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10 lugares para jantar no Dia dos Namorados em Floripa

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Este post atende a pedidos. Nós não costumamos fazer posts para datas especiais mas como não atender as solicitações dos nossos queridos leitores, se são eles quem nos incentivam a cada dia mais continuar visitando e escrevendo sobre os restaurantes neste mundão velho de meu Deus?

Neste post faço uma compilação dos restaurantes que conheço, fiz review aqui no Comideria e acho que seriam ótimas pedidas para passar a noite junto do seu amor. Ao escolher, é recomendável que você ligue para o restaurante e faça uma reserva.  O telefone está no rodapé de cada post indicado, basta clicar no link do nome do restaurante.

Peña del Sur

Começo pelo que visitei mais recentemente. Peña del Sur é uma charmosa e aconchegante parrillaria localizada numa rota que por si só já é bastante romântica, a de Santo Antônio de Lisboa. Logo na chegada a casa no estilo rústico atende a todos que chegam da melhor maneira possível: boa música, excelente atendimento e a comida, se você ler o review, nem preciso dizer o quão saborosa é.

Spice Garden

Spice Garden encanta já na entrada. É um lugar muito bonito às margens da SC-401, com um ambiente muito aconchegante e a decoração de encantar os olhos. Os olhos a comida também encanta, e o paladar agraciado pelas especiarias que a culinária indiana oferece é o ponto forte da casa. Mas não se preocupe: se o seu amor não gosta de comida apimentada, é possível pedir o grau menor de picância em qualquer um dos pratos! Não tem motivo pra não degustar uma gastronomia diferente no Dia dos Namorados!

Recanto dos Açores

Ah, você quer frutos do mar? Não tem problema. O Chef Nivaldo serve no Recanto dos Açores peixes e outros frutos do mar que ele mesmo pesca e prepara. A comida lá é a mais fresca e saborosa possível, tamanho o cuidado na obtenção de matéria prima da casa. Seja um menu degustação ou um prato aleatório do cardápio é uma boa pedida para uma noite romântica.

May

Uma outra cozinha exótica e com um ambiente muito romântico, também no Caminho dos Açores, é o May. É dos mesmos proprietários da cupcakeria Fairyland (preciso dizer mais alguma coisa?). O ambiente requintado, atendimento de primeiríssima qualidade e comida que não deixa desejar para uma viagem ao sudeste asiático aliam-se ao cenário mais encantador da Ilha da Magia, na minha humilde opinião, com um mar lindo e inspirador como vista.

Pizzeria Milano

Que tal uma pizza? Na Pizzeria Milano, considerada uma das melhores da cidade pelo jeito italiano de se fazer esta iguaria, está localizada na Bocaiúva e tem uma excelente carta de vinhos para acompanhar suas saborosas pizzas. Tem até pizza doce feita com Nutella de verdade pra sobremesa dos pombinhos!

Cantina Sangiovese

Mais uma sugestão de massas: Cantina Sangiovese. Não é a toa que muitos florianopolitanos escolhem este lugar para celebrarem seu enlace matrimonial. Aliás. não quero dizer nada nem ser responsável pelo futuro de vocês, mas se este restaurante com um jardim lindo, um ambiente interno muito aconchegante e bonito, com cardápio sofisticadíssimo e a melhor carta de vinhos de Santa Catarina eleita pela revista Veja por anos consecutivos não for um convite a um pedido seguido de um grande “sim”, eu não sei qual será!

Risotteria Suprema

Quer italiano mas prefere um risotto? Ok, vamos lá. O Chef Jordan Franzen manda muito bem nos risottos da Risotteria Suprema. Além de um ambiente gostoso pra se passar bons momentos com seu amor, um bar incrível na entrada da casa já convida pra um drink que abrirá o apetite do casal ao saborear um bom prato italiano! Também tem uma excelente carta de vinhos e preços bastantes interessantes.

