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Almoço executivo e ostras no Centro Gastronômico Rita Maria

Fui conhecer o Centro Gastronômico Rita Maria esta semana. Como o nome enseja, não é um restaurante, um bistrô, um café ou um espaço gourmet. Demorou a acontecer mas quando finalmente a ficha caiu entendi a idéia do chef Narbal Corrêa: você pode comer tudo ali. Se há alguns dias atrás escrevi sobre um restaurante que servia churrasco 24 horas em Curitiba, agora enalteço este espaço que aberto fica das 9h da manhã até as 0h. Você pode tomar o seu café da manhã ou da tarde, pode almoçar e até jantar lá.

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Eu estive na hora do almoço e já na entrada vi as opções do Menu Executivo. Frango, bife; risoto para os vegetarianos e salada de entrada.

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Ainda nem havia escolhido e já recebi a salada na mesa, com um copo de suco de abacaxi bem geladinho. Gostaria que mais restaurantes fizessem isso. O cliente pode chegar morto de fome (ou se for sempre um morto de fome, meu caso) no seu restaurante que, mais das vezes, pode demorar um pouquinho pra preparar o seu almoço. É simpático recebê-lo já com algo que quebre o gelo e o buraco negro no estômago.

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Como um outro grande grupo havia pedido o bife grelhado, restaram frango e risoto vegetariano. E, me conhecendo o leitor, se eu disser que pedi um prato vegetariano justo na hora do almoço, causarei estranheza. Mas é que decidi além do menu executivo experimentar um prato feito próprio chef Narbal, que geralmente comanda as panelas no jantar onde serve à lá carte. Pedi o Ceviche de Ostras. Ir até o restaurante de um dos maiores conhecedores de frutos do mar da cidade e não quer sequer algo proveniente das nossas águas é uma ofensa, pensei comigo.

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E ele veio.

Saboroso, picante, bastante aromático, com caviar de tapioca e ovas. Ostras gordas, frescas, especiais. Esqueci por um momento que fugia do menu executivo e me deleitava com essa delícia que tão cedo não vai sair da memória.

Mas a realidade me esperava com a voracidade de um carnívoro para comer o meu prato que era um Risoto de Brócolis com Alcaparras. Não deixou a desejar também. É claro que depois de comer àquelas nostras poucas coisas fazem frente e merecem comparação, mas ainda assim aproveitei bastante o risoto.

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Bem temperado, bem servido e bem apresentado. Boa opção pra quem não come carne, quer comer bem e pagar pouco na hora do almoço no Centro de Floripa. A falta (ou a diminuição, talvez) da manteiga deixa ele um pouquinho mais seco, diferente daquele risoto cremoso e brilhoso dos italianos. Mas ainda assim muito saboroso.

O menu executivo custou R$16. Isso mesmo, você não leu errado: salada, risoto e suco por apenas 16 unidades de real. Já o ceviche custou R$18 e a conta fechou em trinta e sete cruzeiros.

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Ainda voltarei à noite para experimentar o restante do cardápio ou um menu degustação do Chef Narbal. Recomendo bastante a visita.

Centro Gastronômico Rita Maria

  • Rua Henrique Valgas, 318. Centro, Florianópolis.
  • 48 4009-2442
  • Estacionamento
  • Aceita cartões

Costelão do Gaúcho 24 horas: toda cidade precisa ter um

O que pode querer da vida um homem cuja cidade oferece um restaurante que serve costela assada na brasa, por um gaúcho, 24 horas por dia?

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Com essa indagação começo este post em que falo da minha última visita à capital do Paraná. Uma visita rápida, a verdade seja dita, mal consegui visitar todos os restaurantes que gostaria. Mas com certeza os 800 quilômetros rodados teriam valido a pena simplesmente por conhecer esta casa que agora relato.

Não é fácil estacionar. O restaurante vive lotado, fato. Principalmente nas horas comuns de funcionamento, almoço e jantar. Já havia tentado atracar por lá no sábado, quando cheguei em Curitiba, mas foi só no caminho de volta no domingo que conseguimos parar, após duas ou três voltas no quarteirão, para finalmente conhecê-lo.

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O restaurante não tem luxo. Uma casa de esquina com uma churrasqueira enorme dividida entre as costelas prontas, as que estão quase prontas para o próximo turno e as que só serão servidas na noite e madrugada. Algumas mesas individuais, a maioria delas são coletivas e democraticamente todos dividem o espaço. A fumaça e o cheiro de churrasco toma conta não só do lugar mas como de toda a redondeza. Se a história de que podemos identificar um gaúcho apenas pela fumaça do seu churrasco é verdadeira, neste caso podemos achar o Hauer, bairro curitibano, somente pelo faro.

