané – Tartar de Tainha do Vitor Gomes

A tainha é um peixe muito versátil. Desde as preparações mais típicas como já vimos aqui as receitas de tainha assada até as mais elaboradas e até certo ponto diferentes, como o Tartar, ou tartare.  Este prato que começou a ser produzido no século XX por alguns restaurantes franceses e que era a base de carne (steak tartar) já ganhou inúmeras adaptações e hoje teremos o símbolo do nosso inverno neste prato.

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Quem nos traz a receita de Tartar de Tainha com Manga é o Chef Vitor Gomes. Falar de gastronomia em Florianópolis e não lembrar de Vitor Gomes é como passar incólume à Torre Eifel numa visita à Paris. Então nada mais justo que convidar o chef do Ponto G Gastronomia e do Ponto G Brasa & Fogão para nos mostrar como gosta de preparar este peixe saboroso da costa catarinense.

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Para mim, um peixe festivo acima de tudo! Peixe de época, que anuncia anualmente a chegada do frio, do inverno! Muitas vezes desprezado ou mal entendido, pois se trata de um peixe gordo, e muitas vezes mal preparado!

Os ingredientes são:

  • 1 Filé de tainha fresco
  • 1 Manga
  • Azeite, suco de um limão, sal e pimenta à gosto

Como fazer o Tartar de Tainha e Manga

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Limpe os filés de tainha, retirando toda parte escura da carne e corte em pequenos cubos. É importante não deixar nenhum pouco de gordura para que o sabor fique mais leve.

Em um bowl junte os cubos de tainha, 10 % da quantidade de manga cortada em cubos, e tempere com sal, pimenta, suco de limão e azeite de oliva.

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Misture tudo muito bem e com o auxilio de um aro disponha no centro de um prato. Sirva com um bouquet de salada, ou ainda com torradinhas. Bon Appetit!

Como fazer Temaki ou Por que algumas receitas simplesmente não dão certo

Sempre tive a idéia de que tudo pode ser replicado. Até mesmo a tão guardada fórmula da Coca-cola pode ser replicada. Alguns dizem ser impossível, mas só é impossível porque não sabemos exatamente a soma dos ingredientes, e quais ingredientes, estão guardados a sete chaves na fábrica do refrigerante mais vendido no mundo. Muitos tentam copiar a receita da bebida, é bacana fazer em casa, você se diverte, tira uma onda com os amigos mas se quiser chegar à perfeição vai se frustrar miseravelmente. E por que isso acontece? Porque não temos a receita exata, ou não temos acesso a todos os ingredientes, não dominamos a técnica ou não temos o maquinário necessário.

A Coca-cola foi só um exemplo mas falando de um caso mais simples, o Temaki, um simples cone formado por uma alga, recheado com Shari (o mesmo arroz de grão curto, cozido e temperado com vinagre, sal e açúcar, usado no sushi) e um peixe cru da sua preferência que dá uma mão de obra e sujeira homéricas, tem um risco de dar errado que chega a ser irritante.

Isso porque quando falamos “arroz de grão curto cozido e temperado com vinagre” pode parecer fácil, mas tanto mistério envolve o preparo desse arroz que acho que nem os japoneses tem muita paciência pra ele. Além disso, manter aquela alga seca e crocante só com muito amor no coração e algumas aulas com o Sr. Miyagui.

Além disso, o que fazer com as algas? por que elas não ficam crocantes? Porque o temaki não ganha o formato de cone facilmente? por que nas casas de sushi é mais fácil colá-lo com um grão do arroz cozido? onde vivem? como se reproduzem? Nem o Globo Reporter tem essa resposta na sexta.

Como fazer temaki
Como fazer temaki

Dia destes reuní meus convivas promovendo a noite do Temaki. O que eu consegui foi promover A Noite do Espanto, mesmo eles sendo agradavelmente gentis e dizendo que estava bom, apesar da molenguisse da alga.

A receita de como fazer temaki era simples: lavar bem o arroz para sushi, cateto, aquele de grão curto, cozinhá-lo com água, temperá-lo com uma mistura de vinagre de arroz, água e sal, deixar esfriar bem. Após isso colocá-lo numa parte da alga, em diagonal acrescentar um recheio de salmão cru picado misturado com nirá (cebolinha chinesa, ou a cebolete que usamos no Brasil) e creamcheese e fechá-lo em forma de cone colocando um grão do arroz cozido pra que ele fechasse o temaki. Até aí morreu o Neves.

