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Sushinami: a esperança é um prato que se come cru

Ah, este pequeno bolinho de arroz envolto de ômega 3 no estilo americano de enxergar os nipônicos, embora saibamos que isso possa ser historicamente um grande erro… Ah, iguaria tão deliciosa e tão compatível com quase todas as dietas para redução de peso… Ah, salgado shoyu que tempera este controverso quitute e nos eleva a pressão arterial… Que jamais nos cansemos de procurar novos lugares para degustá-lo, ainda que esta batalha diária seja muitas vezes frustrante e nos deixem mais longe do primeiro milhão. Que jamais desistamos frente à camarões mal cozidos, peixes velhos e atendimento vergonhoso. Que nunca esmoreçamos face a qualquer imprevisto, visto que a perseverança é um prato que se come cru.

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Só me arrisco de poeta neste post que ora começa porque sei que a risada tende a ser boa. E o review é positivo, por supuesto. Embora este seja um grande spoiler do modelo tradicional de reviews, onde a conclusão vem só lá no final, numa obrigação religiosa de ler todo o meu emaranhado de baboseiras que este postulante a crítico de gastronomia, que da Michelin a única semelhança é a forma de pneu de uma 1313 8 marchas, te poupará saber que a poesia quase orgástica acima sem qualquer redondilha na métrica inexistente já é um convite para conhecer o Sushinami.

Falando sério agora, visitei dia destes o Sushinami. Não antes sem receber pelo menos uma dúzia de recomendações dos leitores aqui do blog para conhecer esta “nova” casa. Das indicações que me recordo, a Juliana, a Sandra e a Gabriela disseram, com outras palavras mas com a mesma idéia, que a cara era excelente. Eu que não sou besta de perder, fui. E me dei bem.

No Sushinami não há rodízio, o serviço é todo à lá carte. Se por um lado alguns acham que isso encarece o serviço, posso lhes garantir que aumentam as chances de a experiência ser bem sucedida. Não há porções reduzidas, produções em massa, pré-preparos exagerados que diminuem o frescor dos alimentos, enfim… A lá carte já foi sinônimo de caro, o que neste caso não é uma verdade. No fim das contas o valor para sair de lá mais que saciado é até menor que um rodízio. Creia. Um dos pontos da casa: preços honestos. Não há vista pro mar, não há rua badalada, não tem nada de especial e irrelevante que encareça a visita.

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Comecei os trabalhos com Missoshiro. Esta singela e saborosa sopa a base de pasta de missô e com pedaços de tofú (não é qualquer tofú, é um queijo de soja mais elaborado, segundo o garçom) dá aquela rejuntada no estômado para o que virá a seguir e pra esquentar o corpo num contraponto com a chuva e o frio sulista nessa época do ano.

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A Aline não quis sopa mas pediu um Yakissoba de carne. Muito saboroso, bem proporcional nos ingredientes e molho como poucos na cidade, e bem servido. Já não seria perdida a viagem se fôssemos só para comê-lo.

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Em seguida recebemos o Dragon Rainbowl, um dos uramakis especiais do cardápio. São 8 peças de de uramaki filadélfia envoltos por salmão, atum, peixe branco e camarão. Sushis saborosos e muito bem elaborados, com as coberturas dos uramakis fazendo uma espécie de “meio-a-meio” entre os peixes citados.

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Juntamente com eles vieram os nigiris de peixe branco, com finas fatias de limão dando um toque bastante interessante, como já é comum nas casas orientais, e também os Dyo (FINALMENTE ALGUÉM ESCREVEU CERTO NO CARDÁPIO!!!! GLÓRIA ALELUIA!!) Salmão Spice. Devia estar inspirado nesta noite, quase todos os pedidos envolveram pimenta.

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Por falar em pimenta, também comi os uramakis Salmão Spice. São uramakis que além do tradicional filadélfia e cebolinha, ganham também a pimenta japonesa.