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A comida é boa. A costela fica assando por horas e horas até que esteja no seu melhor momento. Na mesa são servidos pratos como arroz branco, galinhada, salada de maionese, salada mista de conservas e batata chips. Em seguida o garçom já te traz uma travessa com linguiça, galeto, carne suína e, claro, a Costela bovina.

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O Costelão, como disse, é simples. Assim como simples é o seu preço. Módicos, irrisórios, ignoráveis 27 reais para comer tudo isso, à vontade, podendo repetir quando quiser.

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Mas além disso tudo é preciso ressaltar, se ainda não ficou claro: você pode chegar a qualquer momento do dia. Pode chegar tanto no almoço e no jantar, pode chegar pro café da tarde, pode sair da balada e ir comer um belíssimo assado de matambre. Pode escolher almoçar no café, pode fazer o desjejum ainda na madrugada, pode, enfim, comer costela a qualquer hora. Isso não tem preço. Não há nada que pague essa sensação de liberdade de gostar da melhor carne que uma Rês vacum pode fornecer ao humano.

Por um mundo onde conste no cálculo do IDH de uma cidade a existência ou não de um Costelão do Gaúcho 24 horas. Vamos fazer uma petição!

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ATUALIZAÇÃO: Na quinta-feira, dia 4 de dezembro de 2014, um leitor do Comideria esteva em viagem e fez uma parada Curitiba para comer no restaurante. Chegando lá, deu com a cara na porta. Não havia sequer um aviso do motivo. Fato é que a casa anuncia que não fecha nunca, no próprio site consta que “funciona de segunda à segunda, 24h”. Feito o registro, certifique-se de que ela estará aberta nos horários menos comuns antes da visita.

Todas as fotos deste post são de autoria do nobre co-fundador deste blog, Everton Veber.

Costelão do Gaúcho 24 Horas

  • R. Júlio César Ribeiro de Sousa, 627. Hauer. Curitiba – PR
  • (41) 3377.2704
  • Aceita cartões: sim

Trattoria Campione: comida excelente em Jurerê sem o preço Internacional

Que bom que existe a Trattoria Campione. Lugares assim me fazem voltar abrir um sorriso de lado a lado na boca do estômago. E mesmo que o trocadilho do blogueiro seja péssimo, serve pra enfatizar o quão ele fica faceiro em achar lugares assim.

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Primeiro porque a casa é bonita. Não poderia ser diferente, fica em Jurerê Internacional. Lá até os mendigos são capa de revista de fofoca, não tem Fusca 62 rodando pelo bairro e até o lixo que raramente se encontra no chão é sacola da Louis Vuitton. Sempre que chego no bairro tomo banho, faço a barba e se for uma ocasião especial até passo Listerine.

Segundo porque o atendimento é bom. Os caras falam pra fora, não andam com um tacape debaixo da bandeja e tudo o que é pedido chega, o que é solicitado não gera necessidade extra de uma oração forte a qualquer orixá pra acontecer.

E por fim porque a comida é da melhor qualidade. E por mais que pareça que precise ter a carteira forrada como qualquer morador deste condomínio semi-fechado (ou semi-aberto, depende do seu otimismo) não precisa. Na Tratoria Campione come-se bem e paga-se o justo, a despeito de alguns lugares mais destacados de lá.

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Ah, outro ponto importante: todos os pratos bem servidos. A começar pela salada que por si só já é um sinônimo de passar fome, lá não é. É tanto verde dentro do prato que a sensação que você tem é que está comprando um terreno da Habitasul. A Instalata Caprese custou R$30 mas serviria muito bem a mesa toda com 4 pessoas.

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Também experimentei a Bruschetta Tradicional. Pão italiano tostado com alho, tomates frescos, mussarela de búfala, pesto de manjericão e lascas de parmesão. Detalhe: tudo muito fresco. Folhas, pães, temperos, molhos…

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Polentinha frita pra ir controlando a ansiedade e fome? Tem também. Muito boa.

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O cardápio principal é basicamente composto de ristos, pastas e algumas carnes e boa parte dele tem opção para 1 ou 2 pessoas. Tive vontade de experimentar o Parmeggiana de Mignon (filé mignon empanado, gratinado com mussarela e molho de tomate, acompanhado de spaghetti ao sugo). Mas também queria comer uma pasta com molho Alfredo. A casa prontamente realizou meu desejo e trocou o spaghetti ao sugo pelo meu preferido. Simples, sem gritaria, torturas, choro e ranger de dentes. Algo raríssimo hoje na ilha, uma simples conta de adição onde 1 + 1 sempre termina em guerra e pancadaria.