Bistrô D’Acampora

Com uma cozinha contemporânea que ao mesmo tempo é simples, saborosa e sofisticada temos o Bistrô D’acampora. Este dispensa comentários, é o cartão de visitas da cidade quando o assunto é alta gastronomia. O Mestre Betinho (eu acho que ele subiu o grau de chef faz tempo e eu não quis apelar para “Don”) comanda tudo na sua casa dos sonhos. É impossível não andar pelos “cômodos” do restaurante sem se apaixonar e querer passar ali o restante da sua vida. Isso mesmo, cômodos, o Bistrô não tem ambientes. Você vai se sentir em casa e, visitando, verá que não estou destilando nenhum clichê. Aproveite e traga com seu amor o Prato da Boa Lembrança pra casa!

Jun Temakeria

Achou que eu ia deixar de elencar um sushi, não é mesmo? Sushi é o novo sinônimo de sair a dois, o que antes era garantido apenas pelos bistrôs e cantinas. Sushi é contemporâneo, saboroso, light, dinâmico… a Jun Temakeria é um ambiente mais informal mas mesmo assim um ótimo lugar pra passar a noite do dia 12 com quem você gosta.

Bistrô Santa Marta

Encerra esta minha lista com 10 indicações de lugares para levar seu amor para jantar no dia dos namorados um perfeito lugar para o 12 de junho. Até porque a simpática e querida Lagoa da Conceição não poderia ficar de fora. O Polvo da Magia é um excelente prato pra este dia e só o Santa Marta consegue fazê-lo com perfeição. O ambiente também é aconchegante e os vinhos acompanham a qualidade da comida.

Espero que tenham gostado e, reitero: façam suas reservas pra ninguém ficar sem mesa no dia dos namorados em Floripa!

Risotteria Suprema: cara e cardápio novos

Já havia feito um review sobre a Risotteria Suprema onde lépido e fagueiro almocei num dia de semana. E antes que me tomem por repetitivo, preciso me explicar: 1) já não sobra muitos restaurantes cujo serviço seja bom o suficiente pra registrar aqui 2) a Risotteria Suprema está de cara e cardápio novos, e foi uma experiência nova e diferente, apesar de ser novamente exitosa.

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De cara nova porque o incansável Jordan Franzen, chef do restaurante, fez uma revolução no lugar. Trocou mesas, cadeiras, fez estofados melhores, colocou uma nova iluminação deixando o ambiente mais aconchegante e fazendo você se sentir em casa. A luz direcionada à mesa dá uma boa sensação de iluminação (você consegue enxergar as pessoas com quem está dividindo a refeição) mas também tem a sensação de estar sozinho por ali, que ninguém te vê.

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Isso sem contar o o novo bar, que agora oferece drinks especiais, retro-iluminado e muito, muito “bossa”!

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A comida continua com a mesma qualidade e novos ítens entraram no cardápio noturno. O cardápio está dividindo entre Entradas, Saladas, Pratos para crianças, Pratos Especiais, Massas, Grelhados e Risottos, sendo este último, evidentemente, o carro-chefe da casa. A mesa em que estava era bastante democrática e cada um resolveu experimentar um pouco de cada, o que deixou muito feliz este humilde blogueiro que deu algumas garfadas em cada prato para uma maior experiência e mais eficiente crítica.

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Tudo começou com o couvert. Pães do Café Françoise (sempre eles, os melhores) e uma manteiga temperada pelo próprio chef. Receita própria, que mescla ervas e dulçores, fazendo com que você queira comer até a última migalha.

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Por imposição da dieta — comer salada duas vezes ao dia, pedi a Salada Norueguesa. As folhas da estação escoltadas por salmão defumado, amêndoas em lascas, tomate seco, croutons rústicos e raspas de limão siciliano fizeram com a salada deixasse de ser um peso da dieta pra ser um delícia. E lhes garanto que tamanha grandeza de preparo não se deve apenas ao salmão defumado, iguaria esta que nenhum vivente deveria se tornar finado sem experimentar.

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Eu até queria ter pedido um Prato Especial da Risotteria. Queria ter comido sozinho este prato para dois (não é dividido por dois, é multiplicado por dois), o Cordeiro de Montpellier, que são nada menos que carrés de cordeiro bardeados com presumo de Parma e guarnecidos por risotto dijón e aspargos, decorado com fios de redução de vinho do porto. Quem os experimentou deixou que eu petiscasse vez por outra. Delicioso.