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Como não estou podendo comer frituras, a Michele experimentou e aprovou o Temaki Hot Ebi, que é um temaki tradicionalmente feito com alga e arroz, com recheio de camarões empanados e fritos com molho teriyaki e cebolinha. Diz ela que estava uma delícia, eu confio.

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O Hot Sushi Filadélfia também estava lindo uma barbaridade, pelos mesmos motivos eu não comi, mas o Guilherme o fez por mim e também largou o seu jóinha.

O atendimento também se mostrou bastante eficiente, com todos os pedidos vindo de forma tranquila e sem problemas. Gentileza e hospitalidade, num ambiente pequeno mas muito aconchegante, que tornarão certamente o Sushinami um porto-seguro de olhos puxados para se voltar mais vezes.

Sushinami

  • Rod. Antônio Amaro Vieira, 2122. Itacorubi, Florianópolis.
  • (48) 3233-6784
  • Segunda à sábado, das 19 às 23h.
  • Estacionamento, aceita cartões.

 

 

Yakissoba da Ponte: Food truck de comida oriental no Kobrasol

Nos Estados Unidos Food Truck já é comum. Em São Paulo recentemente uma lei que libera e regulamenta foi aprovada. Por aqui ainda divide opiniões mas é ansiado por muitos entusiastas, eu incluso, um debate e, tão logo possível, uma carta branca pra que pequenos caminhões, utilitários e vans sirvam comida nas ruas, de forma itinerante e que viabilize bons e frutíferos projetos.

Enquanto o conceito puro de comida de rua através dos food trucks não é possível, algumas iniciativas já começam a despontar deixando este que vos escreve bastante animado e esperançoso pra que num futuro não muito longínquo seja normal estar no caminho de casa ou do trabalho e poder comer algo além do cachorro-quente, algo mais elaborado e nutritivo do que pipoca.

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Isso porque ontem inaugurou no Kobrasol, em São José, o Yakissoba da Ponte. Como o próprio nome enseja estava instalado no bairro Ponte do Imaruím, cidade de Palhoça, e agora mudou-se pra alegrar os cidadãos josefenses e florianopolitanos que não raro visitam as opções gastronômicas das imediações da Lédio João Martins.

Com um cardápio enxuto como todo bom food truck deve ser, o Yakissoba da Ponte oferece o carro-chefe e rolinhos primavera.

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São quatro tipos de Yakissoba: de carne, de frango, misto (o clássico carne + frango) e o vegetariano. Você pode escolher o tamanho médio e o grande, exceto o misto. Os valores variam de R$9 a R$15 dependendo do ingrediente e tamanho escolhido.

Já os Harumakis, ou rolinhos primavera, podem ser salgados (carne e legumes, frango e lefumes e queijo) ou doces (chocolate e romeu e julieta). Eles podem ser vendidos em unidades, que custa uma módica quantia de R$2,50 ou vir em porção de cinco unidades, custando apenas 10 pratas.

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Experimentei os dois pra não dizer que não falei das flores e gostei bastante do que provei. O meu Yakissoba misto veio bem servidor de todos os ingredientes, carnes inclusas nesta constatação, quentinho pois é feito na hora e estava bem saboroso. Único ponto negativo foi a quantidade de sal no molho, hipertenso de carteirinha acabei estranhando, mas imagino que seja algo a ser melhorado nos dias subsequentes à inauguração.

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Os rolinhos primavera estavam demais. Experimentei o de carne com legumes e o de queijo. Casquinha crocante, bem quentes (logo o recheio de queijo estava derretido e fazendo aquele efeito elástico que tanto adoramos e muito, muito saborosos.

Ao lado do trailer onde fica a cozinha, mesas e cadeiras confortáveis de madeira protegidas da chuva e do sereno por um grande toldo garantem a tranquilidade e o conforto necessários pra se comer aproveitando o movimento da Av. Presidente Kennedy.

Vale muito a visita!

