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Sushic: o primeiro Lamen de Floripa

Eu não me recordo muito bem quando essa história começou, mas tinha a ver com o Ricardo Takeuchi postando uma foto de um lámen e eu dizendo alguma coisa exagerada, como sempre, praticamente implorando que ele trouxesse isso pra nossa querida cidade. E não é que aquela cabeça de pescador, sushizeiro e empresário já estava de tramóia?

Na semana passada ele fez a primeira exibição do prato no Sushic e este humilde blogueiro teve a honra de ser o primeiro a mergulhar aquela colher japonesa de porcelana no bowl onde seria servida a iguaria. Mas, por se tratar de algo novo ainda por aqui, vamos contextualizar.

Lámen, ou rãmen é um alimento japonês de origem chinesa(lãmiàn), composto por filamentos longos de massa alimentícia mergulhados em caldo extraído de verduras, legumes, carcaça suína, bovina, de aves (frango) ou frutos do mar, temperados com shoyu, sal ou missô e decorados comumente com carne de porco, cebolinha e broto de bambu. Fonte

Talvez seja tão tradicional quanto o sushi no Japão, embora seja uma criação chinesa por origem, mas sabe-se lá porque não caiu nas graças do americano como o rolinho de arroz e peixe e pra cá também não veio com grande força. Em São Paulo, no bairro japonês da Liberdade, encontram-se algumas casas especializadas na iguaria.

Mas São Paulo é longe e Floripa poderia muito bem ter um lugar pra comer um bom lámen. E foi isso que o Takeuchi fez: a partir desta semana ele estará servindo dois tipos de Lámen, e experimentei com exclusividade ambos, os quais mostro agora:

Shoyu Tyashu

sushic-tyahu-lamen-shoyu

Comi este inteiro, completo do jeito que o chef preparou. Molho a base de shoyu, lombo de porco (tyashu) e moyashi (broto de feijão), milho, wakame (alga hidratada) e cebolinha. O caldo é simplesmente viciante embora o protagonista seja o macarrão que também estava especial. É umami desde a primeira colherada até aquela levada do bowl à boca pra sorver os últimos goles do caldo.

Missô Tyashu

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Esse eu não comi inteiro, eu só experimentei. Quem comeu foi Ariany, acompanhante da noite nesta experimentação. Ele é composto por molho a base de missô, Tyashu (lombo de porco), moyashi (broto de feijão), ovo cozido, milho, wakame (alga hidratada) e cebolinha. Nesta foto você vai notar a ausência do porco e o acréscimo de legumes (Misso Yassai), Ariany é vegetariana e o chef preparou uma versão especial pra ela. Já fica a dica pra quem aderir esta dieta, também pode se lambuzar de lámen no Sushic.

Eu ainda não fiz uma prova aos Lámen da Liberdade, mas em um áudio enviado ontem pelo José Vitor e pela Luiza Almeida, um casal de amigos muito querido que tenho por perto e que também adora as goumandises orientais visitando sempre que podem a capital da América Latina, me garantiram que nada deve aos do bairro tradicional japonês. Que o chef Takeuchi além de mostrar habilidade na pesca do seu próprio peixe branco servido na casa também demonstra total perícia e alma japonesa em fazer a iguaria, não perdendo em nenhum quesito para os demais.

Se vai emplacar no gosto dos florianopolitanos, só o tempo irá dizer. Mas já tem o aval de quem gosta do prato, de quem comeu pela primeira vez e tem a iniciativa de sempre aperfeiçoar a receita. Só resta você ir lá, conferir e prestigiar o restaurante de um cara que investe nas novidades e tenta sempre fugir do lugar comum, trazendo pra nossa cidade coisas diferentes pra se comer. É o que a gente quer, não é mesmo? Vamos fazer nossa parte. Lotemos o Sushic pedindo Lámen!

Sushic Restaurante

  • Dr. Abel Capela, 337. Coqueiros, Florianópolis.
  • (48) 3028-4576

 

Yakissoba da Ponte: Food truck de comida oriental no Kobrasol

Nos Estados Unidos Food Truck já é comum. Em São Paulo recentemente uma lei que libera e regulamenta foi aprovada. Por aqui ainda divide opiniões mas é ansiado por muitos entusiastas, eu incluso, um debate e, tão logo possível, uma carta branca pra que pequenos caminhões, utilitários e vans sirvam comida nas ruas, de forma itinerante e que viabilize bons e frutíferos projetos.

Enquanto o conceito puro de comida de rua através dos food trucks não é possível, algumas iniciativas já começam a despontar deixando este que vos escreve bastante animado e esperançoso pra que num futuro não muito longínquo seja normal estar no caminho de casa ou do trabalho e poder comer algo além do cachorro-quente, algo mais elaborado e nutritivo do que pipoca.

yakissoba-ponte-trailer

Isso porque ontem inaugurou no Kobrasol, em São José, o Yakissoba da Ponte. Como o próprio nome enseja estava instalado no bairro Ponte do Imaruím, cidade de Palhoça, e agora mudou-se pra alegrar os cidadãos josefenses e florianopolitanos que não raro visitam as opções gastronômicas das imediações da Lédio João Martins.

