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Restaurante Natural Tsan The: uma nova experiência com comida vegetariana

Embora minha visita ao Tsan The fosse feita numa terça, escolhi a segunda-feira pra publicar este post pra coincidir com a Segunda Sem Carne, uma campanha de 2011 coordenada pela SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira) e que “propõe conscientizar as pessoas sobre os impactos que o uso de produtos de origem animal para alimentação tem sobre  os animais, a sociedade, a saúde humana e  o planeta, convidando-as a tirá-los do prato pelo menos uma vez por semana e a descobrir novos sabores.”

Há muito tempo não visitava um restaurante vegetariano. Pra ser sincero, acho que depois que comecei a pagar pela minha própria comida eu não ia num. Mas na fatídica terça-feira estava num ônibus a caminho da Ilha de Santa Catarina e vi no Instagram do Floripa Foods (se você ainda não segue, siga!) a foto de um prato inusitado: jaca frita. Isso mesmo, jaca, aquela fruta grande e com sabor que lembra a banana, usada como sinônimo de beber ou comer demais quando seus membros inferiores a esmagam, feita como um prato salgado e frito.

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Desci do ônibus, cliquei no local do instagram onde a foto foi tirada, e o Google Maps me levou até o Parthenon Center II na rua Tenente Silveira. Eu sequer sabia que que existia o Parthenon Center I, quem dirá que dentro do II existiria algumas opções de comida.

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Tudo o que relatar daqui por diante, fique claro, é baseado em uma única experiência. Como falei anteriormente eu não conheço comida vegetariana ou vegana e não posso compará-la a nada. Se aqui cometer alguma gafe, me corrijam que eu faço questão de me desculpar, caros leitores.

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O Tsan The é um pequeno restaurante na “praça de alimentação” deste centro comercial. E confesso que foi o que mais me atraiu na praça, ainda que eu não tivesse ido sem querer escolher outro, ele teria me conquistado pela simpatia das comidas. De longe parece mais um restaurante por quilo comum com opções de saladas, guarnições, carnes e algumas guloseimas com uma balança no final pra você passar o SodexHo e ir pra uma mesa cumprir o ritual de todo dia. Não é. O Tsan The é um pequeno notável e charmoso, que oferece uma comida muito boa, rica em nutrientes, nem sempre muito saudável do ponto de vista da Pugliesi mas muito rico do ponto de vista de quem gosta de comer.

Afinal em terra de iguais, fritar uma jaca merece, no mínimo, uma atenção especial.

Outra coisa: senti gosto de coentro em uma ou duas comidas. Só alguém muito seguro no que está fazendo usa coentro na comida em plena Florianópolis do século XX, ou seja, hoje. Coentro é bom, coentro é saboroso, mas nem se trata disso. Trata-se de ousadia em sair do cominho, coloral e salsinha, a santíssima trindade do lugar comum.

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O buffet é simples: em cima, saladas normais. Embaixo diversas preparações com ingredientes vegetarianos/veganos. Macarrão, gratinado de legumes, algumas frituras, arroz integral e carne de soja.

A grande sacada não são os ingredientes. Tirando o tipo de proteína que é usada a vegetal ao invés da animal, os ingredientes são basicamente os mesmos de qualquer restaurante concorrente no centrão. A questão é a nova roupagem que dão a eles, os temperos, o que nunca foi frito agora mergulha em óleo, o que era só cozido no vapor agora ganha um gratinado, o que quase nunca aparecia agora é molho pra massa.

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E este foi meu lindo pratinho.

Tá ali a jaca frita, afinal fui fisgado por ela; tem uma massa com legumes; PTS (proteína texturizada de soja, ou carne de soja) e o rolinho que é uma espécie de saladinha enrolada numa alga (há também a opção enrolada num pão sírio/wrap).

Aliás este rolinho é maravilhoso. Há um molho dentro dele a base de pasta de amendoim que é de comer querendo ser vegetariano.

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A única coisa que pegou pra mim mesmo foi a PTS. A proteína de soja pode tentar me agradar no sabor já que é bem temperada mas peca na textura, em se tratando de um possível substituto pra carne de verdade, e não convence um carnívoro de nascimento acostumado a comer carne 2x por dia a passar uma tarde inteira sem notar esta falta.