Yakissoba da Ponte

  • Av. Presidente Kenney, 789. Em frente à Vox. Kobrasol, São José / SC.
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: sim

Kikoni Japafood: comendo um japinha no Centro

Sempre que converso sobre restaurantes de sushi com amigos ou produzo algum review que fale sobre as casas de japafood aqui no blog, principalmente nos posts que compilei as minhas visitas e elenquei os preferidos, o Kikoni é muito bem recomendado. O mais interessante é que a casa já tem um grupo de fãs que sempre comenta por aqui, então neste review acho que cumpro de vez a minha promessa de visitá-la e comentar as impressões que tive do lugar.

Aliás, registre-se que não foi por falta de vontade que eu ainda não havia ido lá. É que sempre que tive a oportunidade de passar pelo centro ou mesmo me programar para comer um sushi no Kikoni, algo saiu dos trilhos ou então a casa estava cheia (bom sinal pra eles, ruim pra mim que sou meio claustrofóbico e evito restaurantes abarrotados). Mas nem todo dia é dia santo, diz o ditado, e numa terça-feira dessas onde o frio deu as caras do Outono, lá estive pra experimentar as suas iguarias.

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Gostei do Kikoni. Sendo bem sincero, gostei muito das coisas que comi por lá. Pra facilitar a degustação e pra experimentar o máximo de variedades possível e comentar aqui no blog acabei indo no rodízio, como sempre faço nas casas de comida japonesa. Achei o sistema bem completo, a comida bem gostosa e o preço fazia jus ao que foi oferecido (mas sempre tenho a nítida sensação de que os donos se fodem comigo, apesar de sabermos que no rodízio há sempre a compensação aritmética dos que comem pouco). Por certo entra na lista dos meus favoritos.

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Começou me ganhando pelo ambiente. Apesar de pequeno, é bem organizado e iluminado e não participa do câncer dos restaurantes que têm luz baixa. Sob pena de parecer repetitivo, já que sempre bato nesta tecla, luz baixa é bom em motel, inferninho etc. Restaurante que te dá sono é FODA.

O atendimento é bom. Fui numa terça-feira, a casa estava quase cheia e mesmo assim tudo fluiu normalmente. Os pedidos vieram sem qualquer problema e sempre que precisava tinha um garçom por perto para ajudar.

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Gostei bastante da comida, também. Pratos saborosos, com uma boa apresentação e tudo parecendo fresco, feito na hora. Comecei por um batayaki de shimeji. Temperado na medida certa e bem quentinho, preparado na hora.

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Em seguida fui para os sashimis. Primeiro um tataki de atum e de salmão. O Tataki nada mais é que o sashimi maçaricado e temperado. Comparo ele sempre ao bife de chorizo das casas japonesas, grelhado por fora e cru no miolo. Não foi um dos melhores que eu já comi, mas cumpriu bem os eu papel.

Os sashimis comuns não ficaram pra trás e também estavam gostosos, principalmente o de salmão e atum.

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Dando sequência às degustações fomos à vedete do rodízio, o sushi. O filadélfia normal, que apesar de sem-vergonha, como alguns dizem, eu gosto (me processe!), alguns Dyo (que talvez você conheçam por Djow ou Joe graças alguns proprietários analfabetos e ignorantes) e um destaque especial para o Ebiten, que é um sushi de camarão empanado em massa especial, cream cheese e molho especial à base de shoyu. Se você for lá não deixe de experimentá-lo.

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O Ebifurai também estava delicioso, um camarão empanado na massa especial do Kikoni, bem crocante.

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Senti falta da crocância da alga nos temakis. Esse é um bem tradicional de salmão em cubinhos com queijo cremoso e cebolinha. Estava saboroso mas faltou a textura pra dar o “tchan” do temaki.