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Também gostaria de ter me deleitado ao sabor deste Tortei Basco, o famoso tortei de abóbora cabotiá ao molho de carne seca e tomates italianos.

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Mas resisti bravamente e pedi um risotto. Não qualquer risotto, mas o novo prato deste cardápio, o Risotto Praia dos Açores. Como já comentei no post anterior, os risottos da Suprema têm nomes temáticos de cada lugar de Floripa, geralmente praias (até porque se ele criasse um risotto chamado São José, ele viria frio, cheio de buracos e teria sabor de cachorro-quente). O Praia dos Açores têm camarões, palmito, tomate, salsa, cebolinha e parmesão. Simples, porém bastante saboroso. Como também já disse anteriormente, o prato da Risotteria engana. Por baixo da ponta deste iceberg de puro sabor, há um calabouço de abundância de comida. Pode comer sem medo de ser feliz e voltar com fome.

Aliás, fome é a única sensação que você não vai sentir na Risotteria. Apesar da boa decoração (muito embora o Jordan tenha esquecido a minha #hashtag no prato, imperdoável), a comida é pra todo bom brasileiro verde, toda firula é acompanhada de fartura e não se sustenta só pela beleza. Se sustenta porque sustenta.

O jantar custou cerca de R$80, com bebidas leves.

Risotteria Suprema

  • Endereço: Rod. João Paulo, 130. João Paulo, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3234-0301
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: sim

 

Bernino: batata da Suíça para os “Alpes” palhocenses

Fiquei bastante impressionado ao chegar no Bernino. Primeiro porque o lugar em que está instalado é muito bonito e tem um conceito bacana. O Passeio Pedra Branca é um shopping a céu aberto com um mix de variedade comercial grande, onde você pode aliar um passeio com a família, gastronomia, compras e cultura, já que o lugar tem apresentações artísticas semanais. Todas as lojas ali contidas têm um conceito arquitetônico e funcional que se encaixam com o todo, não estão ali à esmo, como um shopping comum. Empreendimentos comerciais já estabelecidos e renomados na cidade estão ali pra comprar esse alto grau de qualidade que o Passeio propõe, como o Primavera Garden, o Supermercado Hippo entre outros.

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O Bernino também segue esse grau de conceito, tem uma arquitetura inspirada na Europa e traz até na logomarca as vertentes da sua razão de existir: os montes que representam a Bolívia, de onde origina seu principal ingrediente; a Suíça, berço da rõsti; e a Pedra Branca, onde está situado. O lugar é muito aconchegante, come-se com os olhos desde a decoração e tem um atendimento muito, mas muito gentil e simpático.

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O único “porém” do lugar é que parece ter nascido de 7 meses. Prematuro em todos os quesitos, como cardápio que ainda não estava pronto e chegou modificado aos 45 do segundo tempo na hora de escolher a sobremesa, ou o fato de não termos todos os ítens do menu disponíveis para pedido. Falta ainda um entrosamento entre os garçons e a cozinha, pedidos vêm errados (a batata rõsti de camarão se transformou num risotto de camarão e bechamel), a cerveja especial Coruja Extra Viva que têm uma temperatura de serviço não foi servida com um balde de gelo para manter-se saborosa, e mesmo depois de pedir  ao garçom acabou demorando pra chegar, ficou no balcão contemplando a belíssima arquitetura do restaurante por alguns minutos. Pratos vinham à mesa sem necessidade e alguns erros pontuais de serviço como este.

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De qualquer forma há uma grande diferença entre o erro e a persistência no erro. Tenho visto muitos restaurantes errarem do primeiro ao quinto, inclusive uns ali na própria Pedra Branca que já citei aqui, e mesmo após uma reclamação do cliente agirem como se fossem pombos jogando xadrez (joga errado, caga no tabuleiro e sai de peito estufado derrubando as peças achando que tá com razão). Se o Bernino ainda tem erros a serem consertados, e eu imagino que serão num curto espaço de tempo, há um elemento muito nítido e, de certa forma, recompensador: o esforço dos envolvidos. Cada membro da equipe reconhece o ponto negativo e se esforça para resolvê-lo de forma muito gentil, educada, altiva, elegante… Não há grosserias, assim como não parecem que estão fazendo por obrigação naquele linguajar irritante (Sim Sr., Não Sr., Talvez Sr., Vamos estar providenciando Sr.  ..), são queridos por natureza.