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Quase todos os pratos que servem duas pessoas vêm numa travessa bonita, pomposa. O nosso como se tratava de um filé parmeggiana que teria sua qualidade colocada à prova se desta forma fosse servido, veio já no prato, bem montado por sinal. Um filé robusto pra cada lado, uma generosa porção de massa pra cada um. Filé macio, saboroso, bem temperado, no ponto que eu gosto. Molho caseiro, bem feito, não empastado e não cozido demais, frescor dos ingredientes exalando por todo canto. Massa também muito saborosa, fazia tempo que não comia um bom Alfredo aqui no rincão. Prato de se aplaudir de pé e dar um beijo no cozinheiro.

Também tive a honra de comer no prato alheio (blogueiro de comida nunca se presta a Joey Tribbiani) e experimentar o Do Chef, um penne (foi substituído por fettuccine) com camarões, molho à base de manteiga, tomates cereja, creme de leite e rúcula. Prato leve, delicioso, bem generoso na quantidade também.

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A conta fechou em aproximadamente 120 reais por casal, considerando a força de comida listada neste post.

Então agora você já sabe, se estiver comprando um terreno em Jurerê à vista ou, caso seja mais extravagante, comprando um iPhone 6 em 10x, tem um lugar excelente pra se comer bem e pagando pouco. Capice?

Tratoria Campione

  • Av. das Raias, 400, Sl 11. Jurerê Internacional, Florianópolis.
  • 48 3207-4426
  • Aceita cartões.
  • Estacionamento.

BB King Blues & Bauru: conhecendo comida de verdade

Na última vez que saí de casa pra comer, também com intuito de gerar material pro blog, prometi dar uma basta nessa palhaçada que tá virada a gastronomia nessa cidade. Sentei em três restaurantes diferentes até achar algo que prestasse, não tivesse um nome afrescalhado e não custasse o equivalente a uma experiência no metrício.

A gota d’água foi quando abri um cardápio e olhei um risoto por 85 reais. Levantei-me com parcimônia e saí sem sequer agradecer quem atendeu. Deu, né, chefinhos? Tá ficando ridículo pra cara de vocês. A comida tá cara mas arroz continua custando menos de 10 reais um saco com 5kg. Se a trufa tá cara vá pro diabo que te carregue com ingrediente da pátria que não te pariu.

Por isso demorei em postar novamente, foi mais de mês em branco por conta disso. Aproveitando o pleito que se avizinha, faço uma promessa de campanha: só divulgo agora comida de verdade. Pode ter ingrediente afrescalhado, mas vai ter que forrar o buchinho e não esvaziar a guaiaca.

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Até que ontem encontrei comida de verdade. Até certo ponto ogra, confesso, comida pra leão, mas honesta e muito boa. Conheci na Trindade o BB King Blues & Bauru. Bauru é tipo xis, instituição gaúcha. E o bar que homenageia grandes ídolos da música em seus pratos tem na gastronomia portoalegrense suas raízes.

O cardápio é enxuto como todo com menu deve ser, fácil de escolher e entender. Tem bauru no prato (filé mignon ou frango grelhado com molhos e outros ingredientes) mais batata, arroz e salada de acompanhamentos. Tem também o baurú no pão, o mais famoso. Alguns aperitivos pra quem quer só sentar, ouvir boa música, tomar uma cerveja e petiscar um ovo de codorna ou uma tábua de frios, embora o cheiro que emana da cozinha convida sempre pra um bom filé.

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Aliás, os gaúchos desgarrados, boa parte da população da Ilha, podem não só rememorar sua comida como também a casa oferece cerveja Polar e Fruki, outras duas instituições gaúchas, assim como o Gengibirra está pra Curitiba e a Pureza pra Santa Catarina. #fikdik

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Além disso uma geladeira forrada com vários rótulos de cervejas especiais, pra quem vai nessa vibe.

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Meus amigos velhos de guerra foram de baurú no prato. Foram no My Lucille com ovo frito. Pão de trigo, filé mignon grelhado, queijo, presunto, alface e tomate. Refeição balanceada que os nutricionistas insistem em não incentivar, afinal tem salada, proteína, carboidrato e uma meia pataca de gordura.

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Eu fui nos “baurus no prato”. Esses têm a opção inteira, que serve quatro pessoas, 1/2 porção para duas e a individual que corresponde a 1/4 do tamanho original. Este quarto de prato já é suficiente pra alimentar um leão faminto em época de estio, pois além da carne preparada com os ingredientes correspondente a cada opção, vêm à mesa uma porção de arroz, batatas fritas e uma saladinha verde pra começar.