Ele até ficou gostoso, mas não dava pra apresentá-lo prá mãe. Ficou molenga, disforme e não fechava de jeito nenhum. Isso que a alga foi alguns minutinhos no forno bem quente pra secá-la ainda mais. Não teve jeito de ficar digno de apresentação. Não fosse o suficiente, das oitocentas e quarento e três vezes que fiz o arroz, como explico no post como fazer sushi em casa,  ele sempre ficou mais avinagrado ou então sem sabor. Não há como acertar no tempero ou no tempo em que se coloca o tempero com as receitas disponíveis Internet afora.

Foi aí que me lembrei do livro Sushi: sabor milenar, de Sérgio Neville Holzmann, prefaciado por ninguém menos que Alex Atala. Diz Sérgio-san no capítulo Sushi em casa:

A maioria dos pratos preparados em restaurantes raramente é reproduzida com sucesso em casa, não só por causa dos equipamentos especiais e dos ingredientes exclusivos, mas também por conta de truques, sutilezas e detalhes das receitas (…) Com o sushi não é diferente. Uma infinidade de segredos e detalhes envolve seu preparo e, ainda que estes não sejam especialmente complexos, implicam diferenças sutis (e às vezes importantes) no resultado final. Vale comentar que os japoneses quase não preparam sushi caseiro. Segundo as donas de casa locais, dá muito trabalho, suja a cozinha, o shari nunca fica bom e todos acabam bebendo demais e comendo de menos…

E essa explicação não só é sensata como também serve de consolo, como numa aleatória tentativa de me desculpar com minha consciência e meus comensais que de tão gentis mereciam que eu tivesse pedido uma pizza.

Algumas receitas simplesmente não dão certo. Algumas coisas você pode fazer em casa pra brincar de mestre-cuca, ver como é feito, mas você pode arrepender-se amargamente de não ter ido comer um rodízio de temaki no restaurante da esquina.

Hellmann’s insere receitas com maionese no cupom fiscal do mercado

Quem trabalha com marketing sabe que a contextualização é a rainha da satisfação e conversão de vendas. A contextualização, ou sei lá qual o nome os profissionais da área dão pra isso, nada mais é do que um anúncio ou ação de marketing que é direcionado para quem está pré-disposto a comprar um produto baseado em suas pesquisas ou interesses manifestados. Por exemplo quando você faz uma pesquisa no Google sobre receitas com base de filé mignon e então o site te oferece uma propaganda com um caldo de carne ou tenta te vender um molho de estrogonofe, isso é propaganda contextual (as vezes falha como quando eu procurava algo sobre bife à cavalo e o AdSense tentou me vender feno, mas isso é outra história).

A Hellmann’s fez uma ação parecida, porém de forma inversa ao meu exemplo. Realizada pela Ogilvy, uma ação de marketing sensacional onde a surpresa consiste em, ao comprar um pote de maionese, mais alguns ingredientes relacionados, o sistema de caixa do St Marche, mercado de alto padrão de São Paulo, contextualizava a maionese com os demais produtos e gerava uma receita. Num dos exemplos do case abaixo o cliente comprou maionese Hellmann’s, cebola, tomate e bife de alcatra. No cupom fiscal além dos produtos discriminados, para a surpresa do cliente veio junto uma receita de Bife Acebolado Brasil.

httpv://vimeo.com/41529229

Neste caso o produto já estava vendido, a intenção provável da ação é o buzz que vai gerar para a marca (este post já é um exemplo disso), além de estimular a fidelização do cliente pela sua maionese e engatilhar, de lambuja, um caso de pós-venda.

Parabéns pra Ogilvy e pra Hellmann’s. Excelente ação de marketing pra gastronomia!

Dia do Sorvete e receita de Sorvete com Bacon

Hoje, 23 de setembro, é comemorado o dia do Sorvete. É uma data instituída pela ABIS (Associação Brasileira de Indústrias de Sorvete) para comemorar a chegada da primavera e, com ela, a metade do ano mais quente no hemisfério sul onde o consumo da iguaria a base de gordura congelada tem seu ápice.

 

Diz este artigo que Nero, por volta de 60 D.C. já consumia sorvete em seus banquetes misturando frutas e cereais à neve dos Alpes. Mas o que é mais recente são as maluquices dos chefs em misturar sabores, arriscando e ousando coisas como sorvete de creme e bacon. Isso mesmo, você não leu errado: temos uma receita de sorvete de bacon. Veja:

 

Saudade do tempo onde o sorvete só fazia mal pra glicose. Mas além da diabetes o cara tem que se preocupar com hipertensão também.