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Mas me surpreendi de verdade com o hamburguer de salmão. Poderia ter chegado lá e comido isso a noite toda, pago o rodízio só pra comer uns 4 ou 5 desses, num dia de bastante fome. O hamburguer assemelha-se muito com um tartar de salmão, só que grelhado. Acompanha uma saladinha e molho especial à base de shoyu.

O rodízio custa R$62 para os homens e R$54 para as mulheres.

Voltaria, sem dúvida, para uma segunda experiência.

Kikoni Japafood

  • Endereço: Rua Dom Jaime Câmara, 272
  • Telefone: (48) 3364-9990
  • Horário: De segunda à sexta-feira, das 11h às 14h30 e das 18h às 23h. Sábados e feriados das 18h às 23h30.
  • Aceita cartões: sim

Sushic: comida japonesa de altíssima qualidade em Coqueiros

Estou entusiasmado. Há tempos eu não tinha vontade de levantar da mesa de um restaurante e começar a aplaudir os responsáveis pela comida. Mas não é qualquer aplauso, é levantar-se da mesa, incorporar a Daiane dos Santos e dar um duplo twist carpado, fazer um solo do Poderoso Chefão na guitarra e com a Orquestra Filarmônica de Berlim executar um trecho de O Quebra Nozes, pra encerrar o espetáculo de congratulações aos cozinheiros envolvidos na minha refeição.

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Sou tão hiperbólico que usei o “tão” pra adjetivar-me como exagerado, sendo que hiperbólico já diria o suficiente. Usei entusiasmado mesmo sabendo que a expressão grega define aquele que “está cheio de Deus”, mesmo não sendo religioso. Eu não sei o que é duplo twist carpado nem nunca ouvi nada da orquestra alemã. Fato é o que o que passo a relatar agora não tem definições corretas ou farão algum sentido pro intelecto, coisas do paladar dificilmente são discernidas no estado de espírito que experimentei na visita ao Sushic.

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A pequena grande casa de comida japonesa (grande pra uma casa, pequena para um restaurante, e isso não é uma crítica) localizada na Abel Capela superou todas as expectativas. E se é ruim quando você frustra uma, é transecendental quando você a supera. E se há uma eferverscência nas casas de sushi de Floripa, ao continente apenas sobrava os pequenos quinhões. Em Coqueiros, mesmo, faltava um sushi com boa qualidade. Ambiente limpo, bem iluminado e aconchegante ao mesmo tempo, foge do clichê de iluminação baixa e que dá sono nos seus comensais e não é abarrotado de elementos nipônicos e ideogramas que fazem pouco sentido ao idioma patrício.

O atendimento impressiona muito. Muito do verbo “pra caralho”. E enquanto a patrulha da gramática se prepara pra condenar todo um texto por uma licença poética, sei que isso não é verbo, e você não sabe o que é um bom atendimento se ainda não foi visitar a casa. A comida vinha de lote, bem rápida, as bebidas idem. Há vários garçons na casa, isso ajuda bastante no meu entusiasmo. Você olha pro lado e já tem um garçom esperando pra anotar o pedido, eles têm passo leve, assim como o Sargento Caldeira. Nem o General Neto convalescendo da Guerra do Paraguai era tão bem atendido.

E se o ambiente e o atendimento já são como descrevi, imagina a comida. A comida do Sushic é um afago pra alma, um carinho no paladar, um adjetivo não definido num sujeito nada oculto. A comida vem de lote. Funciona, além do cardápio normal à lá carte, também com rodízio. Ou festival, como prefira. Vale o sistema “all you can eat”, você pode comer qualquer coisa dentro do cardápio, tirando as sobremesas, no festival. Sushi, sashimi, temaki, nigiri, pratos quentes etc. Você tem uma comanda com os ítens disponíveis no cardápio e vai anotando as quantidades. Eles levam, os “samae san” fazem suas comida e vão te trazendo, quando então te dão uma nova comanda para novos pedidos adicionais.