Já não é novidade para os mais assíduos deste espaço que ando numa fase de comer salada, então prostrei-me à mesa e dei-me à pastar na salada.

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Arroz e batata também perfeitos.

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Mas foi na carne que o bicho pegou. Eu escolhi o John Mayal, que era filé mignon à milanesa, queijo, presunto, molho de tomate e molho verde. Era quase uma parmeggiana feita de forma exemplar e muito respeitosa. Saboroso e muito buchisticamente correto.

Paguei 30 pila no meu, com água, porque respeitar a dieta é preciso. Que a minha nutricionista não leia. Que os chefinhos leiam todos e parem de frescura.

BB King Blues & Bauru

  • Rua Lauro Linhares, 1065. Trindade. Florianópolis.
  • (48) 3209-0100
  • Aceita cartões
  • Estacionamento

Risotteria Suprema: cara e cardápio novos

Já havia feito um review sobre a Risotteria Suprema onde lépido e fagueiro almocei num dia de semana. E antes que me tomem por repetitivo, preciso me explicar: 1) já não sobra muitos restaurantes cujo serviço seja bom o suficiente pra registrar aqui 2) a Risotteria Suprema está de cara e cardápio novos, e foi uma experiência nova e diferente, apesar de ser novamente exitosa.

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De cara nova porque o incansável Jordan Franzen, chef do restaurante, fez uma revolução no lugar. Trocou mesas, cadeiras, fez estofados melhores, colocou uma nova iluminação deixando o ambiente mais aconchegante e fazendo você se sentir em casa. A luz direcionada à mesa dá uma boa sensação de iluminação (você consegue enxergar as pessoas com quem está dividindo a refeição) mas também tem a sensação de estar sozinho por ali, que ninguém te vê.

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Isso sem contar o o novo bar, que agora oferece drinks especiais, retro-iluminado e muito, muito “bossa”!

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A comida continua com a mesma qualidade e novos ítens entraram no cardápio noturno. O cardápio está dividindo entre Entradas, Saladas, Pratos para crianças, Pratos Especiais, Massas, Grelhados e Risottos, sendo este último, evidentemente, o carro-chefe da casa. A mesa em que estava era bastante democrática e cada um resolveu experimentar um pouco de cada, o que deixou muito feliz este humilde blogueiro que deu algumas garfadas em cada prato para uma maior experiência e mais eficiente crítica.

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Tudo começou com o couvert. Pães do Café Françoise (sempre eles, os melhores) e uma manteiga temperada pelo próprio chef. Receita própria, que mescla ervas e dulçores, fazendo com que você queira comer até a última migalha.

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Por imposição da dieta — comer salada duas vezes ao dia, pedi a Salada Norueguesa. As folhas da estação escoltadas por salmão defumado, amêndoas em lascas, tomate seco, croutons rústicos e raspas de limão siciliano fizeram com a salada deixasse de ser um peso da dieta pra ser um delícia. E lhes garanto que tamanha grandeza de preparo não se deve apenas ao salmão defumado, iguaria esta que nenhum vivente deveria se tornar finado sem experimentar.

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Eu até queria ter pedido um Prato Especial da Risotteria. Queria ter comido sozinho este prato para dois (não é dividido por dois, é multiplicado por dois), o Cordeiro de Montpellier, que são nada menos que carrés de cordeiro bardeados com presumo de Parma e guarnecidos por risotto dijón e aspargos, decorado com fios de redução de vinho do porto. Quem os experimentou deixou que eu petiscasse vez por outra. Delicioso.

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Também gostaria de ter me deleitado ao sabor deste Tortei Basco, o famoso tortei de abóbora cabotiá ao molho de carne seca e tomates italianos.

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Mas resisti bravamente e pedi um risotto. Não qualquer risotto, mas o novo prato deste cardápio, o Risotto Praia dos Açores. Como já comentei no post anterior, os risottos da Suprema têm nomes temáticos de cada lugar de Floripa, geralmente praias (até porque se ele criasse um risotto chamado São José, ele viria frio, cheio de buracos e teria sabor de cachorro-quente). O Praia dos Açores têm camarões, palmito, tomate, salsa, cebolinha e parmesão. Simples, porém bastante saboroso. Como também já disse anteriormente, o prato da Risotteria engana. Por baixo da ponta deste iceberg de puro sabor, há um calabouço de abundância de comida. Pode comer sem medo de ser feliz e voltar com fome.