Com um cardápio enxuto como todo bom food truck deve ser, o Yakissoba da Ponte oferece o carro-chefe e rolinhos primavera.

yakissoba-ponte-cardapio

São quatro tipos de Yakissoba: de carne, de frango, misto (o clássico carne + frango) e o vegetariano. Você pode escolher o tamanho médio e o grande, exceto o misto. Os valores variam de R$9 a R$15 dependendo do ingrediente e tamanho escolhido.

Já os Harumakis, ou rolinhos primavera, podem ser salgados (carne e legumes, frango e lefumes e queijo) ou doces (chocolate e romeu e julieta). Eles podem ser vendidos em unidades, que custa uma módica quantia de R$2,50 ou vir em porção de cinco unidades, custando apenas 10 pratas.

yakissoba-ponte-yakissoba

Experimentei os dois pra não dizer que não falei das flores e gostei bastante do que provei. O meu Yakissoba misto veio bem servidor de todos os ingredientes, carnes inclusas nesta constatação, quentinho pois é feito na hora e estava bem saboroso. Único ponto negativo foi a quantidade de sal no molho, hipertenso de carteirinha acabei estranhando, mas imagino que seja algo a ser melhorado nos dias subsequentes à inauguração.

yakissoba-ponte-harumaki

Os rolinhos primavera estavam demais. Experimentei o de carne com legumes e o de queijo. Casquinha crocante, bem quentes (logo o recheio de queijo estava derretido e fazendo aquele efeito elástico que tanto adoramos e muito, muito saborosos.

Ao lado do trailer onde fica a cozinha, mesas e cadeiras confortáveis de madeira protegidas da chuva e do sereno por um grande toldo garantem a tranquilidade e o conforto necessários pra se comer aproveitando o movimento da Av. Presidente Kennedy.

Vale muito a visita!

Yakissoba da Ponte

  • Av. Presidente Kenney, 789. Em frente à Vox. Kobrasol, São José / SC.
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: sim

Sushi Maru: Barreiros agora tem comida japonesa

Moro num município satélite de uma região metropolitana que até pouco menos de cinco anos ainda era considerado uma cidade dormitório (pra quem vive nas capitais ou extremo interior, quando grande parte da população trabalha na capital e vai pra satélite dormir) de Florianópolis. Por mais que isso pareça assustador e São José tenha 210 mil habitantes (quase metade da capital), ficar apenas 6km dela e ter um PIB de aproximadamente 5 bilhões de reais, ainda não apagamos as primeiras velinhas do dia em que tivemos, de fato, banda larga acima de 2mb, por exemplo. Saneamento básico, pra nós, é apenas um filme de comédia escrito pelo Jorge Furtado.

E se ainda não nos comunicamos decentemente pela Internet e não podemos ir ao banheiro tranquilamente em dias de chuva, imagina termos opções mais variadas de alimentação que foge ao cachorro quente. Aliás, justiça seja feita, São José é a capital catarinense do cachorro-quente. Todo cidadão tem sua própria carrocinha. Fenômeno parecido com as iogurterias em outras cidades.

Tergiverso, claro, mas necessário pra deixar claro que mediante a estes fatos eu apoio toda e qualquer iniciativa que venha agregar ao setor gastronômico da minha cidade.

Salão. Limpo, organizado, aconchegante.
Salão. Limpo, organizado, aconchegante.

No último dia 8 de fevereiro inaugurou o que acredito ser o primeiro restaurante de sushi do Distrito de Barreiros. O Sushi Maru é uma pequena e aconchegante casa de sushis, sashimis, nigiris e temakis. Consta no cardápio alguns pratos quentes como Yakissoba e Harumaki, mas ainda em fase de implementação (leia-se estão a procura de mão de obra, algo escasso por estas plagas).

Sushi e sashimi
Sushi e sashimi

Servem pouca variedade de sushis, pra nós que estamos acostumados com as verdadeiras orgias gastronômicas pagãs de algumas casas maiores, mas ao contrário da maioria destas, faz muito bem feito o que se propõe. Os sushis são uma delícia, o sashimi bem cortado e o tamaki generosamente servido.

Eles trabalham com “combinados”. Particularmente eu prefiro a la carte, peso, rodízio watheva, mas enfim… se é o jeito de rentabilizar na vizinhança, que seja.

Tameki Filadélfia
Tameki Filadélfia

Um combinado com 12 peças de sushi + 5 nigiris/sashimis custa R$18,90. Um temaki R$7,90. O preço é razoável, honesto e bem acessível.

O restaurante ainda não tem tele-entrega mas faz embalagens “para viagem”, caso queira buscar. Oferece ohashi e shoyu de qualidade.

É um grande começo pra região, que já conta com algumas casas em outros bairros. Esse é inédito aqui, espero que cresça junto com o público.

PS: tirei uma foto da fachada do restaurante mas por ter ido lá despretenciosamente e sem câmera, o iPhone não ajudou.