Salmão Crispy: filadélfia com massa crocante
Salmão Crispy: filadélfia com massa crocante

Via de regra são os mesmos sushis que você encontra na concorrência. Mas além de um arroz mais bem preparado e temperado e um peixe muito mais saboroso e fresco, eles oferecem algumas variações, que fazem a diferença e acrescentam muito na experiência. Um exemplo disso é o Salmão Crispy, um sushi filadélfia, figurinha já carimbada por estas plagas, com uma massa crocante por cima.

Skin Sushic: Uramaki de pele de salmão grelhada, com uma fatia de salmão em volta, raspas de limão e molho de maracujá.
Skin Sushic: Uramaki de pele de salmão grelhada, com uma fatia de salmão em volta, raspas de limão e molho de maracujá.

Outra delícia é o Skin Sushic. que além de ser um uramaki recheado com pele de salmão grelhada, é coberto por uma fatia de salmão cru, raspas de limão e molho de maracujá. Não deixem de experimentar esse sushi ao visitar a casa.

Sashimi de salmão, atum e peixe branco
Sashimi de salmão, atum e peixe branco

O sashimi também é digno de ser mencionado. Cortes frescos de salmão, atum e peixe branco do dia muito bem preparados. O peixe foi muito bem escolhido, isso diferencia os meninos dos homens, os amadores dos profissionais. Engana-se que sashimi é qualquer tipo de peixe cortado.

Tataki: fatias de salmão e atum seladas
Tataki: fatias de salmão e atum seladas

Há também os especiais, como o tataki, que é um sashimi de salmão ou atum selado. Ele é grelhado por fora e cru por dentro, e temperado com molho de soja.

Temaki de salmão e cream cheese
Temaki de salmão e cream cheese

Gosta de Temaki? Tem também. Bem recheado e sem aquela miserinha de peixe em proporção ao volumétrico arroz. Esse é de salmão com cream cheese, o filadélfia dos cones.

Ebi furai: camarão empanado
Ebi furai: camarão empanado

Dos pratos quentes, faço questão de ressaltar o Ebi Furai, que é o camarão empanado. Simples como deve ser, mas muito saboroso e crocante na casquinha, com o camarão macio. Há também os harumakis, que são os rolinhos primavera, o missoshiru (sopa de soja com macarrão somen), tempurá de legumes e camarão, yakissoba, frango empanado e peixe grelhado. Importante pra quem não come sushi ou comida crua. Sad but true.

O preço deste rodízio varia com o dia. De segunda à quinta-feira o festival custa R$49,50 para os homens e R$40,50 para as mulheres. Sextas e sábados custa R$55 e R$45. Você pode visitar o site do Sushic e conferir algumas promoções sazonais.

Recomendo com todas as minhas forças uma visita à casa, na certeza de que o Sushic entrará para os TOP 5 sushis de Floripa na próxima edição, agora muito bem representando o continente, as vezes esquecido nas culinárias menos tradicionais. Não estou sozinho nesse pensamento, a Michele também já escreveu suas (ótimas) impressões sobre a casa.

Sushic Restaurante

  • Endereço: Rua Dr. Abel Capela, 337. Coqueiros, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3028-4576
  • Horário: de segunda à sábado, das 19h às 23h.
  • Aceita cartões: sim
  • Wifi: sim

Sushi Roots e a insistência em conhecer a casa

Quando tive a idéia de conhecer o Sushi Roots da Barra da Lagoa fiquei em dúvida. Já havia conhecido a filial do Canto dos Araçás e achado um tanto quanto normal. Nem ruim nem extraordinário. Bom. Apenas bom. Mas como lembrei que alguns leitores indicaram a casa e fizeram questão de salientar que se referiam à unidade da Barra resolvi insistir.

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A primeira visita foi frustrada. O local tem uma pegada bastante intimista, é um restaurante muito aconchegante e pequeno, então você precisa chegar cedo. Ou encarar alguns minutos aguardando vagar uma mesa. Mas insisti na visita, mesmo com sendo este o segundo sinal pra eu desistir da empreitada. A indicação de vocês vale mais do que qualquer imprevisto.