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Se o atendimento ainda é prematuro, a cozinha nasceu de 9 meses, parto normal e passa muito bem. Apesar de não ter o cardápio todo disponível ainda, e estarmos limitados a pedir Batata Rõsti e Risottos, gostei muito do que comi.

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Eu pedi a batata, claro, queria ir direto no cerne do restaurante. Veio conforme manda o figurino. Frita na medida, sem sobrar gordura, mesmo tendo o recheio um tanto quanto gorduroso (pedi a de Bacon com Requeijão). Crocante enquanto possa ser, gostosa do início ao fim. Veio rápida a comida, não demorou mais que 15 minutos para chegarem nossos pedidos.

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Experimentei também o risotto e fiquei bastante impressionado. Ingredientes muito bem escolhidos, não colocam qualquer coisa que fique escondida sobre o monte de arroz, pelo contrário. Tanto o de cogumelos quanto o de camarão vinham com bastantes ingredientes. O arroz estava no ponto, outra coisa que também é difícil acertar nos restaurantes que servem a iguaria. Não estava duro, mas também não estava molenga. Estava no ponto ideal de um bom risotto, al dent. Saboroso, é claro.

Encerramos a refeição com uma sobremesa pra lá de interessante: Doce mais Doce. Já diria a nossa poeta dos baixinhos: “Qual é o doce mais doce que o doce de batata doce?”

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É claro que é o doce de batata doce. Sem dúvida. Bolinhas de purê de batata doce camarelizadas no açúcar. Muito doce. Para paladares como o meu, sedentos por açúcar, que não permitem que uma sobremesa seja tudo que não doce.

O preço achei honesto. Parece de primeiro momento um pouco salgado, mas leva-se em conta todo o contexto do restaurante. O conceito Passeio Pedra Branca não é barato, vejo o lado do comerciante neste caso. Sustentabilidade ainda custa caro. A batata custou R$19, a cerveja cerca de R$25 e o risotto R$30. Um ponto interessante é que o restaurante não cobra 10% de serviço. Há uma pequena maquininha no balcão onde você dá a “caixinha” do pessoal, caso queira.

No fim das contas foi uma experiência muito interessante, e certamente voltarei lá pra ver o atendimento funcionando perfeitamente um dia.

Bernino Batata Gourmet

  • Passeio Pedra Branca. Cidade Sustentável Pedra Branca, Palhoça/SC.
  • Horário: de segunda à domingo, das 11h às 23h.
  • Aceita cartões: sim
  • Wifi: sim
  • Estacionamento: sim

Risotteria Suprema, comendo um bom risotto com preço muito justo

Desde que o jornalista e apresentador Zeca Camargo escreveu sua coluna à Folha de São Paulo falando sobre restaurantes e a arte de cobrar caro pra fazer comida simples porém rebuscada que não paro de pensar sobre o assunto. Como num efeito do sapo numa panela em temperatura ascendente, era eu com o preço dos restaurantes. Era barato, ou relativamente em conta, de repente começou a subir e nem notamos mais, mas, parafraseando o nobre comunicador, “você lembra quando percebeu que o jantar de R$ 150 virou rotina?”

É lógico que não tenho o costume de pagar isso num jantar, nem meus sofridos bolsos aguentariam, mas trazendo pra uma realidade mais próxima, você lembra quando foi que um jantar num restaurante mais elaborado começou a beirar os três dígitos? Como que num sofrenaço senti o fundo da panela queimar os pés e encerrei a leitura do texto com raiva de mim mesmo, e com uma cara de otário no semblante.

Por que comida simples, mas feita de maneira mais elaborada, precisa custar as vezes cinco vezes mais que seu custo? Qual empresa no mundo trabalha com até 500% de lucro? É uma resposta que não tenho, embora desejasse de toda forma trazê-la pra cá e debater com os nobres leitores que provavelmente ficarão com a mesma cara — se já não estão — após ler isso, já que a realidade não é somente dos paulistanos.