Aliás, fome é a única sensação que você não vai sentir na Risotteria. Apesar da boa decoração (muito embora o Jordan tenha esquecido a minha #hashtag no prato, imperdoável), a comida é pra todo bom brasileiro verde, toda firula é acompanhada de fartura e não se sustenta só pela beleza. Se sustenta porque sustenta.

O jantar custou cerca de R$80, com bebidas leves.

Risotteria Suprema

  • Endereço: Rod. João Paulo, 130. João Paulo, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3234-0301
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: sim

 

Madero: bom de hamburger e ponto

Quando falta foco o objetivo fica mais difícil de ser alcançado. É esse o clichê que alimenta muitas bocas de palestrantes de auto-ajuda mas que pra restaurantes nunca foi tão verdade.

Essa não é uma crítica que desqualifica a casa, há que se destacar suas honras e acertos. Mas frente o oba-oba com a chegada do Madero na cidade creio que sejam necessários alguns pingos nos is, isso claro na minha opinião (como se precisasse dizer a um leitor de BLOG que BLOG é opinião, mas vai que alguém dormiu nos anos setenta e só acordou agora em 14 com a larica da brilhantina).

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Madero manda bem no hambúrguer. Ele é bem temperado, a carne escolhida vem sempre no ponto bacana de quem aprecia carne de verdade (desculpa aí, sommerliers de sola da bota, nada pessoal!), o pão deles é incrivelmente saboroso e dá vontade de tornar mais vezes à casa pra apreciá-los. Queijo, bacon, qualquer que seja o o aliado da carne na guerra do colesterol alto, comer hambúrguer no Madero é quase sempre, como dizem na Serra, “uma enxadada e uma minhoca”. Sempre um acerto em cheio.

Mas, e sempre tem um mas, confesso que os pratos me decepcionaram bastante.

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A começar pelo palmito assado. Um grande e generoso tolete de pupunha assado e temperado com algo cujo sabor mais próximo era manteiga. Mas um sabor bem efêmero, quase que inexistente. E embora informações do restaurante de que ele é temperado com manteiga caseira e flor-de-sal de uma marca famosa, o que comi não foi bem isso. Ele é bonito, bem apresentado, mas falta sabor. O palmito por si só não tem muito sabor. Se temos a flor-de-sal na receita original já significa que, no mínimo, precisa-se acentuar seu sabor. E, tendo ou não, faltou. Palmito pupunha precisa de ervas, precisa de aromas, precisa agregar sabor.

Além do mais, não é barato. Quase R$30 por esta iguaria.

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Carnes. Vamos às carnes. Eu pedi picanha. No ponto. Veio no ponto, mas é difícil acreditar que comi picanha de excelente qualidade. Afinal, no cardápio dizia que ela é SUPER PREMIUM. É mesmo? Aqueles nervos que mastiguei dolorosamente diziam o contrário.

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E embora a foto pareça grande — vamos levar em consideração que a foto é de uma lente macro — o prato chega a ser famélico. Umas folhas verdes quase sambando no prato e se esticando todas pra darem a sensação de preenchimento, dois bifes de picanha e um filhote de bife sustentando o palitinho com a bandeira do ponto.

O preço? 41 dilmas pra continuar com fome.

Justiça seja feita, o molho de chimichurri é um dos melhores que já comi. Que saboroso!

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Outro ponto forte é o jogo de pimentas que você pode pedir. Na mesa tem apenas um, a pimenta clássica da Tabasco, mas se quiser a minha preferida Chipotle, por exemplo, precisa pedir que o garçom traga na mesa.

Mas você vai saber disso em duas ocasiões: 1) lendo este post, ou 2) exumando a mãe Diná e pedindo ajuda dos astros, ninguém te fala isso antes da refeição. Aliás, um outro ponto crítico do Madero em Floripa é o atendimento. Se em Balneário Camboriú eu fui muito bem atendido, na filial do Beiramar Shopping temos mais um reflexo da péssima mão de obra para restaurantes que esta cidade quase nula em turismo provê.

Pedir uma bebida, mesmo sendo uma simples e inofensiva água mineral, que não morde os dedos de ninguém (juro!), e que custa uma fortuna, conferindo quase que 500% de lucro pra casa, ou um suco de laranja, a preços Padrão Fifa, pode ser uma tarefa um tanto quanto cansativa, quando se precisa repetir três ou quatro vezes.

Parabéns, Madero, vocês têm um dos melhores hambúrgueres da cidade. Mas os demais pratos não me agradaram.

Madero

  • Endereço: Rua Bocaiúva, 2246. Beiramar Shopping. Centro, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3039-0388
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: sim