E me surpreendi.

Vista pra Lagoa da Conceição
Vista pra Lagoa da Conceição

Agradeço desde já pelas indicações porque eu me surpreendi positivamente e não falhei em insistir na visita da pequena estrutura anexa à uma marina que dá de frente pra Lagoa da Conceição, com uma vista e um pôr-do-sol de dar inveja a outros grandes da cidade. O lugar é perfeito, insisto em dizer aconchegante e muito bonito. A decoração faz um misto entre o surf e a cultura japonesa, pra nem perder a essência do lugar nem a dos frequentadores.

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O Sushi Roots oferece tanto o sistema à lá carte quanto o de festival, no estilo all you can eat, onde os sushis, sashimis, temakis, hot rolls e pratos quentes são servidos a vontade.

Sushi e sashimi
Sushi e sashimi

Os trabalhos foram abertos com sushis e sashimis. Peixe branco, salmão, atum e polvo bem frescos e saborosos, bem cortados e servidos na medida me fizeram aprovar o sashimi. Os sushis, além do frescor do peixe, são feitos com arroz na quantidade certa e bem temperado. Cada sushi experimentado, seja um simples filadéldia ou até mesmo um dos especiais da casa, que é o Spice tuna, estava delicioso.

Temaki de salmão e cream cheese
Temaki de salmão e cream cheese

Como já é praxe, também experimentei um temaki. Uma das tendências em sistemas de consumo livres é que o temaki acabe pecando um pouco na qualidade, o que não aconteceu no Roots. Pelo contrário, a alga bem crocante e o recheio bem preparado garantiram a qualidade desta iguaria, digna das melhores temakerias da cidade.

Dyo  e nigiri de camarão
Dyo e nigiri de camarão

Experimentei, ainda, um dos sushis preferidos aqui na cidade: o dyo. Ou joe, como alguns restaurantes chamam. Gostar de salmão e comer um dyo é como um bebedor de uísque pedindo um duplo. Além da fatia de salmão que faz as vezes da alga que reveste o bolinho de arroz, outro tanto do peixe cortado em pedaços bem pequenos e misturado à cebolinha nirá cobrem este quitute de forma mágica. O nigiri de camarão, que você vê na foto, também é altamente recomendado.

Sushi doce
Sushi doce

Fechei a degustação com sushis doces. Pedi um pouquinho de cada para conseguir experimentar todos. Destaque para o sushi doce de banana com leite condensado, frito. É basicamente um sushi de banana empanado e frito com leite condensado por cima. Parece simples, e por isso mesmo recomendo experimentá-lo.

O festival custou cerca de R$50, fechando a conta em pouco mais de R$60 incluindo as bebidas.

O atendimento é rápido e gentil. Durante toda a sua estada no restaurante você vê o movimento da cozinha, uma boa equipe de cozinheiros preparando os seus pedidos, e na linha de frente excelentes profissionais fazem tudo fluir de forma perfeita. Tudo veio conforme solicitado e num tempo bastante rápido, o suficiente (e não mais que isso) pra que fosse bem preparado.

Sem sombra de dúvida entrou pra lista dos preferidos, mesmo sendo necessário insistir pra comer por lá.

Sushi Roots

  • Endereço: Beco dos Coroas, 41. Barra da Lagoa. Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3234-0833
  • Horário: diariamente das 19h às 0h.
  • Aceita cartões: sim
  • Estacionamento: sim

Matsuri, um sushizinho do Campeche com amigos queridos

Dia destes a Priscila do Saboreando Floripa me perguntou nos comentários do post que fiz sobre a premiação da Revista Veja Comer & Beber aqui de Santa Catarina se eu tinha achado justa a lista de restaurantes eleitos. Bons observadores que somos, chegamos a conclusão que gosto é uma coisa muito subjetiva e que cada voto é merecedor de credibilidade. Não há como estabelecer critérios exatos e elegermos os melhores restaurantes sob um ponto de vista técnico. Ainda mais se levarmos em consideração o gosto pessoal e instransferível de cada um, seus anseios e suas necessidades. Você pode juntar uma coleção de especialistas no assunto e ainda assim o assunto trará divergências e longas horas de elucubrações vazias.