Risotteria Suprema

Faço diferente, pois, neste review. Indico um restaurante onde você pode comer muito bem, saindo totalmente satisfeito e com qualidade irrefutável. Falo da Risotteria Suprema, restaurante que conheci há dois dias, quando procurava um local pra almoçar nas redondezas do meu bairro que insiste em limitar aos buffets sua oferta de comida ao meio-dia.

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O nome é auto-explicativo: o carro-chefe é o risotto. Risottos dos mais diferentes tipos e preparos, mas sempre mantendo uma característica italiana por trás, com pequenas adaptações ao paladar dos brasileiros. Pratos bem servidos e muito bem apresentados, decorados pra agradar não somente o paladar como os demais sentidos que se possa usar na gastronomia. E o melhor: sem precisar ficar pobre. Um grande trunfo à premissa de que comer bem precisa ser caro.

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Para o almoço funciona da seguinte forma: todas as opções do cardápio são acompanhadas de uma entrada e uma sobremesa. Na terça-feira as entradas eram uma salada de folhas da estação, tomate, pepino, cenoura ralada e croutons ou então uma sopa de lentilhas.

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Para o prato principal, a possibilidade de escolher apenas o risotto do dia (que era de palmito com abobrinha zuchini, leite de coco e açafrão da terra), ou o risotto mais uma carne (filé de frango grelhado ou steak de alcatra). Você pode escolher somente a carne, caso deseje, acompanhada de um molho, ou ainda dois tipos de massa.

Já havia comido a salada e agora tinha um risotto muito saboroso e muito bem servido com um steak de alcatra no ponto certo de uma boa carne. Quando um gordo diz pra você que um prato é bem servido, quer dizer que pra uma pessoa com estômago normal ele será suficiente pra almoçar dois dias seguidos. Ou seja, além de muito boa, a comida é suficiente pra matar qualquer tipo de fome.

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Como se não fosse o bastante, o chef Jordan Franzen, que recepciona muito bem e entrega pessoalmente os pratos a todos os clientes, nos trouxe uma mousse de limão de sobremesa. Assim como a entrada e o prato principal, comida simples e muito bem feita, indubitavelmente saborosa e bem apresentável, o que é constante em todo o serviço.

Quando vi que a comida era boa, bem apresentada, em quantidade digna pra matar a fome e tudo estava muito bem apresentado, pensei: em alguma coisa vai pecar. Seja no ambiente ou no atendimento, algo vai dar errado. Me enganei redondamente, e muito feliz ao fazer esta descoberta.

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A casa é simples porém muito aconchegante. Decoração moderada, sem aquelas apetrechos todos na parede mas que te conferem conforto desde a chegada.

O atendimento foi perfeito. Todos os pedidos vieram corretamente, nenhum engano ou atraso, e os garçons sempre muito atenciosos e gentis explicando os pratos e fazendo o serviço ser lindamente aplaudido com louvores.

No fim das contas, o preço impressionou bastante, pelo que foi servido e apresentado: módicos 23,90 pelo almoço, sem contabilizar bebidas. Isso mesmo, menos de 25 reais por uma refeição com entrada, prato principal e sobremesa. Caso tivesse escolhido apenas o risotto do dia, ela teria saido por R$17,90.

Pode ficar tranquilo, Zeca Camargo! Nem tudo está perdido. Ainda existem restaurantes fazendo comida boa sem exageros na pompa e no preço.

Risotteria Suprema

  • Endereço: Rod. João Paulo, 130. João Paulo, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3234-0301
  • Horário: de terça à sexta das 11h30 às 14h, e das 19h às 0h. Sábados e domingos das 12h às 15h30 e das 19h às oh.
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: sim

Pellegrino Massas Artesanais comemora seu primeiro aniversário

Foi uma noite de festa. Percebía-se o brilho nos olhos não só dos chefs e proprietários da simpática casa de massas artesanais da charmosa Lagoa da Conceição, mas de toda a equipe envolvida no evento. O Pellegrino Massas Artesanais apagava as velinhas do seu primeiro ano de vida abrilhantando ainda mais a Ilha da Magia e comemorava a sua expansão da casa, agora maior e mais aconchegante, pra receber quem passa pela rota gastronômica do leste da cidade.