O suco de cenoura com limão também não me agradou, deu um sabor de detox na garganta e também não estou acostumado. Mas não ia tomar uma água mineral lá, queria entrar na brincadeira, imersão completa.

De todo modo, a experiência foi bastante positiva. Gostei bastante de tudo o que comi e acho que a falta da carne, seja ela permanente ou eventual, pode ser assimilada aos poucos. Ainda não me vejo vegetariano mas tenho muita vontade de, periodicamente, não consumir pelos motivos propostos no primeiro parágrafo. Quem sabe eu me acostume?

Plus: é muito barato. O quilo da comida custa R$29,90. Um prato bem servido custa menos de R$15 com bebida, o que é um bom diferencial.

Fica o convite pra uma visita ao Tsan The!

Restaurante Natural Tsan The

Rua Tenente Silveira, Sl 206. Centro, Florianópolis.

(48) 3223-2511

Aceita cartões

Almoço executivo e ostras no Centro Gastronômico Rita Maria

Fui conhecer o Centro Gastronômico Rita Maria esta semana. Como o nome enseja, não é um restaurante, um bistrô, um café ou um espaço gourmet. Demorou a acontecer mas quando finalmente a ficha caiu entendi a idéia do chef Narbal Corrêa: você pode comer tudo ali. Se há alguns dias atrás escrevi sobre um restaurante que servia churrasco 24 horas em Curitiba, agora enalteço este espaço que aberto fica das 9h da manhã até as 0h. Você pode tomar o seu café da manhã ou da tarde, pode almoçar e até jantar lá.

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Eu estive na hora do almoço e já na entrada vi as opções do Menu Executivo. Frango, bife; risoto para os vegetarianos e salada de entrada.

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Ainda nem havia escolhido e já recebi a salada na mesa, com um copo de suco de abacaxi bem geladinho. Gostaria que mais restaurantes fizessem isso. O cliente pode chegar morto de fome (ou se for sempre um morto de fome, meu caso) no seu restaurante que, mais das vezes, pode demorar um pouquinho pra preparar o seu almoço. É simpático recebê-lo já com algo que quebre o gelo e o buraco negro no estômago.

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Como um outro grande grupo havia pedido o bife grelhado, restaram frango e risoto vegetariano. E, me conhecendo o leitor, se eu disser que pedi um prato vegetariano justo na hora do almoço, causarei estranheza. Mas é que decidi além do menu executivo experimentar um prato feito próprio chef Narbal, que geralmente comanda as panelas no jantar onde serve à lá carte. Pedi o Ceviche de Ostras. Ir até o restaurante de um dos maiores conhecedores de frutos do mar da cidade e não quer sequer algo proveniente das nossas águas é uma ofensa, pensei comigo.

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E ele veio.

Saboroso, picante, bastante aromático, com caviar de tapioca e ovas. Ostras gordas, frescas, especiais. Esqueci por um momento que fugia do menu executivo e me deleitava com essa delícia que tão cedo não vai sair da memória.

Mas a realidade me esperava com a voracidade de um carnívoro para comer o meu prato que era um Risoto de Brócolis com Alcaparras. Não deixou a desejar também. É claro que depois de comer àquelas nostras poucas coisas fazem frente e merecem comparação, mas ainda assim aproveitei bastante o risoto.

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Bem temperado, bem servido e bem apresentado. Boa opção pra quem não come carne, quer comer bem e pagar pouco na hora do almoço no Centro de Floripa. A falta (ou a diminuição, talvez) da manteiga deixa ele um pouquinho mais seco, diferente daquele risoto cremoso e brilhoso dos italianos. Mas ainda assim muito saboroso.

O menu executivo custou R$16. Isso mesmo, você não leu errado: salada, risoto e suco por apenas 16 unidades de real. Já o ceviche custou R$18 e a conta fechou em trinta e sete cruzeiros.

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Ainda voltarei à noite para experimentar o restante do cardápio ou um menu degustação do Chef Narbal. Recomendo bastante a visita.

Centro Gastronômico Rita Maria

  • Rua Henrique Valgas, 318. Centro, Florianópolis.
  • 48 4009-2442
  • Estacionamento
  • Aceita cartões