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Existe, sobretudo, um fator emocional muito importante quando escolhemos um lugar pra comer. É o que acontece com o comfort food, as vezes o prato nem é tão gostoso assim, senso comum, mas nos traz à memória momentos de extrema felicidade ou conforto pra alma que mesmo assim o comemos, e consideramos estar ingerindo a panacéia. E de certa forma estamos.

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Um desses lugares é o Matsuri, uma casa de sushi ali do Campeche. É um restaurante normal, simples, com atendimento também normal e comida boa. Não é excepcional, não traz nada de novo ante a concorrência acirrada dos sushi bar de Florianópolis. É saboroso, a matéria prima bem selecionada, tudo funcionou perfeitamente, mas ele será sempre lembrado pela noite em que reencontrei dois amigos queridos, e não se o peixe estava totalmente fresco ou se o garçom demorou pra trazer uma Coca.

Mas se resenhar é preciso, então lá vai…

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O Matsuri é bom. Trabalha com o sistema à lá carte e nas terças, quintas e sábados oferece o festival de sushi a preços atrativos. R$40 reais as mulheres e R$50 os homens. Inclui neste rodízio o sushi, sashimi (25 peças por pessoa), nigiri, hotsushi e temaki. Foi esse que eu pedi, afinal a diferença entre comer o rodízio e o à lá carte, na parte de sushis e derivados, era só a quantidade mesmo.

O atendimento é bom, funciona. O Guilherme, garçom que nos atendeu, muito educado e gentil, trouxe tudo o que lhe foi solicitado sem qualquer problema. Além disso nos explicou o cardápio, nos ajudou a escolher e entender qual o melhor pedido para aquela noite e nos deixou bem a vontade.

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Os sushis são bem feitos, desde os hossomakis tradicionais de salmão e pepino, passando pelo filadélfia deles que é bem gostoso chegando no que foi o meu preferido da noite, o uramaki skin (pele de salmão frita, tarê e nirá).

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Pedimos também sashimis e nigiris, todos eles bem preparados. O salmão bem cortado, postas grossas (alguns ainda confundem carpaccio com sashimi), o peixe estava fresco e tudo ia conforme mandava o figurino.

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Dos temakis eu escolhi também o sabor filadélfia, pedaços de salmão picados com cream cheese fazem o recheio do cone de alga com arroz.

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O hot roll filadélfia é igualmente gostoso. Bem crocante e vem ainda quente pra mesa, fresco e saboroso.

Ambiente climatizado e aconchegante, necessário para aguentar o verão catarinense que insiste em castigar os mais adiposos.

No fim a conta deu R$63 reais por pessoa, contabilizando as bebidas e os dez purça do garçom. Recomendo a visita!

Saí de lá satisfeito, com o corpo alimentado e a alma leve. E o Matsuri será sempre lembrado pela noite em que vi o Patrick e a Natália crescidos, a Karla e o Fernando bem felizes e morando na casa dos sonhos, ali perto do restaurante. São esses detalhes que importam, são esses que elegem os vencedores da Veja Comer & Beber, pois é feita pelo público, quem paga a comida e a porcentagem do garçom, e tem o direito puro e legítimo de achar que a birosquinha da Dona Nena faz o melhor ovo frito com arroz de forno de Tangamandápio. Nada mais que isso interessa.

Matsuri Sushi Lounge

  • Endereço: Av. Pequeno Príncipe, 1615. Campeche, Florianópolis.
  • Telefone: (48) 3304-8779
  • Horário: de terça à domingo, das 19h às 23h30.
  • Aceita cartões: sim