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O Comideria, assim como demais blogueiros e jornalistas que ali estavam a convite dos proprietários e da Déborah Almada, da Allpress, foi muito bem recebido. Já fui em alguns eventos de abertura, inauguração, aniversário e outras tantas ocasiões aqui em Floripa, mas existe um fator diferencial entre um convite promocional e uma tentativa de se compartilhar um momento especial: o brilho nos olhos, aquele elemento que diferencia um simples empresário de um apaixonado pelo que faz. Foi uma noite, sem dúvida nenhuma, pra entrar na história do restaurante que tende a comemorar esta data por muitos e muitos anos.

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A casa ficou linda. O ambiente é muito aconchegante e tudo lembra as cantinas italianas, desde a decoração nas paredes até as toalhas das mesas seguem o estilo. A cozinha é separada do salão por um vidro, onde é possível ver o seu prato sendo produzido, o que garante a transparência e a certeza de que tudo está nos conformes.

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Com uma taça de espumante, bruschettas e focaccias de entrada (tutti italiani) e bom papo, fomos muito bem acolhidos pelos proprietários, os chefs Fabrízio Pellegrino e Fabiana Agostini, que conversavam sobre a casa, suas vidas e expectativas.

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Na oportunidade experimentei alguns pratos que são servidos diariamente no Pellegrino, como o sorrentini de vitela ao pomodoro. Quase tudo é produzido ali mesmo. Pelo menos as massas e molhos, especialidade da casa, que além de serem degustadas ali mesmo como restaurante, podem ser levadas pra casa pra que você não deixe de ter uma boa refeição mesmo na correria do dia-a-dia, na mini-boutique instalada na loja.

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Outra iguaria, e um dos meus pratos preferidos da cozinha italiana, o risotto de funghi, também veio, charmosamente servido num ramecã. Uma delícia que recomendo ir até lá experimentar. No ponto certo de um bom risotto, bem temperado e muito, muito saboroso.

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A degustação foi finalizada com uma outra sobremesa tipicamente italiana: tiramisù. Um pequeno pedaço do paraíso composto por pão de ló embebido no café, camadas de queijo mascarpone e chocolate amargo.

E a noite foi assim. Boa comida, boa bebida e boa conversa, com gente de bem e que merece muito o sucesso que vêm fazendo, porque além de uma empreitada comercial tem o diferencial que separa pessoas comuns de grandes empreendedores. Que o brilho nos olhos do casal de chefs permaneça e continue enriquecendo a gastronomia florianopolitana. Vida longa!

Pellegrino Massas Artesanais

  • Endereço: Av. Afonso Delambert Neto, 315. Lagoa da Conceição, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 4009-2091
  • Horário: diariamente das 10h às 23h.
  • Aceita cartões: sim

Café Kiwi: imperdível bistrô no centro de Florianópolis

O conceito de bistrô tá sendo deturpado. Ou modernizado, coloquemos a culpa na evolução. Mas é fato que a idéia original de bistrô não é a mesma da França da Segunda Guerra. Não que eu queira aqui ser purista, gastronomia é algo vivo e que se adapta às condições em que está submetida, a determinado tempo e lugar. Mas daí a usar o nome bistrot pra dar um certo ar “cool” ao lugar ou então ter uma licença poética pra cobrar mais caro do cliente, já descamba pra sacanagem. Mas tem quem pague, não é mesmo?

Café Kiwi
Café Kiwi

Bistrô, conceitualmente, é um lugar pequeno, aconchegante; bistrô é local, atende a vizinhança, tem um ou mais pratos por dia e serve comida simples. Boa, sem sombra de dúvida, mas comida simples. Saborosas, bem apresentadas, bem elaboradas, mas ainda assim simples.