Receita de Kinoko

Sou um cliente assíduo do Nigiri Sushi Bar. Pra mim, a melhor casa de culinária japonesa a preço de certa forma compatível com o que se oferece instalada em Florianópolis. E no sistema do restaurante, o “All you can eat”, uma espécie de rodízio onde você pede peças de sushi, sashimi e pratos quentes e frios por comandas, sempre fresquinhos e bem preparados, existe a opção do “Kinoko”.

Kinoko
Kinoko

Consiste num pequeno refogado de cogumelos shimeji com brócolis na manteiga, shoyu e, desconfio, um pouco de saquê (só isso explicaria o vício adquirido no prato).

Com este nome achei poucas referências pra tentar pegar a receita ou algo parecido, até porque kinoko é um nome genérico. Do japonês ??? que quer dizer cogumelos. Vago, não?

Também achei algo parecido mas em forma de risoto, que seria o Kamameshi Kinoko. Mas enfim, postulemos que a partir de agora este prato se chame Kinoko e tão-somente cogumelos em japonês. Ou ???. Nota do autor: acho que vou tatuar isso nas minhas costas.

Ingredientes

  • 1 bandeja de cogumelos Shimeji (aprox. 400g)
  • 1 bandeja de brócolis já cozidos (aprox. 400g)
  • 200g de manteiga sem sal
  • 4 colheres de molho shoyu
  • 1 martelinho de saquê, caso queira dar um gostinho a mais.
  • Sal a gosto, se preciso (no final, pra corrigir)

Modo de preparo

  • Lave bem os cogumelos e escorra a água. Coloque a manteiga numa frigideira e derreta.
  • Em seguida, separe os tufos dos cogumelos shimeji  e os coloque para cozinhar na manteiga derretida.
  • Faça o mesmo procedimento com os brócolis. Deixe cozinhar por uns 5 minutos.
  • Depois disso, coloque o shoyu e deixe cozinhar mais uns 3 minutos.
  • Pra finalizar, coloque o saquê e deixe mais uns 2 minutos para evaporar bem o álcool e pegar gosto.
  • Corrija o sal na última etapa se necessário.
  • Pronto, agora você tem um Kinoko gigante!

Custo médio da receita: R$25

Osanai Sushi e Sashimi – quantidade e preço bom

Recebi hoje o convite de dois amigos pra visitar um restaurante de comida oriental em Coqueiros, Florianópolis. A Via Gastronômica está cada vez mais democrática com as culinárias diversificadas e perdendo a cara de só ter comida açoriana. Sushi era o nosso alvo e então fomos até o Osanai Sushi e Sashimi, Luiza, José Vitor e eu.

Vamos lá?

Ambiente – 7

O espaço é legal, bem decorado, organizado, mesas confortáveis, climatizado, com TV de LCD exibindo uns clipes num som civilizado e tem vista para a praia do Meio, de Coqueiros. O ambiente tem dois andares. O segundo tem a vantagem de não ficar próximo a entrada e saída de pessoas, porém fica perto do Buffet.

Atendimento – 5

Creio que pode melhorar. Os garçons se esquecem dos pedidos com uma certa frequência (foi a terceira vez que estive lá, e pela terceira vez esqueceram algum pedido de bebida ou os sashimis). Erros acontecem, mas consecutivamente não dá, meus caros. Precisa melhorar um pouco nesse sentido.

Qualidade da comida – 8

Sushi
Sushi

Você pode optar por buffet livre (serve-se a vontade pagando um preço único ou por peso), no estilo self-service.

Não foram os melhores sushis que já comi, mas são muito bons. Creio que podem melhorar o Sashimi de salmão que é um tanto quanto gorduroso. Não sou especialista nesse prato, meu negócio é carne, mas achei o salmão muito gorduroso e sem gosto. Talvez pelo preço ser reduzido, colocam peças de qualidade inferior e nem tão frescas. Vai saber?

Sashimi
Sashimi

Há também opções de sushis fritos e doces, além de rolinhos primavera e de queijo no buffet quente. O shoyu é de boa qualidade, sashis satisfatórios e niguiris de boa qualidade.

Preço – 10

É um dos mais baratos de Florianópolis. Eu optei pelo Buffet Livre, pagando aproximadamente 42 reais para comer a vontade. Além disso, você recebe um cartão de fidelidade que te dá alguns descontos no retorno. Caso eu deseje voltar lá, se for numa segunda-feira, por exemplo, pago algo próximo a R$25. Ao passar da semana, o desconto regride, mas também é interessante.

Observações:

  • Não existe estacionamento próprio, manobrista ou cuidador de carros. Você pode estacionar na rua ao lado (esquina), nos dois sentidos, numa rua de subida.
  • Tem wi-fi. (senha: sushi – oh really?)
  • Aceita débito/crédito nas tarjetas mais comuns.
  • No almoço, servem apenas buffet por quilo ou almoço executivo.

Nota média: 7.5

Dados do Restaurante

  • Endereço: Rua Desembargador Pedro Silva, s/n. Bairro Coqueiros, Florianópolis/SC.
  • Telefone: (48) 3024-5080 (reservas)
  • Atendimento: De segunda a sexta, das 11h30 às 14h30 e das 19h às 23h. Sábado, das 19h às 23h.
  • Site: www.osanai.com.br

Vale a visita!