O Café Kiwi é um bistrô. Ele não se diz bistrô, não tá na placa que é bistrô, se chama “Café”, mas é um bistrô no horário do almoço. É um local aconchegante, pequeno, tem poucas opções de prato a cada dia, o atendimento tem um ar de exclusividade e faz comida simples, saborosa e com preço justo. Conceitualmente? Bistrô.

Vista das mesas externas para a Pe Miguelinho
Vista das mesas externas para a Pe Miguelinho

Já havia tentado almoçar lá outro dia, numa dessas minhas recentes andanças pelo centro da cidade, mas com o tardar da hora o prato que eu escolheria naquele menu já havia acabado (ouvi um grito de bistrô?). Numa outra oportunidade, semana passada, não deixei passar. Aguardei vagar uma mesa e fui atendido.

Desde o início até o final eu fiquei encantado. Primeiro porque fui com a cara dele mesmo sem saber o que serviam. Achei simpático, o Café Kiwi piscou pra mim. Vi aquela construção antiga entre a lateral da Catedral Metropolitana e o prédio da Previdência Social, um pedaço do centro outrora muito badalado e hoje já meio bucólico, aquela plaquinha simples e bonita, as mesinhas no calçadão da rua Padre Miguelinho cobertas com um guarda-sol verde… flertou comigo.

Café Kiwi - Interna
Café Kiwi – Interna

A moça que nos atendeu, e já peço as devidas excusas por não ter perguntado o seu nome, foi muito simpática e prestativa. Nos explicou detalhadamente o cardápio, a composição dos pratos, nos deu sugestões e nos trouxe a bebida.

Risotto de Salmão com Espinafre e Limão Siciliano
Risotto de Salmão com Espinafre e Limão Siciliano – R$24

Eu escolhi um Risotto de Salmão com Espinafre e Limão Siciliano. O Couscous Marroquino e a Lasanha de Abobrinha com Gorgozola pareciam boa pedida também, pelo que vi a vizinhança comendo. Mas risotto é risotto.

Eu viajo muito na maionese ou mais algum leitor tem aquela sensação de que o prato conversa contigo? Pois é, o risotto que comi ficou quase meia hora batendo um papo. Esqueci do tempo, das pessoas que passavam na rua apressadas pra regressar ao trabalho, do barulho dos carros da Arcipreste Paiva, da Câmara de Vereadores… A cada garfada um novo assunto. Sem brincadeira, acho que foi o melhor risotto que já comi fora de casa.

Quando faço uma resenha, procuro analisar alguns pontos importantes como o ambiente, o atendimento, a qualidade da comida e procuro fazer algum comentário sobre o preço. Se fosse pontuar com notas, a todos estes ítens um 10 com bastante louvor. Não pecou em absolutamente nada. E o preço, bah! Se todos os restaurantes de Florianópolis cobrassem o justo… Paguei módicos vinte e quatro reais pela refeição, e que eles não me escutem, teria pagado mais com um sorriso no rosto.

Torta de Pistache
Torta de Pistache

Se não pra almoçar mas talvez pra um café, uma fatia de quiche que eles mesmo fazem, e o fazem de forma extraordinária; talvez um brownie, já resenhado pela Michele; ou quem sabe a tão comentada torta de pistache, que só de mirá-la naquele balcão refrigerado dá vontade de levar pra casa; os cupcakes que estampam a vitrine; seja lá que hora você passar por ali, recomendo a visita.

Bistrô, caros colegas, não é um restaurante. E espero que, se ler, a proprietária não me ache pedante em nominar o seu próprio estabelecimento como bistrô, porque nem ela chama. Bistrô é experiência, é sentimento, são sensações. É experimentar uma comida feita por quem ama o que faz. E faz porque sabe. E que deixa você a vontade.

Poderia fechar esse texto dizendo que o Café Kiwi te faz sentir em casa, aquele baita clichezão dos blogs de gastronomia. Mas o Kiwi não é só como a sua casa, é como aquela casa que você faria caso ganhasse na megasena, embora tenha a nítida certeza de que dinheiro nenhum do mundo compra esse prazer.

Café Kiwi

  • Rua Pe. Miguelinho, 83. Centro, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3224-0155
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: não
  • Site